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Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.677

 

Conseleite MS 
 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 16 de Fevereiro de 2018, atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Janeiro de 2018 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de Fevereiro de 2018.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)


Compost barn afunila integração entre o café e o leite

De 21 a 23 de fevereiro, os produtores rurais do sul de Minas Gerais e da média mogiana do estado de São Paulo - importantes regiões de bacia leiteira - encontrarão na 17ª FEMAGRI (Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas) novidades em estrutura de produção que integra café e leite. A FEMAGRI é um evento gratuito e que acontece das 08h às 18h, na cidade de Guaxupé.

integração entre leite e café
A integração entre leite e café pode ser benéfica para os pecuaristas e agricultores

O compost barn, sistema de confinamento para vacas leiteiras, vem ganhando força em algumas propriedades brasileiras e será um dos destaques durante a feira promovida pela Cooxupé em Guaxupé, Sul de Minas. "Muitos dos nossos cooperados trabalham com as produções de café e leite, refletindo uma realidade muito forte da região e uma alternativa econômica eficiente para quem vive do agronegócio. Por isso, trouxemos este tema para que eles conheçam novas possibilidades para ganhar mais eficiência em seus negócios", destaca o presidente da cooperativa Carlos Paulino.

"As principais vantagens ao produtor são uma maior produção de leite com maior eficiência alimentar, além de números reprodutivos e sanitários melhores. O maior benefício para as vacas são a facilidade de adaptação, a menor quantidade de lesões e maior longevidade", pontua o médico veterinário e consultor, Adriano Seddon, pioneiro em adaptar o compost barn no Brasil. Segundo ele, em média, o compost barn é 20% mais barato comparado ao sistema de free stall. "Vale destacar também que este sistema produz uma grande quantidade de composto que é altamente benéfico para o solo", completa.

Sérgio Ribeiro Cruvinel, supervisor de mercado agropecuário da Cooxupé e médico veterinário, conta que na região da cooperativa a palha de café como cama está sendo utilizada no lugar da serragem. "E estamos tendo muito sucesso. Após um período, o composto volta à agricultura em lavouras de milho, pastagem e café, fornecendo matéria orgânica ao solo", antecipa.

Recentemente, o MilkPoint  recebeu do produtor de leite Marco Antônio Costa, de Cristais/MG, um vídeo sobre o processo de compostagem dos dejetos bovinos na Fazenda Córrego D'Antas. Veja aqui. 

Além de leite, Marco também produz café, comercializado no mercado hoje por meio da marca Café Fazenda Caeté. Para otimizar a integração leite & café e pensando nos problemas ambientais, a compostagem foi idealizada e implantada. Além do esterco dos animais, a casca de café da própria fazenda e de alguns parceiros é utilizada no composto. Após a compostagem, o material final (biofertilizante) é utilizado para contribuir com o plantio do próprio café e na safrinha de milho (tanto na propriedade de Marco como nas fazendas dos parceiros).

O produtor destacou que a responsabilidade ambiental é uma tendência sem volta e que ser sustentável é lucrativo. "Os produtores não precisam ter medo de perder dinheiro com a sustentabilidade. Pelo contrário, ela pode ajudar na rentabilidade do negócio". Ele acredita que os custos da implementação do sistema de compostagem serão rapidamente cobertos - já que os ganhos e benefícios da compostagem são inúmeros. (Esta matéria contém informações da FEMAGRI e do portal Exame)


Fraca demanda interna reduz importações em janeiro

Importações de lácteos - As importações de lácteos recuaram no primeiro mês de 2018 frente a dezembro do ano passado. Em janeiro, o País internalizou 64,6 milhões de litros em equivalente leite, volume 14,2% menor em relação a dezembro/17 e 57,3% abaixo do de janeiro/17. A demanda enfraquecida no mercado doméstico limitou as compras externas de leites em pó e queijo muçarela, principalmente.

Ainda assim, o principal produto adquirido pelo Brasil continuou sendo o leite em pó, com a entrada de 42,4 milhões de litros em equivalente leite (65,5% do total importado) em janeiro. Os países que mais exportaram esse produto para o mercado nacional foram a Argentina (74,5% do total de leite em pó importado) e Uruguai (12,3% do total). Ainda que o preço desse produto tenha se mantido praticamente estável, o volume de importação é cada vez menor, devido à baixa demanda nacional, com queda de 24,1% em relação ao mês anterior e queda acumulada de 60% de janeiro de 2017 ao mesmo mês deste ano. Em segundo lugar na pauta das importações estão os queijos, com a entrada de 19,7 milhões de litros em equivalente leite do produto, alta de 24,4% em relação à dezembro, volume que representa 30,5% do total de lácteos importados. Os principais países vendedores de queijos ao Brasil foram a Argentina e o Uruguai, com 51,3% e 39,1% do total adquirido, respectivamente. Com a oferta elevada de muçarela no mercado doméstico, a pauta de importações de queijos vem se modificando, com maior entrada de produtos de maior valor agregado, como os queijos frescos e de massa fundida, o que elevou o preço médio desse grupo de lácteos em 15,3% nos últimos 12 meses. Em relação às exportações, 5,3 milhões de litros em equivalente leite foram negociados no mercado internacional, volume 33,7% menor que o do mês anterior e 51% abaixo do de janeiro de 2017. 

Quanto à receita obtida com os embarques, a queda foi de 27,9% em relação a dezembro e de 51,1% comparado ao primeiro mês do ano anterior. Os queijos estão em primeiro lugar dentre os principais produtos exportados, com 2,3 milhões de litros em equivalente leite (43,3% do total embarcado) em janeiro, queda de 15,9% em relação ao mês anterior. Os principais países a adquirir o produto foram Taiwan (19,6% do total de queijos exportados), o Chile (19,3% do total) e a Rússia (16,2%). O segundo produto mais negociado no mercado externo foi o leite condensado, com 2,2 milhões de litros em equivalente leite (42,6% do total embarcado), alta de 85,4% em relação ao mês anterior. Os principais países compradores deste produto foram a Angola (43,9% do total do produto), Tunísia (26,1% do total) e Trinidad e Tobago (11,5% do total). Em terceiro lugar estão os leites fluídos (categoria representada principalmente pelo creme de leite), com embarques de 573 toneladas (27,8% do total exportado) - 43% desse volume foi enviado aos Emirados Árabes Unidos. No saldo da balança comercial, houve déficit de 59,3 milhões de litros em equivalente leite em janeiro, redução de 11,9% frente a dezembro. Porém, devido à importação de lácteos de maior valor agregado, a redução do déficit da balança comercial em valor foi de 1,2%, com saldo negativo de US$ 25,2 milhões. (Cepea)

A Comissão Europeia estima preço de 36,94 €/100 kg para janeiro
Preços/UE - O preço médio do leite na União Europeia (UE) pago aos produtores de leite em dezembro passado foi de € 37,49/100 kg, ou seja, menos 0,9% em relação a novembro. É a primeira redução do preço médio do leite na UE desde junho de 2017, segundo os dados do Observatório Lácteo da UE.  O preço na Espanha em dezembro foi de € 32,43/100 kg. Ainda que tenha sido 7% acima do valor de dezembro de 2016, ficou 5 centavos menor que o valor médio da UE. O preço espanhol, em dezembro, foi o quinto mais baixo de toda a UE, somente ficando à frente de Portugal, Bulgária, Lituânia e Romênia. O aumento da captação na UE no outono passado teve um efeito sobre o preço ao produtor. Para janeiro de 2018 a Comissão Europeia (CE) prevê forte queda, de 1,5%, podendo fechar a € 36,94/qoo kg. Para a Espanha a previsão é de que o preço de janeiro seja igual ao de dezembro. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Porto Alegre, 16 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.676

 

RAIS 2017 Empregador deve declarar novas modalidades previstas na modernização trabalhista - Período para entrega do formulário vai até 23 de março

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017 está com novidades nesta edição. Por conta da entrada em vigor da modernização trabalhista, foram incluídas novas modalidades de contratação na declaração: Trabalho Parcial, Intermitente e Teletrabalho. Outra alteração prevista na Rais 2017 diz respeito ao desligamento por acordo entre empregado e empregador, previsto no artigo 484-A da Lei 13.467/17, para o qual foi incluído o código 90.

No campo da modalidade do Trabalho Intermitente, por exemplo, a forma de pagamento informada deverá ser por horário. Neste caso, o preenchimento no campo "Horas Contratuais" permitirá apenas o valor igual a 1 (um), referente à hora trabalhada. Enquanto nos campos remunerações mensais deverão ser informados os valores pagos nas convocações.

Já para caracterizar a categoria Teletrabalho, deverá constar a informação de que prestação de serviços deverá ser feita fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo.

Para o preenchimento do campo Trabalho por Tempo Parcial, as horas semanais não poderão ultrapassar 30 horas.

Para todas essas modalidades, tratando-se de contratação, os trabalhadores que, ao longo do ano-base 2017, fizeram opção pela mudança no tipo de vínculo trabalhista (Trabalho por Tempo parcial, Teletrabalho e Trabalho Intermitente), desde 11 de novembro de 2017, data de entrada em vigor da modernização trabalhista da CLT, o estabelecimento deverá indicar a opção "sim" na declaração da Rais.

O empregador não poderá declarar o trabalhador aprendiz nas opções Trabalho por Tempo Parcial e Trabalho Intermitente. 

O ministro do Trabalho em exercício, Helton Yomura, lembra que a declaração da Rais é de extrema importância para a sociedade, empresas e trabalhadores. "O trabalhador que não constar na Rais não conseguirá receber o Abono Salarial e o Seguro-Desemprego, além de ser prejudicado na contagem de tempo para a aposentadoria e outros direitos trabalhistas. O governo, por sua vez, tem à disposição, com a Rais, informações completas e com qualidade sobre a atividade econômica do país e da situação de nossos trabalhadores, fundamentais para subsidiar as estratégias de políticas públicas e de emprego", salienta o ministro.

Prazo - O empresário tem até o dia 23 de março para entregar a declaração da Rais. O preenchimento e envio do formulário é obrigatório a todas as pessoas jurídicas com CNPJ ativo na Receita Federal em qualquer período do ano passado, com ou sem empregado, e a todos os estabelecimentos com Cadastro Específico do INSS (CEI) com funcionários. Os microempreendedores individuais (MEI) só precisarão fazer a declaração se tiverem empregado. Caso não tenham funcionário, a declaração é facultativa.

Quem deve declarar - Conforme a Portaria nº 31, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 17 de janeiro deste ano, devem declarar a Rais de 2017 os empregadores urbanos e rurais; filiais, agências, sucursais, representações ou quaisquer outras formas de entidades vinculadas à pessoa jurídica domiciliada no exterior; autônomos ou profissionais liberais que tenham tido empregados no ano-base; órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional dos governos federal, estadual, do Distrito Federal e municipal. Também estão obrigados os conselhos profissionais, criados por lei, com atribuições de fiscalização do exercício profissional, e entidades paraestatais. Além destas, condomínios e sociedades civis; cartórios extrajudiciais e consórcios de empresas.

SERVIÇO
Como declarar 
A declaração da Rais deverá ser feita somente via internet. Para fazer a declaração, é preciso utilizar o programa GDRAIS 2017, que está disponível aqui. Todas as orientações sobre como fazer a declaração estarão no Manual da Rais 2017, que também está disponível aqui.

Multa 
Quem não entregar a declaração da Rais dentro do prazo estabelecido ou fornecer informações incorretas pagará multa prevista na Lei 7.998/90. Os valores variam conforme o tempo de atraso e o número de funcionários e vão de R$ 425,64 a R$ 42.641,00.

Dúvidas 
Em caso de dúvida, o empregado pode entrar em contato com a Central de Atendimento da RAIS pelo telefone 0800-7282326, enviar e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou consultar o site. (MTE)


Philadelphia apresenta cream cheese versão zero lactose

Lançado no Brasil em 1994, o cream cheese Philadelphia conquistou rapidamente o mercado de queijos espalháveis. E agora, a marca número 1 de cream cheese do mundo, e líder da categoria no Brasil, acaba de trazer uma novidade para o seu portfólio de produtos. Trata-se da versão zero lactose, desenvolvido especialmente para quem tem intolerância ao açúcar existente no leite e seus derivados.

O novo Philadelphia Zero Lactose garante o sabor único das linhas de cream cheese da marca. O produto pode ser integrado à dietas com restrição à lactose, mas também se revela um aliado para quem prioriza uma alimentação saudável e leve, contribuindo para uma rotina alimentar equilibrada e saborosa.

"Buscamos, cada vez mais, trazer o melhor sabor, e atender os perfis dos consumidores brasileiros, além de contribuir para uma alimentação de qualidade e nutritiva em todas as refeições, desde o café da manhã de todos os dias até a versatilidade para preparação de sanduíches ou pratos mais elaborados", comenta Alethéa Risoléo, gerente da marca.

Presente em mais de 80 países, nos últimos anos a marca tem investido em inovações no seu portfólio, inserindo novos formatos de embalagens e novas linhas de produtos.

Disponibilidade e preço
Disponível em embalagem de 150g, o novo Philadelphia Zero Lactose estará em todo o país a partir de março. O preço sugerido é de R$6,90. (As informações são do Testa Pra Mim)


Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 05/2018 de 15 de fevereiro de 2018

Leite/América do Sul - Nas duas últimas semanas, predominou um incomum tempo seco e quente nas principais bacias leiteiras da Argentina, Uruguai e Brasil, causando considerável estresse no rebanho e cultas de verão. Como resultado, a produção de leite e de seus componentes, matéria gorda/proteína, declinaram nas bacias leiteiras do Cone Sul. Mesmo com a queda na produção de leite na Argentina e no Uruguai, a oferta de leite ainda está adequada às necessidades da indústria para leite engarrafado/UHT, queijo e iogurte. 

No entanto, a disponibilidade de creme está apertada, enquanto que a demanda continua firme para manteiga, sorvetes e doce de leite. O retorno às aulas aumenta os pedidos de leite fluido. Assim como no resto do Cone Sul, no Brasil, a produção de leite vem caindo paulatinamente. Os níveis de gordura e proteína do leite também são menores. Como consequência o suprimento de leite e creme de leite para as indústrias está sendo insuficiente para atender à forte demanda. Os pedidos de leite engarrafado/UHT também aumentam com o retorno das aulas. O mercado de leite em pó está se recuperando com a demanda da indústria de alimentos variando entre boa e forte. Os últimos dados divulgados pelo governo do Uruguai, em dezembro de 2017 a indústria de laticínios captou 171,2 milhões de litros de leite, 9,7% menos que no mês anterior, mas, 2,8% acima do volume recebido no mesmo mês do ano anterior. De janeiro a dezembro de 2017 a captação de leite totalizou 1.906 milhões de litros de leite, aumento de 7.4% em relação ao mesmo período de 2016. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

A RAR, do empresário Raul Anselmo Randon, ganhará pontos de venda próprios. Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo foram escolhidas para receber franquias. A previsão é de ter 60 lojas em cinco anos. O Spaccio RAR terá produtos da marca e de parceiros. (Zero Hora)

 
 

Porto Alegre, 15 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.675

 

Embalagem ecológica: Da reciclagem dos resíduos de laticínios, às garrafas de leite

Reciclagem/Itália - No passado, a prática de "não jogar nada fora" era simplesmente um modo de fazer economia. Hoje, em tempos de logística reversa de descarte o gesto adquire um outro significado, que vai muito além da simples gestão sustentável dos recursos. Um exemplo concreto do conceito é o oferecido pelo Biocosì, projeto que propõe reciclar os resíduos de laticínios na produção de embalagens biodegradáveis e compostagem. A iniciativa é conduzida pela ENEA (Empresa Nacional de Energia) com a colaboração da start-up da Puglia, EggPlant, que oferece instrumentos inovadores para fechar o círculo da indústria de laticínios: novo processo para transformar resíduos em materiais biodegradáveis para serem reutilizados na própria cadeia.

O projeto tem 18 meses para transformar as águas residuais das indústrias em insumos que darão vida a novas embalagens para alimentos que poderão ser introduzidas nas linhas de produção. O elemento principal, em torno do qual se desenvolve o trabalho, é a lactose (o açúcar do leite) contida nos resíduos dos laticínios. O Centro de Pesquisa do ENEA em Brindisi criou um novo processo que permite o fracionamento do soro do leite de forma a obter uma recuperação diferenciada de todos os componentes: proteína do soro/peptídeos, lactose, sais minerais, e água pura. Graças à EggPlant, o açúcar é então processado para obter Polihidroxibutirato, um polímero completamente biodegradável, e adequado a diferentes tipos de aplicações, incluindo a produção de embalagens ecológicas para alimentos.

O organismos italiano, responsável pelo processo de extração de lactose e dos peptídeos bioativos para serem integrados aos novos produtos, também dá suporte técnico-científico para o composto que irá produzir o plástico biodegradável, via fermentação e posterior responsabilidade pela classificação. O projeto, comentou Valerio Miceli da Divisão de Biotecnologia e Agroindústria do ENEA, "responde não somente aos requisitos de natureza ética e ambiental mas, também econômicas, levando em consideração os elevados custos para descarte dos resíduos lácteos, além de reduzir em 23% os custos de produção dos polímeros biodegradáveis. Esta proposta, continua Miceli, também pode representar uma fonte extra de ganhos em termos de rentabilidade para as próprias empresas leiteiras, para os elos da cadeia, e para as Pequenas Empresas que procuram aumentar a competitividade com a diversificação na oferta de produtos".

O projeto está sendo desenvolvido dentro do sistema de inovação regional Innonetwork da Região de Puglia, e com financiamento de € 1,4 milhões da Biocosì, e conta com a colaboração da Università di Bari e empresas como CSQA, RL Engineering, o Laticínio Colli Pugliesi, Compost Natura e a Rede de Laboratórios Públicos e de Pesquisa MICROTRONIC, com a coordenação do Insituto de Fotonica e Nanotecnologia do Conselho Nacional de Pesquisas (CNR). (Riciclo Rinnovabili.it - Tradução livre: Terra Viva)

Quebra do milho argentino beneficia exportadores no Brasil

Milho/AR - A Argentina é o terceiro maior exportador mundial de milho, com 25,5 milhões de toneladas (MT), atrás apenas dos EUA (52,07MT) e Brasil (35MT). "Por isso, qualquer vácuo na produção do país poderá beneficiar a demanda dos outros exportadores, especialmente o Brasil, cuja janela de embarques coincide com a do país 'hermano'. E os preços líquidos da exportação no Brasil estão se igualando aos do mercado interno", aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.
"Por isso, é importante saber que a Argentina já reduziu a sua safra de milho da safra atual em 2,0 MT em relação à última estimativa, passando de 41MT para 39MT e 3 MT em relação à produção da safra anterior, quando produziu 43MT", explica o analista Luiz Fernando Pacheco.

De acordo com ele, a safra argentina de milho está sofrendo o mesmo drama climático que a soja (até mais, segundo um Crop Tour feito essa semana): "Grande parte dos lotes de milho semeados mais cedo continuam na fase de enchimento de grãos, sob reservas hídricas irregulares, que afetam seus potenciais de rendimento em regiões com um grande peso produtivo, como os Núcleos Norte e Sul. Com isto, a nova projeção de produção de milho de grão comercial para a safra 2017/18 é de 39 MTn, cerca de 5 % a menos que a estimada durante o ano passado, cuja primeira estimativa foi de 41 MT e contra a produção da safra 2016/17, de 43MT".

CLIMA
O modelo climático norte-americano de previsões (GFS) traz leituras bastante similares nos próximos 5 dias, para o Brasil e Argentina. Um padrão de chuvas abaixo da média continua sendo projetado para a Argentina, agora com temperaturas se elevando, no mesmo período. Alguns sucintos eventos pluviométricos são projetados para o começo da próxima semana na Argentina, no entanto os totais não ultrapassam os 13mm, com uma cobertura inferior aos 50% da área sojicultora.
"No atual momento, mais de 80% da safra argentina enfrenta um cenário de umidade do solo em níveis baixos ou muito baixos. No Brasil, o período de estiagens sobre o Centro-Leste ainda é projetado, com a volta das chuvas a partir do dia 18 de fevereiro. Os estados de Minas Gerais, oeste da Bahia, Goiás, sul do Tocantins e leste do Mato Grosso são os afetados por este evento climático", comenta a AgResource. (Agrolink)


Pesquisa mostra marcas preferidas na geladeira do brasileiro

A Mind Miners fez um estudo sobre os hábitos de compra de alimentos e bebidas no Brasil. A pesquisa "A geladeira do brasileiro" mostrou que entre as marcas preferidas lideram Nestlé (categorias de laticínios e chocolates e doces), Coca-Cola (refrigerantes), Bauducco (pães e torradas), Skol (cervejas), Smirnoff (bebidas alcoolicas) e Sadia (embutidos e congelados).

Em "laticínios" as marcas preferidas são Nestlé, com 68%, Danone, com 51% e Itambé com 35%. Elas são seguidas por Vigor (30%), Italac (25%), Parmalat (23%), Batavo (18%), Polengui (10%), Aviação (7%), Tirolez (6%), Danúbio (4%) e Serra Negra (1%). Três por cento disseram não gostar de nenhuma das marcas apresentadas.

Em "chocolates e doces" a Nestlé lidera novamente com 74%. Em seguida está a Lacta (58%) e Garoto (51%). Depois estão Hershey's (23%), Ferrero (21%), M&Ms (14%), Oreo (11%), Kinder (8%), Lindt (6%), Arcor (5%), Milka (5%) e Mars (1%). 4% disseram não preferir nenhuma das marcas.

Já em "refrigerantes", a liderança é da Coca-Cola com 65% de preferência, seguida por Antarctica (42%) e Fanta (35%). As outras marcas são Pepsi (25%), Sprite (20%), Kuat (14%), Itubaína (12%), Soda e Shweppes (ambas com 11%), Sukita (8%) e Dolly (6%). Oito por cento dos entrevistados disse preferir outra marca não listada. Em "bebidas alcoólicas", a Smirnoff lidera com 30%. Depois estão Absolut (13%), Jack Daniels (12%), Martini (11%), José Cuervo (8%), 51 (6%), Havana Club (2%), Tanquerey, Seagers e Solinchaya, as três com 1%. 47% dos respondentes disseram prefere outra marca que não foi listada no estudo.
Em "cervejas", a Skol é a mais apreciada com 33%. Logo após estão Heineken (29%), Itaipava (24%), Brahma (22%) e Stella Artois (18%). Em seguida vem Bohemia (13%), Original (13%), Devassa, Amstel e Schin (as três com 6%),  Kaiser (5%), Serra Malte (4%) e Colorado (3%). 32% afirmaram preferir outra marca não apresentada. E entre os representantes da classe C, a Itaipava aparece em 2º lugar (26%) e a Heineken em 3º (24%). Em "pães e torradas", a Bauducco lidera com mais do dobro (63%) da preferência em relação ao 2º lugar, Club Social, com 30%. Em seguida, estão: Visconti (23%), Wickbold e Vitarella (ambas com 19%), Panco (18%), PlusVitta (17%), Nutrella (16%), Sevenboys (13%), Triunfo (11%), Adria (7%) e Vale do Sol (2%). 8% escolheriam outra marca não listada.

