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Porto Alegre, 20 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.719

 

Sarle promove treinamento sobre procedimentos e transporte de leite


 

O Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (Sarle) da Universidade de Passo Fundo (UPF) promove diversas ações para formação e qualificação dos processos e procedimentos para a qualidade do leite. Na terça-feira (17), técnicos e transportadores participaram de um treinamento ministrado pelo coordenador do laboratório, professor Dr. Carlos Bondan.

Foram repassadas informações e orientações sobre os procedimentos de coleta e transporte de amostras para análise de qualidade do leite, seguindo a Instrução Normativa Seapi nº13 de 28/12/2016. Estiveram presentes 43 participantes, vinculados a empresas como Italac (Tapejara e Passo Fundo), Unibom, Domilac, Laticínios Stefanello e Alto do Uruguai, além de todos clientes do laboratório e profissionais que atuam na área de coleta de amostras destinadas à análise de Composição Química, CCS e CBT, segundo a IN62 de 2011, que classifica os padrões mínimos para a qualidade do leite. 

O treinamento foi ministrado com uma apresentação teórica realizada no Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), campus I da UPF. A atividade integra as capacitações do Projeto Escola do Leite, que prevê apoio a diversos setores envolvidos na cadeia produtiva do leite. Logo após a parte teórica, os participantes foram conduzidos à sala de ordenha para a aplicação prática do conteúdo, onde as amostras foram coletadas. Em seguida, o grupo foi conduzido ao prédio do curso de Engenharia de Alimentos para, no laboratório, discutir os resultados e a aplicação de ferramentas de avaliação.

Entre os temas abordados durante o treinamento, estiveram a composição química do leite; parâmetros microbiológicos e físico-químicos do leite; contaminantes do leite: físicos, químicos e microbiológicos; conservação e higienização dos equipamentos; refrigeração do leite na propriedade; procedimento de coleta de leite: análise na coleta, mensuração de temperatura e higiene; documentos obrigatórios: preenchimento e entrega; transporte de leite cru; práticas de coleta, acondicionamento e envio de amostras, além de acompanhamento da amostra da propriedade a emissão dos resultados.

Segundo Bondan, a atividade é fundamental para a qualidade dos serviços e dos produtos. "Considerando que o processo de amostragem tem uma interferência extremamente significativa nos resultados da análise, os profissionais que trabalham nessa área devem estar devidamente capacitados para desempenhar a função, e o laboratório ministra esses treinamentos mensalmente, mediante agendamento, a todos os seus clientes", pontua. (Assessoria de Imprensa UPF)    
 
GERAR LEITE 2018 percorrerá quatro regiões brasileiras apresentando dados de IATF e TETF

O GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) LEITE inicia, a partir de 19 de abril, a sua temporada 2018 de reuniões técnicas pelo Brasil. O encontro, em Poços de Caldas (MG), reunirá técnicos integrados ao grupo e pecuaristas locais, com o objetivo de identificar oportunidades para melhorar os resultados reprodutivos e de qualidade do leite. No período de abril a junho o Grupo ainda percorrerá outras três cidades: Castro (PR), Viamão (RS) e Goiânia (GO).

O GERAR LEITE é composto por um grupo selecionado de profissionais das ciências agropecuárias que discutem resultados e inovações referentes a IATF e TETF (protocolos em tempo fixo). Em quatro anos o grupo dedicado ao gado de leite passou de 70 para cerca de 185 técnicos e teve um crescimento substancial no número de dados coletados e analisados.
"O GERAR possibilita trabalhar com uma estratégia diferenciada, pois traz uma troca de informação riquíssima entre os participantes. Este é um canal de propagação de conhecimento entre os técnicos e que chega até o produtor rural que se dedica à atividade leiteira", afirma Cleocy Fam de Mendonça Júnior, Gerente de Produtos Bovinos - Linha Leite da Zoetis.
Em 2018 foram analisados 206 mil dados de IATF e 26,5 mil de TETF coletados de 565 fazendas, um aumento expressivo quando comparado ao primeiro ano do Grupo GERAR LEITE, que teve 40 mil dados analisados de 110 fazendas.

Os dados foram agrupados e analisados pela equipe do médico veterinário José Luiz Moraes Vasconcelos, o "professor Zequinha", da FMVZ-UNESP de Botucatu (SP), a universidade parceira do grupo, e serão mostrados por ele em cada encontro. "Para auxiliar os técnicos a impulsionarem a lucratividade nos rebanhos leiteiros, os encontros seguirão os formatos anteriores, aproveitando a riqueza de dados para fomentar debates importantes. Estamos muito orgulhosos de poder seguir trocando informações e de sermos os únicos com um banco de dados tão vasto no segmento", ressalta Cleocy Júnior. Confira os locais e dias de cada encontro:
 
Site do GERAR
Outra novidade é o novo canal na internet que o grupo GERAR ganhou recentemente: www.grupogerar.agr.br. Neste endereço os pecuaristas conseguem encontrar facilmente os técnicos do Grupo que atuam em sua região e as principais notícias, artigos, cases, relatórios e ferramentas sobre reprodução de gado de corte e de leite no Brasil. (faemg)


Cerca de 30% do leite produzido no Paraná não atende normas do Mapa

Cerca de 30% do leite produzido no Estado do Paraná não atende a Instrução Normativa 62/2011, criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estabelece normas para produção, identidade e qualidade dos leites tipo A, leite pasteurizado, cru refrigerado e do regulamento técnico da coleta e transporte a granel do leite cru refrigerado. A informação foi repassada na terça-feira (18) durante uma capacitação sobre a qualidade do leite, dos técnicos da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Paraná (Emater), regional de Toledo e Cascavel.
 
Segundo o gerente técnico do Projeto Estratégico Leite Sustentável Oeste, Luiz Roberto Faganello, o trabalho de capacitação é realizado justamente para melhorar a qualidade do leite e dar suporte para a agricultura familiar. "A higiene do animal, do ordenhador e das instalações são ações necessárias para chegar a um leite de qualidade. Hoje existe uma tendência de valorização do leite que atenda às exigências de qualidade pelos laticínios, que chegam a pagar um preço maior por esse produto", explica o gerente técnico.
 
A capacitação foi realizada durante toda a terça-feira (18) e quarta-feira (19), no auditório de uma faculdade de Toledo. Dois especialistas em produção de leite, da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), estiveram na cidade para capacitar os técnicos que atendem 48 municípios das regiões de Toledo e Cascavel. "Trouxemos profissionais que estão atualizados para capacitar nossos técnicos. Posteriormente eles vão repassar todos esses ensinamentos para os produtores melhorarem a criação de vacas e a produção de leite lá no campo", comenta Faganello.
 
Outro grande problema que deve ser levado em consideração, para melhorar a qualidade do leite, são os cuidados com a mastite. "Nos últimos 10 anos os produtores melhoraram muito questões ligadas à higiene do animal, do ordenhador e das instalações do local da ordenha. Porém os cuidados com a mastite não avançaram muito, e isso influencia diretamente na qualidade do leite, reduzindo o rendimento industrial, a validade dos produtos lácteos, além de afetar o produto oferecido ao consumidor", alerta o gerente técnico.
 
A região Oeste ficou em segundo lugar no ranking de regiões do Estado, no ano de 2016, quando se fala em números de vacas ordenhadas. São 284 mil animais, somando 17,6%. A região Sudoeste está em primeiro lugar somando 340,7 mil vacas ordenhadas, o que representa 21%. Em terceiro lugar ficou a região Noroeste com 192,2 mil animais, o que representa 11,9% das vacas ordenhadas no Paraná.
 
Controle de qualidade 
Segundo dados do Observatório Territorial, realizado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), a produção de leite do estado do Paraná no ano de 2016, foi de 2,74 bilhões de litros. O que representa 11,8% da produção brasileira. A região Oeste detém 22,5% da produção paranaense.
 
Com tanta oferta de leite no mercado, segundo Faganello, o produtor que oferecer um produto com qualidade consegue sair na frente. "Para isso, as indústrias enviam, geralmente uma vez por mês, amostras de leite de cada produtor para análise em laboratório credenciado, posteriormente esses produtores recebem o resultados das análises. Dessa forma é possível acompanhar a qualidade do leite em cada propriedade rural e solucionar os possíveis problemas detectados".
 
O criador também pode realizar as análises laboratoriais, desde que também procure laboratórios credenciados. Afinal, segundo o gerente técnico da Emater, cerca de 20 a 30% do rebanho dos produtores tem algum problema que afeta a qualidade do leite. "Assim o produtor vai identificar qual vaca está com algum problema e tratar somente aquele animal específico".
 
Os laboratórios devem ser credenciados na Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL). As análises são realizadas com base na Contagem Bacteriana Total (CBT), na Contagem de Células Somáticas (CCS), na determinação dos teores de gordura, lactose, proteína, sólidos totais e sólidos desengordurados, além da pesquisa de resíduos de antimicrobianos. A composição mínima do leite cru refrigerado, por exemplo, deve conter 3,0% de gordura, 2,9% de proteína e 8,4% de sólidos não gordurosos. Segundo informações do gerente técnico, a indústria pode chegar a pagar R$ 1,12 no litro de leite que atenda às exigências da Instrução Normativa 62/2011. O produto que está fora dos padrões exigidos está sendo comprado a um valor médio de R$ 1,00.  (As informações são do Jornal do Oeste)

Menor oferta da matéria-prima mantém preços em alta

Preços em alta - Os preços da maioria dos derivados lácteos acompanhados pelo Cepea registraram novas altas em março, com destaque para o leite UHT e o leite cru negociado entre as indústrias (spot), com aumentos de 10,3% (média de R$ 2,26/litro) e de 8,7% (R$ 1,27/l), respectivamente, na média Brasil, em relação ao mês anterior. Segundo colaboradores do Cepea, a elevação está atrelada à redução da oferta de matéria-prima no campo. 

Os baixos preços pagos ao produtor nos últimos meses e as recentes valorizações de insumos utilizados na produção do leite desestimularam produtores. De acordo com a pesquisa diária de preços realizada pelo Cepea com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), no atacado de São Paulo (principal mercado consumidor), o avanço do preço médio do leite UHT entre fevereiro e março foi ainda maior, de 12,3%, atingindo R$ 2,30/litro. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, esse valor é 13,55% menor. O levantamento aponta que a alta deve continuar em abril, mas em ritmo menor, visto que a demanda pelo produto ainda está em recuperação. O queijo muçarela também se valorizou no mesmo comparativo, mas em menor intensidade. Em março, o preço médio nacional do produto foi de R$ 14,98 kg, 4,6% maior que o do mesmo período do ano anterior; frente a fevereiro de 2017, no entanto, ainda esteve 3,69% abaixo. Segundo o levantamento diário da muçarela no atacado de São Paulo, até a primeira quinzena de abril, o preço médio da muçarela está oscilando, e agentes encontram dificuldades em manter negociações a preços atrativos.(Cepea)

 
 

 
 

Argentina brigará para que Brasil retire sistema de cotas na importação de leite em pó
No próximo dia 31 de maio, o sistema de cotas para a exportação de leite em pó proveniente da Argentina para o Brasil irá vencer. Desta forma, a Argentina tentará brigar para que o sistema vigente desde 2009 seja eliminado. Em todos esses anos, o Brasil sempre recusou eliminar o sistema de cotas porque a indústria local entende que esta é uma maneira de proteger seu mercado das importações. A cota vigente é de 4500 toneladas. No ano passado, depois de encerrada a cota, foi acordada uma ampliação para 5000 toneladas em agosto - entre negociantes privados, não entre governos. Uma fonte do Centro da Indústria Leiteira (CIL) da Argentina confirmou ao jornal argentino La Nación que haverá uma luta para uma quebra desse sistema. Até então, não há data para novas reuniões. Se a indústria brasileira pretender renovar as cotas, como estava sinalizando nos últimos dias, as empresas argentinas não responderão de maneira positiva. O objetivo das indústrias locais é sair desse sistema de cota. O principal problema para a Argentina é que o Uruguai não possui cotas e, assim, ganha mercado. O Brasil é um destino chave das exportações lácteas argentinas - basicamente, leite em pó. (As informações são do La Nación, publicadas no Notícias Agrícolas)

Porto Alegre, 19 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.718/

 

  Mudança na curva de inflação do Agro
 
Depois de 14 meses em queda, os índices de inflação do agronegócio, medidos pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul), registraram alta no acumulado de 12 meses. Na comparação de março com fevereiro, o aumento nos preços recebidos foi de 5,83%. O maior crescimento foi do milho, 13%. A valorização reflete redução na safra argentina e perspectiva de escassez no mercado interno, aponta o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. (Zero Hora)
 
  
 
 
Cosalfa discute status regional
 
Os próximos passos para tornar a América do Sul zona livre de febre aftosa sem vacinação serão discutidos hoje e amanhã na 45ª Reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta contraaFebre Aftosa (Cosalfa), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O encontro vai avaliar o trabalho feito na Colômbia, após registro de focos da doença em julho de 2017 e neste mês. 
 
O Rio Grande do Sul terá cinco representantes na reunião, sendo quatro técnicos da Seapi e um da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura. (Correio do Povo)
 
 
EUA: Rabobank prevê que demanda de lácteos se recuperará na segunda metade do ano
 
A demanda por produtos lácteos, principalmente por queijos, manteiga e produtos lácteos premium, deve se recuperar no segundo semestre de 2018 nos EUA, projetou o Rabobank em seu relatório trimestral sobre o mercado de lácteos. "O crescimento econômico mais forte deverá vir principalmente da mudança da política fiscal, o que se traduz em uma demanda mais forte por produtos lácteos por meio do aumento das vendas no food service e no varejo", disseram os economistas do Rabobank.
 
Eles projetaram que os preços do leite Classe III se recuperação para US$ 32,85 por 100 quilos no terceiro trimestre, com relação ao valor de US$ 30,20 por 100 quilos em abril, maio e junho. O Rabobank previu que os preços do leite Classe III ficarão em média em US$ 35,65 por 100 quilos no quarto trimestre. 
 
Os preços do leite Classe IV também subirão acima de US$ 30,86 por 100 quilos no terceiro trimestre e para mais de US$ 31,97 por 100 quilos no quarto trimestre do ano.
 
Os estoques ainda estão altos, no entanto. O Rabobank observa que os estoques de leite em pó desnatado permanecem altos, em 154.000 toneladas. Isso é 50% mais alto do que há um ano, e o nível mais alto desde 2005, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) removeu o produto do mercado por meio do programa de apoio ao setor de lácteos. Os estoques de manteiga nos EUA também estão alguns pontos percentuais mais altos do que há um ano, e o estoque total de queijos aumentou 7%.
 
O Rabobank observa que as importações de produtos lácteos dos EUA caíram, seguindo uma tendência que começou em 2017. “Essa tendência se manteve em 2018, com as importações ficando para trás em janeiro de 2017, em todos os níveis”, diz. O motivo? A disponibilidade doméstica suficiente e os prêmios de preço internacional ‘tornaram a escolha local fácil’”.
 
“Olhando para o futuro, as exportações dos EUA em 2018 continuarão competitivas, com os preços [dos EUA] geralmente ficando abaixo dos níveis internacionais e um dólar persistentemente fraco”, disse o Rabobank. “Em resumo, o excedente exportável dos EUA deve aumentar em mais de 8%, ou 450.000 toneladas, durante o primeiro semestre de 2018”, disse o banco. "No entanto, a perspectiva otimista de demanda doméstica, em conjunto com a desaceleração da produção de leite com relação ao ano anterior, poderia reduzir a disponibilidade de excedente exportável durante o segundo semestre de 2018”. (As informações são do www.milkbusiness.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

Marcelo Melchior é o novo presidente da Nestlé no Brasil
A Nestlé está trocando o comando no Brasil. Juan Carlos Marroquín, que presidiu as operações nos últimos seis anos, vai para o México como chairman, com foco em questões estratégicas. Em seu lugar assume o brasileiro Marcelo Melchior, que trabalha na Nestlé há cerca de 20 anos. Seu último posto foi justamente no México. Segundo a revista “Forbes”, Melchior ajudou a melhorar a rentabilidade da Nestlé no México. Ele vendeu os negócios de produtos refrigerados para a Lala, de sorvetes a Hérdez e de bebidas líquidas para a Jumex. Além disso, a Nestlé México, sob gestão do executivo brasileiro, fechou uma aliança com a Comisión Mexicana de Restaurantes, o que permitiu abrir 150 cafeterias Nescafé. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Porto Alegre, 18 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.717

 

Sindilat participa do 2º Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho em maio, em Erechim
Com o objetivo de informar os produtores de leite do Estado sobre o setor lácteo por meio de uma linguagem de fácil entendimento, a Emater realizará o 2º Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho no dia 3 de maio, em Erechim (RS). O evento, que ocorre a partir das 9h, na Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), deve reunir entre 650 a 900 pessoas, especialmente pequenos agricultores de 32 municípios da região.  

Na ocasião, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participará de debate sobre a conjuntura atual e a perspectiva da atividade leiteira. Segundo Palharini, eventos como este são uma oportunidade para conversar sobre as demandas do setor. Também participa do debate o veterinário Antonio Carlos Ferreira Zanini, coordenador de Bovinocultura da Cooperalfa, membro da Câmara Técnica do Conseleite-SC. Quem mediará o debate é o zootecnista Jaime Ries, assistente técnico estadual da Emater.

O evento também contará com palestras sobre bezerra leiteira lactante e produção de leite com simplicidade através de ordenha robótica. Além disso, será tratado sobre fertilidade, manejo, conservação do solo para alta produção de forragem e para produção de alimentos conservados. As inscrições podem ser realizadas no dia do evento, a partir das 8h, ou antecipadamente no link:  Inscrições.(Assessoria de Imprensa Sindilat)   
 
Indústria sinaliza que acordo entre UE e Mercosul pode estar próximo

Várias questões que vinham bloqueando o avanço das negociações entre o Mercosul e a União Europeia (UE) para um acordo de livre comércio birregional parecem superadas e a reunião de negociadores, na semana que vem em Bruxelas, poderá determinar os próximos passos das barganhas, segundo expectativa de representante da indústria. "Entendo que os principais óbices foram superados, os temas complicados estão bem encaminhados", afirmou o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto. Para a Fiesp, o momento é oportuno para concluir as negociações e resultará tanto no aumento do fluxo comercial quanto em benefícios intangíveis quanto a transferência de tecnologia, capitais e serviços para a indústria nacional. "Há uma janela de oportunidade e isso tem prazo de validade, porque senão ela tende a se fechar", diz Zanotto. Pelas informações que circulam no setor privado, os europeus sinalizaram com aumento da quota para importação de carne bovina para 110 mil toneladas. A UE tinha começado com quota de 70 mil e depois com 99 mil. Negociadores dizem que muito do que foi conversado com Bruxelas nas últimas semanas precisa ser formalizado.

Duas questões centrais envolvendo o setor automotivo parecem ter avançado. Primeiro, os europeus queriam eliminação das tarifas de importação para seus carros num prazo de oito anos, enquanto as montadoras do Mercosul pediam prazo de 15 anos. A avaliação agora é de que o fim das tarifas deve ocorrer entre 10 e 12 anos. Além disso, um dos princípios básicos da negociação é que não haveria prazo de carência, e a liberalização começaria desde o primeiro ano do acordo. O sentimento é de que, se houver carência, pela insistência de montadoras do Mercosul, será entre dois e três anos. Outra questão técnica sensível estava em discussão no campo das regras de origem. Ponto que, pela análise de Zanotto, prosperou. O setor têxtil brasileiro defendia que para se ter a tarifa menor pela regra de origem nesse segmento, o fio, o tecido e a roupa precisariam ser da região. A regra acertada agora manteve só duas etapas do conteúdo local: o tecido e a roupa. Os europeus alegam que são importadores de fio.

A questão de produtos remanufaturados fica fora do acordo. Os europeus queriam sua inclusão, por exemplo, porque países como a Alemanha têm um programa que incentiva a troca de máquinas com frequência - e a revenda do equipamento com pouco uso. Mas permitir tarifa menor para esse tipo de produção causaria problemas para setores no Brasil. É o mesmo caso de pneus, que os europeus, por causa dos ciclos do verão e interno, descartam o produto com mais frequência e procuram exportar o que em outros países é visto como seminovo. A avaliação é também de que a UE compreende a importância de se manter o regime de "drawback" - pelo qual há isenção na tarifa de importação para insumos usados na fabricação de bens industriais depois exportados. É um regime aduaneiro especial no Brasil e para o Paraguai com suas maquiladoras, por exemplo. A UE queria manter uma forte proteção de mais de 300 denominações de origem, incluindo queijos, azeites etc. Agora, isso foi reduzido para cerca de 10%, o que também facilita o avanço da negociação birregional.

