Porto Alegre, 10 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.560

 

China continua pressionando demanda por lácteos

A demanda por produtos lácteos está boa no mundo, mas não fantástica. A China apresenta uma boa posição compradora, em parte porque sua própria produção de leite é baixa e permanecerá assim por um tempo, disse a analista de mercado da Bolsa de Valores da Nova Zelândia, Susan Kilsby.

Ela acrescentou que, sobre os outros mercados, não existe o mesmo otimismo em países com economias muito ligadas aos preços do petróleo e não vai mudar enquanto o preço dessa commodity não se ajustar, disse a especialista, segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional do Leite (INALE) do Uruguai.

Sobre os demais mercados, ela disse que a demanda está muito bem e que se espera que siga estável, mas se a produção continuar crescendo, esse fator pressionará os preços no futuro, no caso de não haver uma demanda adequada para essa produção.

Durante os primeiros cinco meses desse ano, a produção leiteira da União Europeia (UE) baixou 1,1% com relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, a produção de maio foi 0,1% inferior com relação ao mesmo mês de 2016.

Sobre as perspectivas de médio prazo da produção de leite na Europa, se espera crescimento e é o que está começando a acontecer, especialmente devido à velocidade de produção. (As informações são do El Observador, traduzidas pela Equipe MilkPoint.)

Acordo Mercosul e UE faria EUA perderem competitividade no Brasil

Mercosul/UE - O mercado de agronegócio e de alimentos dos Estados Unidos tem muito a perder se o Mercosul e União Europeia fecharem um acordo comercial. Os norte-americanos seriam afetados principalmente nas negociações com o Brasil, o principal mercado do bloco. Estudo do serviço de representação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no Brasil aponta que, se concretizado, o acordo daria uma condição bem pior de competitividade aos produtos dos Estados Unidos em relação aos da União Europeia. Atualmente, tanto Estados Unidos como União Europeia têm as mesmas taxas de barreiras nas exportações para o Brasil. Além disso, os dois --europeus e norte-americanos-- têm produtos semelhantes na lista de exportações para os brasileiros. O Mercosul já é um grande competidor dos norte-americanos no setor de agronegócio. O bloco é líder mundial em produção e exportação em vários setores importantes, como soja, carnes, açúcar, café e suco.

Por formar o maior bloco do mundo, os europeus teriam grandes vantagens nas exportações e importações de produtos do Mercosul, dificultando a presença dos norte-americanos na região. Enquanto os países do Mercosul querem abrir mais o mercado para seus produtos agrícolas, os europeus estão de olho em produtos industrializados como queijo e chocolate, que chegam a ter taxa de importação de 28%. No ano passado, os Estados Unidos exportaram o correspondente a US$ 1,38 bilhão de produtos agrícolas ao Brasil. No mesmo período, a União Europeia colocou no país o correspondente a US$ 1,79 bilhão.

Trigo e etanol lideram as compras brasileiras nos Estados Unidos, enquanto na União Europeia o país busca produtos lácteos, peixes e frutos do mar. As preocupações de redução de mercado com o bloco do Mercosul não são só dos produtores norte-americanos. Os europeus também temem, uma vez que os custos de produção nos países do Mercosul são menores. A chegada de Donald Trump ao governo dos Estados Unidos deu uma freada nos acordos internacionais de comércio. Além de discutir o acordo do Nafta (formado pelos países da América do Norte), os Estados Unidos deixaram o TPP (Parceria Transpacífico), que englobava 12 países. (Folha de SP)


Produção/NZ 

Menos chuva na semana passada permitiu a recuperação de algumas áreas, mas, serão necessários ventos mais quentes para regiões mas úmidas. A umidade maior em julho não afetou o crescimento das pastagens de inverno, mas o manejo do gado em pastos frágeis foi um desafio.

A previsão do tempo para os próximos três meses apontam para temperaturas acima da média no país, e volumes de chuva menores, o que pode significar um forte crescimento das pastagens na primavera. No entanto, a previsão é de mais chuvas para esta semana, e será necessário um manejo bastante cauteloso para evitar danos maiores às pastagens. As novilhas de dois anos começam as parições em Canterbury, e as vacas começam a ocupar as ordenhas. Enquanto isso, a temporada de parições da Ilha Norte está praticamente encerrada. Enquanto isso o Mycoplasma bovis, [um agente causador de mastites, artrites, pneumonia, e transtornos reprodutivos, principalmente em bezerros e animais jovens], continua ocupando as manchetes, que acusam o Governo de estar apresentando medidas fracas para enfrentar o surto, e muitos sugerem o confinamento e pesquisa dos sêmens dos touros. Os relatórios dos testes realizados até agora mostram que os problemas ficaram restritos a duas, das nove fazendas monitoradas, mas, as autoridades dizem que serão necessários pelo menos mais dois meses de exames para identificar as causas.