Por fim, em "embutidos e congelados", a Sadia lidera com 74%, seguida por Perdigão (66%) e Seara (56%). Completam a lista de opções Aurora (26%), Massa Leve (10%), Rezende (8%), Maggi e Cerrati (ambas com 6%), Wessel, Cardeal e Vital Frango (as três com 1%). 10% dos respondentes apontariam marcas não apresentadas. Em questões de hábitos de compra, o estudo aponta que, em frequência, 36% vai às compras uma vez por semana (22% mais de uma vez por semana), 24% duas vezes por mês, 20% apenas uma vez e 6% menos de uma vez por mês.  Já em plataforma escolhida para compra, 85% dos entrevistados nunca comprou alimentos e bebidas pela internet, por motivos como: "gosta da experiência de ir à loja ver os produtos" (51%), "tem receio de que os produtos cheguem amassados/estragados (38%), "gosta de ver/tocar nos produtos" (40%), "não confia na procedência de alimentos pela internet", "é resistente a pagar frete" (29%) e "não confia no serviço de entrega (15%). No entanto, mais de um terço que ainda não compra assim pretende passar a comprar.

O levantamento também mostra que 64% das pessoas pararam de comprar algum item por causa da crise, e os produtos mais mencionados foram carne, chocolate, refrigerante e bebidas. O estudo foi realizado de 1 e 12 de dezembro de 2017 e contou com 1.000 respondentes, na rede social de opinião MeSeems. A amostra tem: sexo (50% feminino, 50% masculino), faixa etária (39% de 31 a 40 anos, 38% mais de 41 anos, 12% de 25 a 30 e 11% de 18 a 24), classe social (44% C, 40% B, 15% A e 1% DE), região (47% Sudeste, 24% Nordeste, 14% Sul, 9% Centro- Oeste e 6% Norte), moradia (61% com outros familiares, 28% com pai e/ou mãe, 9% sozinho e 2% amigos/colegas). (As informações são do portal PropMark)

A Comissão Europeia estima preço de 36,94 €/100 kg para janeiro
Preços/UE - O preço médio do leite na União Europeia (UE) pago aos produtores de leite em dezembro passado foi de € 37,49/100 kg, ou seja, menos 0,9% em relação a novembro. É a primeira redução do preço médio do leite na UE desde junho de 2017, segundo os dados do Observatório Lácteo da UE. O preço na Espanha em dezembro foi de € 32,43/100 kg. Ainda que tenha sido 7% acima do valor de dezembro de 2016, ficou 5 centavos menor que o valor médio da UE. O preço espanhol, em dezembro, foi o quinto mais baixo de toda a UE, somente ficando à frente de Portugal, Bulgária, Lituânia e Romênia. O aumento da captação na UE no outono passado teve um efeito sobre o preço ao produtor. Para janeiro de 2018 a Comissão Europeia (CE) prevê forte queda, de 1,5%, podendo fechar a € 36,94/qoo kg. Para a Espanha a previsão é de que o preço de janeiro seja igual ao de dezembro. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Porto Alegre, 14 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.674

 

Manteiga e requeijão estão de volta ao carrinho dos brasileiros

Depois de muita racionalização, os brasileiros estão aos poucos retomando alguns hábitos de consumo graças à diminuição da inflação e à queda dos índices de desemprego. Itens como manteiga, batata congelada, requeijão e azeite, por exemplo, voltaram para a cesta de compras em 2017 - os dados comparam os 12 meses terminados em novembro de 2017 com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com o levantamento da Kantar Worldpanel, só a manteiga ganhou 3,9 pontos percentuais de penetração nos meses analisados, ou seja, mais de dois milhões de novos lares consumiram o produto. A batata congelada, cujo crescimento foi de 2,7 pontos percentuais, atingiu mais de 1,4 milhões de novos domicílios.

 

Itens como massa fresca, adoçante, água mineral, escova dental e shampoo também registraram índices positivos. Além de novos compradores, essas categorias cresceram em volume e valor, tendo agora pela frente o desafio de aumentar sua frequência. (As informações são da Kantar Worldpanel)

 

Languiru distribui cerca de R$ 2,4 milhões em sobras aos associados - Cooperativa teutoniense também remunera o capital do quadro social e apresenta resultado líquido superior a R$ 17,6 milhões
 
Faturamento bruto de R$ 1,228 bilhão, resultado líquido de R$ 17,6 milhões, patrimônio líquido de R$ 192,4 milhões, sobras de aproximadamente R$ 2,4 milhões a serem distribuídas aos associados e remuneração do capital do quadro social. Essas foram algumas das boas notícias apresentadas pela Cooperativa Languiru na sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no dia 08 de fevereiro, no Salão Social da Associação dos Funcionários da Languiru, com a participação de mais de 200 pessoas, entre associados, colaboradores, autoridades e representantes de entidades parceiras.
Nas boas-vindas, o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, ressaltou a importância dos associados na tomada de decisões da cooperativa e iniciou a apresentação do Relatório de Atividades do exercício de 2017, detalhando o desempenho dos diferentes setores, perspectivas e estratégias. O vice-presidente Flávio João Walter proferiu a leitura do edital de convocação da AGO.
 
Aumento da capacidade produtiva
 O gerente executivo de indústrias, Fabiano Leonhardt, apresentou o demonstrativo do desempenho técnico para os setores de aves, suínos, leite e rações. Destaque para a evolução da produção nas indústrias e as dificuldades da cadeia produtiva do leite. "A redução da captação de leite demonstra a situação complicada do setor, com muitos produtores desistindo ou mudando de atividade", explicou Leonhardt, mencionando parcerias da Languiru para a industrialização de leite para terceiros como estratégias para auxiliar na diluição do custo fixo e melhor aproveitamento da capacidade produtiva instalada na Indústria de Laticínios. No que se refere à Fábrica de Rações, enalteceu o expressivo incremento no volume de milho em grão recebido dos associados da cooperativa. "O resumo das indústrias da Languiru apresenta a maior utilização da capacidade produtiva nas quatro unidades", concluiu.
 
Desempenho econômico
 O demonstrativo do desempenho econômico foi apresentado pelo diretor-administrativo da Languiru, Euclides Andrade, e pela gerente executiva de controladoria, Carla Gregory. Destaque para a diversidade de negócios e ranking dos 67 municípios com associados produtores, além das demonstrações financeiras. "A estrutura diversificada e equilibrada da Languiru garante a estabilidade econômica da cooperativa", frisou Andrade.
O faturamento bruto do último exercício foi de R$ 1.228.849.052,92, com resultado líquido de R$ 17.685.331,94 e patrimônio líquido de R$ 192.468.078,99. "O ganho de resultado da Languiru é fruto da produtividade de associados e colaboradores, da otimização da capacidade produtiva das unidades industriais, aliado à redução de custo dos insumos, como milho e farelo de soja, que voltaram a patamares normais", explicou o diretor-administrativo.
Em seguida, auditores da PwC apresentaram o trabalho de auditoria externa independente realizado na análise dos números da Languiru, e o coordenador do Conselho Fiscal, Gilberto Valdir Brune, apresentou parecer quanto às contas do exercício de 2017. "A auditoria auxilia nos processos de gestão, nos dá tranquilidade para trabalhar. Queremos ser auditados e fiscalizados, esse parecer da auditoria externa independente é muito importante", acrescentou Bayer.
Andrade também apresentou orçamento e plano de atividades para 2018, com a perspectiva de ingresso de receitas e crescimento no resultado líquido. "É um novo desafio que temos pela frente, com investimentos que devem totalizar cerca de R$ 20,6 milhões, especialmente nos frigoríficos e nos supermercados", enumerou.
Na votação das contas, os associados aprovaram por unanimidade as peças contábeis.
 
R$ 2,4 milhões em sobras
 Carla detalhou a proposta da direção quanto à destinação das sobras do exercício aos associados da Languiru, que totalizam mais de R$ 2,4 milhões. "No exercício de 2016 a cooperativa não distribuiu sobras ao quadro social, mas remunerou em 12% o capital social. O valor que cada associado tem a receber varia conforme a movimentação de venda de matéria-prima e compra nas unidades da cooperativa. Além do pagamento da Conta Movimento, a Languiru ainda irá remunerar a conta capital em 7%, o que representa mais de R$ 5 milhões. Somando, são mais de R$ 7 milhões que retornam aos associados, reflexo do bom desempenho da Languiru em 2017", explicou Bayer, lembrando que o pagamento da Conta Movimento inicia no mês de março, quando a cooperativa também passa a fornecer o informe de rendimentos para declaração do Imposto de Renda dos associados.
 
Eleição e posse do Conselho Fiscal
 Por fim, a comissão eleitoral conduziu o processo de eleição e posse dos membros do Conselho Fiscal, cuja renovação de dois terços ocorre anualmente. Com o registro de apenas uma chapa eleitoral em tempo hábil, a escolha se deu por aclamação.
O Conselho Fiscal da Languiru para a gestão 2018-2019 conta com os conselheiros efetivos Gilberto Valdir Brune, de Linha Clara, município de Teutônia; Merice Brummelhaus Strate, de Linha Boa Vista, município de Teutônia; e Valmir Antônio Rauber, de Linha Picada, município de Arroio do Meio. Os conselheiros fiscais suplentes são Lário Knebel, de Travessão, município de Paverama; Valmor Planthold, de Linha Catarina, município de Teutônia; e Milton Wahlbrinck, de Linha Progresso, município de Imigrante.
 
Elogios
 A ordem do dia da assembleia ainda abriu espaço para outros assuntos de interesse social sem caráter deliberativo e pronunciamentos de autoridades, convidados e associados. Na ocasião, entre outras falas, o diretor-executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Sérgio Feltraco, enalteceu a evolução dos números apresentados. "A Languiru desenvolve um excelente trabalho, fortalecendo o cooperativismo agropecuário gaúcho. Observando a evolução dos resultados das 35 cooperativas que a Fecoagro tem acompanhado, a Languiru é a que teve o maior crescimento. Mesmo diante de todas as dificuldades, teve capacidade de enfrentamento, entregando aos seus associados, donos da cooperativa, um excelente resultado. Isso engrandece o setor", parabenizou.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colinas, Seno Celso Messer, parabenizou a Languiru pelo desempenho no exercício de 2017 e reafirmou o valor das parcerias. "A Languiru está em crescimento e precisa seguir evoluindo para que os associados também possam crescer", disse, mencionando parceria do Sindicato com a cooperativa na venda de insumos e implementos e assistência aos produtores rurais de Colinas.
Encerrando a programação, o presidente Dirceu Bayer ainda falou de parceria com a laticínios Tirol, de Santa Catarina, no envase de leite da empresa catarinense na Indústria de Laticínios da Languiru em Teutônia; parceria com a coirmã Cosuel, de Encantado; e apresentou perspectivas quanto à cadeia produtiva do leite e projetos futuros para o setor de carnes. "Em condições normais, sem que o governo importe volumes absurdos de leite em pó de países como o Uruguai e a Argentina, as perspectivas são favoráveis. Aos que puderam suportar as dificuldades, há sinais de dias melhores. A Languiru inicia uma nova fase depois de período turbulento, novas oportunidades estão por vir, somos uma cooperativa forte e com perspectivas inovadoras. Estamos no caminho certo comemorando bons resultados", concluiu, pregando a união de esforços e a agenda positiva. (Assessoria de Imprensa Languiru)


Falta de chuva na Nova Zelândia eleva preço de lácteos

A falta de chuvas na Nova Zelândia nos últimos meses, refletindo condições climáticas compatíveis com o fenômeno La Niña, afeta a produção de leite no país da Oceania, o que tem influenciado os preços internacionais dos lácteos desde o começo do ano. As cotações desses produtos na plataforma Global Dairy Trade (GDT), que realiza leilões quinzenais com oferta principalmente da Nova Zelândia, sobem desde o início de 2018. Só no último leilão, no dia 6 de fevereiro, o leite em pó integral - o produto mais negociado nesses pregões - subiu 7,6%. No acumulado do ano, o produto teve alta de mais de 17%, considerando que no fim de 2017 estava em US$ 2.755 por tonelada e alcançou US$ 3.226 este mês. Com a falta de chuvas, a produção de leite na Nova Zelândia caiu 4,6% em dezembro passado em comparação com igual mês do ano anterior, considerando os sólidos de leite (soma da proteína total e de gordura). No país, as vacas são criadas de forma extensiva, portanto o regime de chuvas é crucial para as pastagens usadas na alimentação do rebanho. No ano de 2017, a produção acumula alta de 1,4%. "O clima na Nova Zelândia está atrapalhando a produção de leite", diz Valter Galan, analista da consultoria MilkPoint. 



A cooperativa Fonterra, maior produtora de lácteos da Nova Zelândia, registrou uma queda de 6% na captação de leite em dezembro de 2017 na comparação anual. Com isso, estimou um recuo de 3% na captação na safra 2017/18, que termina em 31 de maio. A Fonterra, que é a maior exportadora de lácteos do mundo, é a também principal ofertante nos leilões da plataforma GDT. Segundo Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, a produção de leite deverá seguir em queda na Nova Zelândia até a entressafra (junho e julho). E a seca no país, avalia ele, pode agravar esse recuo na produção da matéria-prima, o que tende a se refletir na oferta de lácteos do país no mercado internacional. Afora a produção menor na Nova Zelândia, a valorização do euro em relação a outras moedas também reduziu a competitividade dos lácteos europeus, o que contribuiu para alta nos leilões internacionais, acrescenta Galan. Para ele, não é possível afirmar que a recente valorização seja uma tendência, uma vez que a oferta de leite cresceu em outras regiões produtoras do mundo. Na Europa, a alta foi de 1,6% entre janeiro e novembro do ano passado e nos EUA, de 1,4% em 2017. "Ainda há 40% da safra da Nova Zelândia por vir", comenta o analista. A safra 2017/18 no país vai até 31 de maio. Do lado da demanda internacional por lácteos, a expectativa é que siga crescendo, segundo Galan. A China, maior importadora global, elevou em 12% as compras de lácteos em 2017, para 1,55 milhão de toneladas. "As previsões indicam que a economia da China vai continuar a crescer como em 2017. Se isso se confirmar, deve aquecer a demanda", afirma o analista. A alta do petróleo também é um fator que estimula a demanda por lácteos por parte de países produtores da commodity, acrescenta. (Valor Econômico) 
 

A empresa suíça de lácteos Emmi teve uma receita líquida de 3,364 bilhões de francos suíços em 2017, alta de 3,2% em comparação com os 3,258 bilhões de francos suíços do ano anterior. Conforme informou, a empresa, que tem participação no mineiro Laticínios Porto Alegre, em termos orgânicos, excluindo os efeitos do câmbio e aquisições, o número corresponde a um crescimento de 0,5%. (Valor Econômico)

 
 

Porto Alegre, 09 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.673

 

Cooperativa Languiru inaugura Secador de Grãos junto à Fábrica de Rações em Estrela

"Este empreendimento simboliza o comprometimento da Cooperativa Languiru com o seu quadro social, na busca pela fidelização, ampliação da área de atuação e consequente fortalecimento da produção e escoamento de grãos." 

Essas palavras constam na placa descerrada por ocasião da inauguração do Secador de Grãos da Cooperativa Languiru, realizada na manhã do dia 07 de fevereiro. A nova estrutura está localizada junto à Fábrica de Rações da Languiru, no município de Estrela.

O Secador de Grãos possui capacidade instalada para secagem de 30 toneladas por hora, possibilitando captação da matéria-prima, na área de atuação da cooperativa, de cerca de 30 mil toneladas de milho por ano. Com investimento de aproximadamente R$ 3,5 milhões, o empreendimento possibilitará à Languiru ampliar a competitividade comercial da Fábrica de Rações, que atende todo o Rio Grande do Sul. Com a diversificação das atividades econômicas, a cooperativa gera renda e desenvolvimento ao seu quadro social e à região do Vale do Taquari como um todo.

Demanda e qualidade
O gerente de negócios da Fábrica de Rações, Joel Girardello, destaca que o Secador de Grãos atende demanda do quadro social e contribui para a qualidade dos produtos de nutrição animal da Languiru. "Procuramos atender bem e suprir as necessidades dos associados da Cooperativa Languiru, além de fornecer produtos de qualidade. Com esse empreendimento, conseguimos a fidelização e o incremento nos volumes de produção", disse durante a solenidade de inauguração.
A estrutura fará a secagem dos grãos, que saem da lavoura com umidade próxima a 20%, sendo que para armazenagem e produção de ração é necessário reduzir essa umidade a 14%, essencial para que se tenha um produto de nutrição animal de qualidade. "O secador tem a finalidade de reduzir a umidade do grão, num processo de secagem moderno, de última geração, finalizando com o processo de armazenagem", explicou.

As ações de planejamento para a construção iniciaram em março de 2017, seguindo com o encaminhamento das licenças ambientais e liberação do início das obras, em setembro, concluindo os trabalhos no final de janeiro de 2018. "Foram cinco meses intensos de construção, com entrega da obra antes do previsto. O novo Secador de Grãos está operando de forma muito satisfatória, a estrutura consegue secar o milho com qualidade muito boa", frisou Girardello, acrescentando que a Languiru estima o incremento da produção de milho na região. "Na última safra, a captação de grãos da Languiru foi de cerca de 22 mil toneladas, mas somente no último mês de janeiro já registramos 15 mil toneladas", afirmou.

Atualmente, o consumo de milho na Fábrica de Rações da Languiru está por volta de 18 mil toneladas ao mês. Ou seja, a captação atende aproximadamente um mês do consumo no ano. Com a nova estrutura, a cooperativa pretende ampliar o recebimento de grãos a nível regional, reduzindo a dependência do milho vindo de outros estados, com elevado custo, principalmente em função da logística. "Esse Secador de Grãos irá secar 30 toneladas/hora, enquanto que o nosso consumo na Fábrica é de aproximadamente 50 toneladas/hora. Mesmo com esse investimento, ainda vamos precisar do milho vindo de outras regiões, mas em menor percentual", elucidou o gerente.

A Fábrica de Rações da Languiru produz 33 mil toneladas de ração ao mês e atende mais de três mil clientes distribuídos em todo Rio Grande do Sul. Para isso, necessita de volume significativo de grãos de milho, soja e outros cereais. "Estávamos enfrentando dificuldades pare receber os grãos. Não conseguíamos receber na velocidade da colheita, apesar do bom serviço prestado e das boas parcerias que possuímos com empresas da região. Agora aumentamos a nossa capacidade de recebimento de grãos durante a safra, sem perda de matéria-prima no campo pelo atraso que ocorria no recebimento do milho", concluiu Girardello. (Assessoria de Imprensa Languiru)

 

 México: importações de leite atingem nível 'sem precedentes'

As importações de leite mexicanas, principalmente dos Estados Unidos, atingiram um nível sem precedentes e já representam 35% do consumo nacional do México. Dados da Câmara Nacional da Indústria do Leite (Canilec), que reúne 130 empresas que processam cerca de 86% de produção no país, indicam que as importações de 2015 e 2016 aumentaram 11% e, de acordo com as previsões, essa tendência continuará.

O consumo teve um avanço muito maior em relação à produção nacional, uma situação que torna o país um deficitário, uma condição que continuará a ser mantida e aumentará devido às limitações que o México tem em recursos naturais, principalmente água.

De acordo com alguns dados, a produção de um litro de leite requer 300 litros de água (bebedouros, instalações de lavagem, irrigação, forragem, etc), se tornando um desafio para a produção nacional devido às condições hidrológicas no país. Sob este cenário, ainda será necessário importar matérias-primas complementares para a produção nacional.

Se estima que até 2025, 14,2 bilhões de litros por ano de leite fresco precisam ser produzidos para abastecer um mercado de 18,2 bilhões de litros por ano em um México de 126 milhões de habitantes.

O crescimento das importações de produtos lácteos tem sido criticado por pequenas empresas agrupadas na Frente Nacional de Produtores e Consumidores de Leite, que acusam o deslocamento de seus produtos. Na última segunda-feira, eles fizeram uma manifestação em 20 estados da República para exigir a revisão da política de preços do leite que eles fornecem para cobrir programas sociais da empresa Liconsa.

Os demandantes pedem que sejam pagos 8 pesos (US$ 0,42) por litro e não os 6,05 pesos (US$ 0,32) que recebem, já que o custo de produção é de 7,30 pesos (US$ 0,38). De acordo com o porta-voz desse grupo, Álvaro González, o produto é comprado internacionalmente a oito pesos, mas é vendido ao consumidor final a 18 pesos (US$ 0,95). (As informações são do Portal Lechero, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


FALTA DE CHUVA AFETA O MILHO

Aos poucos, o quadro real das lavouras começa a aparecer nos levantamentos oficiais sobre a safra de grãos. As estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Estado, divulgadas ontem, indicam que a produção de milho é agora estimada em 4,74 milhões de toneladas. São cerca de 500 mil toneladas a menos do que o esperado há um mês, quando pelas regiões produtoras já eram nítidos os estragos causados pela falta de chuva entre o final de novembro e o início de janeiro. Foi a única cultura com revisão significativa das projeções de colheita.

A produtividade das lavouras de milho, que era projetada em 7,2 toneladas por hectare no início de janeiro, foi reduzida para 6,5 mil toneladas. Mas nada drástico. Afinal, o ciclo anterior, com chuva sempre na hora certa, é que foi fora da curva e fez o Estado alcançar o alto rendimento de 7,5 toneladas por hectare. O agrônomo Carlos Roberto Bestétti, assistente da superintendência da Conab no RS, admite que o próximo levantamento pode mostrar prejuízos ainda maiores.

- O número tende a ser menor - reconhece o agrônomo.
O presidente da Associação de Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS), Ricardo Meneghetti, aposta que os números serão revisados ainda mais para baixo no próximo mês.