Nas negociações ministeriais em Buenos Aires, em dezembro de 2017, a Argentina parecia querer fechar o acordo a qualquer preço, e coube ao Brasil esfriar um pouco os ânimos diante do que Bruxelas colocava na mesa. Mais tarde, alguns europeus procuraram representantes do setor privado brasileiro, indagando se o Brasil estava postergando a negociação para fazer o acordo em outro momento político. De seu lado, a Fiesp considera que o momento para fechar a negociação é oportuno inclusive por ver uma convergência inédita de políticas econômicas entre o Brasil e a Argentina, cujos governos coincidem na decisão de realizar reformas estruturais, buscar o equilíbrio fiscal e promover maior inserção externa da região. Thomas Zanotto destaca que, para a Fiesp, a negociação de acordos comerciais é o caminho mais seguro e inteligente para a abertura da economia brasileira. A entidade avalia que uma redução unilateral de tarifas de importação limita o poder de barganha do bloco com outros parceiros, como também ameaça a produção e emprego local, sobretudo de pequenas e médias empresas que terão dificuldade de se adaptar no curto prazo.

O fluxo comercial entre a UE e o Mercosul alcançou US$ 80 bilhões em 2017, com deficit de US$ 362 milhões para o bloco do cone sul. As exportações do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai foram principalmente subprodutos das indústrias alimentícias (15%), minerais metálicos (10%) e soja (7%). As importações foram principalmente de reatores e caldeiras (19%), produtos farmacêuticos (11%) e máquinas e equipamentos elétricos (9%). No primeiro trimestre deste ano, as exportações de manufaturados brasileiros para a UE cresceram 74%, na comparação interanual, e totalizaram US$ 4,9 bilhões. Para a Fiesp, esse resultado mostra o potencial do mercado europeu para as vendas de produtos industrializados de origem brasileira. Do lado das importações, as compras de manufaturados europeus aumentaram 10% e totalizaram US$ 7,9 bilhões no período. Cerca de 60% da pauta de importações originárias da UE pode ser classificada como bens intermediários utilizados pela indústria de transformação no Brasil. Para Zanotto, se as barganhas entre UE e Mercosul avançarem na semana que vem, como é a expectativa, o passo seguinte será a realização de uma reunião ministerial para anunciar o acordo político e, talvez ainda este ano, concluir a negociação do acordo de livre comércio birregional. (As informações são do jornal Valor Econômico)


Argentina - Consumo de lácteos é de 210 litros per capita/ano

Leite/AR - O atual momento da cadeia láctea da Argentina requer maior compromisso dos atores com a competitividade, como fator central para dar sustentabilidade e futuro para as empresas e a atividade. O aumento do preço do leite em março deixou uma sensação contraditória, dependendo do ângulo que se olha, pesos por litro, ou pesos por quilo de sólidos totais úteis (KSU), diz a Câmara dos Produtores de Leite da Bacia Oeste de Buenos Aires (CAPROLECOBA). Isto porque ao contrário de subir os percentuais da matéria gorda e da proteína do leite (como é o habitual nesses meses do ano) houve aumento de 2,5% no preço do litro do leite, mas, reduziram para um fraco 0,5% a bonificação pelos sólidos. Os preços médios na Bacia Oeste, em dólares caiu para US$ 0,29/litro.

Abril: Entre a cautela e as mudanças que virão
Com um aceitável consumo de 210 litros/habitante/ano, as indústrias parecem perceber que podem ampliar suas vendas no mercado local, desde que não alterem muito os preços. Por enquanto, o mercado externo não oferece  melhores margens, mas, ajuda a manter os estoques baixos. Assim, com este equilíbrio entre o que comprar e o que vender, é natural uma certa cautela em relação à demanda. Na realidade, a maioria das indústrias precisam de mais leite, e inclusive conhecem a situação dos produtores (que reivindicam melhores preços), mas, absorvidas em suas reestruturações, não se mostram dispostas a assumir mais riscos de imediato.

Além disso, existe a expectativa em relação ao que ocorrerá com a SanCor e a entrada da Adecoagro no mercado. Porque, por mais que tenha ponderação e escalonamento, está claro que para organizar um relançamento, terão que receber pelo menos um milhão de litros de leite nas plataformas das indústrias, e a Adecoagro só conta com 300.000, por enquanto. Por isso, não terá como evitar o aperto da oferta de leite nos próximos meses. Atores atentos já estão preparados para isso. E os produtores também devem ficar. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

A produção mundial de leite continua subindo
Produção mundial - A produção de leite das cinco principais regiões exportadoras UE-28, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos aumentaram 2,1% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano anterior, com oferta média de 800 milhões de litros por dia. Estas cinco regiões representam mais de 65% da produção mundial de leite e cerca de 80% das exportações mundiais de produtos lácteos. A meteorologia desfavorável reduziu o crescimento da produção média diária na UE-28, que vinha aumentando entre 4 e 6% na comparação interanual, desde setembro. A maioria das regiões produtoras chave registraram um aumento interanual na produção, com exceção da Nova Zelândia, que caiu 2,3%. Em destaque ficou a forte recuperação da produção de leite da Argentina. Segundo um boletim do Rabobank, os preços do leite ao produtor caíram nas maiores regiões exportadoras, chegando a quedas de até 15%, desde o começo de 2018. O crescimento da oferta de leite está superando a demanda de importações e poderia continuar a tendência no segundo trimestre. Como resultado, os preços mundiais ficariam limitados, exercendo pressão para queda de cotações. O fato positivo para os preços mundiais, seria que os importadores poderiam começar a acelerar as compras para obter um estoque de curto prazo, com expectativas de mudanças no equilíbrio no segundo semestre. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 17 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.716

 

   GDT aponta alta para todos os derivados lácteos

Após quatro negociações em queda, o leilão GDT voltou a subir e apresentou um aumento de 2,7% nesta terça (17/04). O preço médio fechou em US$ 3,587/tonelada, atingindo um preço médio próximo ao leilão nº 207 – que ocorreu no dia 06/03/18 - e que teve preço médio de US$ 3.593/tonelada. 

Essa movimentação de preços está associada a alguns fatores conjuntos: a redução sazonal da oferta na Nova Zelândia, a seca enfrentada na Argentina e aumento de preços dos lácteos nos Estados Unidos e União Europeia.

Foram vendidas 19.262 toneladas, 2.040 toneladas a mais que no leilão anterior. O preço do leite em pó integral subiu 0,9%, sendo negociado à US$ 3.311/ton. Na mesma toada, o leite em pó desnatado (3,6%), a manteiga (2,9%), e o queijo (4,6%) subiram, fechando em US$ 1.913/ton, US$ 5.654/ton, US$ 3.855/ton respectivamente.

Os preços futuros médios do leite em pó integral também seguiram a tendência do leilão e sinalizaram elevações de preços até setembro deste ano. (Milkpoint/gDT)
 
 
 
 
Fundesa aplicou R$ 765,78 mil em indenizações a produtores de leite no primeiro trimestre de 2018

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) divulgou a prestação de contas do primeiro trimestre de 2018. De janeiro a março deste ano foram investidos R$ 764.787,16 em indenizações a produtores de leite para eliminação de bovinos positivos para tuberculose e brucelose. Integram essas indenizações os valores referentes ao pagamento de Risco Alimentar, voltado para as propriedades que tiveram que abater 100% de seu rebanho. Neste caso, o Fundesa indeniza o produtor com um valor equivalente a três meses do faturamento líquido da propriedade. 

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, reforçou que todos os bovinos devem passar por testes antes de participar de feiras, para que os animais positivos para as enfermidades não afetem os livres da doença. "A cadeia está dando velocidade à retirada desses animais", pontuou.

Na ocasião, Kerber questionou a prática de veterinários que estão enviando as amostras para serem analisadas no Paraná. Entre os motivos, estaria o fato de que os resultados ficam prontos em menos tempo do que no Estado. No Rio Grande do Sul existem dois laboratórios credenciados para o diagnóstico das enfermidades, o Instituto de Pesquisas Veterinárias Agropecuárias Desidério Finamor (IPVDF), em Eldorado do Sul, e o Laboratório de Microbiologia Veterinária (Microvet) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que recentemente teve sua metodologia acreditada e credenciada pelo Ministério da Agricultura. O novo espaço vem para dar mais agilidade ao processo de diagnóstico.

A gerente administrativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Julia Bastiani, acompanhou a reunião realizada na sede do Fundesa, em Porto Alegre. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Foto: Leticia Szczesny

 
Cooperativas de internet lutam por espaço no Sul

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) trava uma batalha legislativa para tentar aprovar uma lei que possibilite a pessoas físicas se agruparem em cooperativas de telecomunicações, principalmente de internet. Algumas iniciativas para legalizar o modelo foram derrubadas pelas regras atuais da Lei Geral das Telecomunicações (LGT). Agora, o desafio da OCB é adaptar a legislação para permitir o registro das cooperativas, que têm benefícios fiscais. Sem conseguir licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), um grupo de consumidores do Rio Grande do Sul decidiu criar uma empresa limitada, a Coprel Telecom. Com a marca Triway, a empresa está sob o guarda-chuva da Cooperativa de Energia/Geração e Desenvolvimento/Telecom do Estado. Possui 13,5 mil consumidores, todos sócios, disse Janio Stefanello, presidente da Coprel Telecom. Trata-se de um modelo de autofinanciamento dos serviços, sem fins lucrativos. Quando há sobras no orçamento anual, os recursos são redirecionados ao negócio, embora também possam ser distribuídos entre os cooperados. A maioria é formada por produtores rurais, além de moradores de regiões distantes dos grandes centros. A receita da Coprel Telecom para 2018 é estimada em R$ 35 milhões. O crescimento médio tem sido de 25%, segundo a empresa. Para montar a infraestrutura, a unidade de telecomunicação fez um acordo com a cooperativa de energia para usar seus postes, sobre os quais lançou os cabos de fibra. Com 2,5 mil km de extensão, a rede óptica cobre 24 municípios com banda larga e telefonia fixa. A meta é atingir 72 localidades em cinco anos, disse Stefanello. 

A empresa compra capacidade de tráfego de internet no atacado de meia dúzia de grandes provedores, inclusive da Oi, que é concessionária de telefonia fixa na região. "Temos proteção e redundância no sistema. Nosso serviço tem de ser melhor do que o que tem no mercado", disse o executivo. Segundo ele, as grandes operadoras não investem nos municípios pequenos, porque procuram mercados mais rentáveis. Os cooperados são produtores que possuem de 15 a 500 hectares, com vários níveis de renda. A falta de internet dificulta os negócios e afasta os jovens do campo. Os filhos dos agricultores geralmente estudam em colégios ou universidades nas cidades maiores. Nos fins de semana não querem ficar na propriedade dos pais porque não tem acesso à internet. Ficar longe das redes sociais e dos amigos, nem pensar. Roberto Schrammel, 51 anos, mora no interior de Panambi, a 395 km de Porto Alegre. Ele representa a terceira geração de agricultores de sua família. Tem gado, planta soja e milho no verão, e trigo no inverno. É tudo mecanizado. Os filhos estudavam na cidade e à noite pediam para levá-los a uma lan house, 10 km distante da propriedade, para que pudessem pesquisar na web e fazer as tarefas escolares. Quando chegou a rede da cooperativa, tudo melhorou, disse ele, que paga R$ 99 por uma conexão de 5 megabytes. A fibra chega a 2 km da fazenda e segue o último trecho por radiocomunicação. O filho Leandro, de 21 anos, estuda técnica em armazenagem de grãos e está sendo preparado para ser seu sucessor. O outro filho, Luca, 20 anos, é apaixonado por internet e estudou ciência da computação, área em que já trabalha. Com colheitadeiras dotadas de computador de bordo, GPS e piloto automático, Schrammel disse que não dá para operar uma máquina dessas sem conhecer computação. Henrique Ruppenthal, 25 anos, de Quinze de Novembro (RS), representa a nova geração da família. Ele e sua mulher Tania moram em uma casa, enquanto os pais, Levino e Ane, vivem em outra. 

A lavoura, em 50 hectares, tem soja, milho para silagem e, no inverno, trigo. A 370 km de Porto Alegre, a fazenda também produz leite. Ruppenthal é formado em administração e já trabalha com seu pai. Ele lembra das dificuldades para acessar a internet quando ainda estudava, há três anos. Precisava caminhar uns 500 metros a partir de sua casa para conseguir sinal. Hoje, usa a rede sem fio da Vivo e a conexão está um pouco melhor, disse ele. Mesmo assim, Ruppenthal está animado ao ver que já foi instalada a rede de fibra da Coprel próximo da fazenda. Logo a conexão estará em sua propriedade. "Espero um sinal bom de internet e de telefone", disse ele, que vai cancelar a banda larga móvel. Sua expectativa é de pagar R$ 100 por mês ante R$ 89 da Vivo. "Fibra vale a pena, se funcionar bem", afirmou. Com 13 ramos de atuação em cooperativismo, a OCB reúne 6.655 cooperativas. Agronegócios é o segmento mais atuante, com 1.555 cooperativas. No ramo de infraestrutura, há 67 de energia elétrica, 17 de geração de energia e apenas uma de internet. Só a Certel Net, do Sul do país, conseguiu autorização para o serviço, disse Marco Olívio Morato, analista técnico e financeiro do sistema OCB. A Certel Net atua em cerca de 30 cidades do Rio Grande do Sul. É formada por pessoas físicas e usa os postes da Cooperativa Certel Distribuição de Energia para passar sua rede. Para operar como cooperativa precisou entrar na Justiça. Diversas outras tentaram, mas não conseguiram, diz Morato. Procurada pelo Valor, a Anatel não conseguiu porta-voz para comentar o caso. A OCB é um órgão privado mantido por contribuição das cooperativas. Essas organizações atuam em regiões superpovoadas rurais ou comunidades, distritos urbanos e cidades com atendimento precário. 

A organização trabalha para que seja aprovado o Projeto de Lei 8.824/2017, do deputado Evair Vieira de Melo (PV/ES). O projeto altera as Leis 9.472, de 16 de julho de 1997, e 9.295, de 19 de julho de 1996 (de telecomunicações), para assegurar a prestação dos serviços de telecomunicações por cooperativas. Desde outubro, o PL encontra-se na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara. A expectativa da assessoria do deputado é que a tramitação na Casa dure cerca de dois anos. Marcos Vinícius Ramos da Cruz, gerente substituto da gerência de regulamentação da Anatel, disse que, pelas regras atuais, para ter licença, é preciso CNPJ. Para Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), em que entra a internet, é preciso atender todos os interessados, e não apenas os cooperados. Já a licença de Serviço Limitado Privado (SLP) permite atender só os cooperados, porém não pode ultrapassar 5 mil usuários, ou vira uso coletivo. Para contratar interconexão de outra operadora também é preciso contrato de uso de rede coletivo. De modo geral, disse o gerente, não existe restrição para uma cooperativa. Contudo, as regras dos serviços acabam eliminando a possibilidade de licença. (Valor Econômico)


Mundo deve se preparar para uma OMC sem os EUA, diz ex-diretor Lamy

O mundo precisa se defender da possível tentativa do governo Donald Trump de implodir a Organização Mundial do Comércio (OMC) e estar preparado para uma OMC sem os EUA, afirma Pascal Lamy, ex-diretor-geral da entidade. Após evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham) ontem, em São Paulo, Lamy disse que é difícil saber se Trump busca vantagens comerciais específicas para os EUA ou se quer simplesmente acabar com a OMC e voltar a negociações bilaterais. Ele alerta que os outros países têm de se defender. "Pensar numa OMC sem os EUA talvez seja uma opção necessária para que não sejamos chantageados. Se a opção é 'você faz isso ou eu saio', então é preciso ter a contraopção 'você sai, mas eu não'". Para o ex-diretor-geral da OMC é preciso estar preparado para dois cenários. O primeiro é negociar eventuais exigências dos EUA de novas regras, como para subsídios agrícolas. "O Brasil, nesse caso, adoraria ver a OMC regulamentando subsídios agrícolas dos EUA." O outro cenário é o de proteger a OMC da ofensiva dos EUA. "Se o cenário for o de minar a OMC, terá de haver uma séria coalizão para impedi-los. Se quiserem acabar com a OMC, não vamos aceitar, temos de mantê-la funcionando." 

Para Lamy, a decisão do Brasil de aceitar cotas de exportação de aço para os EUA, em troca de suspensão das sobretaxas até 30 de abril, mostra que o país já está aceitando o jogo imposto por Trump. "Se um país como o Brasil aceitou voluntariamente restrições, Trump conseguiu o que queria", disse sobre o acordo costurado entre o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes. "Aceitar restrições voluntárias é como voltar aos anos 1960", criticou. Para ele, aceitar as regras de Trump é deixar prevalecer um jogo bilateral em vez do multilateralismo conquistado nas últimas décadas. "Se Trump tentar acabar com a OMC e for bem-sucedido nisso, a OMC vai se tornar irrelevante. Não acredito que ele queira isso." Apesar da falta de clareza em relação aos planos de Trump, Lamy vê risco limitado de uma escalada para uma guerra comercial entre EUA e China. Isso porque, afirma, há forças dentro dos EUA que veem uma guerra comercial como potencialmente destruidora para a economia americana. 

A segunda razão é porque os chineses são "extremamente racionais" e se comportarão de modo a não haver uma escalada. "A China será racional. Não buscará uma escalada, mas sim uma resposta proporcional", disse. Por outro lado, observou com entusiasmo, o presidente chinês, Xi Jinping, indicou no Fórum de Boao, na semana passada, maior abertura em algumas aéreas, como serviços financeiros e energia. "Se entendi bem, Trump viu isso de maneira positiva. Mas isso pode ter mudado. Não sei, porque eu não acompanho o Twitter a todo minuto." (Valor Econômico)
 
 
 

Grãos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou no dia 10/4 o relatório de oferta e demanda mundial de grãos. A safra norte-americana de milho foi mantida em 370,96 milhões de toneladas na temporada 2017/2018. (Agrolink)

Porto Alegre, 16 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.715

 

   Aliança Láctea reúne-se no dia 8 de maio em Chapecó

A próxima reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira será no dia 8 de maio, na cidade de Chapecó, em Santa Catarina. Na pauta dos debates está prevista a discussão de temas considerados urgentes para a produção láctea dos estados da Região Sul, entre eles a proposta de reformulação da Instrução Normativa (IN) 62. Segundo o presidente da Aliança, Ronei Volpi, a expectativa é que o Ministério da Agricultura (Mapa) dê início à Consulta Pública sobre o tema ainda na segunda quinzena de abril. A consulta, que provavelmente terá prazo de 60 dias, estará em andamento na data da reunião, que ocorrerá às 14h em local a ser definido. 

Durante o encontro, será apresentado documento que detalha as diretrizes adotadas pelo grupo perante o setor, que servirá como referência para os integrantes da Aliança. Outra pauta é o desenvolvimento de um projeto que trata do controle de doenças em bovinos leiteiros. "Precisamos pressionar o Ministério da Agricultura para que tenhamos um monitoramento mais efetivo sobre enfermidades", aponta Volpi, referindo-se à brucelose e à tuberculose bovina. O dirigente da Aliança espera a participação em peso da indústria gaúcha para a formatação desse projeto.

Quanto ao cenário do setor lácteo no Sul, Volpi considera indispensável aprofundar a análise sobre os custos de produção, retomar as exportações e prospectar as demandas do mercado internacional. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Novos parâmetros do leite sob consulta

Nos próximos 60 dias, estará aberta consulta popular sobre alteração das regras da produção de leite no país. Hoje, está em vigor a Instrução Normativa 62. Entre os pontos da minuta elaborada pelo Ministério da Agricultura, o que trata dos padrões da contagem de células somáticas (CCS) e da contagem de bactérias totais (CBT) é um dos que devem causar debate. O primeiro indica a saúde do úbere da vaca. O segundo, a quantidade de bactérias.

A legislação atual previa padrões cada vez mais rígidos a cada dois anos - o vigente é de 500 mil CCS por ml e de 300 mil UFC por ml. Como o novo patamar não seria alcançado, a cadeia se organizou para debater o tema. O ministério criou um grupo de trabalho e, na última semana, apresentou proposta de duas normativas.

- Foram colocados outros padrões, além de CCS e CBT. Um deles é um novo modelo de programa de qualificação ao produto, que trabalha boas práticas e gestão nas propriedades - explica Letícia Vieira, veterinária e consultora de qualidade do Sindilat-RS. (Zero Hora)


Valor da produção deve atingir R$ 530 bilhões

O Ministério da Agricultura elevou sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2018. Segundo levantamento divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Crédito e Estudos Econômicos do ministério, o montante deverá somar R$ 530,1 bilhões, R$ 14,2 bilhões a mais que a projeção de março, mas 3,7% inferior ao recorde do ano passado, quando o VBP totalizou R$ 550,4 bilhões.

