Porto Alegre, 28 de março de 2025 Ano 19 - N° 4.361
Quem são os 100 maiores produtores de leite do Brasil? Quais são as suas principais características de produção? Onde estão localizados? O Levantamento Top 100 2025 está disponível, acesse!
O Levantamento que mapeia os 100 maiores produtores de leite do país acaba de ser publicado. Nele, você encontra dados detalhados sobre volume de produção, custos, sistemas de produção, raças, sustentabilidade e rentabilidade. Além disso, o material apresenta um ranking exclusivo, classificando individualmente os 100 maiores produtores de leite do Brasil.
Os dados completos do estudo estão disponíveis gratuitamente – basta clicar na imagem abaixo para acessá-los. Ao longo da matéria, você confere alguns destaques com as principais informações levantadas.
Maior crescimento anual das últimas duas décadas
Os números de produção média diária ficaram em 32.555 litros – esse foi o maior crescimento anual dos últimos 20 anos, refletindo a maior abrangência do levantamento, o avanço da produção dos participantes.
Figura 1. Produção de leite média diária por propriedade no Levantamento Top 100, de 2001 a 2024.
Fonte: Levantamento Top 100 2025 MilkPoint/ABRALEITE.
Em comparação com 2001, o valor é aproximadamente 400% maior, enquanto o crescimento da produção formal no mesmo período foi de 90,4%, ao passo que a produção total teve um crescimento no período de 76,3%, considerando a estimativa da equipe MilkPoint para 2024, visto que os dados oficiais ainda não foram divulgados pelo IBGE.
Figura 2. Índices de crescimento do volume de produção de leite dos Top 100, produção de leite formal e total do Brasil, 2001 a 2024.
Fonte: Levantamento Top 100 2025 MilkPoint/ABRALEITE.
"Os dados revelam um crescimento expressivo superior a 13% entre 2023 e 2024, impulsionado tanto pela ampliação do levantamento, que contou com a participação de 16 novos produtores, quanto pela evolução da produção do grupo. Um dado especialmente relevante é que, ao analisarmos apenas os produtores que participaram do estudo tanto em 2024 quanto em 2025, o crescimento foi superior a 11%, representando um incremento de mais de 100 milhões de litros de leite. Esse avanço é reflexo de diversos fatores como investimento em tecnologias, genética, gestão e bem-estar, que contribuem para a eficiência e competitividade do setor.", destacou Stephanie Gonsales, Zootecnista, responsável pelo Conteúdo do MilkPoint e pelo Levantamento Top 100
Figura 3. Comparação da produção total do grupo presente no Levantamento Top 100 2024 e 2025.
Fonte: Levantamento Top 100 2025 MilkPoint/ABRALEITE.
Volume de produção dos Top 100 representa quase 5% da produção formal do país
A representatividade da produção das fazendas do Top 100 em relação ao volume total de leite inspecionado no Brasil vem crescendo ao longo dos anos. De acordo com o Levantamento Top 100 de 2025, essa participação corresponde a 4,74% da produção formal do país.
O gráfico abaixo permite avaliar a evolução da participação dessas propriedades ao longo do tempo, acompanhando mudanças estruturais no setor.
Figura 3. Percentual que a produção dos Top 100 representa do leite inspecionado.
Fonte: Levantamento Top 100 2025 MilkPoint/ABRALEITE.
“Embora os Top 100 representem uma parcela pequena do leite (4,74% do leite formal), essa participação vem crescendo ao longo dos anos. Esse crescimento reflete a consolidação e profissionalização do setor, com um número cada vez maior de produtores operando em larga escala e adotando tecnologias avançadas, gestão eficiente e práticas sustentáveis. Além dos Top 100, há uma quantidade significativa de produtores aumentando a escala de produção, de forma que os top 100 são uma espécie de ponta do iceberg da transformação que ocorre no país”, diz Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da MilkPoint Ventures.
O relatório completo do Top 100 2025 conta ainda com dados sobre:
● Comercialização e laticínios e muito mais!
As informações e análises detalhadas estão disponíveis gratuitamente. Para ter acesso, clique aqui.
Esta iniciativa contou com o apoio das empresas Casale, Cowmed, MSD Saúde Animal, Supra Sementes e Tortuga | DSM, às quais agradecemos a viabilização do projeto.
Conseleite Santa Catarina
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 28 de Março de 2025 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Fevereiro de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março de 2025.