- Creio em algo como 300 mil e 400 mil toneladas a menos - avalia Meneghetti.
Para o dirigente, nem será a perda de rendimento pelo clima que fará a colheita do Rio Grande do Sul ser menor. A diferença deve vir da constatação de que a área cultivada, estimada pela Conab em 728,4 mil hectares, é na realidade bem menor, de cerca de 650 mil hectares. O principal indicador é a venda de sementes para a safra atual, diz o dirigente.

A Conab reduziu ainda a projeção para a safra no país, de 92,3 milhões para 88 milhões de toneladas. A menor oferta deve ajudar a recuperação preços, diz Meneghetti. De acordo com a Emater, o preço médio no Estado é de R$ 27. A esperança é de que as cotações se firmem acima dos R$ 32 ainda em fevereiro. (Zero Hora)

 

A demanda chinesa de leite será triplicada até 2050
Leite/China - Se continuar a tendência atual de consumo de leite na China, em 2050 será preciso produzir três a quantidade de leite que foi produzida em 2010. Se a China não mudar sua atual estrutura e exploração e manejo, este aumento de produção resultará no aumento de 35% nas emissões mundiais de gases de efeito estufa das vacas, e aumentará 32% a superfície destinada ao rebanho leiteiro e haverá 48% mais contaminação por nitrogênio, de acordo com Zhaohai Bai, professor associado da Academia de Ciências da China e principal autor de um trabalho sobre o meio ambiente, publicado em Global Change, Biologia. As alternativas óbvias, não são muito atrativas: ao produzir todo leite extra na China, haverá uma grande dependência da importação de alimentos para o gado, ou então importar leite, transferindo o problema para as nações exportadoras. A solução, segundo os pesquisadores, é que a China conseguir o nível de eficiência da produção aos principais países produtores do mundo, com o que conseguiria mitigar o aumento das emissões de gases de efeito estufa e o uso da terra, reduzindo o impacto ambiental. Historicamente a China consome pouco leite (menos de 2 kg por pessoa por ano, em 1961). Com a prosperidade crescente, no entanto, elevou o consumo mais de 25 vezes nas últimas décadas, transformando o país no quarto maior produtor de leite do mundo. Em uma exploração ao norte da China, um rebanho médio tem 650 cabeças e o rendimento médio por vaca é de 30 kg de leite por dia. Os pesquisadores descobriram como as mudanças na nutrição e no manejo animal, assim como melhorias nas tecnologias de produção, podem satisfazer as crescentes demandas de leite em todo o mundo, de forma mais eficiente e sustentável. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

Porto Alegre, 08 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.672

 

Importações começam 2018 em queda

As informações da balança comercial de janeiro de 2018 confirmaram as expectativas de queda nas importações lácteas brasileiras. Dados divulgados pela AliceWeb mostram que em janeiro o Brasil importou 65,6 milhões de litros em equivalente leite, queda de 14,6% em relação a dezembro/2017 e de 57% em relação a janeiro/2017 (quase 87 milhões de litros de leite a menos). Em relação à média dos meses de janeiro dos cinco anos anteriores (2013-2017), em 2018 o Brasil importou 31,1% menos leite, conforme mostra o gráfico 1.

Gráfico 1. Importações brasileiras de leite em milhões de litros. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base nos dados da AliceWeb. 
 

Acompanhando o menor volume importado, em janeiro/2018 os gastos do Brasil com importação de leite foram 48% menores em relação a janeiro/2017, fechando em quase US$ 30,6 milhões. Porém, o leite em janeiro/2018 teve um custo aproximado de US$ 0,47/litro, enquanto o mesmo leite há 12 meses possuía um custo de US$ 0,39/litro - uma das justificativas para a redução do volume importado (os preços do mercado brasileiro hoje estão, em média, cotados a US$ 0,35/litro).

Quanto aos produtos comercializados, em janeiro, como de costume, os leites em pó foram o "carro chefe" das importações, representando 53% do volume importado em toneladas (integral 34% e desnatado 18%), seguidos pelos queijos (23%). Seguindo a tendência, na comparação anual, as importações destes produtos foram mais fracas em janeiro/2018 que em janeiro/2017, conforme indica o gráfico 2.

Gráfico 2. Volume importado dos principais produtos. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base nos dados da AliceWeb. 
 

Quanto às exportações, em janeiro/2018 foram embarcados 10,5 milhões de litros em equivalente leite, queda mensal de 17,4% (-2,2 milhões de litros), e de 52,5% em relação a janeiro/2017, gerando uma receita de US$ 5,36 milhões.

Como resultado, o saldo da balança comercial láctea brasileira fechou negativo em cerca de 60 milhões de litros, praticamente metade do que observou-se em janeiro de 2017 (observe a evolução do saldo da balança comercial no gráfico 3).

Gráfico 3. Saldo da balança comercial láctea brasileira. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base nos dados da AliceWeb. 
 

A tabela abaixo mostra como se comportaram as importações e as exportações dos produtos negociados em janeiro/2018, bem como seus respectivos saldos. (MilkPoint)

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto.
 

Lendas sobre o leite respondidas pela ciência

Todos os Ministérios da Saúde do mundo situam o leite no topo da pirâmide nutricional. E o fazem porque é um alimento indispensável para crianças e adultos. Todavia, de um tempo para cá o líquido branco encontrou uma multidão de detratores. Essa má fama é devida a uma série de informes não científicos que aparecem constantemente na imprensa e nas redes sociais que difundem falsos mitos sobre esse alimento.

1. O leite é um alimento processado que perde suas propriedades. Em uma fábrica de leite o que se faz é esquentar e esfriar para eliminar qualquer tipo de contaminação microbiológica e favorecer que seu consumo possa ocorrer de forma segura durante um período mais longo de tempo. Não perdem nutrientes. Conforme sejam integrais ou desnatados, podem perder água ou algum índice de gordura no caso dos que subtraem nata (desnatados).

2. Contêm açúcar. É verdade que o leite contém açúcar. Mas leia atentamente antes de levar as mãos à cabeça. Se trata de açúcar natural, não modificado, que se apresenta em forma de lactose que cumpre funções muito relevantes em nosso organismo e é metabolizado de forma diferente do açúcar comum (sacarose). Mas, para os que insistirem na lenda, é fundamental saber que só existe 4% de açúcar (lactose) no leite. E têm mais, todas as autoridades de saúde dos países desenvolvidos são unânimes em afirmar que o leite não influi na diabete tipo 2. Acaba de sair mais um estudo no "European Dairy Association", confirmando a incidência quase nula do leite em diabetes.

3. O leite engorda. É um argumento falso. Em primeiro lugar há de entender que o leite é um ótimo veículo para substâncias lipossolúveis como as vitaminas A, D, E e K. Isso quer dizer que a quantidade dessas substâncias lipossolúveis tão importantes para nosso organismo está diretamente relacionada com a quantidade de gorduras importantes. Mas, para aqueles que se assustam com a possibilidade de engordar com o leite, é importante conhecer que só existe 3,5% de gordura no leite integral. Uma quantidade insignificante. No leite semi-desnatado só há 1,8% de gordura e 0,5% no desnatado. Assim é possível dizer que o leite aporta uma grande quantidade de nutrientes com um conteúdo calórico quase nulo.

4. Posso manter a quantidade de cálcio necessária sem consumir leite. É verdade, mas improvável. Para fazer essa troca terá de ingerir enormes quantidades de tomilho, canela em pó, sardinha, amêndoa, avelã, tofu, espinafre e alguns outros que não fazem parte da alimentação diária do brasileiro.

5. As bebidas vegetais são nutricionalmente melhores. Soja, coco, amêndoa e aveia capitaneiam a lenda de que substituem o leite. Em nenhum caso as bebidas vegetais são nutricionalmente equivalentes ao leite e nem se podem ser consideradas substitutas dele. Elas não compensam a ingestão de nutrientes que se perdem ao deixar de consumir leite e produtos lácteos. Estão induzindo a uma piora na densidade nutricional, especialmente no que se refere a alguns micronutrientes.

Os alimentos com omega 3 que necessitamos ingerir todos os dias.
Eles reduzem o risco de enfermidade coronária entre 6% e 18%. Essa é a principal conclusão do macro-estudo sobre o omega 3 que acaba de ser publicado na revista "Mayo Clinic Proceedings", que inclui mais de 800.000 pessoas em 40 países. Essa é uma pesquisa que praticamente encerra qualquer dúvida que existia sobre os benefícios do omega 3. Há outros estudos de menor vulto, também de menor credibilidade, que apontam que os omegas 3 ajudam a combater a diabetes, a obesidade, protegem do Alzheimer e ajudam no tratamento de alguns tumores, como os de mama e do cólon.

Não só evitam enfermidades coronárias: na infância estão implicados no desenvolvimento nervoso e no da retina. Mas há um grande problema: nosso organismo não consegue sintetizá-lo. Temos de ingerir alguns alimentos que aportarmos sua eficiência. Como regra, não ingerimos o mínimo necessário para obtermos seus bons efeitos.
Quanto temos de tomar? São 150 mg por dia para crianças de 2 a 4 anos, 200 mg por dia entre 6 e 18 anos e 250 mg por dia para adultos. Felizmente, há vários alimentos que facilmente podemos adquirir e ingerir para obtermos as quantidades mínimas necessárias de 

omega 3.
Comecemos com o leite. Basta um copo diários de leite para obtermos 125 mg de omega 3, a metade necessária. Se não quiser o leite, bastam 7 pequenas nozes para ultrapassarmos de longe a quantidade mínima. Assim como 100 gramas de salmão, sardinhas, mariscos ou de anchovas. No mundo vegetal, a recomendação cinge-se apenas ao espinafre, bastam 100 gramas da comida do Popeye para obtermos a metade necessária de omega 3. A carne bovina só conta para o mínimo de omega 3 se a vaca comer pasto.(Edairynews)


Nestlé pagará prêmio a produtor que fornecer leite livre de hormônios

A suíça Nestlé informou hoje que vai pagar um bônus de R$ 0,07 por litro a pecuaristas brasileiros que fornecerem leite produzido por rebanho sem tratamento com hormônios e estimulantes. O programa, denominado Nature, que visa incentivar a produção de "um leite mais próximo possível do natural", segundo a empresa, é uma evolução de um já existente, Boas Práticas na Fazenda (BPF), criado em 2005, com o objetivo de estimular o fornecedor "a produzir um leite de melhor qualidade e com maior segurança e rentabilidade". 

No BPF Nature, serão avaliados na produção de leite fatores como água (medição com hidrômetros), bem-estar animal (mochação com uso de anestesia e analgesia; e suspensão da utilização dos hormônios BST e ocitocina, usados para induzir a lactação) e meio ambiente (correta destinação e tratamento dos dejetos). A partir de março, os fornecedores de leite interessados em se adequar receberão o Manual de Boas Práticas na Fazenda Nature, com as informações necessárias para a implementação. Os que aderirem ao programa serão submetidos a auditoria para verificar se os critérios estão sendo atendidos. 

Hoje, o produtor que participa do programa Boas Práticas recebe R$ 0,03 por litro de leite por adequar sua fazenda nos temas de saúde animal, drogas veterinárias, alimentação animal, ordenha e armazenagem do leite. Se aprovado também no BPF Nature, o produtor passará a receber mais R$ 0,07 por litro de leite, somando um prêmio de R$ 0,10, informa a Nestlé em nota. "Hoje, 98% dos nossos parceiros estão certificados e adotam as práticas estabelecidas pelo programa [BPF]. Entendemos que chegou a hora de evoluir e capacitar ainda mais o nosso produtor sobre a importância de estar inserido nesse contexto de responsabilidade de fornecimento social e sustentável", afirma René Machado, Head de MilkSourcing da Nestlé Brasil, na nota. (Valor Econômico) 

Produtor pede compra no bloco
Após se reunir, ontem, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o deputado Luís Carlos Heinze informou que irá solicitar à Camex uma reunião para discutir a possibilidade de produtores brasileiros adquirirem insumos nos países do Mercosul. A alegação é de que a circulação de produtos como arroz e leite ocorre livremente entre os países do bloco, o que não ocorre com fertilizantes e defensivos, que conforme pesquisa recente da Farsul, são mais baratos no Uruguai e na Argentina. (Correio do Povo)

 

Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.671

 

Sindilat recebe convite para a 7ª Festleite de Anta Gorda 

O prefeito e a vice-prefeita do município de Anta Gorda se reuniram na manhã desta quarta-feira com o secretário-executivo, Darlan Palharini na sede do sindicato. No encontro, o prefeito Celso Casagrande e a vice-prefeita Madalena Gehlen Zanchin entregaram à diretoria do sindicato o convite da 7ª Festleite, tradicional evento do setor leiteiro que ocorre de 25 a 29 de abril no Parque de Eventos da cidade.  A comitiva de Anta Gorda ressaltou a importância da presença e do apoio do Sindilat no evento que todos os anos promove o Simpósio do Leite em sua programação. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Indústria abre prospecção internacional na Ásia 

As indústrias gaúchas do setor lácteo redigiram um manifesto de interesse de negociação com países da Ásia. O documento foi entregue, no dia 31 de janeiro, ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, que está em missão do governo a Coreia do Sul, Tailândia, Indonésia, Malásia, Emirados Árabes e Catar até o dia 16 de fevereiro. A ideia é que o documento chegue a líderes de Estado e tradings interessadas em produtos alimentícios. O grupo é liderado pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki.

A pretensão, explica o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, é fomentar negócios com esses países para viabilizar exportação de lácteos brasileiros a mercados do oriente. O Sindilat entende que a exportação é o caminho da estabilidade do mercado lácteo interno no Brasil. O setor vive uma de suas piores crises de rentabilidade dos últimos anos, um cenário que foi reportado pela maioria das empresas que participou da primeira reunião de associados no dia 23 de janeiro, no Sindilat, em Porto Alegre. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

TST adia revisão de súmulas e orientações a partir de reforma

Apesar da expectativa de advogados, trabalhadores e representantes de empresas, será preciso aguardar ao menos três meses para se conhecer a posição do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre pontos controversos da reforma trabalhista. A Corte suspendeu ontem a sessão que decidiria sobre a aplicação da Lei nº 13.467 a processos anteriores à norma e analisaria 34 súmulas e orientações do tribunal. Em contrapartida, foi decido que uma comissão com nove integrantes elaborará uma instrução normativa sobre o assunto. O grupo terá 60 dias para apresentar o texto, que será discutido em sessão do Pleno após um mês, segundo o presidente da Corte, ministro Ives Gandra Martins Filho. O magistrado, que deixa o cargo no dia 26, se disse "frustrado" em terminar o mandato sem oferecer essa segurança jurídica à sociedade. 

As 34 súmulas e orientações jurisprudenciais do TST que seriam analisadas ontem reúnem temas como custas processuais, seguro desemprego, horas de deslocamento, férias, diárias intrajornada, prescrição intercorrente e revelia. As mudanças seriam discutidas a partir de um parecer elaborado pela Comissão de Jurisprudência da Corte. Os ministros decidiram suspender a análise por uma questão de ordem levantada pelo presidente da comissão, ministro Walmir Oliveira da Costa. O magistrado questionou a constitucionalidade de dispositivo da reforma trabalhista que poderia atrapalhar a aplicação da norma. O artigo 702, I, f da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a estabelecer que para mudar súmulas e enunciados é necessário aprovação de ao menos dois terços dos membros do tribunal. Além disso, é necessário que a matéria tenha sido decidida de forma idêntica e por unanimidade em, no mínimo, dois terços das turmas, em pelo menos dez sessões diferentes em cada uma. A votação para mudar as súmulas e orientações na sessão de ontem não seguiria esse rito. Oliveira da Costa afirmou que há outro processo em que esse assunto está sendo examinado e será submetido ao Pleno. Por isso, propôs que a análise da revisão de jurisprudência fosse suspensa para aguardar a manifestação da Corte sobre o artigo 702 da CLT. 

O pedido foi aceito e, na sequência, o presidente da Corte propôs a criação da comissão, com duas subdivisões: uma para estudar a aplicação da reforma trabalhista aos contratos de trabalho antigos e outra para os processos em curso. A análise dos temas, se tivesse ocorrido ontem, não seria fácil e rápida, na opinião de especialistas. O motivo é o fato de a aplicação da reforma trabalhista para contratos e processos anteriores a sua vigência dividir opiniões no TST. O ministro Oliveira da Costa, por exemplo, defende a limitação temporal. Já o ministro Ives Gandra Martins Filho reafirmou sua posição pessoal sobre o tema, de que a reforma trabalhista se aplica a todos os contratos. "Não há direito adquirido à regime jurídico", disse. A comissão presidida por Oliveira da Costa concluiu que a nova lei se aplica aos contratos em curso, desde que não afete o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. "É a Constituição que estabelece quando a lei terá vigência. Não somos nós", afirmou. Para ele, ainda que a Medida Provisória nº 808, de 2017, estabeleça que a lei seria aplicada a todos os contratos de trabalho, o panorama jurídico não poderia ser violado. Mais do que 34 itens, o ministro afirmou que existiriam até 60 que poderiam ser alterados. A participação de entidades sindicais de trabalhadores e patronais, além de entidades de classe e órgãos públicos, como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Advocacia-Geral da União (AGU) estava prevista para a sessão ontem. Cada grupo teria 30 minutos para defesas orais. De acordo com o advogado que falaria pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na sessão, José Eymard Loguercio, algumas entidades manifestaram ao presidente do TST considerar a discussão pelo tribunal precipitada. Para ele, a suspensão foi bem-vinda. "O que é segurança e o que é insegurança nesse momento? 

O Congresso ainda tem que analisar outros pontos da MP 808, de 2017", afirmou Loguercio. Uma decisão com urgência poderia causar mais inseguranças, de acordo com o advogado. Para o advogado Carlos Eduardo Dantas Costa, do escritório Peixoto e Cury Advogados, o adiamento, no entanto, foi frustrante. "Sei de empresas que aguardavam essa revisão para encaminhar assuntos relacionados aos temas", afirmou. Apesar disso, considera que a criação da comissão foi positiva, desde que ela tenha agilidade. O advogado Luis Marcelo Gois, do escritório BMA Advogados considera que o adiamento não chegou a ser uma surpresa, pois havia a expectativa da questão de ordem, ainda assim não deixa de ser frustrante. "A sociedade estava esperando uma luz sobre como o TST enxerga a temporalidade". (Valor Econômico)

Irã - As exportações atingiram US$ 170 milhões em oito meses
Iogurte iraniano - Nos oito primeiros meses do ano iraniano (21 de março a 21 de novembro de 2017)  87.000 toneladas de iogurte pelo valor de US$ 108 milhões foram exportadas pelo Irã, o que corresponde a queda de 20% em peso, mas 2% de aumento em valor, quando comparado com o ano anterior. Cerca de 64.000 toneladas de iogurte líquido foram exportados pelo valor de US$ 69 milhões, registrando 22% de declínio em volume e 28% de aumento no valor, na comparação anual. De acordo com reportagem do jornal iraniano Financial Tribune o iogurte e o iogurte líquido corresponderam a 20% e 13% das exportações de produtos lácteos do Irã, respectivamente. Os números mostram que os preços do iogurte iraniano e o iogurte líquido aumentaram nos mercados internacionais durante o período.Também conhecido como Ayran, Tan ou Doogh, o iogurte líquido é uma bebida salgada feita do iogurte e pronta para beber. É muito popular no Irã, Turquia, Azerbaijão, Armênia, Cazaquistão, Tajiquistão. (The Dairy Site - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 06 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.670

 

Clima de otimismo no lançamento da 19ª Expodireto Cotrijal


Credito da foto: Vitorya Paulo

Alta tecnologia e inovação no campo serão as bases da 19° edição da Expodireto Cotrijal. Lançada na manhã dessa terça-feira (6/2), em Porto Alegre (RS), o tradicional evento representa um dos maiores do ramo do agronegócio brasileiro, com expressividade internacional. Neste ano, a feira ocorre de 05 a 09/03, em Não-Me-Toque (RS). 

Uma das metas da Expodireto é dar visibilidade à agricultura familiar gaúcha, destacou o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, durante café da manhã com a imprensa no Hotel Plaza São Rafael. "Todos sabem que o agronegócio tem sido um dos tentáculos da economia desse país". Conforme afirmou Mânica, foi o segmento que manteve a inflação baixa no último ano, contribuindo expressivamente para o desenvolvimento do Brasil. 

Reiterando o otimismo com o evento, o governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, comparou a Expodireto com outras grandes feiras do país, como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e a Coopavel, em Cascavel (PR). "A Expodireto retrata aquilo que é o nosso Rio Grande: forte e aguerrido, apesar de todas as dificuldades". 

Sartori ainda chamou a atenção dos deputados presentes para o projeto de regime de recuperação fiscal, proposição encaminhada pelo Executivo para a Assembleia Legislativa, mas que nem chegou a entrar em regime de votação apesar da convocação emergencial da semana passada. "O Estado não pode ser de direita nem de esquerda. Ele precisa ser para todos", afirmou o governador. 

Presente no evento, o diretor secretário do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Angelo Sartor, lembrou que o evento se destaca como uma feira muito profissional e uma boa oportunidade para os produtores gaúchos se atualizarem. Para o representante, a cada ano, a Expodireto cresce de uma forma extraordinária. "O segmento do agronegócio está muito bem representado pela Expodireto", afirmou. O Sindilat deverá se fazer presente na exposição, como apoiador do 14º Fórum Estadual do Leite, que ocorrerá no dia 7/03, com início às 8h30min, no Auditório Central da feira. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Forte queda no leilão da Fonterra
 
O resultado do GDT de hoje continuou surpreendendo. O Índice fechou em US$ 3.553/tonelada, com a impressionante elevação de 5,9%. Todos os produtos apresentaram desempenhos positivos em todos os períodos. Se, por si só já é uma raridade, duas vezes seguidas, é excepcional. No evento 204 de 16 de janeiro de 2018, também houve recuperação generalizada nos preços.
 