O VBP dos 21 produtos agrícolas que fazem parte da pesquisa foi elevado para R$ 355,4 bilhões em 2018, R$ 9,3 bilhões acima do estimado no mês passado mas resultado ainda 3,8% menor que o registrado em 2017. O total agrícola segue puxado pela soja, cujo valor da produção está estimado em R$ 124,7 bilhões para este ano, aumento de 3,8% em relação ao ano passado. Para os cinco principais produtos da pecuária brasileira, a projeção do ministério subiu para R$ 174,8 bilhões, ante os R$ 169,8 bilhões estimados em março passado. Se confirmado, o montante ainda será 3,5% menor que o do ano passado. (Valor Econômico)




Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite – Mato Grosso do Sul reunida no dia 13 de Abril de 2018, atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Março de 2018 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de Abril de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)
 
 
 
 

Produção
Após dois anos de quedas consecutivas, iniciada em 2015, a produção brasileira de leite sob inspeção voltou a crescer em 2017. O aumento foi 4,03% em relação a 2016, totalizando cerca de 24 bilhões de litros. Entre as regiões do País, o maior crescimento percentual aconteceu no Nordeste, enquanto o maior crescimento em volume ocorreu no Sul do Brasil. Confira a análise completa no INDICADORES LEITE E DERIVADOS. Clique aqui. (Embrapa)

Porto Alegre, 13 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.714

 

   Governo decide manter critérios sanitários do leite

O Ministério da Agricultura apresentou nesta quarta, dia 11, uma proposta de revisão da norma que estabelece os critérios de produção e qualidade do leite brasileiro. Os índices de contaminação, que ficariam mais rígidos a partir de julho, serão mantidos por pelo menos dois anos.

Coordenadora do grupo de revisão da Instrução Normativa 62 de 2012, Mayara Pinto diz que o grupo concluiu pela necessidade de manutenção dos limites definidos para contagem de células somáticas e contagem de padrão em placas, o que, segundo ela, era a grande ansiedade do setor. “Entendemos que não é momento de rever isso, e sim de focar na parte de educação sanitária, de fomento. Uma das novidades é trazer setor responsável para trabalhar conosco. Ele fará a avaliação do plano de qualificação de fornecedores de leite e auditorias em propriedades rurais para analisar se o plano está sendo bem executado”, conta.

A proposta acaba com um prazo definido para adequação dos produtores às regras e prevê a revisão da norma a cada dois anos. Serão mantidos os índices de contagem bacteriana total, referentes a questões de higiene e manejo do rebanho e estabelecimento, em 300 mil por mililitro (ml), e de contagem de células somáticas, que aponta ocorrência de infecções e doenças no animal, em 500 mil por ml. A instrução normativa em vigência diz que esses índices seriam de 100 mil e 400 mil, respectivamente, a partir de julho para estados do Centro-Sul e, a partir de julho de 2019, para as regiões Norte e Nordeste.

Haverá também controle do leite em silos nos laticínios, com limite de três vezes maior ao cobrado para o produtor. Outra novidade é a interrupção da coleta de leite de produtores que apresentarem resultados da média fora do padrão por três meses consecutivos. “Não é uma sanção. Esse procedimento será adotado pelo próprio estabelecimento dentro do programa de controle de qualidade. Ele tem responsabilidade de estabelecer padrão da matéria-prima que ele quer comprar para fazer seus produtos, e isso temos que deixar limite legal do que ele pode trabalhar”, explica.

O setor produtivo elogiou o texto, mas apontou necessidade de melhorias gerais na sanidade animal do país e em questões como o transporte do leite para atingir maior qualidade. ”Não é fácil implementar um programa de qualidade  em um país continental, como o Brasil, em 13 anos, e fazer com que os produtores tenham o mesmo padrão de qualidade da União Europeia, que tem clima, infraestrutura e logística diferentes”, diz o presidente da Comissão Nacional de Pecuária Leiteira da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. Ele elogia a decisão do Mapa de manter os padrões e trabalhar para atingir outros mais rigorosos com o tempo. Para assistir à reportagem CLIQUE AQUI. (Canal Rural)
 
 
Ranking Leite Brasil: captação das maiores empresas cresceu 5,6% em 2017

Foi divulgado nesta semana pela Leite Brasil o resultado do ranking dos maiores laticínios do Brasil no ano de 2017. A pesquisa, neste ano, apresentou os dados das 14 maiores empresas do setor (no levantamento anterior, figuraram 15 empresas, incluindo a Lactalis, cujas informações não constam do ranking de 2017), que tiveram um crescimento de 5,6% na captação de leite, somando um total de 8,6 bilhões de litros (cerca de 23,5 milhões de litros diários).

A estimativa da capacidade instalada de processamento de leite das empresas do ranking 2017 foi de 13,8 bilhões de litros ao ano (cerca de 38 milhões de litros diários); assim, os 14 maiores laticínios usaram cerca de 62,1% da sua capacidade em 2017. Em 2016, a capacidade utilizada foi de 60%, o que indica uma ligeira redução na ociosidade das indústrias (no gráfico 1, apresentamos a evolução da utilização de capacidade das empresas participantes do ranking).  No entanto, de forma geral, as indústrias participantes do ranking têm trabalhado com um nível de utilização baixo (média de 63% de utilização nos últimos 7 anos).

Gráfico 1 – Capacidade utilizada dos laticínios de 2011 a 2017, em %. Fonte dos dados: Leite Brasil. 
 

A produção diária do produtor médio destas empresas cresceu 7,1%, crescimento mais vigoroso que os 5,4% do ano anterior, porém, menor que os 10,8% de 2015. A média de produção por produtor foi de 407 litros/dia contra 381 litros/dia do levantamento de 2016. Vale ressaltar que no ranking de 2016, o número de produtores fornecedores havia caído 8,2% e neste ano, a queda foi menor, de 5%.

Esta tendência de aumento no volume médio dos produtores é inequívoca e geral no mercado brasileiro. Como mostra o gráfico 2, o volume médio dos produtores das empresas participante do ranking da Leite Brasil mais do que dobrou nos últimos 10 anos em função de vários fatores conjuntos, tais como as bonificações por volume nos preços pagos pela indústria nacional e as evidentes economias em escala na atividade de produção de leite.

Gráfico 2. Evolução do volume médio (litros/dia) dos produtores das empresas participantes do ranking da Leite Brasil. Fonte dos dados: Leite Brasil. 

 
Num ambiente de maior oferta de matéria-prima, 2017 se consolidou com um ano de recuperação na produção de leite conforme o IBGE. Após cair dois anos consecutivos, a captação de leite formal foi 4,4% maior do que em 2016 (corrigindo o dado do mês de fevereiro de 2016 - ano bissexto - para 28 dias), chegando a 24,1 bilhões de litros, contra 23,1 no ano anterior.

Primeira no ranking, a Nestlé viu sua captação crescer apenas 0,3%, com 1,6 bilhão de litros. No ranking de 2016, a Lactalis estava posicionada no segundo lugar, mas a empresa francesa não participou desta última pesquisa. Portanto, quem ocupou a segunda colocação foi o Laticínio Bela Vista (Piracanjuba), apresentando também o segundo maior crescimento na captação, de 20,9%. O maior crescimento, de 23,2% em relação ao volume verificado em 2016, ficou com a CCGL, 7ª colocada no ranking em 2017.

Terceira colocada e com um aumento de 17,6% na captação encontra-se a UNIUM, Intercooperação de Lácteos das Cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, todas no Paraná. A marca foi lançada em novembro do ano passado e ao todo são 5 mil cooperados, R$ 7 bilhões de faturamento anual e mais de R$ 500 milhões em investimentos.

Nas 4ª e 5ª posições e com queda de 9,8% e 2,5% na captação de leite figuram, respectivamente, a CCPR/ITAMBÉ e a Embaré. 

Gráfico 3 – As 14 maiores empresas de laticínios segundo o ranking Leite Brasil (milhões de litros processados em 2017). Fonte dos dados: Leite Brasil. 
 

Vale ressaltar que em 14ª lugar neste ano se encontra a Confepar/Cativa. A Cativa (Cooperativa Agro-Industrial de Londrina) anunciou oficialmente a aquisição de 100% das cotas da Confepar (Agroindustrial Cooperativa Central) a qual pertencia. O negócio é considerado o primeiro em que uma singular compra a central. Além da Cativa, integravam a Confepar outras quatro cooperativas: Colari, Copagra, Cofercatu e Coopleite. Todas foram fundidas e agora integram a Cativa. Em número de produtores de leite, o Laticínios Bela Vista foi a empresa com maior quantidade de fornecedores em 2017, totalizando 6.633 produtores de leite e crescimento de 7,7% quando comparado ao ano anterior. Na pesquisa anterior, o Laticínios Bela Vista se posicionou na segunda posição neste quesito, somente atrás da Lactalis, que contabilizou 12.628 fornecedores em 2016. A tabela abaixo apresenta o ranking das empresas por número de produtores.

Tabela 1 – Ranking dos 14 maiores laticínios por número de produtores em 2017. Fonte dos dados: Leite Brasil. 

 
Também, é interessante destacar que além da Piracanjuba, no ranking deste ano, os únicos laticínios que apresentaram crescimento no número de produtores foram a DPA Brasil (+14,9%) e a Centroleite (+9,4%). Em todos os outros, a variação foi negativa. Na quantidade de litros captada por produtor, a Danone apresentou a maior média, com 2.294 litros/produtor/dia. Este volume é 87,5% superior ao segundo colocado, a UNIUM, que teve média de 1.222 litros/produtor/dia. O maior crescimento neste item comparado a 2016 foi da CCGL, de 35,3%. Queda na produção diária de leite por produtor foi verificada na Centroleite (-12,4%) e na Piracanjuba (-12,2%).

Tabela 2 – Ranking dos 14 maiores laticínios por litros/produtor em 2017. Fonte dos dados: Leite Brasil. 
 
Abaixo é possível conferir o ranking dos maiores laticínios do Brasil na íntegra. 

 
*Lactalis, Italac e Tirol não figuraram no Ranking Leite Brasil desse ano, embora o volume processado pelas empresas certamente as colocaria entre os maiores laticínios. 
(Equipe MilkPoint, com informações da Leite Brasil)


Leite/NZ

As críticas recebidas pela Fonterra em relação aos seus recentes acordos na China não intimidaram a cooperativa, e nem reduziu seu apetite por negócios em países estrangeiros. A última incursão foi na Argentina, na tentativa de comprar a cooperativa de laticínios SanCor. Negócio estimado entre US$ 200 e US$ 400 milhões, a Fonterra ofereceu US$ 330 milhões. No entanto, a Adecoagro superou a oferta e pagou US$ 400 milhões. No mês passado o negócio foi dado como certo, mas, a proposta da Fonterra foi superada. A Fonterra, no entanto, tem interesses na América do Sul, e no Chile opera com sucesso através da Soprole. Também está presente no Brasil e na Venezuela, ambos os países problemáticos, por razões econômicas internas.

Eventos
Os produtores precisam estar cientes do próximo Fórum Dairy Farmers que será realizado nos dias 8 e 9 de maio, no Centro de Eventos Mystery Creek, que receberá palestrantes de toda a cadeia do setor lácteo – reunindo visões políticas e econômicas, bem como discutindo sustentabilidade rural, além de futuras práticas de alimentos e manejo agrícola. Contará com a participação do Ministro da Agricultura, Damian O’Connor e do Ministro de Mudanças Climáticas, James Shaw. Será o fórum ideal para discutir políticas de governo sobre emissões de gases de efeito estufa e legislação ambiental.

Queijo artesanal
Para os produtores interessados em transformar parte do leite de suas vacas em queijo ocorrerá o primeiro “Festival Great Eketahuna Cheese” no dia 14 de maio, homenageando alguns dos trabalhos sobre queijo do ‘ativista’ Biddy Fraser-Davies, que tem lutado por uma abordagem mais razoável em torno da conformidade com os fabricantes de queijo artesanal. Será uma conferência para discutir, em um dia, problemas sobre a produção de queijo em pequena escala. (interest.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)
 
 

Produção de leite da Fonterra na Nova Zelândia caiu 2% em fevereiro
A Fonterra Co-operative Group Ltd disse que a produção de leite em seu mercado doméstico da Nova Zelândia caiu em fevereiro devido ao clima desfavorável. Os volumes de produção na Nova Zelândia caíram 2% em fevereiro, já que a qualidade das pastagens foi afetada pelas “condições climáticas difíceis”, disse a empresa em um comunicado. Enquanto isso, a produção de leite da Fonterra na Austrália aumentou 2% em fevereiro, já que as condições climáticas, especialmente no sudeste da Austrália, foram favoráveis. No mês passado, a empresa registrou uma queda de 5% na produção de leite de janeiro devido ao tempo seco. (As informações são da Reuters, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 12 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.713

 

   Ministério apresenta mudança na IN 62

O Ministério da Agricultura (Mapa) deve colocar em consulta pública, na próxima semana, o texto de duas Instruções Normativas (INs) que pretendem trazer um novo regramento para a produção de leite no Brasil. Os textos substituem a IN 62 (antiga IN 51), que traz parâmetros importantes de qualidade do produto, como limites para a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem de Bactérias (CBT). O assunto foi apresentado nesta quarta-feira (11/4), em Brasília, em reunião com integrantes do setor produtivo, indústrias e entidades ligadas ao setor lácteo. O encontro contou com  a médica veterinária e consultora em Qualidade Leticia Vieira, que representou o Sindilat/RS, e com a representante do Sispoa/RS, Milene Cé, que integra o grupo de trabalho que debateu a reformulação em Brasília. O regramento ficará em consulta por 60 dias e será publicado dentro de 180 dias.

Uma das mudanças a ser implementada é a alteração na temperatura de recepção do leite na plataforma, que passará de 10°C para 7°C, ou seja, aumentando o rigor. Outro fato importante será a manutenção dos atuais padrões de CCS e CBT (500.000 CS/ml CCS e 300.000 UFC/ml), o que era uma grande preocupação do setor. Contudo, o Mapa informou que novas avaliações desses padrões serão realizadas a cada dois anos para ir refinando parâmetros e elevando os padrões de exigência sem, contudo, adotar um calendário rígido como vinha sendo feito até então.

Na prática, o regramento da produção do leite será dividido em duas INs. A primeira destina-se a tratar de regulamentos técnicos de identidade e qualidade de leite pasteurizado e leite tipo A, por exemplo. A segunda – onde estão as maiores mudanças -  abrangerá os demais processos, como captação, transporte e entrega na indústria. Neste momento, recomenda a consultora de Qualidade do Sindilat, o setor lácteo deve se debruçar sobre o texto que será publicado nos próximos dias para avaliar a possibilidade de atendimento das normas e, em caso de dificuldades, apresentar justificativas embasadas para tentar promover os ajustes necessários.  Considerando que o RS já tem a Lei do Leite em vigor desde 2016 e regulamentada em 2017, acredita-se que o Estado terá mais facilidade no atendimento de alguns itens das novas normas. “A hora de debater a questão é agora”.

Aliança Láctea - A proposta de reformulação da IN 62 será alvo dos debates na reunião da Aliança Láctea, no dia 8 de maio, em Chapecó (SC). Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o assunto ganha força e deve ser debatido com afinco uma vez que os três estados da Região Sul do Brasil têm interesse em exportar sua produção. “As mudanças na IN configuram mais uma ferramenta em busca desses mercados”, frisou o executivo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Produção de queijo

A produção de queijos voltou a crescer depois do recuo causado pela crise. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Queijos (Abiq), o aumento previsto para este ano deve ser de 2,5%. A oferta de leite, contudo, pode ser um desafio para os fabricantes.

“Não vamos ter um avanço vigoroso como vinha acontecendo antes da crise, quando o setor crescia na casa dos 10% ao ano, mas a produção deve crescer”, afirma a assessora de marketing da Abiq, Silmara Figueiredo.

No ano passado, a produção de queijos superou um milhão de toneladas, alta de 2% sobre 2016. Segundo a dirigente, tanto a leve retomada que se viu em 2017 quanto a perspectiva de crescimento para 2018 estão amparadas no aumento do poder de compra do consumidor.

Silmara acrescenta ainda que isso também faz com que o brasileiro volte a se alimentar fora de casa, o que amplia a demanda pelo produto por parte de restaurantes, por exemplo. O gerente de marketing e vendas da Scala Laticínios, Marco Antônio Barbosa, espera um crescimento superior ao do mercado para a empresa neste ano, de cerca de 9% nos volumes de produção. “Tivemos uma boa arrancada no primeiro trimestre”, conta.

Além da perspectiva de aquecimento da economia, ainda que com menos vigor que o esperado no começo do ano, Barbosa projeta que as vendas em atacarejos podem ter papel significativo nos negócios. “Acredito que essa opção se consolida e vai ter um peso relevante no aumento das vendas de queijo e de lácteos em geral”, avalia.

Localizado em Sacramento (MG), o laticínio tem três unidades fabris e capacidade para processar mais de 600 mil litros de leite por dia. Em 2017, foram processados aproximadamente 180 milhões de litros de leite e comercializadas 25 mil toneladas de produtos. O consumo de queijos no Brasil é de 5,5 quilos por habitante ao ano, ainda pouco se comparado com a Argentina, onde a média é de 11,5 quilos por habitante ao ano. Segundo a Abiq, em torno de dois mil laticínios se dedicam à produção de queijo no País, sendo que em torno de 150 empresas representam entre 70% e 80% das vendas.

A perspectiva positiva da indústria também está relacionada à oferta de leite. Na avaliação da Abiq, a captação deve crescer nos mesmos patamares do ano passado, quando o incremento alcançou 4%, para 35 milhões de litros, segundo estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Margens
Ao longo da crise, as empresas tiveram um declínio da rentabilidade. Em 2016, quando a produção de queijos recuou 3%, o preço do leite aumentou devido à estiagem, o que reduziu a captação.
À época, para evitar uma queda das vendas, muitas empresas não repassaram o aumento de custos de forma integral. “Neste ano, se houver uma reacomodação dos preços, deve ser pequena, uma vez que grande parte do custo de produção é a aquisição do leite e a oferta deve ser equilibrada com a demanda.”

Na avaliação de Barbosa, se não houver uma disparada dos preços do leite, as indústrias devem ter um segundo semestre positivo em 2018. No entanto, ele reconhece que a bacia da região em que a Scala atua é bastante disputada e os preços do leite são elevados. O executivo informa que a empresa já passou por dois reajustes neste ano.

Na avaliação da pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, poderá ser um desafio para as indústrias equacionar o consumo mais fortalecido com uma matéria-prima mais cara. Embora espere um crescimento na captação entre 2,5% e 3% neste ano, ela alerta para o cenário atípico, com índice de produção de leite do Cepea acumulando queda de 3,1% desde dezembro. “Isso é resultado do desestímulo dos pecuaristas, que em 2017 produziram em excesso e viram os preços caírem abaixo de R$ 1 o litro”, explica Natália. O aumento dos preços do milho também preocupa, pois amplia o custo de produção e pode reduzir as margens. O preço do leite chegou a R$ 1,07 o litro na média do País em março, com alta de 5,3% em relação a fevereiro. (DCI)


FIL/IDF 

Os diversos segmentos da cadeia láctea global terão um encontro na Coreia do Sul em outubro de 2018 durante a Cúpula Mundial dos Lácteos (WDS2018), que está sendo organizada pela Federação Internacional de Laticínios (FIL/IDF). 

O evento será realizado em Daejeon, Coréia do Sul, entre 15 e 18 de outubro de 2018. Com o tema “Leite para a Próxima Geração”, a WDS2018 irá discutir os problemas emergentes e os aspectos tradicionais do setor lácteo, além de oferecer a abordagem de especialistas sobre conhecimentos técnicos e científicos que sustentam o programa de trabalho da FIL/IDF. A Cúpula é uma plataforma na qual os participantes têm a oportunidade de fazer intercâmbio de tecnologias e conhecimentos, identificar uma agenda comum, desenvolver soluções compartilhadas e estimular uma visão holística de como melhorar a produção de leite.

Enquanto isso, o consumo de produtos lácteos na Coreia do Sul está crescendo  constantemente diante das mudanças de estilo de vida, à medida que mais pessoas começam incorporar produtos lácteos à dieta tradicional do país. O consumo per capita médio de lácteos da Coreia do Sul é de 76,4 quilos por ano.

Caroline Emond, diretora da FIL/IDF disse: “Estou muito feliz em anunciar que as inscrições para o World Dairy Summit [WDS2018] deste ano estão abertas. Peço o apoio da comunidade de laticínios para fazerem os registros o mais cedo possível para assegurar que eles não percam esta excelente oportunidade de aprendizado e intercâmbio de conhecimento. O IDF World Dairy Summit é o principal evento mundial do setor de laticínios. Estamos muito entusiasmados em sediar a Cúpula na Coreia do Sul pela primeira vez, pois será um evento com abundância de conhecimentos científicos e técnicos expostos, que são de interesse do setor de laticínios do mundo todo, em todos os níveis da cadeia de valor. Inspirar uma próxima geração para se conectar com os laticínios de forma significativa é um desafio que todo o setor precisa enfrentar, e estou muito confiante de que o nosso encontro será um sucesso, já que os laticínios têm muito a oferecer às gerações mais jovens”. (Dairy Industries - Tradução Livre: Terra Viva)


“Sem leite” 

A União Europeia (UE) proibiu que os termos como leite ou produtos lácteos sejam utilizados para produtos de origem vegetal. A medida pretende evitar confusão quando forem adquiridos alimentos procedentes de soja ou outros vegetais, com propriedades e características diferentes aos verdadeiros lácteos. No Uruguai o Instituto Nacional do Leite (Inale) e a Federação Panamericana de Leite (Fepale) trabalham em conjunto com o mesmo objetivo. O tribunal de justiça da UE estabeleceu definições, designações e denominações de venda para determinados setores/produtos agrícolas, uma vez que estabelecem padrões de identidade fundamentais para as condições de concorrência.