O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)
Emater/RS: Informativo Conjuntural 1860 de 27 de março de 2025
BOVINOCULTURA DE LEITE
As infestações de moscas e carrapatos continuam elevadas, com registros de casos de tristeza parasitária bovina em alguns rebanhos, exigindo controle estratégico. As temperaturas mais amenas têm contribuído para o bem-estar animal das matrizes leiteiras.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção de leite segue estável, favorecida pelo clima mais ameno e pelo uso de silagem e feno em propriedades mais preparadas. Nas pastagens de verão implantadas tardiamente, há adequada oferta de forragem.
Na de Caxias do Sul, aumentou o uso de silagem e de suplementação para a manutenção da produtividade. Os animais buscaram pastejar nos horários mais frescos do dia, e o conforto foi auxiliado pelo uso de ventiladores e aspersores em sistemas confinados.
Na de Erechim, o estado sanitário do rebanho é considerado estável, e há baixa incidência de mastites e problemas de casco, favorecida pelo tempo mais seco.
Na de Frederico Westphalen, a produção continua em queda, influenciada pela sazonalidade e pelas altas temperaturas anteriores, que causaram estresse térmico e redução no consumo de alimentos pelos animais.
Na de Lajeado, houve pequena queda na produção de leite devido ao calor excessivo, mas a produtividade já se recupera em função das temperaturas mais amenas e da disponibilidade de forragem.
Na de Passo Fundo, a redução na oferta e na qualidade das pastagens tem exigido ajustes na dieta dos rebanhos. Também tem sido intensificado o uso de silagem, concentrados e sal mineral para a manutenção do escore corporal e da produção.
Na de Pelotas, alguns municípios, como Capão do Leão e Santa Vitória do Palmar, registraram aumento no preço do leite.
Em Herval, há relatos de retorno de produtores à atividade.
Na de Santa Maria, as temperaturas amenas e a nebulosidade favoreceram o bem-estar animal e contribuíram para manter níveis adequados de produtividade nas propriedades leiteiras.
Já na de Santa Rosa, a estiagem tem afetado a atividade, e há relatos de falta de água para dessedentação dos animais em algumas propriedades, sendo necessário o transporte com tanques.
Na de Soledade, os produtores iniciaram o preparo do solo e a semeadura das pastagens de inverno, mas a baixa umidade do solo interrompeu o avanço dessas práticas em algumas áreas. As temperaturas mais amenas favoreceram o bem-estar dos animais. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat RS)
Jogo Rápido
Boletim semanal agrometeorológico
O Rio Grande do Sul, na última semana, foi marcado por chuvas de baixo volume e por variações nas temperaturas máximas ao longo dos dias. As chuvas registradas nos últimos sete dias ocorreram de forma irregular sobre o Estado, e os maiores acumulados ficaram concentrados principalmente entre a Fronteira Oeste e o Sul, além de áreas do Centro-Norte ao Nordeste. Os volumes variaram entre 1 e 50 mm nessas regiões. A temperatura máxima registrada ocorreu em São Borja, atingindo 37,1 °C no dia 24/03, e a temperatura mínima registrada foi de 7,9 °C, registrada em São José dos Ausentes, no dia 23/03. Já a previsão para os próximos dias indica a volta das chuvas generalizadas sobre o Estado, podendo ser observados volumes intensos em algumas regiões. No sábado (29/03), o sistema do dia anterior já deverá ter se deslocado para o oceano, podendo ainda provocar ventos de maior intensidade e nebulosidade, principalmente no Litoral do Estado. No domingo (30/03), a condição de tempo seco e firme deve predominar ao longo do dia, com a elevação das temperaturas. No entanto, no final do dia, há previsão de aproximação de um novo sistema frontal no RS. Na segunda-feira (31/03), a frente fria, que deverá adentrar o Estado no domingo, avançará pelo RS ao longo de todo o dia. Essa condição deverá permanecer na terça-feira (01/04). Na quarta-feira (02/04), o sistema não afetará mais o Estado; no entanto, a massa de ar frio associada a ele deverá causar redução nas temperaturas no RS. O prognóstico para os próximos sete dias indica a ocorrência de chuvas generalizadas em todo o Estado, com acumulados entre 30 e 100 mm na maior parte do território. As exceções são o Sul do Estado e as áreas ao redor da Laguna dos Patos, onde os volumes previstos ficarão inferiores, entre 5 e 50 mm. (Boletim Agrometeorológico)