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02/04/2025

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 02  de abril de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.364


Frencoop e Sistema Ocergs apresentam agenda institucional para 2025

Com o objetivo de fortalecer o relacionamento entre o setor cooperativo e os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, o Sistema Ocergs, em parceria com a Frencoop-RS, apresentou, nesta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, a Agenda Institucional do Cooperativismo Gaúcho para 2025.  O documento elenca as prioridades dos setes ramos do segmento no Estado, com destaque para o Agropecuário. 

Participaram do evento o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann; o presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas (PT); o coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz e o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, além de deputados estaduais e lideranças do setor. 

Coordenador da Frencoop-RS, o deputado estadual Elton Weber (PSB) destacou como demanda comum a todos os ramos a regulamentação e transição da Reforma Tributária, especialmente na aferição da alíquota do regime geral que não resulte em encargo excessivo ao setor produtivo e a competitividade dos produtos e serviços gaúchos.  

E enfatizou a urgência em resolver os passivos provocados pelas secas e enchentes sobre as cooperativas agropecuárias. “Precisamos reestabelecer as condições para que as cooperativas continuem crescendo e colaborando como protagonistas para sustentação da economia gaúcha. Este parlamento é um parlamento cooperativo. De uma ou outra forma, diariamente, os 55 deputados estão trabalhando pelo cooperativismo” 

Já o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann chamou a atenção para a importância da adimplência das cooperativas para o pleno desenvolvimento do Estado.” "Temos defendido o alongamento das dívidas rurais, para que o produtor possa voltar à adimplência e fazer seus investimentos. Sabemos dos desafios de adaptação frente às mudanças climáticas, mas, antes, precisamos equacionar a questão do endividamento. Para além do agro, trabalharemos em conjunto com os entes públicos as pautas prioritárias para cada um dos ramos do cooperativismo em 2025." 

Ramos Cooperativos: 

● Agropecuário 
● Crédito 
● Consumo 
● Saúde 
● Infraestrutura 
● Trabalho, Produção de Bens e Serviços 

● Transporte  

As informações são da Assembleia Legislativa do RS
 

O poder de compra do leite em 2024

O poder de compra do leite é um indicador que aponta a quantidade de leite necessária para aquisição de insumos utilizados na atividade primária leiteira em um período determinado. Mas como se comportou esse indicador em 2024? Confira!

O poder de compra do leite é um indicador que aponta a quantidade de leite necessária para aquisição de insumos utilizados na atividade primária leiteira em um período determinado. É a relação entre o preço do insumo no mercado à vista e o valor recebido pelo produtor por cada litro de leite. Quanto maior o resultado, mais litros de leite o produtor precisa dispor para adquirir determinado insumo e vice-versa. 

Este artigo analisa as flutuações do poder de compra de diferentes insumos utilizados na produção leiteira e suas implicações diretas para os produtores, entre janeiro e dezembro de 2024. Os valores médios do litro de leite recebido pelo produtor foram obtidos junto ao Cepea/USP e os preços dos insumos foram coletados mensalmente pelo Centro de Inteligência do Leite da Embrapa no comércio varejista. Todos os preços são válidos para o estado de Minas Gerais. Este estudo apresenta a sua evolução durante o período analisado.

O preço recebido pelo litro de leite variou significativamente ao longo do ano de 2024. Por outro lado, os preços dos insumos oscilaram de forma menos expressiva, variando negativamente boa parte do período analisado. Assim, o poder de compra apresentou relação benéfica ao produtor em todo o período, favorecendo a rentabilidade do produtor.
 
Os preços do leite ao produtor mineiro foram crescentes entre jan/24 e set/24, quando atingiu o maior preço da série. Apresentou variações negativas nos últimos três meses do ano. Mesmo o recorde de importação de produtos lácteos de 2024 não foi suficiente para barrar o aumento significativo nos preços pagos ao produtor. O aumento da massa de rendimento da população brasileira com o consequente aumento do consumo de lácteos contribuiu para esse cenário de crescimento da rentabilidade do produtor. (Figura 1).

Figura 1 – Evolução do Índice de Preço Recebido pelo Produtor (IPR) pelo litro de leite e do Índice de Custo de Produção do Leite (ICPLeite/Embrapa), em Minas Gerais, entre jan/2024 e dez/2024 (dez/2023 = 100).
 

Fonte: Embrapa (2025). 

A variação acumulada do custo de produção do leite em 2024 foi de 2,1%. Embora o ano tenha apresentado uma inflação contida, as oscilações verificadas entre os meses apresentaram volatilidade significativa. Foram 8 meses com variações positivas contra quatro meses de negativas. A expressiva redução nos preços dos grãos que ocorreu entre fev/24 e abril/24, causada pela boa safra brasileira e pela queda dos preços internacionais, foi determinante para conter o índice de custo de produção, que acumulou variação negativa até ago/24, tornando-se positiva a partir de set/24.