Leite
Dessa forma, será definida como leite, somente e unicamente, a secreção mamária normal obtida a partir de ordenha, sem nenhuma forma de adição nem extração. Da mesma forma só poderá ser designado como “Leite” o leite submetido a qualquer tratamento que não resulte em qualquer modificação de sua composição ou para o leite cujo teor de matéria gorda tenha sido padronizado.

Produtos lácteos
A norma da UE estabelece também que serão definidos como “produtos lácteos” aqueles derivados exclusivamente do leite, ao qual poderão ser adicionadas substâncias necessárias para sua fabricação, sempre que ditas substâncias não sejam utilizadas para substituir, inteiramente ou em parte, algum componente do leite. Aos produtos lácteos estão reservadas, em todas as fases de comercialização, as seguintes denominações: soro de leite, creme, manteiga, soro de manteiga, queijo e iogurte.

No Uruguai
Em nosso país a Fepale trabalha nesse mesmo tema com o apoio do Inale. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)


Produção/Uruguai 

Desde que o preço médio para o produtor aumentou 1,6% em fevereiro em relação janeiro, a captação de leite pelas indústrias mostra um abril recorde, principalmente quando comparado com igual período de 2017. A Conaprole está recebendo 3,5 milhões de litros de leite por dia, pagando ao produtor 9,64 o litro, [R$ 1,15/litro]. 

O principal destino do leite em pó uruguaio é a Argélia, que vem seguida pelo Brasil, Rússia, Cuba e China, onde negócios significativos foram realizados, e que serão concretizados a partir de agora, quando as entregas forem efetivadas. O Diretor da Conaprole, Alejandro Pérez Viazzi disse que neste mês de abril a captação subiu 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo levando em consideração as dificuldades que passaram muitos produtores de importantes bacias leiteiras, como conseqüência da falta de chuvas. Em geral, o ano vem com uma produção surpreendente, e o estado geral do rebanho é muito bom. Em relação aos preços, embora estejam estabilizados, não se espera uma modificação no curto prazo, nem para cima nem para baixo, a menos que eventos inesperados ocorram. A Conaprole exporta mais de 70% do leite que recebe. (Diario Crónicas - Tradução Livre: Terra Viva)


Mapa lança cartilha sobre aproveitamento de resíduos da produção de bovinos de corte e leite

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou cartilha sobre o aproveitamento econômico dos resíduos bovinos de corte e leite com o objetivo de auxiliar o produtor a gerar renda a partir dos resíduos e diminuir os custos de produção, bem como reduzir os efeitos na atmosfera de gases como o metano.

O estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: Geração de valor na Produção Intensiva de Carne e Leite”, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo MAPA com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), identificou e selecionou as tecnologias de produção sustentáveis passíveis de serem implantadas nas condições de produção de bovinos de corte e leite em sistemas intensivos brasileiros.

A pesquisa contemplou as tecnologias de gestão racional da água e dos alimentos, implantação de biodigestores, geração de energia elétrica por meio do uso do biogás produzido pelos dejetos, compostagem mecanizada e também o sistema de compost barn (cama de serragem). As atividades descritas no estudo priorizam o aproveitamento econômico dos resíduos e o consequente aumento de renda dos pecuaristas. O material também contém informações que estimulam o uso adequado do biofertilizante gerado pela atividade.

Atualmente, a agricultura, incluindo a pecuária, contribui com 14% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), sendo o terceiro maior setor responsável pela emissão desses gases. Do total de emissões antropogênicas de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), a pecuária contribui em termos globais com 35% e 65% dos respectivos gases, sendo que a América Latina ocupa a segunda posição na lista dos principais emissores de metano entérico, responsável por 23,9% do total, ficando atrás apenas da Ásia.

O material foi produzido por consultores que, durante o ano de 2017, mapearam as alternativas sustentáveis e economicamente viáveis de tratamento dos dejetos. As tecnologias são preconizadas pelo Plano ABC. Os técnicos percorreram os principais estados produtores de bovinos de leite e corte em sistemas intensivos, centros de pesquisas e propriedades modelos em tratamento de resíduos.

O conteúdo também apresenta uma análise de viabilidade econômica das tecnologias de tratamento de dejetos de bovinos mitigadoras de emissões de gases de efeito estufa. Os processos tecnológicos consistiram na geração de energia elétrica a partir do biogás produzido dos dejetos de bovinos tratados em biodigestores e na compostagem dos dejetos e produção de biofertilizantes. A cartilha está disponível em versão digital no site do ministério. Para acessar CLIQUE AQUI. (As informações são do Mapa)
 
 

Globo Repórter mostra nova paixão do brasileiro: queijos artesanais

Canastra, muçarela de búfala, parmesão... Qual o mais saboroso? O Globo Repórter desta sexta-feira (13) vai mostrar uma nova paixão do brasileiro: os queijos artesanais. O velho queijo de minas ganhou o mundo com novos nomes e fórmulas especialíssimas, sendo premiado até na França. No interior de Minas Gerais tem uma cidade que vive de um só queijo. As maravilhas da Serra das Cachoeiras: o canastra que conquistou as grandes cidades é fabricado em um dos lugares mais bonitos do Brasil. Já o canastrão, queijo dos poderosos do Brasil Colônia, é uma receita com mais de cem anos. O programa também vai mostrar as histórias de brasileiros que mudaram de profissão e de cidade para experimentar o prazer de fabricar queijos, e a descoberta dos jovens de que o queijo também traz grandes oportunidades de trabalho. (G1)

 

Porto Alegre, 11 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.712

 

   Novos secretários têm missão de dar continuidade à modernização do Estado

O governador José Ivo Sartori empossou oficialmente, nesta quarta-feira (11), os novos secretários de Estado que foram anunciados ao longo do mês de março e abril. As mudanças se deram porque os titulares que ocupavam os cargos até então se desvincularam do governo para concorrer nas eleições de outubro. Ao todo, foram dez trocas em ato na Casa da Música da Ospa, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre.

Tomaram posse os secretários da Casa Civil, Cleber Benvegnú; de Planejamento, Governança e Gestão, Josué Barbosa; da Fazenda, Luiz Antônio Bins (interinamente); de Comunicação, Isara Marques; do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Evandro Fontana; de Obras, Saneamento e Habitação, Sandro Boka (interinamente); da Saúde, Francisco Paz; da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein; dos Transportes, Humberto Canuso; e o secretário Extraordinário de Assessoramento Superior do Gabinete do Governador, Idenir Cecchim.

 
Grupo dos secretários que compõem o governo estadual 
Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

O governador José Ivo Sartori agradeceu o empenho do grupo de secretários que deixa o governo do Estado, e a necessidade de continuar o trabalho que tem sido feito porque “a travessia não terminou”.

“Agradeço pela disposição para o enfrentamento dos problemas que encontramos. Pela parceria e pelo legado que vocês ajudaram a construir. Não para o nosso governo, mas para o futuro da sociedade gaúcha”, afirmou.

Sartori ressaltou que os desafios não podem acabar e que as novas ideias e propostas serão fundamentais nesse processo. “Ainda temos muito a fazer. E reafirmo: seguimos determinados a promover mais e novas mudanças positivas no Estado. Todos nós queremos um Estado mais eficiente, e isso só será possível se tivermos coragem, atitude, e união para encarar os desafios que estão pela frente”, reiterou.

O novo secretário da Casa Civil, Cleber Benvegnú, destacou o “trabalho honesto, corajoso, sério, verdadeiro e resiliente” da equipe de trabalho que contribuiu para o secretariado e fez ressalvas sobre o futuro. “Fazer o que precisa ser feito significa dizer não mais do que dizer sim, não aceitar a zona de conforto, viver a virada de um ciclo da vida social e econômica do Estado e do país. Assimilar e promover mudanças, mesmo em ano de eleição”, disse.

“Vamos fazer o que falta ser feito, cabe a nós seguir a missão. Tocar a RS-118, construir mais Centros da Juventude, escolas, avançar no cercamento eletrônico, entregar projetos de concessão, parcerias público-privadas do saneamento e aderir ao Regime de Recuperação Fiscal. O RS tem pressa e ainda muito por fazer. Decidimos enxergar lá na frente e não apenas o cotidiano porque aceitamos combater o combate, romper as velhas práticas, modernizar o Estado e fazer gestão cuidando de quem mais precisa”, completou o secretário.

João Gabbardo dos Reis, que deixou a Secretaria da Saúde, falou em nome dos secretários que integraram o governo, considerado por ele uma gestão marcada “por homens e mulheres que deixaram em segundo plano a popularidade pessoal para fazer o que precisava ser feito, mesmo com atitudes impopulares que não representam benefícios imediatos”.

Seminário de Governo
Após a solenidade, ocorre no mesmo local o 5º Seminário de Governo. O evento com tema 'O futuro já começou’ é interno e reúne dirigentes da administração direta e indireta do Executivo estadual para avaliar as realizações de cada pasta desde 2015 e discutir os projetos em andamento para o Rio Grande do Sul. (Assessoria de Imprensa Governo do Estado)
 
 
Entidades pretendem melhorar indicadores do leite

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Viva Lácteos (Associação Brasileira de Laticínios) se uniram ao Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a fim de melhorar os indicadores do leite e modificar metodologias que serão efetivamente implementadas ainda neste ano. Através dessa parceria, será implementada uma nova forma de coleta de dados, possibilitando gerar resultados até o 10º dia útil do mês e divulgar médias de preços antecipadamente para os sete estados de produção. 

A pesquisa conduzida pelo Cepea nas empresas de leite localizadas nos estados de Goiás, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul corresponde a cerca de 45% do volume total da Pesquisa Trimestral do Leite, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Natália Grigol, pesquisadora da Equipe Leite do Cepea, afirma que essa mudança vai melhorar o sistema agroindustrial do leite (SAG) e diminuir riscos na comercialização. " O Cepea espera gerar dados mais estratégicos para o setor e contribuir para o processo de coordenação do SAG do leite, que vem ganhando força ano a ano", declara. 

Segundo a pesquisadora, a coordenação dos diferentes segmentos do SAG garantirá que objetivos comuns sejam alcançados, promoverá uma maior competitividade e elevará a eficiência nas transações. Ela cita que a produção leiteira é muito grande dentro da agropecuária, representando 15,9% do valor bruto da produção agropecuária (VBP) no ano anterior. "Diante da produtividade média de apenas 4,5 litros/vaca/dia, fica evidente que o Brasil ainda tem enorme potencial para ir além", explica. 

A organização do setor leiteiro se elevou expressivamente durante os últimos cinco anos através de caminhos semelhantes aos adotados por outros mercados agropecuários. Para a pesquisadora isso é só o começo, ainda é preciso viabilizar mais investimentos, elevar a qualidade da matéria-prima, além de estimular o consumo e expansão de políticas públicas para o setor. (Agrolink)


230 mi ton e deve manter recorde de 2ª maior safra histórica

A estimativa atual da colheita de grãos no Brasil deverá manter o recorde de segunda maior safra da história, com uma produção de 229,5 milhões de toneladas. Os números estão no 7º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (10), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do decréscimo de 3,4% em comparação à safra passada, que chegou a 237,7 milhões de toneladas, o número é ainda bastante elevado, se considerada a média de produção no Brasil em condições atmosféricas normais. Em relação ao mês de março, por exemplo, a estimativa de safra este mês mostrou uma elevação de 3,5 milhões de toneladas (1,5%).

A boa estimativa deve-se ao resultado do avanço da colheita da soja e do milho primeira safra, que vem confirmando boas produtividades e uma perspectiva maior de área para o  segunda safra. Já a produtividade recorde da safra passada, que foi beneficiada por um excelente clima, não se repetiu agora, mesmo com a situação climática considerada boa na maioria das regiões produtoras.

A soja é a maior responsável pelo desempenho exemplar da produção. A leguminosa deve alcançar 114,9 milhões de toneladas. O algodão em pluma novamente marca presença neste levantamento, com uma produção de 1,9 milhão de toneladas, que representa 21,8% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também obteve bom desempenho e deve colher 1,29 milhão de toneladas, com aumento de 7,3%.

Área
As culturas de soja e milho primeira safra estão em fase final de colheita. A área estimada sinaliza um aumento de 0,8% comparado ao período anterior, atingindo 61 milhões de hectares. Na ordem crescente de ganho absoluto da área plantada, vem primeiro a soja com 1,2 milhão de hectares, em seguida o algodão (205,6 mil ha) e o feijão segunda safra (115,4 mil ha), com destaque para a espécie caupi. Com os ganhos obtidos, a área total da soja ficou em 35 milhões de hectares. Outros destaques em relação à área foram o milho segunda safra (total de 11,5 milhões de ha), o milho primeira safra (5 milhões), o feijão segunda safra (1,5 milhão) e o algodão (1,1 milhão). (As informações são da Conab)
 
 

  Brasil é o quarto maior produtor mundial de leite
Apesar de ser o quarto maior produtor de leite do mundo, o Brasil ainda depende da importação para abastecer o mercado interno. Para crescer, o setor aposta numa ordenha mais rápida e eficiente. Nas fazendas, o investimento em robôs já rende bons resultados aos pecuaristas. Para assistir à reportagem CLIQUE AQUI. (Band)

 

Porto Alegre, 10 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.711

 

    Busca por estilo de vida mais saudável pressiona indústria de alimentos no País
 
A mudança no perfil de consumo de alimentos e bebidas se tornou um desafio para as grandes indústrias desses setores – lá fora e aqui no Brasil. Segundo a consultoria Euromonitor, o consumo de refrigerantes no mercado brasileiro projetado para 2022 estará 20,3% abaixo do que se via em 2012. Na mesma comparação, a demanda por chicletes terá queda de 20,9%, enquanto a categoria geral de doces vai recuar 19,6%. A indústria que se expandiu com o desejo do brasileiro de experimentar novas categorias agora está sendo obrigada a se adaptar a novos tempos, em que o apelo saudável será o nome do jogo. 
 
Isso vai se refletir tanto no crescimento de certos tipos de produtos processados – como as bebidas à base de água de coco e os salgadinhos feitos de cenoura e batata-doce, por exemplo – quanto no retorno aos alimentos frescos. A mudança de mentalidade, que já é realidade na Europa e nos EUA, obrigou as grandes indústrias de alimentos a rever estratégias. Gigantes como Pepsico, Unilever, Coca-Cola, Ambev e Nestlé se movimentam em diferentes frentes para convencer os consumidores de que seus produtos não são potenciais riscos à saúde. 
 
Entre as estratégias adotadas para se adequar à nova realidade estão mudanças em fórmulas de produtos (com versões com menos açúcar e gorduras), redução de embalagens (para controlar a quantidade consumida) e a aquisição de marcas menores que já nasceram direcionadas ao apelo saudável. 
 
Reportagem publicada em setembro do ano passado pelo jornal americano The New York Times mostrou que, dos anos 1980 para cá, o foco de grandes grupos internacionais no mercado nacional multiplicou por três o índice brasileiro de obesidade, que era de 7% há cerca de 40 anos. Hoje, segundo a Euromonitor, a taxa está em 22%. E deve chegar a 26% em 2022.
 
Analista sênior da Euromonitor, Angelica Salado diz que o consumidor já vê uma clara relação entre o excesso de industrializados na dieta e o ganho de peso. “A preocupação com o problema existe, apesar de ainda estar mais ligada à estética do que à saúde em si.” Ela diz, no entanto, que a tendência das opções saudáveis está consolidada.
 
O consultor em marcas Ricardo Klein, da Top Brands, diz que a adoção de um estilo mais saudável pelos brasileiros, no entanto, ainda pode esbarrar no fator preço. Na opinião do especialista, esse processo de migração será percebido primeiro nas classes A e B. “É um processo que vai ser sentido em um prazo mais longo, pois, para a maioria dos consumidores brasileiros, a compra desse tipo de produto, que tem apelo premium, acaba fazendo a conta não fechar no fim do mês.” (As informações são do jornal O Estado de São Paulo)
 
 
Saldo comercial do agronegócio alcança US$ 7,79 bilhões em março
 
As exportações do agronegócio somaram US$ 9,08 bilhões, em março, registrando crescimento de 4,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando as vendas foram de US$ 8,73 bilhões. As importações de produtos do setor alcançaram US$ 1,29 bilhão (-6,9% abaixo de março de 2017). Como resultado, a balança comercial do setor registrou saldo positivo da ordem de US$ 7,79 bilhões. Os produtos do agronegócio representaram 45,2% do total das vendas externas brasileiras no mês, com aumento de quase dois pontos percentuais de participação comparado a março do ano passado.
 
Os produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para o crescimento das exportações do setor, com incremento de US$ 417,08 milhões, principalmente em função de produtos florestais, cujas vendas externas foram US$ 374,49 milhões superiores. Se destacaram outros setores, como sucos (+US$ 107,51 milhões); cereais, farinhas e preparações (+US$ 93,55 milhões); fumo e seus produtos (+US$ 78,84 milhões) e fibras e produtos têxteis (+US$ 27,97 milhões).
 
Quanto ao valor exportado destacaram-se: complexo soja (44,3%), carnes (14,8%), produtos florestais (13,9%), complexo sucroalcooleiro (7,0%) e café (4,5%). Os cinco setores representam 84,4% das exportações do setor.
 
O complexo soja registrou montante de US$ 4,03 bilhões em exportações no mês, o que representou queda de 0,8% sobre março/2017. A redução na quantidade embarcada do grão (-1,8%), aliada a um preço médio 1% inferior, resultou na redução, em valor, de 2,8%,  passando de US$ 3,53 bilhões em março de 2017 para US$ 3,44 bilhões, explica o coordenador de Competitividade do Departamento de acesso a Mercados do Mapa, Luiz Fernando Wosch. Já as exportações de farelo de soja registraram crescimento de 16,8%, atingindo US$ 507,14 milhões, enquanto as exportações de óleo de soja diminuíram 5,8%, com US$ 84,47 milhões.
 
Recorde
As carnes ocuparam a segunda posição no ranking, alcançando US$ 1,34 bilhão, praticamente o mesmo valor registrado no mês em 2017. O principal produto do setor foi a carne bovina, cujas vendas foram de US$ 591,97 milhões, recorde histórico para março. Em relação ao mesmo mês em 2017 houve incremento de 22,1% das vendas, em função da ampliação da quantidade em 24,1%, que compensou a queda de 1,6% no preço. As exportações de frango apresentaram queda de 9,7%, com US$ 580,59 milhões. Além da retração da quantidade (-1,6%), houve queda no preço médio do produto (-8,2%). Também houve queda nas vendas de carne suína (-23,4%), decorrentes tanto da retração na quantidade embarcada (-7,8%), quanto do preço (-16,9%).
 
Importações
As importações de produtos do agronegócio sofreram queda de US$ 96,09 milhões na comparação com março de 2017 e março de 2018. Os principais produtos adquiridos pelo Brasil foram: pescados (US$ 142,72 milhões); álcool etílico (US$ 135,19 milhões); trigo (US$ 87,73 milhões); papel (US$ 78,73 milhões) e vestuário e produtos têxteis de algodão (US$ 58,35 milhões). Além dos pescados e do trigo, outros produtos que tiveram as maiores reduções em importações foram arroz (-US$ 30,93 milhões); lácteos (-US$ 22,53 milhões) e malte (-US$ 15,24 milhões
 
Destinos
A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agronegócio, somando US$ 4,65 bilhões. A União Europeia ocupou a segunda posição no ranking de blocos econômicos e regiões geográficas de destino das vendas externas do agronegócio brasileiro no mês. Houve crescimento de 22,9% nas vendas ao mercado, decorrentes, principalmente, do aumento nas exportações de celulose (+162,6%); soja em grãos (+59,7%); sucos de laranja (+38,8%); fumo não manufaturado (+120,2%) e farelo de soja (+12,9%).
 
Acumulado no ano
No acumulado do primeiro trimestre de 2018, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 21,47 bilhões, cifra que supera em 4,6% o resultado de igual período do ano passado, significando recorde para resultados de janeiro a março. Tal acréscimo atribui-se ao aumento de 6,7% na quantidade embarcada, uma vez que houve queda de 1,9% no índice de preço. As importações recuaram 3,9% no trimestre, caindo de US$ 3,76 bilhões para US$ 3,61 bilhões, desempenho explicado, sobretudo, pela queda de 3,8% no índice de quantidade, enquanto   o índice de preço teve ligeiro decréscimo de 0,1%, de acordo com Luiz Fernando Wosch. Com isso, o superavit comercial do agronegócio subiu de US$ 16,76 bilhões para US$ 17,86 bilhões, constituindo cifra recorde para períodos de janeiro-março.
 
Resultado em 12 meses
As exportações do agronegócio atingiram US$ 96,96 bilhões nos últimos 12 meses, apurados entre abril de 2017 e março deste ano. O número representa crescimento de 13,5% em relação aos US$ 85,42 bilhões exportados entre abril de 2016 e março de 2017. O incremento das exportações ocorreu em função, principalmente, do aumento da quantidade exportada, que subiu 13%. O índice que mede o preço das exportações apresentou alta de 0,5%.
 