O maior aumento ocorreu com a cotação da manteiga de leite em pó (+8,4%), voltando a superar os US$ 2.000 a tonelada, o que não ocorria desde setembro do ano passado. Os produtos mais negociados na plataforma, e que mais impactam na produção primária, tiveram resultados inesperados: o leite em pó desnatado, mesmo que os elevados estoques da União Europeia continuem pressionando as cotações no mercado internacional; e o leite em pó integral. A manteiga, que vem determinando as tendências dos preços mundiais desde o final de 2016, voltou a ter elevação considerável, recuperando 18% do seu valor nos últimos três leilões.   No ano de 2018, o índice GDT já teve valorização de 13,5%. (globaldairytrade/Terra Viva/GDT)
 
 
Argentina: em momento chave do ano, produtores de leite perdem competitividade novamente
 
Um relatório do analista Marcos Snyder ressalta a evolução dos preços relativos dos principais insumos ligados à produção de leite na Argentina. Isso confirma que, durante janeiro de 2018, a equação produtiva voltou a se desconfigurar seguindo a evolução dos preços relativos de alguns insumos importantes que afetam a atividade de produção de produtos lácteos, como:
 
alimento balanceado (os alimentos representam cerca de 60% dos custos diretos);
a gasolina (impactos em 15% dos custos de produção);
o dólar (60% dos insumos leiteiros são cotados em dólares);
a soja (cujo valor afeta o pagamento de aluguéis que representam uma média de 35 a 40% da terra em produção) e;
o preço do leite.
Observamos neste gráfico - que começa em 2014, ano antes da crise - um resumo das tendências, onde após 2 anos de defasagem, o produtor trabalhou com perdas e o preço do leite se recuperou em relação a quase todos indicadores. Em janeiro de 2018, a equação de produção é novamente desconfigurada com um preço que não cresce, enquanto os principais insumos do negócio de produção de leite aumentam.
 
 
Neste contexto, em seu portal DairyLando, Snyder enfatiza que, para recuperar a competitividade do leite frente ao avanço de preços relativos, a matéria-prima entregue em janeiro de 2018 deve valer 6,50 pesos (US$ 0,33) por litro. O produtor está em plena campanha de silagem e planos de plantio de pastagens, o que afetará a produção. (As informações são do www.todoagro.com.ar, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

O papel dos lácteos em dietas sustentáveis
FIL-IDF - A FIL-IDF [Federação Internacional do Leite] organizou o seminário "O papel dos lácteos em dietas sustentáveis", que foi realizado nos dias 1º e 02 de fevereiro de 2018, em Sevilha, na Espanha. Foram abordados temas como a percepção da população sobre os lácteos, as alegações dos lácteos para a saúde, nutrição e saúde pública, dietas sustentáveis, mitigação dos impactos ambientais e adaptação às mudanças climáticas. Dentre os palestrantes esteve Piercristiano Brazzale, da tradicional família de queijeiros italianos, que iniciaram a produção no final do século XVIII. O tema desenvolvido por Piercristiano, "O impacto ambiental da produção de alimentos", foi apresentado no dia 02 de fevereiro. "As apresentações foram muito interessantes", disse Piercristiano, acrescentando: "Discutimos sobre o valor real dos lácteos na nutrição e sugeri uma abordagem diferente para avaliar o real impacto ambiental na produção de alimentos. Procurei trazer mais clareza para o conceito, dado que existem muitos indicadores e abordagens para caracterizar o impacto ambiental. Isto tende a criar confusão entre os consumidores e nas pessoas envolvidas. Assim apresentei duas diferentes abordagens adotadas na Itália, que estão alinhadas com outros estudos pelo mundo. Nesses estudos, existe uma conexão entre o valor nutricional de cada alimento com o impacto ambiental calculado através de indicadores como a pegada da água e a de carbono. Apresentei uma abordagem holística e uma sugestão de adotar diferentes sistemas no futuro, para demonstrar o real impacto ambiental dos produtos lácteos e melhorar sua imagem. O objetivo final é fazer com o consumidor entenda que o impacto efetivo é menor do que o que se imagina". (Terra Viva)

Porto Alegre, 05 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.669

 

Importação menor reduz o déficit da balança de lácteos

Depois de um ano em que o déficit na balança comercial de lácteos caiu, em que a participação da Venezuela entre os principais mercados para o Brasil despencou e os embarques de queijos ganharam fôlego, o segmento considera que o principal desafio é conseguir elevar as vendas externas de commodities lácteas, como o leite em pó.

No ano que passou, o Brasil importou US$ 561,91 milhões em produtos lácteos, uma queda de quase 15% sobre os US$ 658,37 milhões de 2016, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) compilados pela Viva Lácteos, que reúne empresas do segmento. As exportações brasileiras de lácteos em 2017 também recuaram de forma expressiva, 34%, para US$ 112,58 milhões. Com isso, o déficit da balança ficou em US$ 449 milhões, 7,4% abaixo de 2016.

 

Segundo Marcelo Martins, diretor- executivo da Viva Lácteos, o aumento da produção doméstica de leite em 2017 explica o menor volume importado. As compras de leite em pó, o principal produto importado pelo Brasil, caíram mais de 20% no ano passado, para US$ 332,2 milhões. Em volume, a queda foi de 36%, para 103,4 mil toneladas.

Embora a produção de leite no país tenha crescido 4% no ano passado, o descolamento entre os preços dos mercados doméstico e internacional continuou a afetar as exportações de lácteos. Segundo a Viva Lácteos, em 2017, em média, os preços no mercado interno ficaram 25% acima das cotações internacionais, o que tirou a competitividade dos lácteos brasileiros.
Em novembro, quando o preço do leite em pó nacional estava mais competitivo em relação ao mercado internacional, os embarques do produto ganharam força, segundo a Viva Lácteos. Só naquele mês, foram exportadas 2,3 mil toneladas de leite em pó, ou 42% do total embarcado no ano.

Em 2017, a participação da Venezuela nas importações brasileiras de lácteos caiu ainda mais, conforme a associação. O país ainda é o principal destino, mas comprou só 15% do total em 2017. No ano anterior, responderá por 48% das exportações brasileiras de lácteos.

Outro destaque, segundo ele, foram os embarques de queijos, que cresceram 37% em 2017. Ainda que produtos de maior agregado entusiasmem, Martins afirma que o Brasil precisa ampliar as exportações de commodities para consolidar sua posição no mercado internacional.
A expectativa do executivo é que o déficit na balança de lácteos volte a cair este ano. "Com oferta mais estável, não deve haver grande descolamento de preços. A tendência é que não haja grandes picos de importação", avalia. (As informações são do jornal Valor Econômico)
 
 

Benefícios do Bolsa Família sustentam 21% da população do país 

Os beneficiários do Bolsa Família representam mais de um terço da população de 11 Estados brasileiros, todos das regiões Norte e Nordeste. No Brasil, 21% da população vive com os benefícios do programa. Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) a pedido do Valor e evidenciam a importância dos recursos para a população daquelas regiões. O Maranhão é o Estado com a maior relação entre a população e quem vive dos valores do Bolsa Família. De acordo com o ministério, 48% da população do Estado recebe os recursos. Piauí e Acre vêm a seguir, ambos com 41%. 



O cálculo chega ao número de beneficiários a partir do tamanho das famílias inscritas no programa. Em seguida, o ministério calcula quanto isso representa na população do município a partir das estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são referentes a dezembro de 2017. Por serem baseados em estimativa do IBGE, o percentual pode diferir da realidade já que o último Censo foi realizado em 2010. Para fazer parte do programa, é necessário ter a renda mensal por pessoa da família de até R$ 185. O Bolsa família repassa entre R$ 39 e R$ 372 para os inscritos no programa, a depender do número de filhos do beneficiário. Os valores repassados, apesar de pequenos, acabam significando parte importante da economia dos municípios mais pobres do Brasil. Os valores repassados pelo programa representam mais de 6% do PIB local para 579 municípios. Aninho Irachande, professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), analisou os dados a pedido da reportagem. "O impacto na vida das cidades é muito grande, quanto mais beneficiários, mais dinamizada é a economia do lugar", disse. Na avaliação dele, os benefícios do programa vão além da pessoa ou família beneficiada. "Cada R$ 1 real produz R$ 1,6 em circulação da economia", afirma Irachande. Segundo o professor, "é um tiro no pé imaginar que o beneficiário é quem mais ganha com o Bolsa Família". Para o secretário-executivo do MDS, Alberto Beltrame, "o programa gera um círculo virtuoso de desenvolvimento na economia local", porque " estimula a economia, melhora a renda e os indicadores sociais como um todo". Os dados do ministério indicam uma taxa de crescimento maior no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para as cidades com mais inscritos no Bolsa Família em relação ao total. 

Entre 2000 e 2010, a taxa média de crescimento no IDH municipal das cidades brasileiras foi de 26%. Nas cidades onde os beneficiários representam menos de metade da população local, o número foi de 22%. Nos municípios em que os beneficiários são mais da metade, a taxa é de 43%, Dentre as cidades onde mais de dois terços vivem do programa, a taxa atinge 58%. Alguns municípios servem de exemplo para o impacto do Bolsa Família na economia local. Em São Raimundo do Doca Bezerra (MA), a 379 quilômetros de São Luís, por exemplo, 99,98% da população de 4,946 mil habitantes é beneficiária do programa, segundo números do ministério. O cálculo leva em conta dados do Cadastro Único e a estimativa de população do IBGE. Dados oficiais reforçam a validade desse número. Não há quem receba o benefício de Prestação Continuada (BPC) na cidade, por exemplo. Não é possível acumular o BPC e o Bolsa Família. "É através desse benefício que as famílias têm o pão na mesa", disse ao Valor o gestor do Bolsa Família na cidade maranhense, Aldeman Dias. Segundo o gestor, "o Maranhão tem poucos recursos naturais e nossa cidade está situada centro do Estado, onde a pobreza prevalece". Dias conta que o Bolsa Família é "praticamente o único recurso que entra na nossa cidade, além da prefeitura. Sem esse benefício, o comércio da cidade cai totalmente, afirmou. Antonio Basilio, dono do mercado Comercial Basilio, em São Raimundo do Doca Bezerra, faz a mesma ponderação. "A renda aqui só o Bolsa Família. Difícil ter algum comércio sem ele." Quando o critério é a participação dos recursos que chegam pelo programa no Produto Interno Bruto (PIB), as dez primeiras colocadas estão no Estado do Maranhão. 

Em Cajari, a 225 quilômetros de São Luís, a relação chega a 13,8%. Irachande ressalta também que a importância econômica que os recursos têm para as pequenas cidades mais pobres do país acaba provocando fraudes. "A maior parte dos recursos vai para consumo de produtos básicos de higiene e alimentação", explicou o professor. Esses produtos, por sua vez, são comprados em pequenos mercados e mercearias que, nessas localidades, costumam pertencer a autoridades locais, que têm interesse em ter o máximo possível de pessoas registradas no programa, mesmo que não atendam a todos os requisitos. Para combater fraudes no programa, o Ministério do Desenvolvimento Social começou a partir de 2016 a realizar uma variedade de cruzamentos em bancos de dados públicos. Antes, ele era feito apenas uma vez por ano com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que agrupa dados do mercado de trabalho brasileiro por ano. Agora, são dez bases de dados, o que permitiu que a fila de espera fosse zerada a partir da retirada do programa de beneficiários que não atendiam mais ao requisito de renda. "Com isso, cancelamos 4,7 milhões de beneficiários com renda superior a R$ 170 per capita. O pente-fino promove justiça social. No mesmo período, 4,2 milhões entraram", disse Beltrame. (Valor Econômico) 

 

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 05/2018 de 01 de fevereiro de 2018

Leite/América do Sul - O Sul do Brasil e outros países do Cone Sul da América, que consiste no Paraguai, Uruguai, Argentina, e Chile, estão sofrendo os efeitos de La Niña com condições climáticas variáveis. Em decorrência disso a produção de leite está sendo afetada de diferentes formas, dependendo da região. 

Em dois dos principais estados produtores de leite, mais especificamente, Minas Gerais e Goiás, a produção continua melhorando. No entanto, as elevadas temperatura e condições severas de seca nas bacias leiteiras da Argentina, como Buenos Aires, Córdoba, e Entre Rios continuam derrubando a produção. No geral, a produção de leite na Argentina e Uruguai tendem para baixo, mas, continuam acima dos níveis do ano passado. Com as escolas de férias, os pedidos de leite engarrafado continuam em baixa, e o volume de leite é suficiente para que as fábricas atendam outras necessidades de processamento como queijo e iogurte. No entanto, dada à sazonalidade, a oferta de creme está menor e a demanda continua forte. A produção de manteiga continua intensa, especialmente no Uruguai, com boa demanda nos mercados domésticos, bem como alguma exportação para a Rússia. De acordo com relatório do governo, em dezembro de 2017, a produção de leite da Argentina caiu 5% em relação ao mês anterior, mas, aumentou 3% em relação a um ano atrás. Em dezembro de 2017, o preço nominal pago aos produtores de leite aumentou 22% em relação a dezembro de 2016.

Enquanto no Brasil, como foi mencionado antes, a produção de leite está em alta. Os pedidos de leite fluido e engarrafado pelos canais de varejo começam a melhor com o retorno às aulas de algumas instituições nesta última semana. Em geral os volumes entregues nas fábricas estão adequados. A produção de queijo continua ativa enquanto a demanda de atacadistas e serviços de alimentação está justa. No entanto, os estoques de queijo, especialmente mozarela, permanecem elevados em muitas fábricas. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

NO RADAR
A Fundação Banco do Brasil investiu R$ 150 mil na construção de nove miniqueijarias nos municípios de Bom Jesus e São José dos Ausentes. A parceria com a Associação dos Produtores de Queijo e Derivados do Leite dos Campos de Cima da Serra (Aprocampos) tenta fomentar negócios sustentáveis com geração de renda para as famílias participantes. (Zero Hora)
 

 

Porto Alegre, 01 de fevereiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.668

 

65% pessoas não tolera a lactose. Mas pintá-la como vilã é um exagero, e abandonar os laticínios sem necessidade pode ser uma roubada para a sua saúde

A primeira coisa que você provou na sua vida foi leite. Foi leite também a única coisa que você "comeu" até os 6 meses de idade, substituindo qualquer outra comida, bebida e até mesmo a água. É "leite que nunca azeda" o que jorra no paraíso muçulmano e é ele que existe em abundância na terra prometida dos judeus. Cleópatra se banhava em leite para ficar eternamente jovem. 

Segundo a lenda, Rômulo, o irmão de Remo, só fundou Roma porque foi amamentado por uma loba. Hoje, o leite é o segundo alimento mais consumido do planeta - atrás apenas do milho - e nós brasileiros tomamos 60 litros desse líquido milagroso por ano. E ele é milagroso mesmo: um copo de leite de vaca tem os carboidratos de uma fatia de pão, as proteínas de um ovo, o fósforo de uma concha e meia de feijão e o cálcio de 1,4 kg de espinafre.

Recentemente, porém, o leite anda sofrendo de uma estranha má reputação. Cada vez mais pessoas estão se descobrindo intolerantes à lactose - e fazendo cara feia para pães de queijo, pizzas e outras delícias lácteas. A intolerância acontece quando o corpo não consegue metabolizar direito o açúcar do leite, a lactose. Resultado:   gases, diarreia, cólicas, numa intensidade que varia de acordo com o grau da intolerância. Assim como já aconteceu com o glúten, o ovo e a gordura animal, a lactose é o novo vilão da alimentação, e está perdendo lugar nas prateleiras dos supermercados. Segundo a Tetra Pak, o mercado de leite sem lactose cresceu 224% nos últimos três anos no Brasil. Nos EUA, ocupou um nicho de US$ 6,7 bilhões em 2015 - e a expectativa é que chegue a US$ 8,8 bilhões até 2020.

Os efeitos da intolerância não são agradáveis, mas o fenômeno não deveria ser novidade: segundo um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, apenas 35% da população mundial consegue metabolizar normalmente a lactose. Em alguns países asiáticos e africanos, como a Tailândia e a Namíbia, só 10% dos habitantes digerem leite. No Brasil, segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP1, 57% dos brancos e pardos, 80% dos negros e 100% dos descendentes de japoneses são intolerantes no Brasil. Ou seja, com base nos critérios de cor e raça do IBGE, temos que 60% da população presenta algum grau de intolerância.
Mas, se o intestino de tanta gente não sabe lidar com o leite, como ele ainda é tão popular? E, se ele faz tão mal, por que não é cortado de vez da dieta? Para essas respostas, precisamos entender primeiro nossa longa vida de amor e ódio com esse líquido branco.
 
 

Há 280 milhões de anos, a Terra era um lugar inóspito. A Pangeia - aquele imenso continente único - havia se formado há pouco tempo e a vida longe dos litorais estava cada vez mais quente e seca. Por essa época, caminhava sobre o nosso planeta um estranho tipo de animal. Eles tinham rabos compridos, quatro patas curtas que sustentavam um corpo rechonchudo, e mandíbulas poderosas: se você olhasse hoje, os chamaria de "dinossauros", embora os verdadeiros ainda demorassem 50 milhões de anos para surgir. Esses bichos ancestrais eram os sinapsídeos, e tinham o hábito de ficar sentados sobre seus ovos. As fêmeas chocavam suas crias ainda encapsuladas não só para aquecê-las, mas para hidratá-las. Sim, os ovos desses sinapsídeos ainda não haviam desenvolvido as cascas duras e calcárias que conhecemos hoje em pássaros e répteis: eles eram molengas e cobertos por películas permeáveis, que permitiam a entrada e a saída de líquidos. Como esses bichos viviam em terra firme (e quente), cada vez que uma mãe sinapsídia desse uma voltinha para buscar comida, seus ovos ficavam lá, debaixo do sol, perdendo água. A solução, então, era sentar sobre os filhotes e "suar" em cima deles para que se enchessem de líquido de novo. Ao longo de milhões de anos de evolução, porém, esse "suor" foi ficando mais enriquecido: ganhou açúcares, sais minerais e proteínas - e os poros que secretavam essa água inicial foram se transformando em glândulas mamárias. Sim, esse protodinossauro gorducho era a sua tataravó - e a de todos os mamíferos que existem hoje em dia: os primeiros animais a alimentar a prole com um líquido que jorrava de seu próprio corpo.


Assim como todos os outros mamíferos do mundo - do ornitorrinco à baleia -, excretamos leite: é a maneira com a qual mantemos nossos filhotes vivos nos primeiros meses de vida. Mas, ao contrário de todos os outros mamíferos, somos os únicos que continuam tomando o líquido depois de adultos - isso porque somos os únicos que produzem lactase, a enzima que quebra a lactose, depois da infância. O leite que alimenta todos os filhotes do planeta (menos os de algumas espécies de leão-marinho) contém lactose, o que explica por que é raro haver crianças intolerantes (há crianças alérgicas à proteína do leite, o que é diferente e pode matar). A dificuldade de digerir leite só aparece a partir dos 7 ou 8 anos, à medida que o sistema digestivo se desenvolve - e acomete muita gente, como já vimos. Produzir lactase é uma habilidade recente na história do Homo sapiens. Há 11 mil anos, todos os humanos do planeta eram intolerantes. Nessa época, estávamos apenas começando a desenvolver a agricultura e a domesticar animais, deixando para trás os hábitos caçadores-coletores, na chamada Revolução Neolítica. Foi no Oriente Médio que nossos antepassados aprenderam que era muito mais fácil manter um estábulo do que ficar andando de um lado para o outro para encontrar o almoço. Começamos criando cabras, e logo estávamos amarrando ovelhas, porcos e vacas no quintal. Um pouco depois disso, graças ao excedente de leite gerado pela pecuária, já estávamos também produzindo queijo. Quem descobriu isso foi um grupo de pesquisa internacional chamado Lactase Persistence in the early Cultural History of Europe - ou, espertamente, LeCHE - liderado por Mark Thomas, um geneticista da University College de Londres. O objetivo da equipe era descobrir como os seres humanos começaram a digerir a lactose e de que maneira esse traço se espalhou pela população. Os cientistas encontraram cerâmicas de 8.500 anos de idade repletas de furos minúsculos, na Mesopotâmia, sul do Iraque. Logo surgiu a teoria de que os vasos eram usados para produzir queijo, já que recipientes parecidos são usados até hoje. A certeza final veio quando uma geoquímica britânica descobriu que a parte interna das cerâmicas estava coberta de resquícios de gordura animal, o que provava que os potes eram usados para separar o soro da parte sólida do leite. Ou seja, para fazer queijo. O que é mais difícil de explicar - e o que justifica um pouco da confusão atual sobre a intolerância - é que esses nossos antepassados estavam produzindo queijo antes mesmo de conseguir digerir lactose, o que só aconteceu há 7.500 anos.
 
 

Mutantes com orgulho
O pequeno milagre que fez com que você pudesse comer pizza no domingo à noite é uma mutação que surgiu entre pastores húngaros há sete milênios. É nessa época que viveram os primeiros humanos capazes de produzir lactase em seus intestinos, e que podiam tomar litros de leite sem passar mal depois. Foi uma mutação fulminante para a espécie humana, que gerou aquilo que cientistas chamam de "os genes mais fortes já vistos no genoma". Em pouco tempo, ela tomou o continente europeu. Pudera: um estudo de Harvard calcula que indivíduos que conseguiam digerir leite deixaram descendentes 19% mais férteis3 do que os outros. Essa vantagem evolutiva é consequência direta da composição do leite. Ele era muito melhor do que quase todos os alimentos que havia ao redor.
Graças a ele, o homem passou a não depender apenas da carne para consumir aminoácidos essenciais, aqueles que nosso corpo não fabrica. Sua alta concentração de cálcio desenvolveu ossos que fraturavam menos - e permitiu que habitássemos regiões com menor incidência de sol, como o norte da Europa. Lá, o leite se tornou a principal fonte de vitamina D - não à toa, os escandinavos até hoje são o povo mais tolerante à lactose do mundo. O leite também não dependia do clima e das condições do solo para ser cultivado: mesmo que o inverno fosse rigoroso, o gado seguia sendo ordenhado. E o melhor: o leite é fonte de proteínas e gorduras ao longo de toda a vida do animal - não apenas uma única vez, no abate. Valia muito mais que um bifinho.
 

 
Mas eis aqui o maior mito que cerca a intolerância à lactose: nem todo produto feito de leite contém lactose. É por isso que aqueles homens mesopotâmios já comiam queijo antes de carregarem a mutação. Cientistas acreditam que, antes da mutação, os humanos tenham tentado tomar leite - e corrido para o banheiro depois. Mas também acreditam que alguns tenham tentado tomar um copo de leite depois de deixá-lo parado por um tempo no calor do Oriente Médio, quando já estava meio fermentado. Produtos fermentados, como iogurtes, coalhadas e queijos têm muito menos lactose do que leite fresco, e podem ser ingeridos mesmo por quem é intolerante (ver na página ao lado). No caso do iogurte, por exemplo, as bactérias que são adicionadas ao leite quebram de 25 a 50% do açúcar que havia antes. Queijos duros e curados por muito tempo, então, quase não têm lactose - repasse essa informação até chegar àquela sua tia que paga mais caro pelo parmesão zero lactose. Justamente porque a intolerância não é mortal, a mutação se espalhou de forma irregular pelo planeta - o que explica por que até hoje há tantas pessoas com a condição no mundo. E é assim que chegamos aos intolerantes modernos.
 
