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01º/04/2025

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 01º de abril de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.363


Cepea: concorrência eleva 3,3% o preço do leite em Fevereiro

Dados do CEPEA apontam alta de 3,3% no preço do leite de fevereiro, reflexo da maior concorrência entre indústrias frente à menor oferta. Confira os principais destaques

A média Brasil do preço do leite captado em fevereiro fechou em de R$ 2,7734 por litro, segundo pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, representando uma alta de 3,3% em relação ao mês anterior e de 18,1% comparado ao mesmo período do ano passado (valores deflacionados pelo IPCA do mês).

Este é o segundo mês consecutivo de valorização do leite cru, impulsionada pela maior competição entre as indústrias pela matéria-prima, o que tem gerado uma pressão de alta nos preços, conforme mostrado no gráfico abaixo

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de fevereiro/2025).

O aumento da concorrência pela compra do leite cru, por sua vez, se explicou pela diminuição da oferta no campo neste período do ano, sobretudo em decorrência do clima adverso em várias bacias leiteiras.

De janeiro para fevereiro, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) registrou queda de 4,6%, puxado por recuo médio de 6% nos estados do Sul, de 9% em Goiás e de 4% em São Paulo. Em Minas Gerais, a diminuição foi de 1,3% e na Bahia, de 0,3%.

Do lado da demanda, os preços elevados dos lácteos ao consumidor final têm resultado em uma postura mais retraída no consumo. Isso ocorre devido à alta inflação refletida diretamente nas gôndolas dos supermercados, gerando dificuldades para as indústrias realizarem novos aumentos nos preços de venda dos derivados.

Ainda assim, o efeito sazonal deve continuar impactando a produção de leite no país, que tende a seguir em retração até o mês de maio. Dessa forma, a menor oferta tende a sustentar novos avanços para o preço do leite recebido pelo produtor. (Milkpoint)


GDT - Global Dairy Trade 

Fonte: Global Dairy Trade adaptado pelo Sindilat

Produção e demanda de leite devem desacelerar no Brasil, avalia banco

Importações de lácteos devem se manter em níveis elevados no segundo trimestre, diz Rabobank

Os preços do leite seguem em alta no Brasil, mas a expectativa é de quedas à medida que a produção e a demanda desaceleram, avalia o banco holandês Rabobank.

Em relatório, a instituição destacou que a combinação de custos com ração estáveis e preços elevados ao produtor tem impulsionado a rentabilidade no campo desde o final de 2023. De acordo com dados divulgados pelo Milkpoint Mercado na última semana, o indicador de receita menos custo da ração tem operado acima de R$ 40 por vaca por dia.

Esse patamar, segundo analistas do Rabobank, tem incentivado o aumento da produção, que deve registrar uma alta de 3,5% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao ano anterior, que já havia apresentado crescimento de 4,5% em relação a 2023. Para o segundo trimestre, espera-se uma desaceleração no ritmo de produção, com crescimento de 2,5%.

Além disso, houve recuperação da demanda nos últimos dois anos, beneficiando o setor lácteo. Contudo, em 2025, a expectativa é de uma desaceleração no consumo, com um crescimento real de somente 1% nos salários médios.

“O enfraquecimento relativo da demanda doméstica, somado ao recente crescimento da oferta local, deve levar os preços ao produtor a começarem a recuar no final do segundo trimestre de 2025”, afirma o relatório.

Os analistas também indicam que as importações de lácteos no Brasil devem se manter em níveis elevados no segundo trimestre de 2025, embora abaixo dos números do ano passado. Esse cenário é explicado pelos preços mais altos das commodities lácteas, o aumento da oferta local e o crescimento moderado da demanda, o que deve resultar em um déficit comercial inferior.

O Rabobank chama a atenção para a recuperação moderada da produção na Argentina, que, segundo os especialistas, deverá ser voltada principalmente para o mercado interno, com menor rentabilidade nas exportações.

A volatilidade climática também deve ser monitorada, com especial atenção para a região sul, que tende a ganhar destaque nos meses de inverno, quando há um aumento na produção. (Globo Rural)


Jogo Rápido

Petrobras anuncia redução de R$ 0,17 no litro do diesel nas distribuidoras
A Petrobras vai reduzir o preço médio do diesel vendido em suas refinarias em 4,6%, a R$3,55 por litro, a partir de 1º de abril, disse a presidente da companhia, Magda Chambriard, no primeiro corte de valores deste combustível desde dezembro de 2023. Com a redução, segundo a companhia, o preço médio do diesel A nas distribuidoras passará a ser de R$ 3,55 por litro – uma queda de 4,78%. "Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05 /litro, uma redução de R$ 0,15 a cada litro de diesel B", informou a companhia. Ainda segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço do diesel caiu 20,9% nas distribuidoras, ou R$ 0,94 por litro. Contudo, a redução anunciada nesta segunda-feira (31), ainda não reverteu completamente o aumento de R$ 0,22 por litro implementado em janeiro. (g1)


 
 
 

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