As importações do agronegócio diminuíram de US$ 14,35 bilhões entre abril de 2016 e março de 2017 para US$ 14,01 bilhões entre abril de 2017 e março de 2018 (-2,4%). A queda de 9,6% no índice de preço dos produtos importados explica, em grande parte, a redução do valor das importações. O quantum importado, por outro lado, aumentou 8,0%.
 
O crescimento das exportações com concomitante redução das importações fez com que  o saldo comercial do agronegócio aumentasse de US$ 71,07 bilhões registrados entre abril de 2016 e março de 2017 para US$ 82,96 bilhões entre abril de 2017 e março de 2018.
 
Os cinco principais setores exportadores do agronegócio apurados em 12 meses foram: complexo soja (participação de 32,7% nas exportações do agronegócio); carnes (participação de 15,9%); produtos florestais (participação de 12,8%); complexo sucroalcooleiro (participação de 11,8%); e cereais, farinhas e preparações (participação de 5,8%).
 
O coordenador de Competitividade do Departamento de Acesso a Mercados do Mapa observou que, na relação dos vinte maiores importadores do agronegócio, tiveram crescimento na aquisição de produtos brasileiros em índices acima de 30%: Egito (+92,4%; US$ 2,15 bilhões); Espanha (+49,7%; US$ 2,12 bilhões); Bangladesh (+41,3%; US$ 1,51 bilhão); Vietnã (+33,6%; US$ 1,46 bilhão); Emirados Árabes Unidos (+33,5%; US$ 1,76 bilhão); e Hong Kong (+31,1%; US$ 2,67 bilhões). (As informações são do Mapa)
 
 
Parceria entre EUA e China estabelece bases para o crescimento das exportações de lácteos
 
A Universidade Jiangnan da China e o Conselho de Exportação de Lácteos dos EUA (USDEC, da sigla em inglês) formaram uma nova parceria de inovação que ajuda a preparar o terreno para o crescimento das exportações de lácteos dos EUA para a China. O vice-presidente da Universidade de Jiangnan, Xu Yan, e o presidente e CEO do USDEC, Tom Vilsack, assinaram um memorando de entendimento (MOU) formalizando o relacionamento, no campus da Universidade de Jiangnan em Wuxi.
 
"A parceria com a Jiangnan é um acordo concreto e revolucionário que levará a novas oportunidades que beneficiam tanto a China quanto os Estados Unidos", disse Vilsack. "A China é um mercado de prioridade máxima para a indústria de lácteos dos EUA, e estamos muito animados em trabalhar com uma das melhores escolas de ciência dos alimentos do país”.
 
"Estamos muito satisfeitos em estabelecer o Centro de Inovação em Lácteos dos EUA-China em nossa universidade junto com o USDEC", disse Xu. "O centro visa facilitar a inovação em pesquisa e serviços técnicos para as indústrias de lácteos e alimentos e também fortalecer a cooperação educacional e a colaboração em pesquisa em ciência e tecnologia de lácteos entre os dois países".
 
O USDEC espera que o MOU ofereça três grandes benefícios:
Incentivar o desenvolvimento de formulações de produtos inovadores e amigáveis à China que incorporem ingredientes lácteos dos EUA, particularmente proteínas do soro de leite e de leite e leite em pó desnatado;
Permitir que os fornecedores de lácteos dos EUA se envolvam mais com a indústria de alimentos da China, respondam melhor ao acesso das instalações no mercado e encontrem oportunidades para projetos de inovação que alavanquem a funcionalidade, a versatilidade e a nutrição dos ingredientes lácteos dos EUA;
Enriquecer as experiências acadêmicas dos alunos nos programas de ciência e tecnologia de lácteos da Universidade de Jiangnan com habilidades práticas de pesquisa e desenvolvimento utilizando produtos lácteos dos EUA para iniciar a carreira após a formatura.
 
"Este MOU é mais uma prova do desejo da indústria norte-americana de elevar sua presença e demonstrar seu compromisso em atender às necessidades e desejos dos clientes e consumidores chineses com produtos lácteos dos EUA produzidos de forma sustentável", disse Vilsack. O acordo segue uma série de esforços liderados pelo USDEC que visam construir relações na China e remover barreiras ao comércio para nivelar o mercado com os concorrentes, incluindo o MOU do ano passado sobre o registro de plantas de lácteos dos EUA e a redução unilateral das tarifas chinesas de queijo.
 
Vilsack acrescentou: "Eles fazem parte da ampla estratégia de marketing global do USDEC para expandir as pessoas, parcerias e promoções nos principais mercados e impulsionar o crescimento em direção ao The Next 5%”. O The Next 5% é o esforço de toda a indústria lançado em 2017 para aumentar as exportações anuais de produtos lácteos dos EUA, do equivalente a cerca de 15% dos sólidos de leite do país para 20%.
 
Após a assinatura do MOU, Vilsack dirigiu-se a 150 oficiais de ciências de alimentos na Universidade de Jiangnan. Sua apresentação, "The Importance of Climate Smart Agriculture to Meeting World Food Needs," explorou a necessidade de colaboração e inovação no combate à sustentabilidade agrícola, à medida que os recursos mundiais crescem cada vez mais pressionados. (As informações são do USDEC, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

   Preço do leite ao produtor volta a subir em março

A redução da produção de leite voltou a motivar a alta de preços recebidos pelos produtores do país em março, pelo segundo mês seguido. É o que aponta levantamento da Scot Consultoria. Os valores do leite no mercado físico (spot) monitorados pela consultoria estão entre R$ 1,30 o litro a R$ 1,60 por litro. Em nota, Rafael Ribeiro, analista da Scot, ressalta que a produção de leite está em queda desde dezembro, e que as recentes altas de preços dos lácteos no atacado oferecendo sustentação aos preços do leite ao produtor. Ele avalia que a demanda também está reagindo, ainda que em ritmo lento, e que a valorização no atacado já começa a ser repassada com mais força para o varejo. No entanto, Ribeiro alerta que, se o consumo não acompanhar o mesmo ritmo, “podemos ter uma situação semelhante a 2016, de alta no preço do UHT no atacado na primeira metade do ano e depois uma forte queda no preço no segundo semestre”. Por esse motivo, ele avalia que a alta do leite deverá continuar no curto e médio prazo, até junho e julho, “mas a intensidade das altas daqui para frente será ditada pela demanda”. Apesar da alta dos preços do leite nos últimos dois meses, os produtores também estão com custos maiores, já que os preços do milho e farelo de soja também estão em alta no mercado brasileiro. Além disso, Ribeiro observa que a queda na temperatura que deverá ocorrer daqui para frente, aliada à redução no volume de chuvas, costuma aumentar a necessidade de suplementação dos animais. (Valor Econômico)

Porto Alegre, 09 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.710

 

   Tendência de queda permanece para as importações de leite

As importações lácteas, apresentadas em milhões de litros de leite equivalente no gráfico 1, voltaram a cair, tanto ao compararmos com os números de março de 2018 com os de fevereiro, quanto na comparação dos três primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período dos últimos 2 anos. No acumulado de 2018, importamos 212 milhões de litros de litros, 191 milhões a menos que em 2017 e 48 milhões a menos do que em 2016.

Gráfico 1. Acumulado das importações brasileiras em equivalente leite (milhões de litros). Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da AliceWeb.
 
Com as gorduras lácteas também valorizadas no mercado brasileiro, o leite em pó desnatado teve uma queda em volume importado de 53% com relação a fevereiro, com preço de importação estável – subindo 0,9% em relação ao mês anterior. Já o leite em pó integral, teve uma queda de 10% no volume importado (em relação a fevereiro) e aumento de 1,26% em seu preço de importação. Este cenário é devido, basicamente, aos baixos preços praticados no mercado brasileiro, que reduzem a competitividade do produto importado. Ao compararmos com o mesmo período do ano passado, o volume de importação diminuiu 58% no desnatado e 48% no integral.

Já a importação de manteiga aumentou 25% em volume em relação ao mês de fevereiro – um sinalizador claro de que a demanda interna por gorduras lácteas segue vigorosa; foram 590 toneladas importadas do produto. Já no soro de leite em relação ao mês anterior, foi observado o aumento em 15% do volume importado, fechando em 1420 toneladas.  A importação de queijos subiu em relação a fevereiro - uma variação positiva de 20%, e no total, entraram 2284 toneladas do produto. (Milkpoint)

Confira, na tabela 1, as informações detalhadas do fechamento da balança comercial em março/2018:
Tabela 1. Balança comercial láctea em março de 2018.
 
 
RS pede ajuste no PEP para incluir derivados lácteos

Para escoar a produção leiteira gaúcha e ajudar o setor a enfrentar a crise de rentabilidade que afetou produtores e indústria, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), a Federação da Agricultura do RS (Farsul) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag/RS) entregaram, nesta segunda-feira (9/4), ofício ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki. O encontro ocorreu na sede da Farsul, em Porto Alegre, na presença de entidades representativas da cadeia do leite, arroz e trigo. 

O documento solicita a escoamento de 50 mil toneladas de leite em pó ou o equivalente em UHT por meio de compras governamentais e pela utilização do Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) para derivados lácteos (leite em pó, UHT e queijos). Contudo, para que o PEP tenha efetividade é preciso revisão do valor mínimo fixado aos derivados lácteos pela Conab. Atualmente, o valor de tabela do leite em pó, por exemplo, é de R$ 11,90 o quilo. Para viabilizar o escoamento, é necessário equivalência ao preço da resolução 80/2017, da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, que prevê preço mínimo de R$ 13,94 o quilo do leite em pó, valor já utilizado na compra governamental realizada no segundo semestre de 2017. O documento também pede ajuste que inclua os derivados na operacionalização do PEP, uma vez que, hoje, a ferramenta destina-se unicamente ao leite cru. 

Durante a reunião, Novacki informou que o assunto já vem sendo abordado em Brasília, fruto da solicitação encaminhada pelo Sindilat durante a Expodireto Cotrijal, em 8 de março deste ano. No encontro, o secretário do Mapa ainda informou que é possível avançar em um livre comércio efetivo de produtos e insumos com outros países do Mercosul que permitam tornar a produção brasileira mais competitiva.  

Ainda pela manhã em reunião com lideranças do RS, Novacki  pontuou que o sucesso de negociações internacionais que estimulem o escoamento da produção depende de maior organização. “Para que a gente continue ocupando espaço, precisamos ser produtivos. E, para sermos produtivos, precisamos nos organizar”, concluiu. 

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a compra governamental de lácteos e o PEP são fundamentais para encontrar saídas da crise do setor leiteiro nacional. “Precisamos acertar essa questão para que ela seja mais um canal operacional”, afirmou. Em concordância, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, destacou que a participação do governo é fundamental. “Queremos mais ação. A pauta existe, temos que dar a resolução a ela”, disse. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Vitorya Paulo 
 
 
Reunião Pública em Palmeira das Missões aborda dificuldades do setor

Com o objetivo de discutir as dificuldades do setor leiteiro e os reflexos no setor lácteo, ocorreu na tarde desta sexta-feira (6/4), em Palmeira das Missões (RS), uma reunião pública para tratar dos temas. Na ocasião, os representantes da cadeia leiteira debateram a necessidade do escoamento do produto, a baixa renda e o endividamento dos produtores, as exigências das indústrias no que diz respeito à IN 62 e ao cumprimento da lei do leite, além da importância da assistência técnica.

"Nós, do sindicato, defendemos que temos que trabalhar o escoamento. Além disso, estamos tentando operacionalizar o PEP para o setor lácteo com o apoio das outras entidades", pontuou o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palarini, que participou do encontro. Segundo ele, um dos encaminhamentos foi a definição da entrega de documento ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki, na segunda-feira (9/4), em Porto Alegre, pedindo apoio nas mudanças normativas necessárias para operacionalizar o PEP de produtos acabados, entre eles o leite em pó, o queijo e o leite UHT.

Também estiveram presentes na reunião representantes da Emater/RS, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), da Fetraf e da Associação dos Municípios da Zona de Produção (Amzop). Além disso, participaram os deputados Jerônimo Goergen, Zilá Breitenbach e Dionilso Marcon, além do prefeito de Palmeira das Missões, Eduardo Russomano. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Joel Alexandre Rubert/Seapi - Palmeira das Missões
 

Wilson Vaz de Araújo assume Secretaria de Política Agrícola

O diretor de Crédito e Estudos Econômicos, Wilson Vaz de Araújo, assumiu nesta sexta-feira (6) a Secretaria de Política Agrícola. Após quase dois anos, o secretário de Política Agrícola e ex-ministro da Agricultura, Neri Geller, deixa o posto para disputar as eleições deste ano. O novo secretário foi conselheiro pelo Ministério da Agricultura no Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), no Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (Condel/FCO), no Conselho de Administração da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Consad/Casemg) e integra a Rede de Dirigentes de Política Agrícola, do Conselho Agropecuário do Sul (Cas/Redpa).

Wilson Araújo considera como prioridade imediata de gestão o novo Plano Agrícola e Pecuário, a ser lançado até junho. "Já fizemos o levantamento das demandas junto a representações de produtores rurais, de insumos, de máquinas e equipamentos, de instituições financeiras, dos governos federal e estaduais e da Frente Parlamentar da Agropecuária, para receber sugestões e críticas".

"Já temos uma espinha dorsal, uma política agrícola consolidada, que vem sendo aperfeiçoada desde os anos 60, e o produtor sabe que o governo vai estar presente para apoiar o crédito à produção e investimentos em infraestrutura produtiva e à comercialização”, disse o novo secretário.

Wilson Vaz de Araújo, natural do Paraná, começou sua vida profissional em escritórios de planejamento agropecuário do seu estado, passando pelo Rio Grande do Sul, até mudar-se para a capital federal, quando elaborou projeto de ocupação do Cerrado em toda a Região Centro-Oeste. Funcionário da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cedido ao Mapa, nas últimas duas décadas foi responsável pela elaboração do Plano Agrícola e Pecuário do ministério. 

Balanço
O secretário Neri Geller estava no comando da SPA desde junho de 2016, quando assumiu pela segunda vez o posto. Foi secretário de Política Agrícola em 2013 e no ano seguinte, ministro da Agricultura. No comando da secretaria, pela primeira vez na história, toda a subvenção ao seguro rural foi paga no orçamento anual de 2017, sem restos a pagar. Em sua primeira passagem pela Secretaria de Política Agrícola, empenhou-se na criação do Programa de Construção de Armazéns (PCA) e do Programa de Inovação Tecnológica da Agropecuária (Inovagro). Neri Geller conclui seu balanço à frente da Secretaria com otimismo e a sensação do dever cumprido. “Estamos satisfeitos porque nossa missão de dar suporte para a produção agropecuária brasileira avançar foi cumprida. E o setor continua tendo papel fundamental na retomada da economia e no desenvolvimento do país", finaliza. (As informações são do Mapa)
 
 
 

    Embrapa lança manual de qualidade de leite para pequenos produtores
Para atender as exigências e a crescente valorização da qualidade do leite, a Embrapa lança um manual para manutenção da qualidade do leite cru refrigerado armazenado em tanques coletivos para pequenos produtores, técnicos, transportadores e coletores de amostras de leite. A publicação traz recomendações para a produção de leite com qualidade, desde a ordenha até o transporte para o laticínio, com foco em protocolos de higienização de tanques coletivos ou comunitários de armazenamento refrigerado de leite cru. A publicação é um trabalho conjunto realizado entre pesquisadores e analistas da área de transferência de tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e Embrapa Gado de Leite (MG). O manual está disponível gratuitamente para download no Portal da Embrapa. Acesse AQUI. (As informações são da Embrapa)

 

Porto Alegre, 06 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.709

 

    Multinacionais reforçam concorrência em leites especiais

A concorrência no mercado de leites especiais, que reúne produtos zero lactose ou com maior teor de proteínas, cresceu recentemente. Vivian Leite, diretora de marketing da Tetra Pak, disse que a categoria zero lactose triplicou de tamanho em volume de vendas entre 2015 e 2017. E passou de um concorrente para 20. O mercado de leite com mais proteínas passou de um (Verde Campo, da Coca-Cola) para três competidores (Itambé e Nestlé, com Molico), entre 2016 e 2017. "E a tendência é de expansão", disse Vivian.

A Nestlé, que já competia em leites especiais com as marcas Ninho, Nescau, Molico e Nestlé, lançou neste ano um creme de leite zero lactose. E desenvolve leites orgânicos, segundo Fabiana Fairbanks, diretora da unidade de bebidas da Nestlé. Em 2017, a companhia ampliou a oferta de produtos zero lactose e com mais proteínas. "Essas categorias têm um crescimento maior do que as linhas regulares", afirmou Fabiana.

Pedro Massa, diretor de novos negócios da Coca-Cola Brasil, disse que, neste ano, vai ampliar para todo o Brasil e a América Latina a distribuição de produtos lançados em 2017. As linhas criadas pela Verde Campo, controlada pela Coca-Cola, incluem o Shake Natural Whey (com proteína de soro de leite), um leite longa vida com a marca LacFree e uma linha de achocolatados com a marca Minilac.

De acordo a Euromonitor International, as vendas de leite zero lactose cresceram 14,5% em volume em 2017, para 101,2 milhões de litros. Para o período de 2017 a 2022, a consultoria prevê um crescimento médio anual de 5,5%. As vendas do leite enriquecido cresceram 1,9% em volume em 2017, para 50,6 milhões. Até 2022, a previsão é que cresça, em média, 2,4% ao ano. (As informações são do jornal Valor Econômico)
 
 
Processo de compra do brasileiro é cada vez mais interativo e inteligente

A Kantar Worldpanel, líder mundial em painéis de consumo, apresenta um novo estudo realizado para a Associação Brasileira de Supermercados e divulgado durante a 52ª Convenção ABRAS. O evento traz dados do setor supermercadista do País e aponta hábitos e tendências de consumo para este ano. 

De acordo com Christine Pereira, diretora comercial da empresa, as informações mostram como a vida cada vez mais conectada, com excesso de informações, e a busca por simplificação no dia a dia, bem como o bolso apertado, estão transformando a forma de comprar do consumidor brasileiro.

Pelo segundo ano consecutivo, os gastos das famílias superam a renda. Em 2017, metade dos lares brasileiros gastou acima da renda. O ano de 2015 foi o pior ponto para o consumo domiciliar de alimentos, bebidas, higiene pessoal e limpeza. Em 2016 e 2017, houve lenta recuperação, mas ainda insuficiente para retornar aos patamares de 2014.

Uma das mudanças estabelecidas é que o processo de comprar é cada vez menos linear, mais interativo e mais multimeio, já que o mundo conectado propicia uma enorme gama de pontos de contato do consumidor com aquilo que pretende adquirir: além das tradicionais visitas aos pontos de venda, o comprador trava contato com posts e fotos nas redes sociais, vídeos, compartilhamento de links, depoimentos e compras on-line, entre outras possibilidades virtuais.

Com essa multiplicidade de possibilidades a que têm acesso, os shoppers visitam mais canais de compra. Em 2017, eles compraram em sete canais diferentes – foram cinco em 2013 –, porém, o valor gasto em cada um deles é cada vez menor, inclusive nos canais que ganham clientes.

De acordo com o levantamento da Kantar Worldpanel, nesse cenário nacional de tênue recuperação econômica, os shoppers estão fazendo escolhas mais inteligentes, em busca de eficiência e economia. Então, têm valorizado as moedas “dinheiro” e “tempo”. Assim, embora haja uma frequência menor de ida dos shoppers aos pontos de venda, eles levam mais produtos a cada visita, incluindo itens de categorias práticas e simples: em 2017, o pão industrializado e a batata congelada foram parar em mais de 1 milhão de novos lares brasileiros. 

Para economizar, os brasileiros cada vez mais recorrem ao atacarejo (atacadistas que vendem produtos ao consumidor final), visando pagar mais barato, sobretudo em itens de limpeza, commodities e mercearia salgada. Em 2017, esse canal de compra aumentou a penetração em 1,3 ponto percentual, crescendo 12% no volume comercializado. Também houve grande aumento na procura por produtos em promoção e de embalagens de menor desembolso ou econômicas: o volume comprado de detergente em pó de dois quilos aumentou 33%, enquanto o da manteiga de 500 gramas subiu 28%.