 

A era da intolerância
 Desde criança, Flavia Machioni tinha problemas de digestão. Sem um diagnóstico para explicar os constantes enjoos e dores de barriga que sentia, ela seguia uma alimentação normal, cheia de brigadeiros, pizzas e doces. A despreocupação com o que colocava no prato acabou em 2011, quando, numa visita ao médico, descobriu que era intolerante à lactose. A publicitária começou então a procurar alternativas para uma dieta sem leite, mas não encontrou. Assim, Flavia resolveu ela mesma criar um blog de receitas, o Lactose Não. "São seis anos estudando e mudando meus hábitos alimentares. No mercado, você passa a olhar para as prateleiras que nunca olhou", diz ela. Desde 2011, Flavia foi diagnosticada com outras restrições alimentares e se especializou em culinária funcional. Além das receitas, ela dá cursos para pessoas que sofrem quadros parecidos com o dela - sua página no Facebook tem 125 mil seguidores; no Instagram, são 105 mil.
 
 
 
Assim como Flavia, a maior parte dos intolerantes relata sofrer de enjoos, diarreias e dores de barriga depois de consumir leite. Isso porque a lactose é digerida no intestino delgado. É ele que produz a lactase, e a quebra em outras duas partículas menores, a glicose e a galactose, que serão absorvidas pelo sangue. Em uma pessoa intolerante, no entanto, a lactose passa pelo intestino delgado e chega inteira ao intestino grosso. Quando chega inalterada ao cólon, ela é fermentada por bactérias, que fabricam dióxido de carbono, hidrogênio e ácido lático - daí o mal-estar.

 A condição costuma se agravar à medida que as pessoas envelhecem. Imagine o sistema digestivo como um encanamento fino e sensível que absorve os nutrientes úteis para o corpo. Se, ao longo do tempo, passarem muitas substâncias corrosivas por lá, as paredes dos canos vão enferrujar e não conseguirão reter o que é valioso. Essas "ferrugens" são as lesões no intestino que atrapalham a digestão da lactose: elas se agravam com o uso frequente de antibióticos, com infecções repetidas e em quem tem síndrome do intestino irritável, por exemplo. "A forma como nos alimentamos não é mais a mesma. Hoje, com tanta comida industrializada, estamos sempre inflamados, o que dificulta a capacidade de metabolizar alimentos", diz Ana Paula Moschione Castro, imunologista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Ao contrário da alergia à proteína do leite - que atinge apenas 3,5% dos adultos e que, essa sim, pode gerar sintomas perigosos, como choques anafiláticos ou sangue nas fezes - a intolerância não é fatal. É incômoda, mas não perigosa. Por isso, há quem defenda que o leite não deve ser eliminado da dieta sem critério. Justamente por ser um alimento tão rico e insubstituível, cientistas alertam que cortá-lo pode fazer mais mal do que bem. Os benefícios vão além do óbvio. A caseína, a proteína do coalho, transporta vitaminas e sais minerais dentro do sangue, e o soro ajuda a matar bactérias, fungos e vírus. Já as proteínas do leite liberam hormônios que aumentam a massa muscular e saciam a fome - ou seja, até ajudam a controlar o peso. 

"O leite é um alimento que traz mais benefícios que riscos. Até a versão integral traz vantagens: por ter gordura, é uma fonte de vitaminas lipossolúveis, como a A, a D, a E e a K. O leite desnatado tem menos dessas vitaminas", diz Anna Carolina di Creddo Alves, nutricionista do Hospital das Clínicas de São Paulo. 

Mas o maior argumento a favor do leite está no cálcio. Ele é o mineral mais abundante do corpo, e funciona como um combustível para as células. Quem não ingere a quantidade recomendada (1,2 grama/dia) pode sofrer de osteoporose, insuficiência cardíaca, depressão, demência - e 98% dos brasileiros não consomem esse valor. Além disso, o cálcio do leite é quase insubstituível: um prato cheio de  espinafre ou brócolis não tem o mesmo efeito no corpo que tomar um copo de leite, porque enquanto a lactose e as proteínas do leite ajudam na absorção do mineral no intestino, o ácido fítico presente em vegetais a diminui.  Pesquisas comprovam que a grande maioria dos intolerantes pode consumir até 12 gramas de lactose sem consequências graves, o equivalente a um copo de leite ou pouco mais de dois potes de iogurte, sem sintoma algum. A agência de saúde australiana também defende que intolerantes podem consumir até três copos de leite, se a pausa entre eles for de boas horas. Por isso, não é recomendado cortar os laticínios sem aval médico. O diagnóstico só pode ser feito com testes clínicos: exames de sangue, de fezes, de hálito ou biópsias intestinais. O problema é que muita gente acaba se rotulando intolerante mesmo sem fazer os testes - e começa a cortar laticínios por conta própria. 

De fato, um estudo4 feito com 200 voluntários em Milão, na Itália, mostrou que as pessoas não sabem detectar a condição sozinhas: aqueles que achavam que eram intolerantes não necessariamente eram intolerantes. Outra pesquisa5 feita pelo Departamento de Agricultura americano mostrou que pessoas que acreditavam ser intolerantes consumiam menos cálcio (obviamente), e já tinham índices mais altos de diabetes e pressão alta. Isso não quer dizer, é claro, que todo mundo deve tomar leite independente de como se sente depois - mas mostra que é melhor fazer os testes antes de mexer na dieta. "Cada época tem sua vítima. O ovo era demonizado, depois foi o glúten, a carne, agora o leite. E a maioria das pessoas não faz os exames para se certificar de que é o leite que está fazendo mal e deixa de consumir um ótimo alimento. Antes de entrar na onda da indústria zero lactose, é necessário fazer os exames clínicos", diz a diretora da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, Olga Amancio.
 
 

Mercado branco
Quem se dá bem com a moda da lactose zero são as empresas, que não param de lançar produtos "zero lactose". Se fosse hoje, Flavia Machioni não sentiria tanta dificuldade ao passear pelas gôndolas do supermercado: elas agora estão cheias de queijo, sorvete napolitano, iogurte grego de frutas vermelhas, capuccino instantâneo e até doce de leite mineiro sem lactose. No Brasil, o primeiro produto lácteo para intolerantes foi lançado em 2012, e hoje mais de 20 marcas fabricam sem lactose. Desde 2014, as vendas de leite UHT sem lactose cresceram 224% no Brasil, e representam 4% do mercado de laticínios. As versões sem lactose costumam ser mais adocicadas: têm lactase adicionada e a glicose e a galactose já vêm quebradas na caixinha.
 
 

O aumento das vendas de produtos sem lactose também pode explicar a febre da intolerância. Se você vê uma prateleira de mercado lotada de iogurtes zero lactose, é natural que comece a se questionar se você também não precisa tomar um desses no café da manhã. Para Isleide Fontenelle, professora da FGV e autora do livro O Nome da Marca, os produtos sem lactose fazem parte de uma tendência que já conhecemos bem: o consumo responsável. A comida não pode apenas alimentar: ela precisa fazer bem, ter uma história para contar. "O consumo responsável pode ser pelo planeta (ambiental), pelo outro (social) ou por si mesmo (individual). 

No último caso, o consumo precisa ser saudável, algo que forneça um equilíbrio físico e mental para o consumidor", diz. "É uma resposta do mercado diante de uma desconfiança que temos da indústria alimentícia. Aí o mercado inventa um produto novo." Para as empresas, os produtos zero lactose também têm a vantagem de ser 30% mais caros do que os tradicionais - além disso, a margem de lucro sobre mercadorias mais caras costuma ser maior. De fato, não seria de se estranhar se um novo laticínio invadisse o Brasil nos próximos anos: o A2 Milk, que já é sucesso na Nova Zelândia, o maior exportador de leite em pó do mundo. O A2 Milk é um leite de ultranicho: ele tem um tipo específico de caseína que é parecida com a do leite materno, e que não causa reações em algumas pessoas alérgicas à proteína do leite - ou seja, não serve nem para todos os alérgicos. Ainda assim, esse novo leite corresponde a 12% do mercado neozelandês. 

No Brasil, a Embrapa já está selecionando vacas geneticamente para que elas produzam o leite menos alergênico. Ou seja, não será surpreendente se nos próximos anos cada vez mais pessoas descobrirem que são alérgicas à proteína do leite também - e que o A2 Milk vire febre no Brasil. Todo esse malabarismo mercadológico, na verdade, só mostra o óbvio: ninguém quer parar de tomar leite - seja sem gordura, sem proteína, sem lactose. O que faz todo sentido. Sem o leite, não seríamos nada mesmo. Melhor ainda se não precisarmos pagar mais caro por ele. . (Super Interessante/Terra Viva)

 

MISSÃO RUMO AO ORIENTE
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, vai integrar missão comercial organizada pelo governo federal que passará por Coreia do Sul, Singapura, Malásia e Emirados Árabes. A intenção é ampliar o volume de negócios na área de carnes e arroz. A futura retirada da vacina da febre aftosa será um dos argumentos para prospectar exportações na área de proteína animal. A viagem é de 6 a 16 deste mês. (Zero Hora)
 

 

Porto Alegre, 31 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.667

 

Setor agrícola do Mercosul rejeita oferta dos europeus
Produtores agropecuários do Mercosul se recusam a aceitar a proposta feita pela União Euro¬peia (UE) de abertura de mercado e alertam que o acordo final entre os dois blocos pode ficar desequilibrado. Na noite de segunda-feira, dia 29, e ontem, num encontro ministerial em Bruxelas, a Comissão Europeia elevou sua oferta de abertura de 70 mil toneladas para 99 mil toneladas de carnes do Mercosul. O tema era cen¬tral para destravar o impasse no processo, que já dura 19 anos. O Brasil já havia deixado claro que, sem maior acesso para o segmento, não haveria um acordo. 

Agora, os ministros retornam aos seus países. Mas técnicos e negociadores ficam até dia 8 de fevereiro para tentar aproximar posições e fechar a base de um acordo. Uma reunião foi marcada para o dia 18, em Assunção. Negociadores revelaram que a meta é acelerar o processo e concluir o entendimento até março. Fontes no Palácio do Planalto acreditam que o acordo é "possível". 

Os europeus se reúnem hoje com os 28 governos do bloco e serão cobrados pelas concessões que fizeram. A Irlanda, por exemplo, deixou claro, nesta semana, que não aceitaria uma ampliação das cotas de carne. No entanto, a proposta que foi apresentada ao chanceler Aloysio Nunes Ferreira foi alvo de dura crítica por parte das entidades que representam o setor agropecuário no Mercosul, entre elas a Associação Brasilei¬ra das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira.
 
"A oferta de 99 mil toneladas de carne não cumpre o mandato de 2010 e não contempla a ambi¬ção do setor no Mercosul", disse¬ram os grupos, que ainda aponta¬ram para a "falta de informação" sobre o restante das condicionali¬dades. "A oferta não atende às ex¬pectativas do setor agropecuário do Mercosul", insistiram as enti¬dades, num documento assinado por Gedeão Silveira Pereira, pre¬sidente da Federação de Agricul¬tura do Rio Grande do Sul, e en-viado aos ministros do bloco. 

A demanda do setor é de que a cota seja estabelecida inicialmente em 100 mil toneladas e que haja um incremento anual até atingir 160 mil toneladas por ano. O setor também criticou a falta de "transparência" do pro¬cesso. "Confiávamos que os go¬vernos do bloco buscariam um acordo amplo e equilibrado, que trouxesse reais benefícios para os produtores rurais sul-america¬nos", disseram as entidades. (Jornal do Comércio) 

 

Glanbia Ingredientes comanda projeto de pesquisa sobre soro do leite de 30 milhões de euros

A Glanbia Ingredients vai coordenar um projeto da Comissão Europeia chamado AgriChemWhey. O projeto de 30 milhões de euros (US $ 37,2 milhões), "uma biorefinaria integrada para a conversão de fluxos líquidos de produtos lácteos para produtos químicos baseados em compostos biológicos de alto valor", está recebendo 22 milhões de euros (US $ 27,33 milhões) no âmbito da Bio-based Industries Joint Technology Initiative (BBI-JTI).
O permeado de soro de leite e o permeado de soro desidratado são os principais fluxos secundários do processamento de produtos lácteos e representam um desafio fundamental para o setor lácteo devido à falta de confiabilidade nas rotas de descarte atuais e representam um gargalo de sustentabilidade para a expansão da produção de leite na Europa na "era pós-cota de produção leite".

A AgriChemWhey irá construir uma biorefinaria, a primeira desse tipo, em escala industrial, com cadeias de valor industrial e agrícola integradas simbióticas que valorizarão mais de 25.000 toneladas (100% de matéria seca) por ano de excesso de permeado de soro de leite e de permeado de soro desidratado para vários produtos de valor agregado para mercados globais crescentes, incluindo ácido lático, ácido polilático, minerais para nutrição humana e fertilizantes biológicos.

Isso será alcançado através de um processo de investimento coordenado e de desenvolvimento para realizar a planta principal, representando o primeiro grande empreendimento industrial a converter resíduos do processamento de alimentos, como matéria-prima de segunda geração, em produtos biológicos de valor agregado. A planta investigará a viabilidade tecnoeconômica da inovadora tecnologia de biorrefinação de permeado de soro de leite e de permeado de soro desidratado em ácido lático e estabelecerá uma nova cadeia de valor para a simbiose industrial com outras empresas locais para a produção de alimentos sustentáveis de alto valor (incluindo cogumelos de alta qualidade) de outros fluxos secundários, como uma abordagem de bioeconomia circular aprimorada para a agricultura e resíduos agro-alimentares.

Projeto de desenvolvimento
A Comissão Europeia disse que isso oferece à sociedade e à indústria a oportunidade de aumentar a eficiência dos recursos - menos desperdício de alimentos, mais produtos do leite cru e integração de alimentos e produção de material não alimentar.
A AgriChemWhey também desenvolverá um sistema de um conceito de sustentabilidade econômica e planos de replicação para outras regiões em toda a Europa, maximizando tanto os impactos a curto como a longo prazo, contribuindo para o desenvolvimento da bioeconomia europeia para promover o crescimento rural, a competitividade e a criação de emprego, e alinhando-se com os objetivos de sustentabilidade da Europa. A Glanbia Ingredients receberá 15 milhões de euros (US$ 18,64 milhões) do projeto, que vai até 31 de dezembro de 2021. (As informações são do Dairy Reporter)


Produção de lácteos na Rússia aumentou em 4% desde 2013

Em 2013-2017, a produção de produtos lácteos na Rússia cresceu em 4% e atingiu 11,1 milhões de toneladas. Na estrutura, a produção foi dominada pelo leite e creme. De acordo com a "Análise da indústria de lácteos da Rússia", preparado pelo Businesstat em 2018, de 2013 a 2017, a produção de leite no país aumentou em quase 0,5 milhão de toneladas, ou 4%. Em 2017, o volume de produção de produtos lácteos subiu para 11,136 milhões de toneladas.

Apesar do fato de que em 2014 foi imposto o embargo de alimentos e as importações diminuíram, o crescimento significativo da produção doméstica de produtos lácteos não foi seguido. Em relação ao enfraquecimento do Rublo, o custo de produção de produtos lácteos e os preços de varejo restringem consideravelmente o poder de compra da população. Nessas circunstâncias, os recursos de crédito estavam inacessíveis para os produtores. Além disso, as restrições ao crescimento dos volumes de produção colocam o déficit da base de recursos - o número de vacas mostra uma diminuição anual e inibe o crescimento dos volumes de produção de leite cru.
Em meio a todos esses fatores, a indústria continua concorrendo com produtos importados, especialmente da Bielorrússia. Sobre isso, no biênio 2015-2017, o crescimento da produção de lácteos foi de apenas 15%, e em 2017 e diminuiu para 0,2%. Entre os principais grupos de produtos lácteos, a participação mais significativa da produção foi de leite e creme. Em 2017, a participação de leite e creme representou 51,4% do total produzido na Rússia de produtos lácteos. A perspectiva é que em 2018-2022 anos, a produção da indústria de lácteos russa crescerá anualmente. Espera-se que, em 2022, o volume de produção de produtos lácteos na Rússia seja de 11,7 milhões de toneladas. (As informações são do UkrAgroConsult Ltd)

 

VETERINÁRIOS EM PÉ DE GUERRA
Fechou o tempo no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS). A divisão teve o auge na semana passada, quando o presidente Air Fagundes dos Santos colocou em votação a intenção de assinar convênio com a Secretaria da Agricultura para treinar profissionais que trabalharão na inspeção de produtos de origem animal no Estado, que poderá ser terceirizada. Foi derrotado por 6 a 1, mas cassou a decisão da plenária. Com isso, o conselho votará o tema novamente. Os opositores da posição do presidente, colegas da chapa vencedora da eleição do conselho, no ano passado, lembram que um dos posicionamentos do grupo à época era ser contra a privatização do trabalho em indústrias de carnes e leite. - Está todo mundo se perguntando o porquê dessa posição do presidente - diz Paulo Ricardo Centeno Rodrigues, tesoureiro do CRMV-RS, repetindo questionamento da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro). O secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, avalia que, com a terceirização aprovada, nada melhor do que o CRMV, responsável por fiscalizar a profissão, treinar os veterinários para tarefa. Os posicionamentos pré-eleitorais, pondera o secretário, são um problema interno da entidade. Em nota, Fagundes alega que, diante da mudança na legislação, cabe ao conselho ajudar na inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal no Estado. Excesso de arroz no mercado não é exclusividade do Brasil. A China confirmou que pretende reduzir a área plantada em 2,2%, o equivalente a 670 mil hectares. Inédita, a atitude tenta conter o crescimento dos estoques no segundo maior produtor do grão no mundo. (Zero Hora)
 

 

Porto Alegre, 30 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.666

 

  Comissão vai apurar a dívida

Uma comissão externa da Câmara dos Deputados irá investigar qual o tamanho do endividamento no setor agrícola do país e propor alternativas que permitam ao produtor negociar e solucionar seu passivo. Criado ontem, o colegiado será formado por oito parlamentares e coordenado pelo gaúcho Jerônimo Goergen, que afirma que, ainda neste semestre, será apresentada uma solução. O trabalho será agilizado para não se estender até o período das eleições. "Muitos produtores de arroz, leite, trigo e outras culturas estão vivendo uma situação dramática, com a renda diminuindo e as dívidas aumentando", afirma Goergen. O parlamentar adiantou que a securitização feita durante o governo de Fernando Henrique Cardoso será usada como parâmetro para estabelecer uma forma de pagamento de dívidas com bancos e empresas. "Tem muita gente inadimplente com os bancos, mas também com as cooperativas e as indústrias", observa. A comissão também promoverá audiências públicas para ouvir entidades e produtores. (Correio do Povo)
 

 

Leite/Uruguai

A produção de leite em 2017 cresceu 7,4% em relação ao ano anterior. A captação das indústrias totalizou 1.905,6 milhões de litros, acima dos 1.775 milhões de litros do ano anterior. Foi a segunda maior captação desde 2012, de acordo com os dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale).

 

Na comparação interanual mês a mês, somente em março de 2017 a captação foi menor que no mesmo mês de 2016. Em dezembro o leite remetido para as indústrias totalizou 171,2 milhões de litros, 2,8% acima dos 166,5 milhões de litros de um ano antes, e o preço recebido pelo produtor caiu pelo sexto mês consecutivo. A média do litro foi $ 9,40 pesos, [R$ 1,05/litro], 1% menos que os $ 9,53 pesos, [R$ 1,06/litro], do mês anterior, sendo o segundo menor valor mensal do ano ($ 9,03 pesos em janeiro), de acordo com os dados processamentos pelo Inale.

 

O preço do litro de leite em dezembro, no entanto foi 4% superior ao de dezembro de 2016. A maior média mensal de 2017 foi alcançada em maio, $ 10,23 pesos por litro, [R$ 1,14/litro]. Em dólares o panorama é de maior estabilidade, obtendo em dezembro o quarto mês consecutivo de média, US$ 0,33/litro. Foi um valor 4% superior aos US$ 0,31/litro de um ano atrás. O valor médio em pesos durante 2017 foi $ 9,74 pesos por litro, [R$ 1,08/litro], 15,5% a mais que no ano anterior. (Blasina y Asociados - Tradução livre: Terra Viva)

 

Bill Gates está financiando pesquisas genéticas para criar a vaca perfeita


Bill Gates está financiando uma pesquisa genética sobre como criar a vaca perfeita - que produza mais leite e que possa suportar melhor as temperaturas do que a vaca média. O fundador da Microsoft investiu US$ 40 milhões na Global Alliance for Livestock Veterinary Medicines, ou GALVmed, uma organização sem fins lucrativos com sede em Edimburgo, na Escócia, que realiza pesquisas sobre vacinas para animais de produção e genética.

Gates quer ajudar a criar a vaca perfeita que produzirá tanto leite quanto uma vaca europeia, mas poderá suportar o calor como uma africana. "O impacto por dólar que gastamos é super-alto nesta área. Você pode ter uma vaca que é quatro vezes mais produtiva com a mesma capacidade de sobrevivência".

Embora não esteja claro como exatamente essas vacas serão criadas, Gates propôs anteriormente criar vacas através de inseminação artificial. Sua doação, feita através de sua organização filantrópica, Fundação Bill e Melinda Gates, faz parte de um investimento maior que inclui dinheiro do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido.

Ele falou sobre como fica animado "em ver como a liderança do Reino Unido em pesquisa e inovação não apenas beneficia a Grã-Bretanha, mas também salva e melhora a vida nas partes mais pobres do mundo". Embora cientistas do clima tenham avisado que as vacas e produtos lácteos podem levar a uma maior degradação ambiental, Gates disse que elas podem ajudar a mitigar a pobreza global e a fome.

Ele disse em uma publicação em seu blog em julho passado: "Embora existam questões legítimas sobre se o mundo pode satisfazer o apetite por produtos de origem animal sem destruir o meio ambiente, é fato que muitas pessoas pobres contam com gado para alimentação e renda". (As informações são do Business Insider, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Competitividade/AR 

Em 2017 a Argentina caiu do segundo para o quinto lugar no ranking de exportadores de queijos para o Chile apesar da vantagem geográfica que o país tem em relação a outros concorrentes localizados a milhares de quilômetros de distância. Também definhou a participação na exportação de leite em pó. 

