Porto Alegre, 10 de outubro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.600

 

Ministro suspende compra de leite até que Uruguai confirme rastreabilidade

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou nesta terça-feira (10/10) que suspenderá a importação de leite do Uruguai até que aquele país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. O anúncio foi alvo de reunião no início da tarde, em Brasília, entre representantes do setor laticinista e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Representando as indústrias gaúchas, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, lembrou que a decisão atende a pedido feito pelo secretário das Agricultura, Ernani Polo, ainda durante a Expointer, em agosto, em Esteio. "É uma ação concreta e importante. É o que estávamos esperando do governo para poder apurar os fatos", pontuou, alertando que o setor vem enfrentando concorrência desleal no mercado e está unido pedindo apoio em Brasília.

Na agenda das indústrias desta tarde em Brasília também está encontro com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar das compras governamentais e de linhas de crédito com taxas de juros subsidiadas para viabilizar a estocagem de produtos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

FAO sugere que jovens fiquem em áreas rurais

 Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugere que os jovens que vivem nas áreas rurais de países em desenvolvimento não deixem esses locais em busca de empregos nas grandes cidades e aproveitem "o papel fundamental" que essas áreas terão para o crescimento econômico desses países. De acordo com a nova edição do relatório anual O Estado da Alimentação e da Agricultura no Mundo, "os habitantes das áreas rurais que se deslocam para as cidades provavelmente correrão um maior risco de juntarem-se à população urbana pobre, em vez de encontrar um caminho para sair da pobreza". 

A urbanização em especial das cidades com menos de 500 mil habitantes representa, se-gundo a FAO, uma "oportunidade de ouro" para a agricultura desenvolvida nas áreas rurais, em especial para os agricultores familiares. 

"As políticas e os investimentos públicos de apoio serão essenciais para aproveitar a demanda urbana como motor de um crescimento transformador e equitativo, e as medidas elaboradas para garantir a participação dos pequenos agricultores familiares no mercado devem estar integradas às políticas", diz o relatório. A FAO destaca que o investimento nas áreas rurais também ajudará os países a cumprirem a Agenda 2030 para o desenvolvimento, uma vez que a maioria das pessoas pobres vivem nessas áreas. 

Entre os desafios previstos para aproveitar o potencial das áreas rurais, a FAO sugere três linhas de ação. A primeira está relacionada à execução de políticas que garantam que os pequenos produtores possam satisfazer a demanda alimentar urbana é o caso de medidas como o for-talecimento dos direitos à posse de terra e o acesso a crédito. Em segundo lugar, o estudo aponta a criação de infraestrutura adequada para fazer a ligação das áreas rurais com os mercados urbanos.  A terceira ação consiste na inclusão de zonas urbanas menores e dispersas nessas conexões. Ainda acordo com a FAO, o apoio a políticas e o investimento nas áreas rurais "para construir sistemas alimentares potentes" pode ajudar também as agroindústrias que estão bem conectadas com as áreas urbanas, de forma a criar emprego e permitir que um maior número de pessoas permaneça e prospere no meio rural. (Jornal do Comércio)

NOVO APELO PARA O MESMO SANTO

Diz o ditado que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Mas no caso da crise no leite, talvez seja preciso mais do que endurecer o discurso para se chegar a algum lugar. Comitiva do Rio Grande do Sul volta a Brasília para, mais uma vez, pedir o auxílio do Planalto na solução do problema. Não há novidades na pauta. A aquisição de 50 mil toneladas de leite em pó e de 400 milhões de litros UHT, a imposição de cotas ao Uruguai e a liberação de linha de crédito aos produtores estava na lista de pedidos feitos há um mês, em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

No encontro de hoje, com o ministro Osmar Terra, o rosário será o mesmo. Resta saber se o santo vai atender ao pedido.

Da última reunião para essa, o cenário de preços que era ruim, "só piorou", afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), Alexandre Guerra:

- Os produtos perderam força no mercado. Houve redução de preços, de 4% a 6%. A oferta continua maior do que a demanda.

Dados do Conseleite confirmam essa deterioração. No preço do litro de leite tipo padrão pago ao produtor, o recuo entre o valor projetado para setembro e o consolidado para agosto foi de 4,4%. E embora o Estado esteja saindo agora do período de safra, ainda deve levar um tempo até os preços se acomodarem. É por isso que as entidades insistem na necessidade de intervenção do governo para enxugar a oferta.

- Esses extremos de preços são ruins para produtor e consumidor - completa Guerra.

Vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Nestor Bonfanti avalia que a saída para a crise é questão de atitude do governo:

- Se é uma política interessante, porque não coloca recursos? Para carros, há incentivos.

Há ainda a suspeita de triangulação feita pelo Uruguai - mas esse é um ponto mais delicado, que exige tempo maior de resposta. De qualquer forma, todos os caminhos le vam a Brasília.