O estudo da Kantar Worldpanel aponta também que houve maior procura pelas farmácias e supermercados de vizinhança, um indicador de que os consumidores têm preferido comprar em estabelecimentos perto de casa ou do trabalho, por comodidade e simplificação do dia a dia. (As informações são da Kantar Worldpanel)


Em 5 Estados, total de inativos supera quadro de servidores na ativa

Em alguns Estados brasileiros, o número de servidores inativos inscritos no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) supera o de servidores ativos. Esse cenário pode se ampliar nos próximos anos, o que, além das implicações financeiras para os governos regionais, também impõe desafios administrativos, já que a situação fiscal complicada de muitos deles pode ser uma barreira à reposição ou renovação do quadro de servidores. Em 2016, dado consolidado mais recente, cinco Estados tinham mais servidores inativos que ativos no RPPS, de acordo com o mais recente Anuário Estatístico da Previdência Social. Segundo as Declarações de Informações Previdenciárias e Repasses (DIPR), repassadas pelos Estados à Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda esse número subiu para sete Estados em 2017. Os dados da DIPR ainda têm que ser harmonizados pela secretaria, mas são um indicativo de que o quadro se agrava. O anuário de 2016 informa que outros nove Estados têm quase tantos servidores inativos quanto ativos. Nas demais 13 unidades da federação, o cenário é mais tranquilo. A situação mais dramática é a do Rio Grande do Sul, onde o número de inativos ultrapassa em 74,5% o dos funcionários que estão na ativa. Em Minas Gerais, a proporção de inativos é 47% maior; no Rio de Janeiro, 17,5%; em Santa Catarina, 2,2%; na Paraíba, 0,1%. No Ceará, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Piauí, Sergipe, Goiás, Espírito Santo e São Paulo, a relação entre ativos e inativos caminha para um empate. 

Os Estados com situação mais confortável são os ex-territórios federais (Amapá, Roraima), em que os inativos migraram para a União quando viraram Estados, e o Rio Grande do Norte. O crescimento do número de inativos e as regras de aposentadoria do RPPS, em alguns casos mais favoráveis que as do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), geram um déficit crescente na previdência dos Estados, o que, para alguns deles, tornou-se um peso considerável. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o déficit vem numa escala crescente há dez anos e em 2017 chegou a R$ 10,5 bilhões, o equivalente a 30% da receita corrente líquida (RCL) do Estado. Somado, o déficit dos Estados apurado pelas DIPRs chegou a R$ 79,6 bilhões em 2016, segundo o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais divulgado em dezembro de 2017 pelo Tesouro Nacional. Segundo o boletim, as despesas com pessoal ativo e inativo dos Estados subiram de 53% para 59,5% da receita corrente líquida entre 2010 e 2016. O teto para despesa total de pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 60% da RCL. Nesse avanço do gasto com pessoal equivalente a 6,5 pontos da receita, os aposentados e pensionistas responderam por alta de 3,7 pontos, e os ativos por 2,8 pontos.

As despesas previdenciárias, que em 2010 eram inferiores aos investimentos, tornaram-se aproximadamente o dobro deles em 2016. Os gastos com previdência saíram de 10,6% para 14,3%, enquanto os investimentos caíram de 14,2% para 7,5% da RCL no período. As receitas mantiveram-se praticamente estáveis como proporção do PIB (de 9% para 9,2%). Os Estados também têm servidores no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), mas neste caso o déficit é contabilizado na conta geral do regime. No Rio Grande do Sul, desde agosto de 2015 o número de servidores ativos no RPPS é menor do que o de inativos, segundo Luiz Antônio Bins, secretárioadjunto da Fazenda do Estado. Segundo ele, há carência de funcionários em várias áreas do serviço público, por causa do comprometimento da receita com os gastos de pessoal e dos limites da LRF. "Diante da situação financeira extrema, há muitas limitações em nomear novos servidores. É a realidade de um Estado que há muitos anos vem gastando mais do que arrecada e que já esgotou as fontes extraordinárias para cobrir seus déficits." Segundo o secretário-adjunto, há carências em áreas importantes, como segurança pública, e em atividades-meio. Ele cita o caso dos auditores-fiscais, equipe que hoje é metade do previsto em lei. "Esse é o momento de a sociedade discutir o Estado e a sua capacidade de prestar serviços, redefinindo prioridades", afirma. Para Bins, o grande desequilíbrio entre o número de servidores ativos e inativos no Rio Grande do Sul é resultado de uma "opção histórica". "O Estado optou no passado pela qualidade dos serviços públicos e se estruturou para tanto, porém sem adotar medidas necessárias para suprir, no futuro, os custos previdenciários e a manutenção dos serviços para a sociedade", diz o secretário. 

Segundo ele, o governo tem realizado concursos e nomeado servidores em áreas prioritárias, como a segurança pública, mas muitas vezes suprindo apenas vagas deixadas pela aposentadoria. As mudanças previdenciárias que estavam ao alcance do Estado já foram implementadas, afirma Bins. "Ainda em 2015, foi aprovada a adoção da aposentadoria complementar, que passou a vigorar em agosto de 2016. No ano passado, houve um aumento da alíquota de contribuição para 14%." Em Minas Gerais, os servidores têm sido repostos em áreas prioritárias como segurança e educação, segundo o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães. Houve uma reforma administrativa em 2016, que, segundo ele, racionalizou processos, mas ainda não foi suficiente para resolver o problema. "Minas tem mais inativos que em outros Estados por causa de escolhas feitas no passado, como redução de carga horária, que demandou mais servidores, e ainda tem sob sua tutela os anos iniciais do ensino fundamental. Temos uma rede muito grande de escolas, muitos servidores", diz Magalhães. Segundo ele, a política do governo estadual tem sido a de não elevar o número de servidores e apenas repor o necessário, além de substituir contratos de trabalho precários. 

O sistema previdenciário mineiro teve déficit de R$ 16 bilhões em 2017 e a estimativa para este ano é de R$ 18 bilhões, de um orçamento total de R$ 92 bilhões, o mesmo do ano passado. "É quase o que se gasta em saúde e educação em Minas Gerais", afirma. Sem alterações no sistema, avalia Magalhães, num futuro próximo os municípios estarão na mesma situação. "É urgente discutir essa questão que, entre outras coisas, tem inviabilizado os investimentos públicos no país." Em Goiás, onde a relação entre ativos e inativos aproxima-se do empate, a alíquota de contribuição dos servidores subiu de 11% para 14,25% e a patronal aumentou para 28,5%. Joaquim Mesquita, secretário do Planejamento do Estado, diz que a iniciativa resolve apenas parte do problema. O déficit do RPPS goiano foi de R$ 2,27 bilhões em 2017, o dobro do de 2014, de R$ 1,08 bilhão.

O secretário dá um exemplo com base na folha de pagamento do Estado de fevereiro. O gasto previdenciário do mês foi de R$ 337 milhões. Deste total R$ 71 milhões foram cobertos pelas contribuições dos servidores e R$ 115 milhões pela contribuição patronal. Sobraram R$ 174 milhões de déficit, coberto pelo tesouro estadual. Mesquita também atribui a opções feita anos atrás o problema existente hoje. "Até 1996, não havia contribuição do servidor para a previdência. Quando passou a existir, era de 6%", diz. Hoje, a solução passa por mudanças estruturais, que passam pelo Congresso. "Os entes têm pouca margem para lidar com a questão", afirma Mesquita. Assim, como outros Estados, Goiás tem dado prioridade à contratação de servidores em áreas essenciais, como segurança pública e educação. "Estamos tentando otimizar as demais atividades.” (Valor Econômico)
 
 
 


Nova data do Fórum Itinerante do Leite será divulgada em breve 
O 6º Fórum Itinerante do Leite, previsto para ser realizado na Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem), no município de Três de Maio (RS), terá data divulgada em breve pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). O evento deve reunir representantes da cadeia leiteira para debater os desafios da mão de obra no setor ainda neste primeiro semestre. Na ocasião, também serão realizados painéis e oficinas. "É sempre um evento que traz informações essenciais para construir o futuro do setor lácteo gaúcho", ressaltou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. O Fórum Itinerante conta com o apoio do Ministério da Agricultura (Mapa), Emater, Secretaria da Agricultura (Seapi), Prefeitura de Três de Maio, Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Setrem e Sistema Farsul. Também apoiam a iniciativa Senai, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), APL Leite da Fronteira Noroeste e Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Porto Alegre, 05 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.708

 

    Brasil livre da Febre Aftosa é celebrado pelo setor gaúcho de proteína animal

Em maio, o Brasil será declarado formalmente como território livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Para comemorar a conquista, entidades gaúchas do setor produtivo de proteína animal e representantes da área técnica de defesa sanitária reuniram-se na manhã desta quinta-feira (05/4), no gabinete da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), em Porto Alegre (RS). Lado a lado, estiveram presentes o novo secretário da pasta, Odacir Klein, e o ex-secretário Ernani Polo. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pela gerente administrativa, Júlia Bastiani.

O feito se deu após os estados do Amazonas, Roraima e Amapá serem reconhecidos como zonas livres da doença. O que se espera é que as relações internacionais se fortaleçam e que as exportações de proteína tenham ainda mais sucesso, segundo avaliação do superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Bernardo Todeschini. Agora, a expectativa é de conquistar o reconhecimento de 'Estado Livre de Aftosa sem Vacinação' até 2021. Atualmente, só o Paraná possui esse status sanitário. “É um trabalho construído com inspiração, ciência e muita “transpiração””, brincou, referindo-se ao esforço que os profissionais têm no trabalho de campo. “O processo não só é fundamental, como muito bonito de se ver”.
 
Todeschini ainda lembrou o trabalho do Fundo de Defesa Sanitária Animal do RS (Fundesa), considerado imprescindível para os avanços do setor. Presente no encontro, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou o peso que a febre aftosa impõe nas operações comerciais com outros países. Na avaliação do dirigente, a caminhada até o atual cenário se deu de forma “forte, equilibrada, exaustiva e criteriosa”. Para Kerber, “o Rio Grande do Sul tem razão de ter um momento como esse para avaliar aquilo que se fez e do que se pretende fazer”.

Coletivamente, desde os anos 1950 as entidades lutam para erradicar a aftosa e as demais doenças que atingem a cadeia de proteína. “O status sanitário não é um fator isolado. É um conjunto que precisa avançar de forma harmônica”, avaliou o deputado Ernani Polo. Nesse sentido, o ex-secretário da Agricultura lembrou que um dos fatores determinantes na história do Estado foi, justamente, a criação do Fundesa, além do esforço para alcançar a erradicação da peste suína clássica no território gaúcho, outra doença grave para o setor. 

O atual desafio para o novo secretário, Odacir Klein, cuja nomeação foi publicada ainda nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, é continuar o trabalho para alcançar o status de zona livre de aftosa sem vacinação. Segundo Klein, a capacidade de diálogo entre órgãos públicos e entidades é sua maior característica. “Vamos ter essa capacidade de dialogar e defender os interesses do Estado”, concluiu. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Crédito:  Bethânia Helder 
 
 
FAO: índice de preços de alimentos - inclusive lácteos - aumenta pelo 2º mês consecutivo

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alcançou a média de 172,8 pontos em março de 2018, 1,1% (1,8 ponto) acima de fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de aumento. Nesse nível, o índice ficou 0,7% acima do valor de março ano passado. Como em fevereiro, o aumento mês a mês em março foi impulsionado principalmente pelos preços internacionais mais fortes de cereais e lácteos; já os preços do açúcar e dos óleos vegetais caíram mais e os da carne aumentaram levemente.

 

O índice de preços dos produtos lácteos da FAO registrou uma média de 197,4 pontos em março, um aumento de 6,2 pontos (3,3%) em relação a fevereiro e um pouco acima de seu nível no mesmo período do ano passado. No mês, as cotações internacionais de manteiga, leite em pó integral e queijo subiram, enquanto as de leite em pó desnatado caíram, revertendo os ganhos registrados nos dois meses anteriores. A produção de leite menor do que a esperada na Nova Zelândia e a forte demanda global por importações levaram a preços mais altos de manteiga, queijo e leite em pó integral, enquanto a pressão contínua dos estoques globais e a maior produção derrubaram os preços do leite em pó desnatado. (As informações são da FAO, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Nuvens negras nos mercados de soja e milho

O concentrado (milho, farelo de soja ou substitutos de ambos) é o item de maior custo do produtor de leite. Os mercados dos dois grãos têm mostrado oscilações importantes, que podem resultar em custos mais elevados aos produtores de leite; por isso mesmo, é importante verificar, para cada cereal, o cenário e as perspectivas de mercado:

Soja
Após uma safra mundial recorde em 2016/17, com 351,3 milhões de toneladas produzidas, as expectativas do USDA apontam queda de 3% para a safra 2017/18, que deve produzir 340,9 milhões de toneladas, segundo a estimativa divulgada no dia 08.03.2018. 

Nessa queda de produção, destaque para a Argentina, o maior exportador de farelo de soja do mundo e terceiro maior produtor do grão. Com as dificuldades climáticas, espera-se que a produção de soja naquele país tenha retração de 18,7% nessa safra, caindo para 47 milhões de toneladas. 

Por parte da demanda mundial, espera-se que o volume esmagado na safra 2017/18 aumente 4,3% em relação à safra passada, totalizando 300,9 milhões de toneladas, impulsionadas principalmente pelo aumento de 8% no esmagamento da China, que deve processar 95 milhões de toneladas nessa safra (contra 88 milhões na safra passada). 

Com a queda de produção e aumento no consumo, os estoques finais, que atingiram o maior volume da história safra passada em 96,7 milhões de toneladas, devem cair para 94,4 milhões de toneladas (Observe a tabela 1).

 
Com as expectativas de queda na oferta, as incertezas que ainda pairam sobre a safra da Argentina e a recuperação da demanda, o contrato futuro com vencimento em maio (mais próximo em aberto) na CBOT já teve valorização de 5,7% desde o início do ano, havendo espaço para novas altas, associadas à possibilidade de novos relatos de queda na produção argentina, o que já vem influenciando o preço do farelo de soja no Brasil. Confira no gráfico 1.

 

No Brasil, as expectativas mostram pouca alteração na oferta de soja. Após o recorde de 114 milhões de toneladas na safra 2016/17, a Conab estima que 113 milhões sejam produzidas na safra atual. 

Do lado da demanda, as exportações de farelo de soja no início do ano estão 19% maiores que no ano passado (acumulado jan-fev). Já na demanda interna, espera-se um aumento de 3,3% no consumo de grãos (chegando em 47,3 milhões de toneladas) e de 2,9% no consumo de farelo (17,5 milhões de toneladas). Pensando no consumo, importante mostrar a situação de dois dos principais mercados consumidores: suínos e aves. 

Durante a crise econômica, houve um aumento pela preferência da proteína de frangos e suínos em detrimento da bovina, por conta do seu preço. Mesmo assim, o volume total consumido de frangos e suínos foi muito afetado, derrubando os preços. Nos suínos, atualmente o indicador Cepea aponta um preço de R$3,13/kg (21/03/18 –São Paulo), 31,5% abaixo do preço no mesmo período do ano passado; enquanto o frango tem preço praticado atualmente de R$ 3,23/kg (21/03/18 – Grande São Paulo), 14,1% menor do que o preço há um ano. 

Com a retomada gradual da economia, há expectativa de melhora no consumo dessas proteínas animais, trazendo retomada de preços, aumento de produção e consequentemente maior consumo de ração. A grande incógnita ainda é qual será a velocidade de recuperação do consumo brasileiro (assim como visto no mercado lácteo), por isso, os preços, tantos dos suínos quanto dos frangos ainda tem dificuldade em reagir.

Além disso, as exportações também caíram. Para os frangos, as exportações estão 5,1% menores no acumulado de janeiro e fevereiro de 2018 vs. 2017. 

Na carne suína, os embarques de carne in natura no acumulado de janeiro e fevereiro de 2018 foram 18% abaixo em relação a 2017. Mas, grande parte dessa queda foi devido a um embargo imposto pela Rússia (um dos principais compradores) no final de 2017 nas compras da carne suína do Brasil. Contudo, o país voltou a importar em fevereiro. Os volumes ainda são baixos, mas isso trouxe expectativa de que este embargo seja retirado em breve, e as exportações de suínos se recuperem. 

Assim, os preços futuros de soja para 2018 já mostram valorização em relação a 2017, impactados principalmente pelas boas exportações de farelo e pelo cenário internacional. No acumulado entre março e dezembro, espera-se que a soja seja 6,7% mais cara neste ano, como mostra o gráfico 2.



Milho 
No milho, os fundamentos, tanto externos quanto internos, seguem trazendo expectativas de preços mais altos em 2018 em relação a 2017. 

Na safra 2017/18, estima-se uma produção mundial de 1,04 bilhão de toneladas, que se confirmada, representaria queda de 3,1% em relação à produção da safra 2017/18 (aproximadamente 34 milhões de toneladas a menos). 

No consumo, espera-se um aumento de 1,5% nessa safra, chegando a 1,07 bilhão de toneladas (o maior da história), impulsionado principalmente pela China. Estima-se que a 2ª maior consumidora do mundo aumente em 3,9% seu consumo, para 241 milhões de toneladas.
Dessa forma, os estoques finais estimados estão em 199 milhões de toneladas, 14% de queda (mais de 30 milhões de toneladas) em relação à safra passada. 

Assim como na soja, o cenário de menor oferta mundial, que aliado à demanda em recuperação resulta em queda nos estoques finais do mundo, vêm dando suporte a altas na CBOT. Desde o início do ano, o contrato com vencimento em maio (mais próximo em aberto) já subiu 6,8%. A não ser que grandes surpresas ocorram, não devem haver grandes variações nesses preços, apenas em caso de volatilidade especulativa, uma vez que o mercado também já “precificou” os números de oferta e demanda mundial. Observe o gráfico 3. 


 
No Brasil, desanimados com os baixos preços praticados no ano passado, os produtores reduziram a área em 6,9% na safra 2017/18, cultivando 16,4 milhões de hectares entre 1ª e 2ª safra, segundo as estimativas da Conab. 

Com algumas intempéries climáticas e menores investimentos em tecnologia, a Conab aponta que a produtividade dessa safra deva ser 4,2% menor em relação à safra passada, o que resultaria em queda de quase 11% na produção, estimada em 87,3 milhões de toneladas. 

Do lado da demanda, 2018 começou com exportações de milho bem aquecidas, e o volume acumulado em janeiro e fevereiro foi em torno de 120,5% maior do que em 2017. Já no consumo interno, a Conab estima um crescimento de 3,1% no consumo 2017/18, um consumo de 59 milhões de toneladas, um recorde no Brasil, e que pode ser ainda revisado para cima, dependendo da retomada no consumo pelos suínos e frangos. 

Dessa forma, as estimativas apontam para preços internos mais altos ao longo de 2018. Apesar dos preços levemente mais baixos no começo do ano, as estimativas mostram diferença de 24,1% na comparação com 2017 da média entre março e dezembro, como exibe o gráfico 4. 

 

Assim, fica claro um cenário de preços mais altos para os grãos em 2018 em relação a 2017; não há fundamentos que sustentem quedas de preços nos próximos meses. Além disso, vale toda a atenção ao dólar, uma vez que a moeda tem uma forte influência na formação do preço brasileiro, e sua variação também pode trazer oportunidades de compras mais baratas. (José Victor Zamparini/Milkpoint Mercado)
 
 

Novos "seniors" são o futuro do crescimento do consumo
Atualmente, uma a cada cinco famílias da América Latina é formada por pessoas acima de 50 anos e, daqui a 10 anos, esta configuração já representará 1/3 um terço entre todas. Descobrir o DNA destes novos seniores como consumidores e compradores é a chave para qualquer marca encontrar oportunidades reais de crescimento. É o que atesta um estudo da Kantar Worldpanel, especialista global em comportamento de consumo, que fornece uma visão em 360º deste público: quem são estes novos seniores, quais são seus hábitos de compra, quais marcas escolhem, como utilizam a tecnologia e o entretenimento e quais são suas preocupações com saúde e alimentação. Trata-se de um mercado gigante: um único ponto de penetração neste segmento representa mais de 100 mil novos lares no Brasil e mais de 42 mil na Argentina. Em outubro de 2017 havia 54 milhões de brasileiros com 50 anos ou mais, e este número deve chegar a 93 milhões até 2045. Além disso, este público ganha 30% a mais do que as demais configurações familiares, 25% ainda trabalham, 1/3 um terço possuem veículos e mais de 80% têm celulares, sendo a metade smartphones - 85% usam Whatsapp e 70% Facebook, enquanto 70% nunca acessaram o Twitter ou o Instagram. Seus hábitos de compratambém são peculiares: apesar de irem aos pontos de venda 8 vezes menos do que outros consumidores, gastam 16% mais, principalmente porque preferem marcas premium. No quesito saúde e alimentação, 40% fazem exercícios semanalmente e 81% gastam no máximo 30 minutos cozinhando, menos do que acontece em qualquer outro grupo. “As pessoas na faixa dos 50 anos – e também dos 60 e 70 - estão cada vez mais ativas e saudáveis, com mais qualidade de vida do que as gerações passadas e tendo netos cada vez mais tarde, e isso tudo transformou radicalmente suas rotinas e seus planos para o futuro”, afirma Cecilia Alva, Diretora de Clientes & Novos Negócios para a América Latina da Kantar Worldpanel. De acordo com a Kantar Consulting, no ano passado, 77% dos americanos afirmaram que não havia razão para se sentir com menos energia por estarem mais velhos. Em 2014, o índice era de 64%. (As informações são da Kantar Worldpanel/Milkpoint Mercado)

Porto Alegre, 04 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.707

 

    LEITE/CEPEA: na média Brasil, preço do leite aumenta 5 centavos/litro

O preço do leite recebido por produtores aumentou 5,3% (ou 5 centavos/litro) de fevereiro para março, fechando a R$ 1,0745/litro na "média Brasil" líquida (sem frete e sem impostos da BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS). Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, esse aumento se deve à redução precoce da oferta no campo.