Nos últimos dois anos as importações de queijos realizadas pelo Chile aumentaram de maneira significativa, passando de 28.169 toneladas em 2015 para 34.041 e 44.439 toneladas em 2016 e 2017, respectivamente, segundo dados oficiais da ODEPA. Mas a participação argentina no negócio que em 2015 foi de 21,3%, caiu para 20,4% em 2016, e acabou em 12,56% em 2017. Processo similar registrou o Uruguai.

Holanda e Alemanha, que até 2015 eram fornecedores marginais do mercado chileno, em 2017 ocuparam 19,4% e 17,3% do mesmo, respectivamente, enquanto que Estados Unidos e Nova Zelândia ficaram com 20,2% e 15,4%. O bom desempenho das vendas de leite em pó obtida pelos Estados Unidos se explica porque o país tem um Tratado de Livre Comércio (TLC) com o Chile (o que lhes permite exportar o produto sem restrições alfandegárias ou não) enquanto que, no caso da Nova Zelândia, além de contar com um esquema de integração comercial dentro do Acordo Transpacífico de Associação Econômica e Estratégica (TPP), tem em seu território a filial (Soprole) da indústria de laticínios neozelandesa, Fonterra.

Os últimos dados oficiais publicados pela União Europeia (UE) mostram que em apenas dois anos as exportações europeias de queijos com destino ao Chile quase que quintuplicaram, elevando a nação sul-americana a ocupar o nono posto no ranking de clientes ao nível global. Entre janeiro e novembro de 2015 as compras chilenas de queijos europeus eram de apenas 3.722 toneladas, no mesmo período de 2016 e 2017, foram 8.871 e 18.144 toneladas, respectivamente.

Depois que a Rússia instituiu o bloqueio comercial aos produtos lácteos europeus, em agosto de 2014, as autoridades da UE instituíram programas de ajuda orientados a evitar que o excesso de oferta de manteiga, leite em pó e queijos derrubassem o preço do leite ao produtor a níveis críticos.

Entre os programas está incluído o de subsidiar indústrias queijeiras que optaram por armazenar tais produtos, o que, efetivamente ocorreu em 2015, começando a ser desativado de maneira progressiva em 2016, para finalmente encerrar em 2017. Com isto, houve incentivo à concorrência agressiva do produto junto a nações com economias abertas.

A perda de competitividade em laticínios da Argentina e Uruguai não se limitou apenas aos queijos - um produto com alto valor agregado - mas também em commodities como leite em pó, o qual o Chile importou um total de 27.043 toneladas em 2017, contra 18.166 e 16.575 toneladas em 2016 e 2015, respectivamente. A participação argentina no negócio, que em 2015 foi de apenas 5,8%¨do total, se recuperou em 2016 para alcançar 26,4%, e cair para 15,5% em 2017. O Uruguai - nesse mesmo período - passou de 21,1%, para 6,8%, e 3,9%. O segmento, considerando dados de 2017, foi dominado pelos Estados Unidos (45,6%) e Nova Zelândia (24,1%).

O que ocorre no mercado chileno é um exemplo de como a integração comercial melhora o acesso a mercados de nações localizadas a grandes distâncias, enquanto que, sem um esquema de integração comercial, as vantagens de proximidade são anuladas de maneira significativa. (valorsoja - Tradução livre: Terra Viva)

 

Leite UHT
O preço do leite UHT negociado no mercado atacadista de São Paulo entre 22 e 26 de janeiro registrou alta de 1,72% frente ao da semana anterior, fechando com média de R$ 1,91 por litro. O valor do queijo muçarela, por sua vez, subiu 0,22% na mesma comparação, para R$ 14,32 por quilo. Conforme agentes do setor consultados pelo Cepea, essas valorizações não refletem um aumento da demanda, mas a tentativa da indústria de estabilizar o mercado e recuperar a margem perdida frente aos custos de produção. (Cepea)

 

Porto Alegre, 29 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.665

 

Entidades consideram compras insuficientes

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal fechou 2017 com a aplicação de R$ 18,2 milhões no Rio Grande do Sul. Ao todo, beneficiou 2,3 mil assentados da reforma agrária e agricultores familiares que forneceram seus produtos para o programa. Grande parte do orçamento executado no ano passado é resultado da compra direta de leite em pó, no valor de R$ 13,7 milhões, pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Mesmo que tenham superado os R$ 11,9 milhões que beneficiaram 1,6 mil produtores em 2016, os recursos foram considerados insatisfatórios por entidades dos pequenos produtores. 

O coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado (Fetraf/ RS), Rui Valença, observa que, apesar de o MDS ter lançado os valores da compra de leite em pó no orçamento de 2017, essas aquisições devem se concretizar somente em 2018, o que significa que o desembolso efetivo do PAA no Rio Grande do Sul foi de apenas R$ 4,5 milhões no ano passado. "Se em 2017 os valores foram pequenos, as perspectivas para 2018 são ainda piores por conta do enxugamento do orçamento do governo federal", calcula Valença. 

"O PAA é importantíssimo porque, além de contribuir com a renda, ajuda o agricultor a ir se qualificando e se preparando para disputar mercados maiores", complementa.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva, os valores destinados ao PAA nos últimos anos demonstram que o poder público está querendo abandonar este tipo de operação. "O governo está deixando que o controle de estoques fique na mão do produtor e do mercado, só que o produto sempre perde esta guerra", comenta. Silva considera que, quando o governo deixa de interferir no controle de estoques, os preços acabam baixando para o produtor e se elevando para o consumidor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), informou que as compras de leite em pó de cooperativas da agricultura familiar, autorizadas no final do ano passado, estão em andamento. (Correio do Povo)   

 

UE: As montanhas de manteiga dos anos 80 se transformaram em montanhas de leite em pó em 2018

A União Europeia (então CEE) introduziu em 1984 as cotas de produção de leite para eliminar as montanhas de manteiga armazenadas pela intervenção estatal. Agora, as montanhas de manteiga desapareceram, mas foram substituídas por montanhas de leite em pó. Estas montanhas vão pesar nos preços que os produtores receberão em 2018. Na intervenção, estão armazenadas 378.538 t de leite em pó desnatado (LDP) de acordo com os dados da Comissão Europeia. Na última licitação de leite em pó desnatado realizada em 16 de janeiro, 1.864 t foram vendidas ao preço mínimo de € 1.190  (US$ 1.479,17) por tonelada. Este é o maior volume vendido nas 16 licitações realizadas até à data e a primeira que é vendida a um preço abaixo do leite em pó desnatado para alimentação animal. Há um estoque de 99.156 t (quantidade armazenada até abril de 2016) de leite em pó desnatado em poder da intervenção para a próxima licitação de 20 de fevereiro.

O Comissário da Agricultura, Phil Hogan, mencionou em várias ocasiões que a Comissão deveria tomar medidas para administrar esses estoques, mas semanas e meses vão passando sem que haja qualquer proposta sobre a mesa, como por exemplo, destinar o leite  a pessoas menos favorecidas ou à alimentação animal. Os produtores franceses estão muito nervosos com a pressão negativa que este leite em pó armazenado pode exercer e por causa da inatividade da Comissão. Por esta razão, pediram à sua ministra da Agricultura, Stéphane Travert, que na reunião de segunda-feira do Conselho de Agricultura da UE, levante este problema e obtenha um compromisso da Comissão de administrar estes excedentes.

A organização European Milk Board está pressionando por uma redução geral no atual volume de intervenção de 109.000 toneladas por ano, além de um aumento simultâneo do preço de intervenção. Eles consideram que o leite em pó de intervenção deve ser vendido a um preço estável e não a preços de dumping. Eles não desejam demonizar o conceito de intervenção em si, pois é útil para captar excedentes sazonais e redistribuí-los, mas não é apropriado como instrumento de crise permanente. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Em forte crise, campo uruguaio protesta contra o governo

Protesto/Uruguai - Queda acontece na produção de grãos, leite, carne e frutas, carros-chefe da economia uruguaia. O campo uruguaio protestou durante a semana passada contra a administração do presidente Tabaré Vázquez em uma grande mobilização com tratores e bandeiras uruguaias no município de Durazno, onde se costumam realizar feiras agrícolas. O protesto reuniu não somente produtores, mas também técnicos, consultores, contratistas de maquinário, transportadores, industriais e outros envolvidos na cadeia agropecuária. O Frente Amplio, coalizão governista de esquerda no Uruguai, governo o país há 13 anos.

A crise no campo uruguaio é tão aguda que a temporada atual teve uma redução de área plantada de cultivos como soja, milho, trigo, arroz e cevada superior a 20%. O setor reivindica reduções de impostos, principalmente os de propriedade, e menores tarifas de combustível e energia elétrica. As entidades agropecuárias uruguaias também querem uma forte redução do déficit fiscal e um peso uruguaio mais fraco. A grande preocupação é a falta de competitividade em comparação a Brasil e Argentina, mas principalmente com relação ao Paraguai. Após a manifestação, que teve 17 dias de promoção nos grandes meios de comunicação e no WhatsApp, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez não recebeu as principais entidades agropecuárias que organizaram o protesto.

As principais entidades agropecuárias que organizaram a manifestação não descartam organizar uma greve geral do setor rural pedindo a destituição do presidente Vázquez. O protesto uruguaio lembra episódios de 2008 e 2011 na Argentina, quando o setor rural se uniu para protestar contra a ex-presidente Cristina Fernandez de Kirchner, que conseguiu terminar o seu mandato. (Agrolink)


Benefícios do leite e seus derivados

Leite e derivados - O leite e seus derivados são alimentos muito completos já que possuem os três princípios básicos que são: proteínas, lipídios e glicídios. Além de serem ricos em vitaminas do grupo B, vitaminas A e D e minerais como o cálcio. O leite, por sua composição nutricional é considerado como um dos alimentos mais completos que existem. Os mamíferos, ao nascer, se alimentam exclusivamente do leite de sua espécie, já que durante esta época o leite atende todas as suas necessidades nutricionais. Trata-se do alimento completo. Precisa ser destacado seu alto teor de cálcio. No leite que consumimos, de vaca, existem 300 mg de cálcio, aproximadamente, em um copo de leite. E não é somente uma fonte de cálcio, pois, pela própria composição do leite, o seu cálcio é o de melhor absorção, do que através de qualquer outro alimento. Ao contrário do que muita gente pensa, o cálcio não se perde ao desnatar o leite. No processo, são retiradas as gorduras, e as vitaminas lipossolúveis, como a A, D, e E. Por isso, ao consumir produtos desnatados, é recomendável dar preferência aos enriquecidos com essas vitaminas. Felizmente, hoje em dia, existem leites enriquecidos com cálcio que fornecem cálcio extra, para manter nosso tecido ósseo, importante para aquelas pessoas que não tomam a quantidade diária recomendada.  

 O iogurte
O iogurte é produzido pela fermentação do leite. Este processo, devido à ação de certas bactérias, parte da lactose se transforma em ácido lático, de forma que o leite se acidifica e suas proteínas se coagulam. Estas bactérias permanecem vivas e são muito benéficas para o sistema digestivo já que contribuem para a manutenção da flora bacteriana intestinal, que é fundamental para a formação da lactase (enzima que nos ajudam a digerir a lactose).

O queijo
O queijo é o resultado da coagulação do leite mediante a adição de coalho, ou outro produto coagulante, a adição de sal e a extração da maior parte do soro. Seu valor nutritivo é elevado, já que ao perder água seus nutrientes estão muito concentrados, o que também contribuiu para que sua quantidade de gordura seja maior do que do leite.

Bebidas lácteas
O leite é um alimento mais completo e equilibrado que existe. É fundamental para o crescimento e para a atividade física. Sem dúvida, algumas crianças e adolescentes não tomam leite suficiente. A causa mais frequente é a rejeição do sabor. Nestes caso, as bebidas lácteas, sempre que elaboradas com qualidade nutricional, é um recurso utilizado para que haja o consumo da quantidade diária recomendada. Fornecem proteínas de grande valor nutricional, vitaminas e minerais, entre eles o cálcio. Além disso existem as bebidas lácteas acrescidas de cereais, melhorando ainda mais o valor nutricional do leite. Bebidas lácteas tomadas quentes são excelentes reconstituintes e gelados são alternativas saudáveis aos refrigerantes.

Outros derivados
- Coalhada. Outro derivado do leite é a coalhada, que se obtém adicionando coalho ao leite, que coagula suas proteínas e lhe dá uma consistência mais firme.

- Sobremesas e cremes - Também existe uma enorme quantidade de produtos à base de leite e que, de certo modo, são considerados derivados de leite, como flans, e cremes. Em muitos casos se abusa deles na alimentação das crianças, e é preciso ter cuidado, já que são elaborados fundamentalmente com leite, mas podem ter elevadas quantidades de açúcar, elevando o teor calórico.

Recomendações nutricionais
A fonte mais acessível de cálcio na dieta é o leite e derivados. É recomenda uma quantidade média de 1.200 mg de cálcio por dia para crianças dos 10 aos 18 anos, de 800 a 1.000 mg nos adultos, e de 1.500 mg para mulheres após a menopausa e idosos. Um copo de leite normal fornece 300 mg de cálcio, um copo de leite enriquecido com cálcio uns 400 mg e o iogurte, cerca de 150 mg de cálcio. Os queijos frescos têm menos quantidades por unidade de peso do que os curados, por terem maior proporção de água. (ExporLacChile - Tradução livre: Terra Viva)

NO RADAR 
Boletim meteorológico da Secretaria da Agricultura indica que Campanha e Zona Sul do Estado continuam com pouca chuva nesta semana, com acumulados em torno de 20 milímetros. O norte gaúcho segue mais beneficiado, com volumes que podem chegar a 60 milímetros. (Zero Hora)

 

Porto Alegre, 26 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.664

 

   Queijos/Reino Unido 

As exportações de queijo de janeiro a novembro de 2017 totalizaram 153.000 toneladas, 3% mais que no mesmo período de 2016, e 32% a mais do que foi exportado cinco anos atrás. Em 2012, perto de 90% das exportações de queijo do Reino Unido eram vendidas para países da União Europeia (UE). Passados cincos anos, no entanto, isso começou mudar, e em 2017, 81% das exportações (janeiro a Novembro) foram para a UE. Em termos de volume, o principal crescimento ocorreu nas exportações de cheddar, com substancial incremento nas exportações tanto para a UE, como para países terceiros. Na UE, o aumento foi principalmente nas exportações para a Irlanda, Holanda, e Dinamarca. Fora do bloco, o principal crescimento ocorreu para os Estados Unidos e parte do Oriente Médio.

 

Outra área importante de crescimento foi a exportação de outros queijos para países não pertencentes à UE. Os aumentos foram principalmente nas categorias de queijos frescos, incluindo mozzarella, juntamente com queijos ralados e em pó. As exportações não pertencentes à UE destinam-se principalmente para países asiáticos e Oriente Médio.

Embora o comércio não comunitário tenha aumentado, a UE ainda é o principal mercado de exportação para a maioria dos queijos. Com o Brexit no horizonte e os acordos comerciais ainda incertos nestea fase, o acesso a novos mercados de exportação é muito positivo, e é preciso manter a competitividade para garantir a permanência nesses mercados.  (AHDB - Tradução livre: Terra Viva)

 

UE pretende concluir o acordo com Mercosul nas próximas semanas

Depois do fiasco no anúncio de um acordo preliminar com o Mercosul em Buenos Aires, no mês passado, a União Europeia (UE) dá indicações de que agora poderá ser para valer. A comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmstrom, declarou-se ontem confiante de que a conclusão do acordo de livre comércio birregional possa ocorrer nas próximas semanas. "Esse é o nosso objetivo", afirmou ela ao Valor, à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Malmstrom disse esperar "progresso concreto" no encontro que terá com ministros do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, a seu convite, na terça-feira, em Bruxelas. A comissária reiterou que "os dois lados estão empenhados em concluir o acordo nas próximas semanas. Estamos perto, mas ainda há trabalho a ser feito em ambos os lados e vamos enfrentar isso". O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, afirmou que será o maior acordo comercial negociado pela UE.

Malmstrom recusou, porém, confirmar se Bruxelas colocará na mesa, na semana que vem, nova oferta para carne bovina e etanol do Mercosul, alegando que não negocia por meio da imprensa. Conforme negociadores, os europeus já indicaram que apresentarão oferta melhorada. Em Bruxelas, fontes admitem que os europeus examinam oferecer cota entre 90 mil e 100 mil toneladas para a entrada de carne bovina do Mercosul com tarifa menor, ainda inferior à demanda do bloco do Cone Sul. A oferta ainda na mesa é de apenas 70 mil toneladas. Para etanol, cota de 600 mil toneladas.

Na reta final de negociações decisivas, a ampliação das cotas para os dois produtos ganha tanta importância que o presidente da Argentina, Mauricio Macri, agendou escala em Paris antes da volta dos Alpes suíços para Buenos Aires. "Espero ter boas notícias", disse Macri, que se encontrará amanhã com o colega francês, Emmanuel Macron, e pretende arrancar um compromisso de apoio da França a uma oferta melhor. "Faremos disso um tema central da nossa visita." Ele reconheceu que o país, por sua sensibilidade agrícola, é ponto-chave para permitir mais avanços da Comissão Europeia. E fez um apelo: "O acordo com a UE é uma grande oportunidade, inclusive para a Europa depois do Brexit."

Em seguida, cometeu gafe ao dizer que o tratado não é importante apenas por questões comerciais, mas pelos laços históricos e culturais. "Na América do Sul, somos todos descendentes de europeus", disse Macri. Fontes do Mercosul afirmam que a UE sinalizou colocar na mesa novas cotas para carne e etanol. Se não, argumentam, sequer haveria sentido na ida dos ministros a Bruxelas. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acha que dificilmente a oferta será suficiente para satisfazer também a Argentina e o Uruguai.

A UE ofereceu ao Mercosul cota de 70 mil toneladas de carne bovina e de 600 mil toneladas de etanol por ano com acesso privilegiado ao mercado europeu. A proposta desagradou, porque está abaixo dos volumes de 2004, quando os dois lados estiveram bem perto de assinar um acordo, que eram respectivamente de 100 mil e 1 milhão de toneladas.

Sentindo o vento soprar a favor de um tratado, a poderosa central agrícola europeia Copa-Cogeca voltou a soltar as baterias contra a negociação. Nesta semana, o secretário-geral da entidade, Pekka Pesonen, reclamou que a UE já ofereceu muito ao Mercosul sem ter obtido o mesmo retorno, e um potencial acordo custaria mais de € 7 bilhões ao setor agrícola europeu. "A maioria das importações europeias de carne bovina, açúcar, frango e suco de laranja já vem desses países", disse. Segundo ele, o açúcar e o etanol do Mercosul são "altamente subvencionados".

Ao falar em Davos, Macri procurou conter as preocupações de caráter protecionista no bloco sul-americano. Depois de um "pré-acordo político", em que estaria fechada toda a parte de acesso a mercados (produtos contemplados e prazo de abertura para cada um), o tratado ainda precisaria de "uns oito meses" para o detalhamento de textos e mais dez anos para a eliminação gradual de tarifas. "Há tempo de sobra para nos prepararmos."

Para o líder argentino, é hora de adotar uma postura de maior abertura. "Até agora, o Mercosul tem sido a região mais fechada e protecionista do mundo. Entendemos que isso não ajudou a reduzir a pobreza", disse Macri. O ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, disse ao Valor que espera o anúncio do "pré-acordo" em fevereiro ou março. Sem minimizar a importância das cotas para produtos agrícolas, negociadores brasileiros ponderam que ainda existem outros pontos pendentes, como regras de origem e o regime de "drawback" - pelo qual há isenção na tarifa de importação para insumos usados na fabricação de bens industriais depois exportados. A UE não aceita esse regime aduaneiro especial no Brasil. (Por Assis Moreira e Daniel Rittner | De Davos (Suíça)/As informações são do Valor Econômico)


Sucesso futuro dos produtos lácteos "depende da produção sustentável e responsável"

O sucesso futuro da indústria de lácteos depende da sua capacidade de contar a história sobre como o leite é produzido de forma sustentável e responsável, de acordo com especialistas do setor. Líderes da indústria de lácteos de todo o mundo discutirão a percepção pública combinada com o impacto ambiental e socioeconômico dos produtos lácteos no Simpósio da Federação Internacional de Lácteos (IDF) em Sevilha, Espanha, nos dias 1 e 2 de fevereiro. Os consumidores estão mostrando um interesse crescente pela origem de seus alimentos e estão procurando a garantia dos produtores, processadores e varejistas de que o alimento é produzido de forma responsável.

Por exemplo, esse crescente interesse levou o secretário do Departamento de Meio-Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra), no Reino Unido, Michael Gove, a anunciar um "padrão-ouro" na rotulagem de alimentos, que destaca as credenciais e a qualidade dos produtos britânicos nos supermercados. Como consequência desse crescente interesse, os varejistas estão buscando maneiras de fornecer essa garantia aos seus consumidores, seja através da criação de avaliação de origem sustentável seja por programas de auditoria ou endosso de programas existentes da indústria de lácteos.

FARM
Nos Estados Unidos, cerca de 98% de todas as fazendas pertencem ao Programa Nacional de Lácteos FARM (Farmers Assuring Responsible Management), que estabelece padrões mais elevados para cuidados com animais, uso de antibióticos e sustentabilidade ambiental - tudo no espírito de melhoria contínua. O Programa FARM foi recentemente aprovado como compatível com a Especificação Técnica ISO sobre Bem-estar Animal - indicando que o programa agora atende aos mais altos padrões internacionais para o cuidado e bem-estar dos animais.

Emily Meredith, da Federação Nacional de Produtores de Leite (EUA), explicou: "O sucesso futuro da indústria de lácteos depende da nossa capacidade de contar a nossa história sobre como o leite é produzido de forma sustentável e responsável. Os programas da indústria, como o National Dairy FARM Program, nos Estados Unidos, ajudam tanto a estabelecer padrões para os produtores quanto para contar a nossa história de sustentabilidade de forma confiável para produtores e consumidores de alimentos". Meredith disse que a produção de leite tem uma "posição muito única". Por um lado, ela fornece meios de subsistência para centenas de milhões de pessoas e para muitos é essencial para sua sobrevivência. Mas, por outro lado, representa uma grande proporção do custo, dos recursos utilizados e das emissões de gases de efeito estufa da cadeia de produtos lácteos.