Na última semana o leilão da Fonterra caiu 1,6% com os preços da manteiga dando uma relaxada, mas, mantendo firme o preço do leite em pó integral pelo quarto evento consecutivo. Esse resultado ajuda a consolidar as previsões para o ano, mas, o retorno está sendo prejudicado por problemas cambiais. A Westland Milk Products anunciou que pagará entre NZ$ 6,40 e NZ$ 6,80/kgMs nessa nova temporada, o que mostra sua estratégia de voltar a ser competitiva, uma vez que anunciou corte de NZ$ 70 milhões em suas operações. A coleta de dados sobre a captação de leite em junho está atrasada para a divulgação pelo DCANZ, mas, os números preliminares apontam para o crescimento do volume, em relação ao mesmo mês do ano passado. A DairyNz protestou contra o impacto das novas regras de imigração para os trabalhadores do setor lácteo, com clara preferência aos imigrantes da indústria hoteleira, e pedem justiça. (interest.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Preço pago pelas principais indústrias europeias - junho de 2017


Preços LTO - O cálculo preliminar do preço médio pago pelas principais indústrias europeias no mês de junho de 2017 foi de € 33,69/100 kg, [R$ 1,28/litro], para o leite padrão. Aumento de € 0,51/100 kg em relação ao mês anterior. Comparado com junho de 2016, o incremento foi de € 7,62/100 kg, ou mais de 29,2%. A razão para que a diferença nos preço do leite em relação ao ano anterior seja tão alta não é apenas pela melhora nos preços do leite este ano, mas, também porque os preços do leite atingiram os níveis mais elevados desde junho de 2016. Em abril deste ano, o preço mensal do leite superou a média dos últimos cinco anos (de 2012 a 2016). 

Os preços do leite fora da Europa também subiram. A Fonterra recentemente elevou a previsão do preço ao produtor para a próxima temporada em NZ$ 0,25/kgMS. Incluindo os dividendos projetados de NZ$ 0,50, o preço total da temporada 2017/18 chegará a NZ$ 7,25/kgMS, [R$ 1,29/litro], o que corresponde a € 35,45/100 kg. Em 2016/17 o preço final do leite foi de NZ$ 6,65/kgMS, [R$ 1,18/litro]. O leite Classe III nos Estados Unidos subiram de US$ 15,57, [R$ 1,11/litro], para US$ 16,64/cwt, [R$ 1,19/litro]. Convertido o preço do leite padrão, em junho, atingiu € 36,97/100 kg. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

Nos últimos cinco anos desapareceram 502 fazendas de leite no Uruguai
Produção/Uruguai - Nos últimos cinco anos desapareceram 502 fazendas de leite no Uruguai. O processo de concentração registrado no período inicial foi acompanhado por um crescimento de produtividade. Mas, logo depois a eficiência em escada foi neutralizada por fatores climáticos. Entre 2011 e 2014 a captação média anual de leite por fazenda do Uruguai passou de 1569 para 1885 litros (+17,6%).  Mas, em 2015 o crescimento foi marginal, 1894 litros. Em 2016 a média cai para 1832 litros por causa dos problemas gerados pelas chuvas excessivas, segundo o último boletim lácteo publicado pelo Departamento de Estatísticas Agropecuárias do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai. O fechamento de unidades produtoras de leite combinado com a menor produção - pela incapacidade de enfrentar as "mudanças climáticas" -  fez com que a oferta nacional de leite retrocedesse três anos. A qualidade sanitária do leite também piorou no ano passado: 77% do total do leite captado pela indústria obtiveram menos de 100.000 UFC/ml de contagem bacteriana, e 400.000 contagem de células somáticas. Em 2015 a média foi de 89%. Depois de registrar a produção recorde de 2.018 milhões de litros de leite em 2013, a produção caiu para 2.014 milhões de litros em 2014. As quedas continuaram e em 2015 e 2016, os volumes totais foram de 1.990 milhões de litros e de 1.816 milhões de litros, respectivamente. As exportações totais convertidas em litros equivalentes leite, durante 2016, totalizaram 1.649 milhões de litros (179 milhões a mais que em 2015). As indústrias comercializaram no ano passado 2.448 milhões de litros (1.816 milhões captados e, mais 632 milhões do estoque remanescente do ano anterior). As exportações corresponderam a 67,3% do volume - 1.649 milhões de litros em equivalente leite. (Valorsoja - Tradução Livre: Terra Viva)

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