Esse foi o segundo mês consecutivo de valorização no campo. Com isso, desde janeiro, a recuperação acumulada no preço ao produtor já chega a 6,7%. No entanto, o valor médio de março está 10,6% abaixo do verificado no mesmo período de 2017.

De acordo com pesquisadores do Cepea, tipicamente, a produção de leite se eleva entre outubro e março. No entanto, os baixos preços praticados no final do ano passado desestimularam os produtores, que investiram menos ou saíram da atividade. Além disso, a recente alta nos preços do concentrado também encareceu a produção no campo.

Assim, em fevereiro, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 1,22% na "média Brasil". Desde dezembro, a queda acumulada é de 3,14%. É importante ressaltar que muitos agentes já consideram um adiantamento da entressafra deste ano e, com isso, esperam que a oferta diminua ainda mais nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, a demanda continua dando sinais de recuperação, ao passo que os preços dos derivados lácteos também têm se recuperado. O acompanhamento diário das cotações do leite UHT negociado entre indústrias e atacado no estado de São Paulo apontou que, em março, o derivado se valorizou 10,7%. Segundo agentes de mercado consultados pelo Cepea, as vendas têm melhorado e os estoques estão baixos. Nesse sentido, a expectativa do setor é de manutenção no movimento altista dos preços ao produtor. (As informações do CEPEA/ESALQ)

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em MARÇO/18 referentes ao leite entregue em FEVEREIRO/18. Fonte: Cepea-Esalq/USP. Nota: em janeiro de 2017, o CESSR (ex-Funrural) foi reajustado para 1,5%.
 

Tabela 2. Preços em estados que não estão incluídos na "média Brasil" - RJ, MS, ES e CE.  Fonte: Cepea-Esalq/USP. Nota: em janeiro de 2017, o CESSR (ex-Funrural) foi reajustado para 1,5%.
 
 
Lácteos 

Oferta e demanda mundial por produtos lácteos é bem equilibrada, diz a Fonterra. No entanto, o aumento da produção fora da Europa nos próximos meses pode levar a alguma volatilidade nos preços. Durante o anúncio do resultado da Fonterra, o executivo da cooperativa, Theo Spierings, observou que a demanda da China, Ásia e América Latina está forte. 

As importações chinesas aumentaram 13% nos últimos 12 meses; entre outubro e dezembro de 2017 as importações subiram 16%. "A China cresce dois dígitos; alguns anos atrás o quadro era diferente - crescimento de apenas um dígito", disse ele. As exportações para a Ásia, normalmente entre 2 e 3% subiram para 4% nos últimos 12 meses. A América Latina subiu 5%. De acordo com Spierings, todos esperavam que a América do Sul se tornasse um exportador, mas, a região continua sendo um importador líquido. "O que é compensado pelo fato da Rússia continuar fechada (embargo comercial) que não deve ser resolvido tão cedo", disse. Do lado da produção, existe um crescimento moderado: 1% nos últimos 12 meses nos Estados Unidos e também 1% na Nova Zelândia, mas, houve uma queda drástica na produção de leite entre outubro e dezembro do ano passado.

Na Europa, a produção subiu nos últimos meses por causa dos preços elevados, mas, Spierings diz que os preços estão caindo. No mercado spot da Europa o leite já está sendo vendido a € 0,20/litro, quando o normal seria €0,40/litro. O leite extra da Europa acabará no mercado de commodities, impactando nas cotações do leite em pó. "Deveremos observar atentamente esse movimento", diz Spierings. A agitação mundial O diretor executivo da Fonterra disse que o pagamento aos produtores de leite da Nova Zelândia são os maiores do mundo. Quando a China entrou em cena em 2007, a Nova Zelândia assumiu um papel de destaque no mercado global, disse Spierings. "Havia muito mais demanda de produtos neozelandeses pela China. Os preços nos Estados Unidos e na União Europeia estão caindo, mas, na Nova Zelândia eles sobem; esta é uma boa notícia. O pagamento na Nova Zelândia, hoje, é o maior do mundo, o que é bom para os produtores", completou Spierings. (Rural News - Tradução livre: Terra Viva)


Chile: baixo preço do leite gera preocupação ao setor

O setor leiteiro do Chile vive uma situação complicada após o anúncio da Proleche e da Watt's, em relação à queda do preço pago aos produtores em -16 e -11 pesos (2,64 e 1,81 centavos de dólar), respectivamente. Tal decisão causaria uma perda no longo prazo de 5 bilhões de pesos (US$ 8,2 milhões), apenas na região de Los Lagos, fato que muitos classificam como o início do fim do setor produtivo.

Diante disso, o deputado Harry Jürgensen, que também pertence à comissão de Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, comentou que é escandaloso o que acontece com o item mais importante da região e que isso resultaria em possíveis fechamentos de fábricas ou, na falta disso, em demissões em massa.

Segundo Jürgensen, sua ideia é abordar a questão com outros parlamentares por meio de audiências para monitorar o setor leiteiro da região. Ele também acrescentou que, em muitos casos, o produtor é confundido com base em promessas que não têm futuro.

Deve-se dizer que um segundo impacto afetaria os produtores de leite chilenos e está relacionado à menor recepção de leite fresco. Isso porque o produto tem sido substituído pela importação de produtos, segundo o Boletim do Leite publicado pela Odepa. O documento afirma que - a partir de dezembro de 2017 - houve variação positiva de 55,4% em relação a 2016 nas importações de leite pelo Chile.

Em 02/04/18 - 1 Peso Chileno = US$ 0,00165
602,799 Peso Chileno = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são da Radio Sago, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

Preços/EUA 
A produção de leite nos 23 maiores estados produtores dos Estados Unidos em fevereiro totalizou 15,8 bilhões de pounds, [6,9 bilhões de litros], crescimento de 1,8% em relação a fevereiro de 2017. A produtividade animal média foi 1.822 ponds, [800 litros/mês]. O número de cabeças de vaca foi 8.75 milhões, 1.000 a mais em relação a janeiro de 2018. A produção de janeiro revisada subiu 0,1%, e ficou em 17.3 bilhões de pounds. A produção de leite nos 5 estados da maior produção, Califórnia +3,5%; Wisconsin +0,1%); Idaho +4,8%); Nova Iorque (-2,3%); e Texas (+5,5%). Na região Sudeste o preço do leite Classe III em fevereiro foi de US$ 13,40/cwt, [R$ 1,02/litro], sofrendo queda de US$ 0,60 em relação a janeiro, e de US$ 2,41 em relação a fevereiro de 2017. A relação entre o preço do leite e alimentação animal, ficou em 2,03, 0,16 menor que em janeiro. (Dairy Herd - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 03 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.706

 

   gDT

O Índice GDT de hoje fechou em US$ 3.477/tonelada, caindo -0,6%. Embora seja a quarta queda consecutiva, continua acima dos índices verificados nos dois últimos anos para um mês de abril. A cotação do leite em pó integral, a commodity mais comercializada na plataforma, em volume, é a maior do ano, permanecendo acima dos US$ 3.000 a tonelada. 

Assim afasta dos níveis baixos verificados entre outubro e dezembro de 2017, para garantir a remuneração anunciada pela Fonterra aos seus produtores nesta temporada. O fraco desempenho do leite em pó desnatado e a acentuada queda, -7,0%, da Manteiga Anidra (AMF) foram responsáveis por mais essa queda no fechamento geral do GDT.  

O queijo Cheddar mantive cotação forte, e embora esteja distante do pico dos últimos 12 meses, alcançado em junho do ano passado, pode comemorar o fato de também ter se afastado dos baixos níveis de um ano atrás, e da queda acentuada verificada no final de 2017 e início de 2018. A manteiga retoma o brilho, e embora esteja abaixo do pico alcançado em setembro de 2017, continua com o preço confortavelmente acima do verificado um ano atrás, e mais que o dobro da cotação obtida em abril de 2016. (globaldairytrade/Terra Viva)
 
 
 
Sindilat esclarece dúvidas de alunos do curso de Gastronomia da Unisinos Porto Alegre 
 
Os alunos do curso de Gastronomia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) mais uma vez tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cadeia produtiva do leite e seus derivados. Na manhã desta terça-feira (03), na presença da professora do curso, Raquel Chesini, receberam a visita do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Os alunos do Campus Porto Alegre esclareceram muitas dúvidas, especialmente no que se refere aos processos de fabricação dos laticínios. Palharini respondeu aos questionamentos, apresentou números e enfatizou a importância da parceria entre a indústria e o mundo acadêmico. "Precisamos oxigenar a troca de ideias, isso é, incluir outras pessoas, entender a demanda dos consumidores e tornar cada vez mais transparente os processos de fabricação", ressaltou.

Para Raquel, uma medida indispensável que as indústrias devem adotar para sanar dúvidas do consumidor e dos profissionais que irão trabalhar com o produto final, como é o caso dos estudantes de gastronomia, é o desenvolvimento de conteúdos institucionais sobre as empresas do setor. "O acesso às fábricas não é fácil, por isso utilizo em minhas aulas peças institucionais como vídeos, para mostrar mais detalhadamente como funcionam os processos de fabricação", comentou a professora. 

Palharini reforçou o compromisso do Sindilat em seguir ampliando o debate entre produtores e consumidores e de tornar os processos de produção cada vez mais transparentes. Na aula, os alunos também tiveram a oportunidade de degustar diversos tipos de queijos oferecidos pelo Sindilat de seus associados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Camila Silva


Leite: custo de produção sobe quase 3% em março

Os custos de produção da atividade leiteira tiveram uma alta de 2,7% em março. Segundo o índice da Scot Consultoria, um incremento como assim não era visto desde meados de 2016.

As altas de preços dos alimentos concentrados na primeira quinzena de março, com destaque para o milho e o farelo de soja, além dos suplementos minerais, fertilizantes e produtos para sanidade foram as causas desta variação.

Em relação a igual período do ano passado, os custos da atividade estão 2,7% menores este ano. A diferença na comparação anual vem diminuindo.

Apesar do aumento nos custos, a alta no preço do leite ao produtor foi maior em março, com isso, a margem da atividade melhorou 0,6 ponto percentual, na comparação mensal.

Preço do leite
A cotação do leite paga ao produtor rural teve alta pelo segundo mês consecutivo. De acordo com a Scot Consultoria, a média nacional ponderada dos dezoito estados pesquisados ficou em R$ 1,079 por litro, sem o frete.

O preço médio subiu 3,4% frente ao pagamento anterior, que já havia registrado aumento. No entanto, o preço vigente está 5% abaixo na comparação com o mesmo período do ano passado, em valores nominais.

A alta foi puxada pela menor oferta de leite no país e maior concorrência entre os laticínios, com a curva de produção de leite caindo desde dezembro de 2017 nas principais bacias do país. Os dados parciais apontam para queda de 2,1% no volume de leite captado em março, frente a fevereiro deste ano.

Com a menor disponibilidade de matéria-prima e o consumo reagindo na ponta final da cadeia, ainda que timidamente, os preços dos lácteos subiram no atacado desde o começo de 2018 e dão suporte às cotações na fazenda. A alta de preços na indústria foi puxada principalmente pelo leite longa vida.

Tendência
Para o pagamento a ser realizado em abril, referente a produção de março, 73% dos laticínios pesquisados pela empresa acreditam em alta do preço do leite ao produtor e os 27% restante falam em manutenção frente ao pagamento anterior.

Para o pagamento de maio, mais de 95% das indústrias no Sul, Sudeste e Centro-Oeste apontam para alta nos preços do leite ao produtor. A expectativa é de que os preços subam até pelo menos o pagamento de julho.
 
Em relação aos insumos, o avanço da colheita de milho e o aumento do esmagamento da soja deverão aumentar a disponibilidade destes insumos, o que poderá aliviar os custos do produtor. O único fator que pode mudar essa expetativa éo clima. (Canal Rural)


Languiru apresenta máquinas, nutrição animal e produtos na Expodireto

Pela primeira vez, a Cooperativa Languiru contou com estande próprio na Expodireto, evento realizado pela coirmã Cotrijal, de Não-Me-Toque, no período de 05 a 09 de março. Nas edições anteriores da feira, considerada uma das maiores do segmento de máquinas no país, a cooperativa teutoniense sempre esteve representada com estande institucional e de degustação junto ao Mundo Cooperativo Gaúcho, sede do Sistema Ocergs-Sescoop/RS no parque da Expodireto. A Languiru buscou por esse espaço diferenciado para ampliar a sua divulgação junto ao público da feira, considerando a variedade de negócios e mix de produtos para nutrição animal e alimentação humana. O novo estande esteve localizado em área externa direcionada à produção animal, local onde a Languiru expôs máquinas agrícolas das marcas Claas e Amazone, importadas e distribuídas exclusivamente pela cooperativa teutoniense no Rio Grande do Sul; e produtos da Fábrica de Rações Languiru; além de promover a degustação de produtos da Linha Chef, com cortes suínos, e de lácteos, como a bebida láctea UHT com chocolate (Chocolan). "Contamos com estande bastante diversificado, onde recebemos associados, produtores rurais, parceiros, clientes, consumidores e autoridades. Associados da região noroeste do Estado ficaram positivamente surpresos com o estande diferenciado da Languiru, mesmo retorno que tivemos de associados do Vale do Taquari e outras regiões que visitaram a feira", avalia o coordenador de máquinas e equipamentos, Neodi Elias Tischer. (Assessoria de Imprensa Languiru)


Crédito: Leandro Augusto Hamester
 
 

  Leite: projeto de lei do RS quer ajudar indústria familiar
A cadeia leiteira do Rio Grande do Sul continua na expectativa da votação do projeto de lei que propõe mudanças no sistema unificado de sanidade agroindustrial familiar. Se aprovada, a proposta beneficiaria produtores e agroindústrias de mais de 200 municípios do estado. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)

Porto Alegre, 02 de abril de 2018                                              Ano 12 - N° 2.705

 

  Ministério do Trabalho dá aval a imposto sindical

A Secretaria de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho, defende a cobrança do imposto sindical de todos os trabalhadores de uma categoria após a aprovação em assembleia. A contribuição passou a ser voluntária com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro. Pelo entendimento da nova lei, o imposto só pode ser cobrado do trabalhador que der autorização individual por escrito. A nota técnica nº 2/2018, assinada pelo secretário Carlos Cavalcante Lacerda, devolve aos sindicatos um direito que é interpretado como uma decisão do trabalhador.


 À Folha, Lacerda disse ter recebido de entidades mais de 80 pedidos de manifestação. “Sem a contribuição, pequenos sindicatos não vão sobreviver. A nota pode ser usada para os sindicatos embasarem o entendimento de que a assembleia é soberana”, afirmou Lacerda. Advogados trabalhistas e o setor patronal criticam o parecer. Sindicalistas comemoram a nota do secretário do governo Michel Temer.

“O Ministério do Trabalho adotou uma posição de equilíbrio”, disse Ricardo Patah</span>, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores). 

Sindicatos como o dos comércios de São Paulo, base de Patah, têm realizado assembleias gerais com a participação de uma parcela da categoria para impor a taxa a todos os trabalhadores.

Reportagem da Folha mostrou que as empresas só vão descontar contribuição autorizada individualmente.

“A posição da Fecomercio se mantém [contrária ao recolhimento] até que o STF [Supremo Tribunal Federal] se posicione”, disse Ivo Dall’Acqua Junior, vice-presidente da FecomercioSP (federação do setor patronal do comércio no estado de São Paulo).

Tanto o Supremo como a Justiça do Trabalho têm sido bombardeados com ações pela volta da obrigatoriedade da contribuição sindical.

Para Dall’Acqua, o documento do ministério é inepto. “Notas técnicas são orientadoras de fiscalização, mas o texto não foi feito pela área competente, de auditores fiscais. A secretaria ultrapassou sua competência.

O documento, porém, diz que a secretaria tem autoridade para emitir parecer técnico sobre legislação sindical. A nota ainda recorre a uma argumentação jurídica: “Não se desconhece que a Constituição Federal de 1988 deu brilho às entidades sindicais. Reconheceu, inclusive, a força da <span instrumentalidade coletiva advinda da negociação coletiva (art. 7º)”. 

O que muda com a reforma trabalhista?
A reforma trabalhista entrou em vigor no sábado, dia 11 de novembro. CLIQUE AQUI para ver as principais alterações.

Oportunismo:
O professor de Direito do Trabalho da FGV Direito SP e da PUC-SP Paulo Sergio João disse que a nota é uma orientação oportunista.

“Só satisfaz entidades que questionam o fim da obrigatoriedade. Não tem valor técnico nem jurídico”, afirmou.

De acordo com João, com o parecer, o ministério só atende a um pedido de socorro dos sindicatos dos trabalhadores. “O efeito político é lamentável e revela um sindicalismo atrelado ao Estado”, disse o professor.

Lacerda, secretário de Relações do Trabalho, é ligado à Força Sindical e filiado ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SD-SP). O secretário, apesar da repercussão da nota no meio sindical, ainda vai submeter o entendimento à assessoria jurídica do órgão.

Presidente do TST suspende cobrança obrigatória
O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro João Batista Brito Pereira, proibiu o recolhimento obrigatório do imposto sindical de trabalhadores de empresas que operam no porto de Santos (SP). A decisão é liminar (provisória).

A sentença beneficiou a Aliança Navegação e Logística e a Hamburg Süd Brasil. O Settaport (sindicato dos trabalhadores) entrou na Justiça do Trabalho para receber o imposto, referente a um dia de trabalho de março. O pedido foi acatado em primeira instância e mantido pela desembargadora Ivete Ribeiro do (Tribunal Regional do Trabalho).

As empresas recorreram à Corregedoria-Geral, com uma correição parcial. Elas alegaram que o recolhimento do imposto, antes do julgamento final, geraria prejuízos. A decisão de 26 de março diz “que o imediato cumprimento da determinação de recolhimento de contribuição sindical de todos os empregados em decisão antecipatória de tutela consubstancia lesão de difícil reparação”.

Brito Pereira suspendeu a cobrança “até que ocorra o exame da matéria pelo órgão jurisdicional competente”.

Em nota, as empresas informaram que recorreram ao TST após queixas dos empregados contra a taxa. “Após a aprovação da reforma trabalhista, o recolhimento passou a ser uma opção.” O advogado do Settaport, Douglas de Souza, alega que a contribuição tem natureza tributária. “Há uma inconstitucionalidade formal na reforma trabalhista, porque só se pode acabar com tributo por lei complementar.” (Folha de SP)
 
 
Leite/Oceania 

A produção de leite na Austrália de julho de 2017 a fevereiro de 2018 subiu 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todos os meses desta temporada, de julho de 2017 a fevereiro de 2018, a produção de leite australiana ficou acima da verificada no mesmo período do ano passado. 

Em fevereiro de 2018 subiu 2,45% em relação a fevereiro de 2017. Na Nova Zelândia a produção de leite em fevereiro de 2018, foi de 1,9 milhões de toneladas, apresentando queda de 2,3% em relação a fevereiro de 2017. Em janeiro de 2018, os sólidos do leite também caíram 3,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. As condições climáticas em grande parte da Nova Zelândia melhoraram em relação ao início da temporada, ajudando na recuperação das pastagens. Observações preliminares sugerem que a tendência de produção menor do que no ano anterior enfraqueceu, e parece que o volume começou a melhorar nas últimas semanas. É possível que a produção até maio fique acima do projetado para essa época, mas, ainda assim, a temporada deverá fechar com volumes inferiores aos da temporada passada. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 

 
 
Leite/América do Sul 


A severa seca no Cone Sul da América do Sul continua a afetar a qualidade dos plantios de soja e milho e das pastagens de muitas fazendas. Os insumos para ração (milho/soja) são os maiores custos para os produtores de leite da região. 