Mensagens anti-lácteos
A indústria britânica de lácteos está sendo estimulada a combater as mensagens anti-lácteos com mensagens positivas sobre a indústria, a fim de negar a crescente crítica dos grupos contrários ao setor. Essa foi a mensagem da consultora de sustentabilidade na pecuária, Judith Capper, na Conferência Anual de Produtos Lácteos da Semex, quando pediu aos produtores de leite que enviassem as mensagens certas aos consumidores.

Enquanto os veganos e os vegetarianos constituem uma pequena parte da população, Capper, que já sofreu agressões por parte de manifestantes, disse que eles "falam alto" e que ela havia notado um número crescente de mensagens focadas no impacto da indústria de lácteos sobre o meio ambiente. Mas ela disse que o leite fluido tem uma pegada de carbono "bastante baixa" ao considerar sua densidade de nutrientes para o impacto climático, menor do que as alternativas de soja ou aveia.
"Quanto maior o rendimento, geralmente, menor a pegada de carbono e produtividade é vital para o impacto ambiental", acrescentou. Mas ela disse que a indústria não deve se concentrar em "extremos", mas nos consumidores sem uma opinião fixa sobre a agricultura. "Nós não vamos transformá-los em consumidores felizes de carne e leite assim como eles não vão nos transformar em vegetarianos e veganos", acrescentou.

Jovens
Como o grupo provavelmente está considerando um abandono dos lácteos, as pessoas mais jovens precisavam ser o alvo. Dominic Brown, da Kantar Worldpanel, destacou como os produtos lácteos se beneficiaram de um impulso crescente para que fossem vistos como alimentos saudáveis, com muitas pessoas voltando a consumir manteiga. As pessoas estão procurando mais  produtos naturais, em vez de produtos com pouca gordura e estão dispostas a pagar um prêmio por isso. Há também oportunidades para que os produtos lácteos sejam consumidos juntamente com produtos relacionados à saúde, já que 95% dos produtos lácteos são consumidos junto com outro alimento.

Ela também disse que o leite fluido possui espaço para inovação, com os produtos tradicionais podendo ter maior valor agregado sendo ultrafiltrados, orgânicos, oriundos de animais criados ao ar livre,  entre outras coisas. A iniciativa de pagar um pouco a mais aos produtores pelas redes de varejo Asda e Morrisons também fez sucesso. Quarenta e seis por cento dos consumidores disseram que ficariam felizes de gastar um pouco mais no leite se o valor retornasse aos produtores. (As informações são do FarmingUK e do Farmers Guardian, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 

FAO divulga projeto gaúcho
Um projeto que certificou a produção orgânica de 70 agricultores familiares e agroindústrias
das Missões e Noroeste do Estado é destaque na Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que divulga iniciativas a serem replicadas. A certificação foi conduzida pela Emater, com parceria da Associação Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa e do Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia. (Correio do Povo) 

 

Porto Alegre, 25 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.663

 

   Rússia x Argentina 


"Existe vontade política para que a Argentina e a Rússia intensifiquem a relação comercial", afirmou o ministro da Agroindústria, Luis Miguel Etchevehere durante a visita que realizou à Rússia, em missão oficial com o presidente Mauricio Macri.

O comércio com a Rússia é praticamente inexistente: nos primeiros onze meses de 2017 a Argentina exportou US$ 475 milhões de dólares, a maior parte com o envio de carnes, lácteos, peras, maçãs, cítricos, tabaco, mandioca, produtos de pesca, vinhos, farelo de soja e sementes de girassol, entre outros.

"Hoje nos encontramos com um nível de comércio relativamente baixo que não é representativo do potencial da relação. Podemos complementar em muitos aspectos, mas, para isso devemos resolver algumas questões como também sermos mais proativos de ambos os lados", assegurou Etchevehere.

Em agosto de 2014 parecia que a Rússia abria uma oportunidade comercial histórica com o embargo (ainda em vigor) à entrada de carne bovina, suína, aves, pescados, lácteos, frutas e vegetais procedentes dos Estados Unidos (EUA), Canadá, União Europeia (UE), Austrália, e Noruega como resultado da crise na Ucrânia. Passou o tempo e foi apenas ilusão, porque a Rússia, além de facilitar o abastecimento de alimentos para nações vizinhas (muitas integrantes da antiga União Soviética), começou a estabelecer cotas para a entrada de produtos agropecuários para incentivar a produção local. Em 2013 a Rússia importou 465.861 toneladas de queijos, sendo 261.504 toneladas procedentes da UE. Em 2014 caiu para 349.416 toneladas (39% com origem na UE). 

Esse ano, graças ao bloqueio, a Argentina conseguiu enviar 18.562 toneladas para a Rússia, contra as 7.371 toneladas vendidas em 2013. Mas, essa oportunidade não durou muito: as vendas argentinas caíram para 10.254 e 8.889 toneladas em 2015 e 2016, respectivamente. O único país que conseguiu aumentar a venda de queijos para a Rússia foi a Bielorrússia, e a maior parte do déficit de queijos europeus provocado pelo bloqueio foi preenchido com fabricantes russos, segundo boletim do USDA. Com a importação de manteiga e leite em pó desnatado ocorreu algo similar. Os volumes totais baixaram logo depois do bloqueio e a maior parte do negócio ficou nas mãos da Bielorrússia. Somente as vendas argentinas e uruguaias de leite em pó integral cresceram, e a partir de 2016, passaram a ser os segundo fornecedores depois da Bielorrússia. (valorsoja - Tradução livre: Terra Viva)

 

Maior parte do crescimento da produção de leite da UE ocorrerá no primeiro semestre

A maior parte do crescimento da produção de leite da União Europeia (UE) em 2018 acontecerá no primeiro semestre do ano, uma vez que 2017 terminou com altas taxas de produção que podem durar algum tempo. Até meados de maio, o padrão sazonal acompanhará o crescimento cíclico. O crescimento cíclico provavelmente continuará após o pico, mas a taxas reduzidas em relação ao primeiro trimestre. Em média em toda a área da UE, o pico sazonal habitual será alcançado em maio, com França e Itália tendo o pico mais cedo e Estados Membros do Nordeste, mais tarde. O principal motivo para a desaceleração esperada do crescimento é que é mais fácil aumentar a produção de leite na estação de baixa adiantando o parto e com o uso de concentrados, em particular nas fazendas onde o manejo de alimentos é tradicionalmente feito principalmente na primavera e pastagens de verão ou forragens são fornecidas diariamente aos animais. Isto é diferente da situação sob as cotas, quando os esforços para aumentar a produção de leite no final do ano não compensava, com os  países tendo que pagar multas por exceder a cota.

Conforme ocorre nas flutuações cíclicas dos preços e das ofertas de leite, a resposta dos produtores de leite às perspectivas piores em relação aos preços de pagamento do leite virá mais tarde, se houver alguma resposta significativa de qualquer maneira. Isso pode acontecer no segundo semestre de 2018, dependendo se o mercado vai entrar em uma depressão mais longa dos preços do leite.

Reconhecer isso agora, no início de 2018, parece ser prematuro. A diferença de 2017 para situações de mercado observadas anteriormente com altos níveis de preços é que essa é unilateralmente baseada no componente de gordura do leite. Os retornos da gordura do leite diminuíram dos níveis elevados de meados de 2017, mas são ainda maiores do que em qualquer situação de baixa do mercado de manteiga no passado. Contrastando com a situação da gordura do leite estão os mercados dos componentes não gordurosos do leite. Grandes estoques públicos de leite em pó desnatado são o principal obstáculo para que os preços possam estabilizar em níveis mais altos e, portanto, a volatilidade neste setor será limitada. (As informações são do CLAL.it)

 


Colômbia: importações de leite caíram 35%

No final do décimo mês do ano, a Colômbia tinha importado 38 mil toneladas de leite, contra 52.275 toneladas no mesmo mês do ano anterior. Durante os primeiros dez meses do ano passado, o valor das importações de lácteos da Colômbia foi de US$ 96,5 milhões, informou a Federação Nacional de Criadores de Gado (Fedegan). O valor é menor em relação ao mesmo período de 2016, quando foram importadas 51.789 toneladas para um valor CIF de US$ 124 milhões de dólares; em relação ao valor em dólares, só excede o ano de 2012, já que já foram gastos até o final de outubro de 102 milhões. "Analisando o décimo mês da última década, outubro de 2017 ocupou o terceiro lugar em termos de número de toneladas, quando foram importadas 2.993 toneladas; esse valor é menor se compararmos o décimo mês de 2015 (3.326 t) e 2016 (3.996 t), e superior ao de 2014."

O maior fornecedor de lácteos para a Colômbia foi Estados Unidos (46%), seguido da Bolívia (14%). Com menores porcentagens de compras de leite estiveram México, França e Espanha; o resto da lista é ocupada por países como Equador, Argentina, Holanda, Chile e Uruguai, entre outros. Sobre o assunto, José Félix Lafaurie, presidente da Fedegan, indicou que este primeiro semestre do ano será difícil para os pecuaristas do país.

"À falta de solidariedade da indústria, somam-se dois fatores. Por um lado, teremos um bom clima, representado por chuvas abundantes, o que aumentará os volumes de produção, enquanto as importações crescerão devido às cotas negociadas nos acordos de livre comércio em vigor entre a Colômbia e outros países." Finalmente, Lafaurie pediu ao governo que fique atento sobre a "posição dominante" de algumas indústrias de processamento de leite, para evitar menores preços de compra para os produtores do país, aumentando suas importações. Regularmente, segundo os produtores, a indústria de processamento alega uma situação de "enlechada" (produção abundante), a fim de reduzir os preços de compra, ao mesmo tempo que faz importações. (As informações são do Portafolio, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 

Menos milho nos EUA
Analistas consultados pela publicação americana Informa Economics estimam queda nas áreas plantadas de milho e soja nos EUA na próxima safra (2018/19). Para o milho, a média das projeções ficou em 36,09 milhões de hectares, enquanto para a soja resultou em 36,9 milhões de hectares. No ciclo 2017/18, o milho ocupou 36,5 milhões de hectares e a soja se espalhou por 36,46 milhões. No ano passado, a publicação indicou que os produtores planejavam um aumento significativo na área plantada de milho. De acordo com Michael McDougall, da ED&F Man, a alta dos preços de algodão, sorgo e cevada pode levar os agricultores a plantar mais dessas culturas em detrimento do milho e da soja. (As informações são do Valor Econômico)


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Porto Alegre, 24 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.662

 

Produção de leite deve crescer 2,5% em 2018

A produção brasileira de leite deve crescer entre 2% e 2,5% neste ano, em um cenário de custo de produção mais elevado em relação a 2017, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A projeção representa um incremento menor que o reportado em 2017, estimado pela CNA em 4%, ou 34,9 bilhões de litros. Se a estimativa da entidade para o período se concretizar - os dados serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março -, a produção brasileira de leite em 2018 deverá chegar a 35,8 bilhões de litros, voltando aos patamares de 2014.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Thiago Rodrigues, o aumento da captação de leite está amparado na expectativa de um incremento do consumo esperado para este ano com a melhora da economia. Tanto indústria quanto produtores estão animados com a projeção de crescimento do PIB para 2018. 

"Esse aumento da demanda deve garantir um cenário um pouco melhor de preços ao produtor neste ano", afirma o dirigente. 

Essa perspectiva de recuperação de preços ocorre após um ano de margens apertadas para o produtor de leite. Ainda que o custo de produção tenha recuado 4% no ano passado, devido à oferta farta de soja e milho (principais insumos para a alimentação dos animais), o preço pago ao produtor recuou 8,7% no ano passado, para um valor médio de R$ 1,1769/litro em 2017, segundo o Cepea. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, 2018 será um período de margens ajustadas tanto para a indústria quanto ao produtor, após um ano trabalhando no prejuízo. "Isso será importante para recuperar as margens da indústria e, em um segundo momento, permitirá repasses ao produtor."

A melhora dos preços deve ganhar fôlego em março, quando a safra termina no Sudeste e no Centro-Oeste, com o enfraquecimento das pastagens causado pelo término do período de chuvas, reduzindo a oferta de leite, ao passo que a demanda tende a aumentar com o fim das férias escolares. 

Desafios
Embora aposte em um cenário otimista para este ano, Rodrigues destaca que o produtor terá questões preocupantes para lidar neste ano. A começar pela perspectiva de um aumento dos custos de produção, que deve ocorrer devido à queda da oferta de grãos, especialmente do milho, projetadas para este ano.

Outro fator que exigirá atenção é o mercado externo. "Os estoques elevados em dois grandes players, Estados Unidos e União Europeia, podem reduzir os preços internacionais e tornar a importação do produto mais atrativa para as indústrias que operam no Brasil", salienta Rodrigues. 

"Hoje os nossos preços estão em linha com o mercado externo, mas não está descartada a hipótese de que as importações se tornem mais atrativas", diz.

Segundo ele, isso deve ocorrer se os preços internacionais recuarem para patamares abaixo de US$ 3 mil a tonelada de leite em pó, em um cenário de manutenção da cotação atual do dólar. No ano passado, a importação de leite e derivados recuou 31%, e somou 169,1 mil toneladas. "Na realidade, a importação foi maior do que o habitual em 2016, e está voltando aos patamares normais", explica Guerra, do Sindilat. 

Ele salienta que isso foi possível devido à redução dos preços pagos ao produtor no ano passado, o que deixou o produto interno mais competitivo. "Nos níveis atuais, ainda está mais atrativo para a indústria adquirir o produto interno, mas a continuidade desse cenário vai depender se as perspectivas que temos para este ano vão se concretizar", destaca o dirigente, referindo-se ao crescimento da demanda. (As informações são do DCI)  

Cadeia leiteira da Argentina faz convênio em Buenos Aires

Objetivo de garantir a segurança da industrialização do leite para a comercialização de produtos e subprodutos derivados.

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina e o Ministério da Agroindústria da província de Buenos Aires assinaram um acordo de cooperação para o controle coordenado da cadeia de lácteos com o objetivo de garantir a segurança da industrialização do leite para a comercialização de produtos e subprodutos derivados.

A assinatura do acordo contou com a presença do presidente do Senasa, Ricardo Negri, e do ministro da Agroindústria de Buenos Aires, Leonardo Sarquís, junto com autoridades e técnicos de ambas as agências.

Entre os pontos do acordo, que reforçam o cumprimento do Decreto nº 815/99 do Sistema Nacional de Controle de Alimentos, destacam-se o estabelecimento de um procedimento consensual de inspeção e controle, o acordo de procedimentos de compartilhamento de informações, priorizando o uso de sistemas informatizados, a definição de um programa de controle analítico mínimo dos produtos, o treinamento contínuo e a concordância no controle das plantas de consumo interno quando solicitado.

Por outro lado, e com base na Lei 27.233, que declara as normas sanitárias e de segurança de interesse nacional e ordem pública, promove-se uma visão de melhoria contínua e adoção de programas de autocontrole pelas empresas, como a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) por empresas.

Através da ação conjunta da Nação e da Província de Buenos Aires, não só é esperado otimizar o uso de recursos, mas também melhorar em quantidade e qualidade os controles de higiene e segurança dos produtos lácteos que chegam aos consumidores argentinos. (Infortambo, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Sudeste da Ásia é a área mais importante para o setor de produtos lácteos

O Sudeste da Ásia está se tornando a área mais importante para o comércio de produtos lácteos. No período de janeiro a novembro de 2017, a região importou produtos semi-processados e processados no volume de 3.717.000 toneladas, 10% a mais que no mesmo período do ano anterior. Esse crescimento da demanda no Sudeste da Ásia corresponde a um aumento da oferta de leite nos principais países produtores, que exportam para essa área.

De fato, em novembro de 2017, a tendência de produção de leite foi positiva para: Austrália (+ 4,3%), Nova Zelândia (+ 4,2%), EUA (+ 1%) e UE-28 (+ 4,2%, dados de outubro). A China continua sendo o principal país importador, com um aumento de 13,4% em volume e 39,7% em valor, no período de janeiro a novembro de 2017. Em novembro, os aumentos no volume foram registrados para: leite em pó desnatado (+ 52,8%); fórmulas de leite infantil (+ 46,6%); leite fluido (+ 12,2%) e creme de leite (+ 77,4%). Enquanto reduções foram registradas para: manteiga (-11,7%) e queijo (-22,3%).

Em novembro de 2017, os preços unitários das importações da China, em relação aos dados de novembro de 2016, aumentaram para: manteiga (+ 71,0%); leite fluido (+ 20,3%); creme de leite (+ 31,3%); leite em pó integral (+ 31,1%); soro de leite em pó (+ 20,7%); queijo (+ 13,4%); leite em pó desnatado (+ 5,6%). (As informações são do CLAL.it.\)

 

 

Consumidores americanos confiam nas informações dos rótulos dos lácteos
A revista Dairy Foods Magazine publicou alguns dados sobre como os consumidores dos Estados Unidos avaliam os rótulos dos produtos lácteos. Confira: 42% Essa é a porcentagem de consumidores dos EUA que dizem que contam com o rótulo do produto como fonte de informações úteis e precisas sobre saúde e bem-estar.  65% Essa é a porcentagem de consumidores dos EUA que dizem que olham o rótulo do produto para ver se os alimentos ou bebidas são "minimamente processados". Alguns dos identificadores chave para um produto menos processado são ingredientes curtos, pronunciáveis e reconhecíveis; ingredientes que "fazem sentido" para o produto; cores adequadas aos ingredientes do produto primário; e as adições de sabor "desnecessárias" conhecidas, como açúcares e sais, aparecendo abaixo na lista de ingredientes. 8,4% É o crescimento anual projetado para o mercado global de kefir de 2017 a 2025. A associação de benefícios para a saúde pelo consumo da bebida probiótica inclui melhora na imunidade, aumento da força óssea, maior digestão e risco reduzido de osteoporose e asma. Em 2016, a Europa representou a maior participação na receita, seguida pela América do Norte. US$ 59 bilhões Esse é o valor que o mercado global de ingredientes de proteínas deverá atingir até 2025. O mercado de proteínas animais ocupou uma participação de 75% no mercado de ingredientes de proteínas em 2016 devido ao aumento do consumo de ovos e produtos lácteos globalmente. (Dairy Foods Magazine, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)

 

Porto Alegre, 23 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.661

 

  Pedrinho Signori eleito presidente do Conseleite

A Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) elegeu sua nova diretoria para o biênio 2018/2019 na manhã desta terça-feira (23/1), em Porto Alegre. A gestão será presidida no primeiro ano pelo secretário geral da Fetag, Pedrinho Signori, e terá o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, como vice-presidente. Em 2019, as posições se invertem. "Vivemos um momento crítico, mas esse espaço é um instrumento importante de construção da cadeia. Os problemas são nossos e estamos aqui para colaborar e construir juntos", disse Signori, empossado no ato. 

Durante a reunião, o Conseleite divulgou levantamento sobre o preço de referência do leite. Para janeiro, o valor ficou em R$ 0,9079, 1,68% abaixo do consolidado de dezembro de 2017, que fechou em R$ 0,9234. Importante lembrar que o Conseleite promoveu, em dezembro passado, ajuste na pesquisa, atualizando parâmetros de forma a considerar as mudanças tecnológicas registradas na produção nos últimos anos. 

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, os números refletem a sazonalidade da safra e uma pequena variação negativa de mercado. Além disso, lembra, reportam o reflexo da venda de leite ao governo dentro do Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o que impactou o valor do leite em pó no período. Para o professor da UPF Eduardo Finamore, a tendência do valor de referência da matéria-prima leite é de recuperação gradual no longo prazo. 

A posição é compartilhada pelo presidente do Sindilat, uma vez que o setor entra no período de menor produção do ano, entre os meses de fevereiro e março. "O produtor está ajustando suas contas, produzindo mais para compensar o impacto da redução de preço na sua receita. Para os próximos meses, a expectativa é que o leite tenha reação, principalmente em relação ao UHT, que vem tendo seus preços achatados no varejo", frisou Guerra. Contudo, avalia que o consumidor está mais seletivo nas compras, buscando preços menores.

Finamore ainda apresentou os dados finais do Conseleite de 2017. Segundo o levantamento realizado pela UPF, o ano de 2017 foi o pior em 12 anos para o setor lácteo gaúcho. O estudo indica que o ano fechou com queda de -7,64% no valor de referência do leite recebido pelo produtor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Pedrinho Signori e Alexandre Guerra
Crédito Foto: Carolina Jardine

 

Mapa autoriza redução da dose da vacina contra aftosa

A Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (22) autorizou a redução da dose da vacina contra a aftosa de 5 mililitros para 2 mililitros. Um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações locais.

Alguns países, como Argentina, Uruguai e Bolívia já adotam essa prática, com resultados satisfatórios, tanto em relação à diminuição às reações, quanto na preservação da potência da vacina. Em que pesem essas experiências, a adequação dos métodos de controle de potência e de tolerância que serão submetidas cada partida de vacina produzida, garantirão a eficácia e a segurança do produto.

O componente oleoso, que tem a finalidade de promover imunidade mais longa, é também um dos principais responsáveis pela indução de reações do tipo alérgica no local da aplicação. Considerando a não ocorrência de focos da doença no país, desde 2005, e a tendência de suspensão gradativa da vacinação, a área técnica do Mapa concluiu não haver necessidade de utilização de vacinas que induzam resposta rápida, mas que assegurem a manutenção de resposta longa. Dessa forma, também foi alterarada a avaliação da potência de cada partida de vacina de 28 para 56 dias pós-vacinação, para as vacinas já registradas, e a implantação da avaliação aos 168 dias pós-vacinação, além da avaliação aos 56 dias, para vacinas em processo de registro ou de alteração pós registro.