- Temos de continuar indo, porque a solução está lá - afirma o deputado Zé Nunes (PT), que coordena grupo de trabalho sobre o tema na Assembleia Legislativa. (Zero Hora) 


"Envelhecimento inteligente": porque o iogurte, o chocolate e os suplementos são propícios para a inovação de produtos no Japão

Envelhecimento inteligente - A DuPont no Japão afirmou estar se esforçando para impulsionar a inovação da suplementação e alimentação funcional para a população idosa, lançando 11 conceitos de "envelhecimento inteligente" na HI Japan desta semana.
Em uma conversa com a NutraIngredients-Ásia em Tóquio, representantes da empresa acreditam que, no Japão, os conceitos de iogurte, chocolate e suplementos façam mais sucesso. Em relação ao iogurte, mencionou um estudo publicado no final do ano passado na Journal of Nutrition (Revista da Nutrição), que mostrou como sua gama de proteínas -  25% de soja, 25% de soro e 50% de caseína - pode ajudar a superar a perda muscular associada ao envelhecimento.da empresa disseram que queriam mostrar aos potenciais clientes o enorme espaço para o desenvolvimento de novos produtos, bem como a considerável demanda do consumidor para itens adaptados ao envelhecimento da população do país. Atualmente, 26% da população do Japão tem mais de 65 anos, um número  que deverá aumentar para 40% nas próximas décadas. "Nós investimos em produtos direcionados às pessoas que precisam de cuidados", disse o gerente de marketing estratégico, Hiroshi Tanaka. "Mas, agora precisamos ajudar as pessoas mais velhas a viver de forma mais saudável".

Vai, chocolate!
Tanaka também disse que existe um potencial considerável para produtos feitos de chocolate fortificados com probióticos. Seu protótipo, que contém 70% de cacau, também poderia aproveitar a crescente conscientização do consumidor sobre os benefícios do cacau para a saúde do coração, acrescentou. O protótipo do suplemento contém xilitol e uma mistura de estabilizantes, que demonstraram ajudar a prevenir cáries e o mau hálito. De acordo com o líder de vendas da DuPont no Japão, Nobuaki Tsukagoshi, existe uma oportunidade considerável para a expansão do conceito de "envelhecimento inteligente" em toda a Ásia-Pacífico.

"Primeiro, vamos nos concentrar no Japão. Depois, nos concentraremos nas populações idosas da Coréia, China, Cingapura e Índia. Haverá 900 milhões de pessoas idosas na Ásia até 2050 ", disse ele." Estamos começando pelo Japão porque já existe uma grande necessidade ". Ele acrescentou que os fabricantes estavam um pouco inseguros sobre quais áreas deveriam inovar, daí o ampla gama de protótipos oferecidos esta semana. "Os clientes ainda não estão seguros sobre qual direção devem seguir, mesmo que eles percebam a necessidade. É por isso que estamos realizando abordagens diferentes com nossos clientes para ajudá-los a desenvolver os produtos certos ".

Potencial probiótico
Tanaka acrescentou que a pesquisa de consumidor realizada no Japão mostrou ampla compreensão dos benefícios dos probióticos para a saúde intestinal entre a população idosa. "No entanto, ainda havia uma compreensão limitada sobre os outros benefícios", acrescentou. "Eu acho que há muito potencial para promover a conscientização sobre a imunidade, porque esta é uma das principais preocupações dos consumidores". Ele acrescentou que as regras do sistema de rotulagem para Alimentos Funcionais do Japão, introduzidas em 2015, criaram mais oportunidades para que os fabricantes pudessem reafirmar os conteúdos relacionados ao envelhecimento em seus produtos. "Estes são menos dispendiosos e mais rápidos do que os do sistema de rotulagem FOSHU ( Alimentos para usos específicos em saúde), então estamos trabalhando com clientes para se beneficiarem com os FFC". (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)
 
UM PASSINHO À FRENTE, POR FAVOR
A Secretaria da Agricultura do Estado fará hoje a solicitação ao Ministério da Agricultura para que realize auditoria no Rio Grande do Sul na área de defesa. Na prática, esse é o primeiro passo no processo para a retirada da vacina contra a febre aftosa.- É um documento que formaliza o pedido e também pede aval à implantação do plano estadual de fortalecimento de ações para erradicação da doença, que será todo colocado em prática até o final do ano que vem - explica o secretário Ernani Polo. A partir daí, o ministério precisa marcar uma data para a auditoria. A expectativa é de que seja em 2018, o que daria condições para não vacinar mais em 2019. A busca pelo reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal poderia vir em 2021. O RS anteciparia cronograma do ministério para retirar a vacina. (Zero Hora) 

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
do Estado do Rio Grande do Sul

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