Porto Alegre, 08 de novembro de 2018 Ano 12 - N° 2.855
Os leites em pó foram os grandes "responsáveis" por este forte aumento no volume total importado. Em outubro, 10,3 mil toneladas de leite em pó integral foram internalizadas, quase 90% a mais em relação ao volume de setembro (5,4 mil toneladas). No desnatado, o volume importado de quase 4 mil toneladas foi mais do que o dobro (+150,7%) em relação a setembro (1,6 mil toneladas).
Internamente, há um certo equilíbrio entre a oferta e a demanda de leite em pó (seja desnatado ou integral), que vem impedindo fortes variações nos preços. Mesmo assim, o momento de desvalorização cambial na Argentina e no Uruguai (especialmente no primeiro), fez com que o produto ficasse consideravelmente mais competitivo no Brasil, como abordamos recentemente aqui. No acumulado de 2018 (janeiro - outubro), o preço médio de importação do leite em pó integral argentino caiu 11,1% em relação ao mesmo período de 2017, enquanto o uruguaio recuou 8,8% no mesmo período.
Assim, em outubro o Brasil importou 6,4 mil toneladas de leite em pó integral da Argentina, contra 3 mil toneladas em setembro, a um preço médio de US$2.962/tonelada, o menor preço de 2018, como ilustra o gráfico 2.
Gráfico 2. Volume e preço de importação do leite em pó integral argentino. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados da Secex.
Quanto aos demais produtos, as importações de queijos caíram 12% em outubro (2,5 mil toneladas) na comparação com setembro (2,8 mil toneladas), as de manteiga aumentaram 1% (481 toneladas em outubro vs. 476 em setembro), e as de soro praticamente não tiveram alteração com 937 toneladas adquiridas em outubro, contra 928 em setembro. Observe na tabela 1 a estratificação dos produtos lácteos importados e exportados pelo Brasil em outubro. (MilkPoint)
Arla utiliza tecnologia blockchain para mostrar a jornada do leite aos consumidores
A Arla Finlândia foi a primeira a tornar a sua cadeia de produção leiteira (da fazenda aos lácteos nas prateleiras) aberta ao público, por meio da tecnologia blockchain. Os dados salvos na fazenda leiteira, durante a coleta e processamento de leite são automaticamente transferidos para a Arla Milkchain, onde podem ser vistos por qualquer pessoa.
Israel assina acordo para reformar o mercado lácteo
O Ministro das Finanças de Israel, Moshe Kahlon, o Ministro da Agricultura Uri Ariel, a Associação de Agricultores de Israel e a Associação de Criadores de Gado assinaram um acordo de reforma no mercado de lácteos no dia 29 de outubro. A reforma deve reduzir o custo dos produtos lácteos, abrir a economia para importações graduais, economizar centenas de milhões de shekels por ano para a economia e para as famílias consumidoras.
"Assinamos uma reforma histórica no mercado de lácteos que reduzirá significativamente os preços do leite para os cidadãos israelenses, melhorará a indústria de laticínios e desenvolverá uma competição saudável, juntamente com medidas destinadas a proteger o agricultor israelense. Parabenizo os agricultores e os chefes das organizações sobre a assinatura do acordo que traz grandes notícias para os cidadãos de Israel na luta para reduzir o custo de vida".
Benefício para os consumidores
Ariel chamou o acordo de "inovador" e disse que o acordo beneficiará os agricultores e os consumidores israelenses. "O acordo faz parte da política do Ministério da Agricultura para fortalecer o setor lácteo e assinar um acordo de exportação de lácteos para a China. Continuaremos trabalhando para fortalecer os agricultores israelenses e a produção local de que tanto nos orgulhamos", disse Ariel. O presidente da Associação de Agricultores de Israel, Meir Tzur, disse: "meu objetivo ao chegar a um acordo era preservar a produção familiar, toda a indústria de laticínios na agricultura e indústria, e de fato mantermos, a indústria de lácteos e a indústria local".
Preços mais baixos
Atualmente, segundo o governo, os produtos lácteos em Israel estão entre os mais caros do mundo. O acordo deve reduzir significativamente os preços de produtos lácteos supervisionados, como leite, queijo amarelo e creme, bem como produtos não regulamentados. As doações de NIS 450 milhões (US$ 120,96 milhões) serão destinadas à manutenção das fazendas existentes, para incentivar a construção de grandes e eficientes fazendas leiteiras, aposentadoria e o estabelecimento de parcerias. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint)
A gigante de laticínios FrieslandCampina Ingredients tem como objetivo capitalizar com mais eficácia a crescente demanda por ingredientes de alta qualidade na América Latina, com seu novo escritório de vendas em São Paulo, Brasil. O movimento segue expansões geográficas semelhantes nos últimos anos, com o fornecedor de ingredientes abrindo novos escritórios regionais de vendas em Nova York, Pequim, Cingapura e São Paulo, além do escritório central em Amersfoort, na Holanda. "Nosso principal objetivo para o crescimento é criar uma ponte de sucesso entre nossos ingredientes de alta qualidade e a indústria de alimentos da América Latina", disse Eliane Cabral, diretora-geral para a América Latina. "Ao expandir na região, estamos em uma posição melhor para fazer parcerias com nossos clientes para oferecer experiências saudáveis e prazerosas aos consumidores." (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)