A atualização do teste de estabilidade da emulsão visa melhor avaliar a qualidade da produção da vacina no que refere à consistência do processo de emulsificação para garantir a emulsão água em óleo. Isso, em razão da alteração do volume do conteúdo da vacina nos frascos, gerada pela redução da dose e da mudança na densidade da fase aquosa, em razão da alteração na proporção da massa antigênica dos antígenos "O" e "A", ocorrida após a recente retirada do vírus "C" da composição da vacina. O teste de tolerância é realizado por meio da vacinação de um grupo de animais e posterior observação no local da aplicação, de eventual ocorrência de nódulos, os quais devem ser mensurados. A metodologia atual prevê a vacinação pela via intramuscular profunda que, por essa razão não possibilita uma visualização adequada de nódulos, nem permite mensuração de forma adequada. A mudança para a via subcutânea permitirá avaliação mais eficiente. (As informações são do Mapa)


EUA: Sabor é atributo mais importante na hora de comprar iogurte, mostra pesquisa

O sabor é o direcionador número 1 das compras de iogurte para mais da metade (52%) dos adultos dos EUA, seguido por benefícios para a saúde (37%), de acordo com um estudo do comportamento do consumidor da Comax Flavors. O estudo do consumidor também revelou que o iogurte grego é o estilo mais popular entre os adultos, enquanto o iogurte de leite integral é preferido pelas crianças. O estudo foi conduzido em junho de 2017 e pesquisou 500 consumidores dos EUA entre 18 e 70 anos, metade dos quais eram pais de crianças entre as idades de um e 17.

"Ao longo do último ano, vimos o mercado de iogurte dos EUA, bem como a luta contra o mercado de leite com forte concorrência de proteínas alternativas à base de plantas. Queríamos entender melhor o uso do consumidor e os direcionadores do mercado de iogurte", disse Catherine Armstrong, disse a vice-presidente de comunicações corporativas da Comax Flavors. Embora o mercado global de iogurte deva crescer em uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 6,5% entre 2017 e 2022, de acordo com a Mordor Intelligence, o mercado de iogurte dos EUA se contraiu levemente, em 0,6%, em 2016.

Sabores
O sabor de frutas vermelhas foi considerado o preferido entre os adultos (61%) e crianças (58%), seguido por sabores "tropicais" consumido por 45% dos adultos e 47% das crianças que participaram da pesquisa. O iogurte de baunilha veio em terceiro, igualmente consumido por adultos (44%) e crianças (43%). Mais sabores de nicho, como iogurte botânico/floral e vegetal, foram consumidos igualmente pela Geração X e pelos Baby Boomers (8%), enquanto 20% dos pais adultos disseram dar iogurte com sabor de vegetais para os seus filhos de 3 a 5 anos de idade e 21% dos pais compraram sabores botânicos para seus filhos entre 9 e 11 anos de idade.

Os sabores picantes de iogurte foram os menos populares entre os respondentes da Silent Generation (0%) e Geração Z (5%). Metade dos pais relatou que acrescenta outros sabores ao iogurte de seus filhos (frutas frescas e congeladas, granola, nozes, cereais e edulcorantes) e 32% dos entrevistados adultos disseram que fazem isso com seu próprio iogurte. A Comax Flavors também descobriu que o iogurte está sendo usado em mais preparação de alimentos e bebidas do que apenas como um lanche isolado. Por exemplo, 51% dos participantes da pesquisa usam iogurte em suas bebidas, 39% usam em "preparações doces", 28% usam como ingrediente em "molhos e temperos", e 18% usam em outros preparações salgadas. Mais de dois terços dos adultos (69%) e 79% das crianças consomem iogurte como alternativa a uma sobremesa ou sorvete. Aproximadamente um terço (36%) de adultos e 47% dos pais usam iogurtes em vez de maionese, creme azedo, crème fraiche e/ou óleo. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

 

Exportações/Uruguai 
O Uruguai obteve um bom desempenho em matéria de exportação de leite em pó integral em 2017, ocupando o segundo lugar junto com a Oceania, e atrás apenas da União Europeia (UE) em termos de aumento do valor do produto em relação a 2016.Além destes países, o GlobalDairyTrade teve melhora importante no ano passado, informou o Instituto Nacional do Leite (INALE). Se comparar os preços recebidos em dezembro de cada ano, o Uruguai conseguiu incremento de 6%. Durante todo o ano de 2017, o aumento da cotação (27%) dos exportados chegou a US$ 3.220/tonelada, contra US$ 2.542/tonelada no ano anterior. A UE incrementou o valor em 32%, em relação a 2016, obtendo média de US$ 3.321/tonelada. A Oceania exportou a US$ 3.021/tonelada com elevação de 27%, e o GlobalDairyTrade teve aumento de 17%, ficando com a média de US$ 3.049/tonelada. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 22 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.660

 

 Leite/América do Sul 

As indústrias de laticínios da Argentina relatam que a captação de leite ficou estável nas últimas semanas. O tempo nas principais regiões produtores continua desafiando os produtores em relação ao conforto animal. As condições de transporte estão inalteradas. A captação atende a capacidade instalada das indústrias regionais. O leite desnatado vai para os secadores, e são transformados em estoques de leite em pó desnatado (SMP). O creme é divido entre a fabricação de manteiga e sobremesas congeladas. De acordo com a CLAL, entre janeiro e novembro de 2017, a captação de leite na Argentina diminuiu 8%, em relação ao mesmo período de 2016. No Uruguai, as temperaturas confortáveis ajudam na estabilidade da produção de leite. O processamento é intenso, fabricando SMP, queijo, e manteiga, e as indústrias possuem capacidade para absorver algum leite extra. O empacotamento de leite para consumo também está intenso. Consta que a captação de leite no acumulado do ano até novembro, subiu 6,52% em relação ao ano anterior. Em todos os meses de abril a novembro de 2017 a produção foi maior na comparação anual.

No Brasil a produção, de um modo geral, está constante. A quantidade de leite e creme disponível aumenta o tempo de processamento das fábricas. A produção de SMP consome boa parte do leite desnatado. O creme é transformado em manteiga. A produção de queijo está normal. Os pedidos de leite UHT e leites engarrafados são satisfatórios. As chuvas persistem no Brasil, beneficiando as plantações de grãos. A captação de leite aumentou 4,3%, entre janeiro de novembro, em relação ao mesmo período de 2016. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

Leite/Europa 


O setor lácteo europeu, de um modo geral, está satisfeito com as atuais condições do mercado, deixando a era de cotas para trás. Muitos produtores e processadores de leite estão prosperando, e as projeções para 2018 indicam que será um ano bom para o setor lácteo europeu.

Continuam sendo registrados aumentos sazonais da produção de leite. Relatório da Alemanha, feito pela Marktwoche Milch, aponta que houve crescimento de 1,7% na primeira semana de janeiro em relação à última semana de dezembro, e de 6% em relação à mesma semana de 2017. Na França, a primeira semana de janeiro de 2018 registrou aumento de 2,2% em relação à última semana de dezembro. A produção de queijo de janeiro a novembro de 2017 aumentou 1,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Os preços da manteiga na Europa Ocidental firmaram, aumentando mais os valores mínimos do que os máximos. A produção de manteiga de janeiro a novembro de 2017 foi 1% menor que no mesmo período de 2016. Na mesma comparação, as maiores variações ocorreram na Alemanha (-4,52%); França (-5,79%); Irlanda (+11,57%); Holanda (-10,48%); Reino Unido (-1,45%); e Itália (+0,98%).

A demanda para o leite em pó desnatado (SMP) fabricado recentemente aumentou, e de janeiro a novembro de 2017 a produção cresceu 2,6% em relação ao mesmo período de 2016. Mas, os países com maior produção, tiveram desempenho negativo: Alemanha (-1,9%); França (-9,46%); Bélgica (-6,89%); e Irlanda (-0,28%).

Leste Europeu
Uma das maiores indústrias de laticínios da Bielorrússia está concluindo a expansão da capacidade instalada de empacotamento de leite em embalagens cartonadas que alteram o shelf life de 9 a 12 meses. O foco é a China. Esta iniciativa pretende direcionar o leite que anteriormente era utilizado para fabricação de caseína, produto que tem um mercado menos seguro do que o de exportação de leite fluido. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 


Nestlé antecipa novidades sobre o Programa Boas Práticas na Fazenda (BPF) a produtores de leite

Ao longo dos últimos dez anos, a Nestlé vem trabalhando para desenvolver diversas cadeias produtivas e o projeto  Boas Práticas na Fazenda (BPF)  é um destes exemplos. O programa, criado em 2005, tem o intuito de incentivar o  fornecedor a produzir um leite de melhor qualidade e com maior segurança e rentabilidade. Agora, a Nestlé apresenta um novo conceito ao BPF, denominado Nature, e que já contará com aplicação no campo a partir de março deste ano.

"Hoje, mais de 90% dos nossos parceiros estão certificados e adotam as práticas estabelecidas pelo programa, e por isso, entendemos que chegou a hora de evoluir", informou comunicado enviado pela empresa a seus fornecedores.

O BPF NATURE é um novo conceito dentro dos Boas Práticas na Fazenda, no qual, além do objetivo de oferecer maior segurança e qualidade na produção do leite, há o foco na produção de um leite mais próximo possível do natural. Além dos pontos que eram avaliados anteriormente, para fazer parte do BPF Nature o produtor precisa adequar sua propriedade em relação aos temas Agua, Bem-estar animal e Meio ambiente.

O comunicado esclarece que serão avaliados dentro de cada novo grupo fatores como água (medição com hidrômetros), bem-estar animal (mochação com uso de anestesia e analgesia; e suspensão da utilização de BST e ocitocina) e meio ambiente (correta destinação e tratamento dos dejetos). Além disso, as auditorias também serão reforçadas, além da anual agendada, o produtor participante pode receber uma auditoria surpresa.

Com relação à bonificação, no BPF Padrão, o produtor recebe R$ 0,03/L para adequar sua fazenda nos temas de saúde animal, drogas veterinárias, alimentação animal, ordenha e armazenagem do leite. Se aprovado também no BPF Nature, o produtor passa a receber R$ 0,10/L.

"A partir de março, todas as fazendas interessadas receberão o Manual de Boas Práticas na Fazenda Nature, no qual terão todas as informações necessárias para a implementação", informa o comunicado. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Nestlé)

 

 

Captação de leite da Fonterra em dezembro foi afetada pelo clima seco
A Fonterra disse na terça-feira que suas captações de leite da Nova Zelândia em dezembro caíram em 6%, afetadas pelo clima seco em todo o país. A empresa no final de dezembro reduziu a previsão de captação de leite da Nova Zelândia para a estação de 2017/2018 para 1,480 bilhão de quilos de sólidos de leite (kgMS), equivalente a 17,6 bilhões de quilos de leite, abaixo da previsão em novembro de 1,525 bilhão de kgMS (18,4 bilhões de quilos), citando o tempo seco."Embora as recentes condições úmidas tenham ajudado em algumas regiões, é improvável que isso seja suficiente para recuperar a produção aos níveis antecipados anteriormente", afirmou a empresa em comunicado. A Fonterra também reduziu a previsão de pagamento aos produtores para a estação de 2017-18 em NZ $ 0,35 (US$ 0,25) para NZ $ 6,40 (US$ 4,65) por quilo de sólidos de leite, o que equivale a NZ$ 0,53 (US$ 0,38) por quilo de leite no mês passado, apontando para a volatilidade nos mercados globais de lácteos. A captação de leite na Austrália em dezembro, no entanto, aumentou em 28%, apoiada por novos fornecedores e condições sazonais fortes. (As informações são da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)
Em 22/01/18 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,72689
1,37572  Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

Porto Alegre, 19 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.659

 

Receita Estadual divulga nota técnica sobre tributação do leite UHT

Para esclarecer as alterações ocasionadas com a mudança na legislação promovidas pelo Decreto nº 53.612/17, a Receita Estadual explica a tributação do leite longa vida (caixinha, UHT) no Rio Grande do Sul. O documento com as principais modificações pode ser conferido clicando aqui.

O principal objetivo é evitar equívocos no cálculo do tributo e na emissão de notas fiscais, bem como explicar os procedimentos para restituição ou estorno de possíveis valores destacados ou pagos a mais. (Receita Estadual - RS)

Resumo da Tributação do Leite UHT

Fonterra lança novo leite na China em parceria com Hema Fresh, da Alibaba

A cooperativa neozelandesa, Fonterra, lançou um novo produto lácteo fresco na China, em parceria com a Hema Fresh. A Hema Fresh é o novo conceito de varejo da Alibaba, que combina compras tradicionais com uma experiência digital. A nova linha de leite "Daily Fresh" está agora disponível nas 14 lojas da Hema em Xangai e Suzhou em garrafas de 750 ml, proveniente das fazendas da Fonterra, na província de Hebei. O produto tem rótulos diferentes para cada dia da semana, visando destacar e enfatizar o frescor, sendo o estoque reabastecido todas as noites. Os volumes iniciais são atualmente em torno de três toneladas diariamente, com planos de expansão ao longo do tempo e expansão com o varejista à medida que aumenta rapidamente sua presença nas lojas em toda a China.  A presidente da Fonterra na Grande China, Christina Zhu, disse que este novo produto supre a crescente demanda por produtos frescos de alta qualidade, como parte da "premiumização" das categorias de consumo da China.

"Os clientes aqui na China estão se tornando cada vez mais sofisticados em termos de seus gostos e preferências, que estão sendo impulsionados pelo aumento das receitas familiares. Mais do que nunca, os consumidores estão conscientemente buscando produtos frescos, nutritivos e seguros, e nosso novo produto para a Hema atende a isso".

De acordo com dados do McKinsey, espera-se que mais de 75% dos consumidores urbanos da China ganhem 60.000 a 229.000 por ano (US$ 9.300 a US$ 35.550) até 2022. Isso é mais que os apenas 4% que tinham essa renda no ano 2000, impulsionando uma mudança acentuada no comportamento do consumidor e no poder de compra. Ligado a esta tendência está o surgimento da Hema, que surgiu no cenário no início de 2016. Esse é um importante exemplo da tendência do "novo varejo" da China, que o fundador da Alibaba, Jack Ma, criou como a intersecção de lojas online e offline, logística e dados. Na Hema, os consumidores podem fazer compras na loja usando seus telefones celulares para navegar e comprar, ou encomendar online para uma entrega de 30 minutos dentro de um raio de três quilômetros. A Hema então utiliza a riqueza de dados que reúne para fornecer uma experiência de compra customizada e personalizada para cada cliente. Além da nova linha de leite fresco, os produtos de leite UHT Anchor e a linha Anchor Dairy Foods de produtos como manteiga, creme e queijo são vendidos através da Hema. O varejista também é um cliente de foodservice, usando os produtos Anchor Food Professionals da Fonterra em sua padaria na loja. O CEO e fundador da Hema, Fresh, Hou Yi, disse estar entusiasmado com a cooperação estratégica entre as duas empresas. 

"Esta cooperação entre duas poderosas empresas deverá redefinir o conceito de leite fresco na nova era de varejo", disse Hou. "Como líder mundial na indústria de lácteos, a Fonterra é conhecida pelo leite de qualidade, técnicas de criação de classe mundial e experiência avançada em segurança e qualidade dos alimentos, o que combina bem com o que defendemos".

Zhu disse que o novo produto destaca como o negócio da Fonterra na China está alavancando a força de seu pool de leite local, espalhado por três centros de produção.

"Nenhuma outra empresa multinacional de lácteos na China tem um pool local de leite, então estamos em uma posição vantajosa", disse Zhu. "Este marco com a Hema é um sinal das coisas que virão e indica que nossa iniciativa para transformar mais nosso leite local em produtos de consumo de maior valor e produtos de foodservice está em andamento". (As informações são da Fonterra, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Valor da produção pode atingir R$ 522 bi este ano

O clima mais favorável à produção de grãos da safra 2017/18 fez o Ministério da Agricultura aumentar pela primeira vez a projeção para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do país em 2018. Conforme levantamento divulgado ontem pelo departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Pasta, o montante deverá totalizar R$ 521,7 bilhões, aumento de 3,88% ante os R$ 502,2 bilhões estimados em dezembro. Apesar disso, a nova estimativa do Ministério da Agricultura ainda é 3,4% inferior ao resultado do ano passado, que somou R$ 540,2 bilhões, o melhor da série histórica iniciada pela Pasta em 1989. 

Em nota, o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, disse que as estimativas para o VBP agrícola poderão ser elevadas novamente nos próximos meses devido às condições climáticas. Puxado pela recuperação da safra, o VBP agrícola - que contempla uma cesta de 21 produtos - foi elevado em R$ 21,3 bilhões, para R$ 346,5 bilhões em 2018. 

 

Em relação ao ano passado, quando o VBP das culturas agrícolas alcançou R$ 364,6 bilhões, a projeção da Pasta recuou 5%. Carro-chefe da produção agrícola nacional, a soja também teve o VGP elevado pelo Ministério da Agricultura. Conforme a nova estimativa, a cultura renderá R$ 120,2 bilhões, o equivalente a 23% do VBP da agropecuária e mais de um terço do VBP agrícola. Na comparação com a estimativa de dezembro - de R$ 118,5 bilhões -, a nova projeção significa alta de 1,3%. Em contrapartida, a bovinocultura fez o ministério cortar a estimativa do VBP da pecuária em 0,3%, para R$ 175,1 bilhões. (Valor Econômico) 


Uruguai - Em 2017 houve o maior abate de vacas de leite desde 2010

Rebanho/Uruguai - Em 2017 houve o abate de 71.069 vacas de leite, 3% a mais que as 69.183 de 2016.

 

Em dezembro o descarte deu um salto: 9.062 animais, sendo o maior abate mensal desde agosto de 2015, quando houve o pico de 10.867 cabeças. A cifra de dezembro foi 55% superior a igual mês do ano anterior, e 45% maior que a de novembro.
 
O abate total de gado de leite em dezembro - sem discriminar por categoria - foi de 13.034 animais, o número máximo mensal, pelo menos desde janeiro de 2010. Em relação ao me de dezembro do ano passado o aumento foi de 26%. (Blasina y Asociados - Tradução Livre: Terra Viva)

  

COM A COLHEITA DO MILHO AVANÇANDO 14% DA ÁREA TOTAL ESTIMADA, SEGUNDO A EMATER , AS ATENÇÕES SE VOLTAM PARA LAVOURAS EM FLORAÇÃO E ENCHIMENTO DE GRÃOS CERCA DE 50% DA ÁREA. A FALTA DE CHUVA ABUNDANTE E REGULAR JÁ ESTARIA CAUSANDO EFEITOS EM PARTE DAS PLANTAÇÕES (Zero Hora)

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.658

 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 18 de janeiro de 2018 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Dezembro de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Janeiro de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,51 e 3,60% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 8,61 e 8,70% de sólidos não gordurosos, entre 451 e 500 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O leite abaixo do padrão é aquele que contém 3,00 a 3,05% de gordura, entre 2,90 e 2,95% de proteína, entre 8,40 e 8,50% de sólidos não gordurosos, no máximo 600 mil células somáticos/ml e no máximo 600 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Faesc)

 

Argentina - Crise fecha 500 fazendas de Santa Fe, entre 2016 e 2017

Produção/AR - A crítica situação do setor leiteiro por falta de rentabilidade atingiu 500 fazendas entre 2016 e 2017 na província de Santa Fe. No final de novembro passado, o presidente Mauricio Macri recebeu os produtores, mas, a resposta do mandatário aos produtores foi desconcertante.

"Reduzam os custos", lhes disse o presidente, como se fossem os produtores que definissem as tarifas de energia elétrica ou o preço dos combustíveis. O presidente da Câmara dos Produtores de Leite de Santa Fe, Marcelo Aimaro, explicou a El Ciudadano que o produtor recebe atualmente 5,70 pesos argentinos por litro de leite, [R$ 0,98/litro] - US$ 0,30 - (6,80 pesos argentinos, [R$ 1,16/litro], é o preço final com IVA). Para que a atividade seja rentável, devem receber 7 pesos por litro, [R$ 1,20/litro], sem IVA, (US$ 0,37/litro), levando em consideração que o preço na gôndola está perto de 30 pesos argentinos, [R$ 5,14/litro], (US$ 1,6 ou 46 pesos uruguaios).

Segundo Aimaro, os custos de produção subiram 50% em 2017. "Só podem ser trabalhados os custos próprios. Mais da metade do leite da Argentina é produzido em terras alugadas. Os produtores estão descapitalizados e o investimento é nulo", disse o dirigente leiteiro. Além do aumento dos custos, os produtores enfrentam a queda do mercado interno em decorrência da redução do poder aquisitivo dos assalariados. "Historicamente, o que sustenta o setor lácteo é o mercado interno, e agora está fraco. Perto de 80% do leite produzido é vendido no país, exportando 20%", lembro o líder.

Como se fosse pouco, as inundações no princípio do ano causaram estragos na bacia leiteira. O governo nacional, através do então ministro da Agroindústria, Ricardo Buryaille, prometeu 250 milhões de pesos para ajudar os produtores. "Só conseguimos liberar 50 milhões na reunião com Macri", contou Aimaro. E esclareceu que o governo da província assumiu 150 milhões naquela ocasião. (Tardaguila - Tradução Livre: Terra Viva)


Crescimento do mercado é suficiente para absorver a produção extra

Produção mundial - A média diária da captação de leite nas principais regiões produtores foi perto de 4% em novembro em comparação com o último ano. O crescimento contínuo da produção nos 28 países da União Europeia (UE-28), juntamente com o crescimento sazonal na Nova Zelândia, está empurrando a oferta mundial.

No entanto, na comparação de um ano com o outro é um pouco distorcida em decorrência da queda na captação no último trimestre de 2016. Fazendo a comparação da oferta acumulado no ano, o crescimento foi de 3,5 bilhões de litros, ou 1,2%. As estimativas da FAO sugerem que a demanda continuará crescendo 1,7% para 2,1%, pelo que o aumento anual da produção de leite não deve cria um desequilíbrio no mercado mundial. (AHDB - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Chile - Preço pago em novembro sai do prejuízo, mas, não aumenta captação
Preços/Chile - O preço médio ponderado do leite interrompeu a tendência de baixa e ficou em $221,68/litro, [R$ 1,18/litro], o que equivale a um incremento de $3,12, [R$ 0,02/litro], em relação a outubro passado de $20,36, [R$ 0,11/litro], se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Desta forma, o preço médio pago ao produtor a nível nacional no décimo primeiro mês do ano interrompeu a baixa que vigorou por cinco meses consecutivos, e que fez o preço cair $21,52 por litro, [R$ 0,11/litro]. Ao analisar de janeiro a novembro de 2017 a média do preço pago ao produtor é de $226,90, [R$ 1,21/litro], o que representa incremento de $17,46, [R$ 0,09/litro], por litro em relação ao ano precedente. Rodrigo Lavín, presidente da Fedeleche (Federação chilena dos produtores de leite) assegura que a recuperação observada nos preços pagos aos produtores veio tarde, e toda vez que "a primavera já passou" o aumento não se traduz em aumento de captação de leite, simplesmente porque "não houve aumento de preço, este não serviu para estimular a produção de leite". (Expolac - Tradução Livre: Terra Viva)

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