Houve fortes variações nos preços dos itens que compõem este índice. O preço de 50 kg de adubo 20:05:20 apresentou expressiva queda de 63%, saindo de R$ 142,58 em jan/24 e chegando a R$ 87,44 em jun/24; o saco de 50 kg de fubá custava R$ 77,13 em jan/24 e nos meses de abri/24 e mai/24, R$ 56,45, registrando variação negativa de 37%. O preço de cinco litros de glifosato oscilou de R$ 155,48 para R$ 125,78 entre jan/24 e jul/24, mantendo-se estável até ou/24. No entanto, esse preço se recuperou nos últimos dois meses do ano, fechando 2024 em R$ 153,96/galão.

Comparando o primeiro ao último mês de 2024, verifica-se que o poder de compra do litro de leite melhorou para a aquisição de nove dos dez itens pesquisados. As melhorias mais expressivas foram encontradas no adubo 20:05:20 (redução de 67,56 litros para 39,10 litros de leite para aquisição de 50 kg do produto), no fubá (de 36,55 para 26,36 litros de leite para o saco de 50 kg) e no saco de 50 kg de soja (de 66,68 para 44,63 litros de leite). A relação se tornou mais desfavorável somente para o saco de 50 kg de farelo de algodão, que variou de 21,67 litros para 32,4 litros de leite. Estas informações estão contidas no Quadro 1 que destaca, em vermelho, os meses em que a relação de troca foi pior para o produtor de leite e, em verde, os meses em que ela foi mais favorável a ele.
 
O poder de compra do leite apresentou sua melhor relação em set/24, quando o maior número de insumos exigiu a menor quantidade de litros de leite para sua aquisição. Por exemplo, neste mês foram necessários apenas 44,63 litros de leite para comprar 50 kg de soja. Esta proporção havia alcançado 66,68 em jan/24. Também neste mês o poder de compra do glifosato atingiu 42,03, significativamente inferior aos 73,67 litros observados no primeiro mês da série, e concentrado mineral também atingiu seu mínimo, registrando 42,95. 

A pior relação para o produtor foi verificada em jan/24, quando o preço médio que o produtor recebeu pelo litro do leite foi o menor da série. Naquele momento, foram necessários 33,9 litros de leite para adquirir 5 litros de sanitizante, 2,72 litros de leite para custear um litro de óleo diesel e 43,05 litros para adquirir 50 kg de ração para vaca em lactação 22% PB. 

A relação de troca do litro de leite por insumos produtivos teve expressiva melhoria ao longo do ano de 2024. A combinação entre a inflação de custos contida e a expressiva alta no preço recebido pelo litro de leite culminou em uma maior rentabilidade, criando um cenário mais favorável para o produtor. No entanto, o aumento da taxa de câmbio pode encarecer as commodities e pressionar os custos de produção. Ademais, o preço recebido pelo litro de leite vem caindo no último trimestre indicando arrefecimento ou mesmo reversão desse cenário tão favorável ao produtor. 

As informações são da Embrapa Gado de Leite.

Alimentação saudável | Geração Z e Moo-llennials bebem mais leite do que nunca

Uma nova pesquisa da Dairy Australia revelou que as gerações Z e Millennials estão bebendo mais leite do que nunca.

Os dados mostram que pessoas entre 18 e 34 anos aumentaram em média 11% o consumo diário de leite nos últimos seis meses.

Além disso, 85% dos australianos consideram os laticínios alimentos saudáveis e nutritivos, um recorde histórico para o setor.A nutricionista da Dairy Australia, Kristina Gorgievska, explicou que, apesar dos diferentes motivos que levam os consumidores a escolherem leite, queijo e iogurte, todos compartilham a percepção de que esses alimentos oferecem diversos benefícios à saúde.

“Inúmeros australianos preocupados com a saúde estão reconhecendo os benefícios nutricionais dos laticínios como alimentos completos. As pessoas buscam nos laticínios um reforço natural de nutrientes, e sem dúvida as redes sociais influenciam essa tendência”, afirmou.

“Tendências como os alimentos funcionais impulsionam o consumo de laticínios por seus benefícios à saúde, seja pelo aporte de probióticos para o intestino ou pela alta concentração de proteínas.”

Além disso, a crescente preocupação com o consumo de proteínas coloca os laticínios no centro das atenções.

Gorgievska destacou que os laticínios oferecem naturalmente 10 nutrientes essenciais, consolidando sua reputação como alimentos indispensáveis para a saúde.

Os dados mais recentes, de 2023-2024, indicam que os australianos consomem em média 88 litros de leite, 12,5 kg de queijo e 10 kg de iogurte por ano.

Harvey Reporter - Traduzido e adaptado para eDairyNews 


Jogo Rápido

Investimento | COOPAR/POMERANO amplia armazenamento com novo silo isotérmico na BR 116
A COOPAR/POMERANO, indústria de laticínios localizada na BR 116, ampliou sua capacidade de armazenamento com a instalação de um Silo Isotérmico de Armazenagem. O novo silo, com capacidade para 75 mil litros, pode ser utilizado para armazenar tanto leite quanto soro. Este investimento é parte de um esforço contínuo da cooperativa para aprimorar suas unidades e garantir produtos de qualidade, representando o compromisso da COOPAR/POMERANO com o desenvolvimento da região de São Lourenço do Sul e arredores. (Edairy)


 
 
 

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