Portanto, isso representa uma grande preocupação para a indústria de laticínios da região. A produção de leite é geralmente fica estável ou elevada no início do outono. No entanto, os níveis de gordura e proteína do leite permanecem baixos, enquanto a demanda por creme é forte. Ao contrário de duas semanas atrás, na Argentina e Uruguai a produção do leite de vaca vem melhorando lentamente, já que as temperaturas no início do outono estão se tornando mais confortáveis para o rebanho leiteiro. No momento, o volume de leite está sendo suficiente para processar queijos iogurte e leite em pó, além de atender a demanda de leite engarrafado. No entanto, a oferta de creme é muito pouca para atender à demanda sazonal de produtos à base de creme, como manteiga, doce de leite, e leite condensado. Assim, as bonificações para a matéria gorda do leite continuam elevadas. No Brasil, a produção de leite na fazenda é variável devido às diversidades climáticas do país. A oferta de leite está sendo adequada para a maior parte das necessidades das fábricas. As compras de leite fluido/UHT nos vários canais do mercado permanecem fortes. Já a demanda por queijo é fraca. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 

Dívidas de custeio
O Banco do Brasil irá negociar as dívidas de custeio agrícola e investimento dos produtores de leite de todo o país. A decisão foi repassada para a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que haviam solicitado a demanda. De acordo com o presidente da associação, Geraldo Borges, é a terceira vez em que a entidade pleiteia em favor dos produtores. “No ano passado, o Banco do Brasil tinha prorrogado as dívidas de 2017. Até 30 de dezembro era o prazo para o produtor procurar a agência e fazer a prorrogação, o que, de uma forma coletiva, foi autorizado. Esse prazo foi prorrogado até 30 de março, para negociar todas as dívidas de custeio e investimento que venceram em 2017. A Abraleite solicitou uma terceira vez, junto com a FPA, que as dívidas que estariam vencidas e vencendo em 2018 fossem também parceladas”, conta. Conforme consta no documento enviado pelo banco, será necessário que os produtores paguem 20% do débito ainda em 2018. O saldo restante poderá ser prorrogado por três anos. Borges explica que no ofício não consta a data limite para os produtores renegociaram a dívidas, mas recomenda que isso seja feito o quanto antes. O presidente da Abraleite destaca que é uma solução paliativa, servindo como oxigênio para os pecuaristas. “Para esse produtor tentar se equilibrar enquanto a cadeia se recupera desse problema, que tem vivido desde maio de 2017. Uma queda constante dos preços. A baixa ou nenhuma remuneração nos preços”, esclarece. (Canal Rural)

Porto Alegre, 29 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.704

 

  Revista Sindilat destaca mercados para exportação

A nova edição da Revista Sindilat já está em circulação. A reportagem de capa reúne um time de especialistas para falar sobre as oportunidades e desafios de negócios que se abrem para os produtos brasileiros no exterior. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, são mais de 55 países em negociação ativa com o Brasil nos últimos dois anos. 

A publicação também traz notícia sobre o novo laboratório credenciado para exames de brucelose no Rio Grande do Sul e aborda projetos de sucesso executados pelo Sindilat em 2017, como o Pub do Queijo na Expointer. Além disso, a edição traz cobertura completa da festa de posse da nova diretoria do sindicato ocorrida em dezembro passado e da entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo e Destaques 2017.  Para acessar a revista na íntegra CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Santa Clara define as atrações da 11ª Expoclara

A Cooperativa Santa Clara prepara a 11ª edição da Exposição de Gado Leiteiro, Máquinas e Produtos, a Expoclara, que ocorre entre os dias 03 e 06 de maio, das 8h às 18h, no Parque da Fenachamp, em Garibaldi.  O evento é considerado uma das principais exposições de gado leiteiro Estado. 

A Expoclara tem por objetivo colocar animais de associados em uma exposição oficial e sob olhares de visitantes e profissionais do ramo, valorizando a sua qualidade genética. Além disso, é uma oportunidade para os produtores terem seus animais avaliados e comparados aos de outros expositores, podendo ainda trocar experiências sobre a atividade.

Para esta edição, está prevista a participação de mais de 200 animais das raças Jersey e Holandês, 80 expositores e 30 mil visitantes. Entre as atrações estão o julgamento de gado leiteiro, shows, exposição de máquinas, produtos, equipamentos agrícolas e produtos, além do 3º Concurso Jovem Puxador, voltado às crianças e adolescentes, e o Encontro de Prefeitos e Secretários Municipais de Agricultura. Entre as novidades deste ano está o Balcão de Negócios, onde os produtores poderão negociar os animais expostos e o espaço do projeto Plantando o Bem. 

Expoclara Cultural                                          
A Expoclara Cultural contará com os shows de Thomas Machado, vencedor do The Voice Kids 2017, João Luiz Corrêa e Grupo Campeirismo e Guri de Uruguaiana. Nos quatro dias da exposição haverá intervenções do Grupo Vanti in Drio. A programação conta ainda com apresentações da peça teatral Histórias das Porteiras “O livro dos Contos” e “Uma aventura urbana”, além de shows regionais. 

O projeto Palco Cultural Histórias das Porteiras conta com o patrocínio da Cooperativa Santa Clara. Financiamento do Governo do Estado - Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer - Pró-Cultura RS - Lei de Incentivo à Cultura. Mais informações sobre a Expoclara podem ser obtidas no site www.coopsantaclara.com.br/expoclara.

Sobre a Santa Clara
Em 2018, a Santa Clara completa seus 106 anos de história, o que a faz a mais antiga cooperativa de laticínios em atividade no Brasil. A sua sede está localizada no município de Carlos Barbosa e está presente, através de seus 5.630 associados, em mais de 120 municípios gaúchos, atuando nos ramos de Laticínios, Frigorífico, Fábrica de Rações, Cozinha Industrial, Farmácia e 22 unidades de varejo, entre supermercados e mercados agropecuários, nos municípios onde possui associados. Atualmente possui um mix de 340 produtos, entre Laticínios, Frigorífico, Doces e Sucos.

Confira a programação:
Horário de visitação: das 8h às 18h
03 de maio (quinta-feira)
10h – Encontro Santa Clara com Prefeitos e Secretários de Agricultura
9h, 10h, 13h30min, 14h30min e 15h30min – Espetáculo Teatral: Histórias das Porteiras – O Livro dos Contos*
15h – Abertura Oficial do Evento
17h – Inês Rizzardo 

04 de maio (sexta-feira)
8h30min, 9h30min, 14h, 15h e 15h45min – Espetáculo Teatral: Histórias das Porteiras – Uma Aventura Urbana*
08h – Julgamento Animais da Raça Jersey
13h30min – Julgamento Animais Jovens da Raça Holandesa

05 de maio (sábado)
8h30min – Julgamento Animais Adultos da Raça Holandesa
9h – Teatro: Histórias das Porteiras – Uma aventura Urbana*
11h e 13h – Teatro: Histórias das Porteiras – O Livro dos Contos*
12h – Concurso Jovem Puxador
14h – Espetáculo Vida em Movimento: Sankt Petrus Dança Brasil*
14h30min – Apresentação dos Animais para Balcão de Negócios
15h – Thomas Machado com participação especial de Laura Dalmás*  
15h30min – Guilherme Mecca
16h – Grupo Estirpe Campeira *
17h – Beatles no Acordeon
21h – Jantar de Entrega de Troféus aos Associados e Expositores 

06 de maio (domingo)
9h – Mateada com CTG Sentinela da Serra (Garibaldi) e CTG Trilha Serrana (Carlos Barbosa), participação especial de Sedenir Sauthier e Grupo Isto é o Rio Grande*
14h – Desfile das Campeãs 
14h – João Luiz Corrêa e Grupo Camperismo*
15h30min – Guri de Uruguaiana*
16h30min – Laura Dalmás
17h15min – Joce Sampaio
18h – Encerramento do evento

* Atrações no Palco Cultural
Programação sujeita a mudança sem aviso prévio

Programação paralela:
– Feira de Máquinas e Implementos Agrícolas
– Circuito do Leite
– Energias Alternativas
– Feira da Agroindústria
– Irrigação e Fruticultura
– Espaço Plantando o Bem
– Campo Tecnológico Sustentável – Parceria Cooperativa Santa Clara, Emater e Embrapa
– Palestras técnicas
– Conferência de atualização do Colégio Brasileiro de Jurados de Pista – “A arte de julgar”, de 1º a 03 de maio
Organização: ABCBRH – Associação Brasileira de Criadores Bovinos de Raça Holandesa e Gadolando Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS
Apoio: Cooperativa Santa Clara
(Assessoria de Imprensa Santa Clara)
 
 
Leite/Europa

Observações preliminares registraram aumento na entrega de leite nas fábricas a partir da segunda quinzena de março na Europa Ocidental. O mês começou com um clima frio incomum para a época prejudicando a produção de leite, mas, no meio do mês as temperaturas ficaram mais elevadas. 

O aumento do leite é bem recebido pelas indústrias europeias, especialmente para os produtores de queijo. Em janeiro de 2018 a produção de leite na União Europeia ficou 3,5% acima da verificada no mesmo mês de 2017, com destaque para Alemanha (+5,2%); França (+3,9%); Reino Unido (+1,2%); e Itália (+4,6%).

A produção de queijo na União Europeia (UE) em janeiro de 2018 ficou 2,6% acima da verificada em janeiro de 2017. Muitas indústrias esperam que os preços do queijo permanecem firmes, e a produção de queijo tem sido a prioridade dada ao leite captado nas plataformas. Os fabricantes de queijo da UE têm como alvo atender o mercado interno, mas, também chegar ao mercado mundial. Os estoques estão apertados, mais do que o desejável, e, portanto, o aumento da produção é necessário. Entre alguns dos principais países produtores de queijo, cabe destacar as elevações verificadas em janeiro de 2018 quando comparadas com janeiro de 2017: Alemanha (+3,1%), França (+4%); e Itália (+5,2%). (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 

Temer sanciona lei que cria conselho para técnicos agrícolas
O presidente Michel Temer sancionou lei que cria os conselhos federais e regionais de técnicos industriais e dos técnicos agrícolas, todos na qualidade de autarquias com autonomia administrativa e financeira e com estrutura federativa. A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). Os conselhos "têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional das respectivas categorias". As instituições terão sua estrutura e seu funcionamento definidos em regimento interno próprio, aprovado pela maioria absoluta de seus conselheiros. (As informações são do jornal Valor Econômico)

 

Porto Alegre, 28 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.703

 

  Queijos/Chile

Entre os principais produtos lácteos importados pelo Chile, os queijos representaram 66,6% do total entre janeiro e fevereiro de 2018, segundo dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas Odepa. Representou US$ 33,5 milhões em valores, e 8.728 toneladas em volumes. O leite em pó integral e o leite em pó desnatado tiveram 11,2% e 5,8% de participação, respectivamente, nos valores de US$ 5,6 milhões e US$ 2,9 milhões.

 
 

País de origem
Quanto às importações por país de origem, os principais foram Alemanha, Argentina e Estados Unidos, com participações de mercado de 36,6%, 14,1% e 13,3%, respectivamente. Seguem Holanda e Nova Zelândia, na quarta e quinta colocação, obtendo 11,7% e 11,2% de participação no mercado. Cabe ressaltar o notável crescimento da Alemanha, cujo volume importado totalizou 3.191 toneladas, o que representou variação de 888,7% em comparação com o ano anterior. A Argentina, por sua parte, com um volume importado de 1.234 toneladas, cresceu 53,6%, enquanto os Estados Unidos embarcou 1.164 toneladas, caindo 8,6% em relação a um ano antes. (ExporLac Chile – Tradução livre: Terra Viva)
 
 
 

 Produção mundial 

A produção mundial de leite em janeiro registrou aumento de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2017. Mais de 75% do leite adicional foi procedente do aumento da produção na União Europeia (UE-28), e os Estados Unidos contribuíram com mais de 20%. 

A produção na Argentina e na Austrália aumentaram, mas a da Nova Zelândia caiu, compensando o incremento desses dois países. A captação de leite na UE aumentou 3,8% em janeiro em relação a janeiro de 2017. Em todos os países da UE foram registradas taxas de crescimento da produção, menos Reino Unido, Hungria e Suécia. Na Espanha a captação subiu 5,4%, percentual similar ao registrado na Alemanha. Na França e na Polônia o crescimento foi em torno de 4%. Os maiores incrementos (acima de 10%) ocorreram na Itália, Áustria, Romênia e Bulgária. As estimativas para fevereiro apontam para um panorama diferente. A Nova Zelândia poderá continuar com os níveis de produção abaixo do ano anterior e a meteorologia desfavorável na UE poderá refletir na produção. Na Holanda a produção deve cair 1,2% (mesmo que tenha aumentado 0,2% em janeiro). Os outros países ainda não possuem dados oficiais, mas, parece que também ocorreram reduções na França, Alemanha e Reino Unido. (Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)


Mudança de comportamento

Nos últimos doze meses, brasileiros economizaram comendo menos fora de casa e escolhendo marcas mais baratas de produtos como leite, sucos, arroz e macarrão. Também há um número crescente de consumidores economizando em produtos de limpeza, tendência que se repete nos outros países da América Latina e nos Estados Unidos.

Por outro lado, os mesmos brasileiros que economizaram nestas frentes escolheram marcas mais caras de vinhos e de cervejas, de acordo com a pesquisa Sentimento do Consumidor, da consultoria McKinsey. Para os especialistas, uma das razões para esta mudança de comportamento está na chegada de novas opções de maior qualidade nas prateleiras dos supermercados. A McKinsey também cita “mudanças graduais no paladar do consumidor ao longo dos anos”. Cerveja e vinhos ficaram no primeiro e segundo lugar no ranking de viés de migração para marcas mais caras. Mas, além das bebidas alcoólicas, outro setor que também observou esta migração foi o de cosméticos, que registrou a segunda maior migração para marcas superiores. De acordo com a pesquisa, apenas 28% da população está otimista sobre sua economia doméstica, contra 31% no final de 2016. No mercado de trabalho, 76% das pessoas têm medo que alguém de sua casa perca o emprego, contra 71% no final de 2016. (InfoMoney)


Uruguai: captação de leite pela Conaprole acumula expansão de 7,9% em 2018

A captação de leite pela empresa uruguaia, Conaprole fechou os primeiros 18 dias de março com um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto no acumulado janeiro-março o aumento chegou a 7,86%, informou o vice-presidente da Conaprole, Alejandro Pérez Viazzi.

Atualmente, a indústria está processando cerca de 3,2 milhões de litros por dia, apesar de um clima relativamente adverso que se estendeu a uma grande parte da bacia leiteira até o último final de semana. "Apesar da seca, o gado em geral parece estar bem e está expressando (em litros de leite) seu potencial", explicou.

Ele considerou que, se o clima for favorável para o plantio de safras de inverno, certamente uma taxa de expansão nos níveis de captação  entre 8% e 10% acima dos níveis do ano passado pode ser sustentada. Em fevereiro, a Conaprole pagou em média aos seus produtores, um valor médio por litro de 9,75 pesos (US$ 0,34). (As informações são do Tardaguila Agromercados, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)
 
 

Uruguai: preço do leite ao produtor subiu em fevereiro para o seu melhor nível em 5 meses
O preço do leite pago ao produtor uruguaio subiu em fevereiro em relação a janeiro e também em relação ao mesmo mês do ano passado. A média foi de 9,64 pesos (US$  0,34) por litro, a maior desde setembro do ano passado. Isso representou um aumento de 2% em relação a janeiro e de 1% em relação aos 9,55 pesos (US$ 0,33) do ano anterior, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale). (As informações são do http://blasinayasociados.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 27 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.702

 

  Benefícios à sanidade e à genética

O Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (Mapa), que completa três anos em 2018, desponta no Rio Grande do Sul como uma alternativa atrativa para os laticínios, com reflexos positivos e diretos para os agricultores. Criado em 2015, o programa prevê o desconto dos créditos da contribuição ao PIS/Cofins para projetos de assistência técnica, educação sanitária e melhoramento genético nas propriedades produtoras. O laticínio que apresenta projeto tem retorno de 50% dos créditos presumidos, desde que invista 5% no programa. 

O responsável pelo programa na Superintendência Regional do Mapa, Roberto Francisco Lucena, explica que, no Estado, 60 projetos já protocolaram pedido de retorno dos créditos presumidos, o que representa um montante de R$ 49 milhões e benefícios a pelo menos 20 mil produtores. No ano em que se iniciou, o programa atendeu 10 mil agricultores. "Com estes recursos já se realizaram, por exemplo, testes de brucelose e tuberculose em 120 mil animais de 3,8 mil propriedades gaúchas", contabiliza Lucena. O fiscal agropecuário ressalta também que resultados prévios do programa mostram melhorias na qualidade e produtividade do leite, no gerenciamento das propriedades, na genética dos rebanhos e na efetividade nos controles sanitários. Todas as 26 empresas associadas ao Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), que representam 80% da produção leiteira gaúcha, têm projetos protocolados no programa. 

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, diz que o Mais Leite Sustentável é um dos programas governamentais mais inteligentes já criados. "Todos os nossos associados estão com projetos em andamento. Quem não aderiu está perdendo dinheiro, pois feitos os investimentos obrigatórios que favorecem os produtores, o laticínio ainda tem o retorno de recursos para aplicar nas suas despesas", lembra Guerra. A coordenadora do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo do Mapa, Charli Ludtke, afirma que ainda há muito espaço para a adesão ao programa, que já aplicou R$ 130 milhões desde sua criação e beneficiou 55 mil produtores em todo o país. (Correio do Povo)
 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Março de 2018 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Fevereiro de 2018 e a projeção dos preços de referência para o mês de Março de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,51 e 3,60% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 8,61 e 8,70% de sólidos não gordurosos, entre 451 e 500 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O leite abaixo do padrão é aquele que contém 3,00 a 3,05% de gordura, entre 2,90 e 2,95% de proteína, entre 8,40 e 8,50% de sólidos não gordurosos, no máximo 600 mil células somáticos/ml e no máximo 600 mil ufc/ml de contagem bacteriana. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (FAESC)


FrieslandCampina

O preço garantido do leite cru pela FrieslandCampina para o mês de abril de 2018 foi de € 34,50/100 kg, [R$ 1,46/litro], caindo € 1,00/100 kg em relação ao mês anterior. É o menor preço desde janeiro de 2017, e também € 1,50 menor do que o registrado em abril de 2017. A queda foi resultado da quebra de expectativas em relação às cotações dos produtos lácteos que foram feitas pelas principais indústrias de referência.
 

Também o preço garantido do leite orgânico caiu em abril, para € 48/100 kg, [R$ 2,03/litro]. Um decréscimo acentuado, de € 2,50/100 kg em relação a março de 2018. É o mesmo valor pago em abril de 2017, e o menor dos últimos 12 meses. (FrieslandCampina – Tradução livre: Terra Viva)


  

Preços globais da Fonterra se mantêm estáveis

Em conjunto com o anúncio de uma mudança de liderança e aumento de receita, a Fonterra também anunciou um aumento na previsão do preço do leite de 2018 para NZ$ 6,55 (US$ 4,70/R$ 15,51) por quilo de sólidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,55 (US$ 0,39/R$ 1,30) por quilo de leite.  A nova previsão é 15 centavos (10,7 centavos de dólar) maior do que a previsão de dezembro de 2017 de NZ$ 6,40 (US$ 4,59/R$ 15,15) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,53 (US$ 0,38/R$ 1,25) por quilo de leite].

Além disso, a Fonterra previu que seu dividendo anual esteja entre 25 e 35 centavos de dólar neozelandês (17,9 a 25,15 de dólares/59,2 a 82,88 centavos de real) por ação. Se concretizado, isso resultaria em um pagamento total em dinheiro em 2018 de NZ$ 6,80 (US$ 4,88/R$ 16,10) a NZ $ 6,90 (US$ 4,95/R$ 16,34)  por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,57 (US$ 0,40/R$ 1,34) a NZ$ 0,58 (US$ 0,41/R$ 1,37) por quilo de leite], o terceiro maior na última década.

O preço mais favorável que levou ao anúncio foi seguido pelos resultados provisórios de 2018, refletindo um líquido normalizado após a perda de impostos de NZ$ 348 milhões (US$ 250 milhões/R$ 824,11 milhões). A receita provisória de 2018 para a cooperativa aumentou 6% em relação aos resultados intermediários de 2017, para NZ $ 9,8 bilhões (US$ 7 bilhões /R$ 23,2 bilhões).

A perda foi direcionada por uma redução de  NZ$ 400 milhões (US$ 287,46 milhões/R$ 947,25 milhões) em seu investimento na Beingmate, uma empresa chinesa de fórmulas infantis. Além disso, a Fonterra reportou a renúncia do CEO, Theo Spierings, após sete anos no comando. O presidente do conselho da Fonterra, John Wilson, também observou: "Embora o quadro global de oferta e demanda permaneça positivo e esperemos que os preços permaneçam em torno dos níveis atuais, estaremos atentos a qualquer impacto no sentimento do mercado à medida que os volumes de produção de primavera começam a surgir na Europa".

De fato, é um conselho sábio ficar de olho na produção de leite na Europa. Os dados de janeiro mostram que a produção de leite na UE-28 - assumindo uma produção estável na Suécia e na Grécia, que ainda não reportaram - subiu 3,1% com relação a dezembro e 4,2% com relação a janeiro de 2017.

Comparando os resultados preliminares com janeiro de 2016, a UE-28 teve crescimento de 2,5%. Em janeiro passado, a produção de leite na UE-28 estava em declínio, pois havia incentivos econômicos para os produtores de leite reduzirem a produção; portanto, comparar 2018 a 2016 fornece uma imagem mais clara da magnitude da expansão.

Em 22/03/18 – 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,71865; R$ 2,36814
1,39150 Dólar Neozelandês = US$ 1
0,42227 Dólar Neozelandês = R$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Daily Dairy Report, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


EUA: produção de leite aumentou 1,8% em fevereiro nos 23 estados de maior produção

A produção de leite nos 23 estados de maior produção dos Estados Unidos em fevereiro totalizou 7,21 bilhões de quilos, alta de 1,8% em relação a fevereiro de 2017. A produção revisada em janeiro, de 7,85 bilhões de quilos, subiu 1,8% em relação a janeiro de 2017. A revisão de janeiro representou um aumento de 4 milhões de quilos ou 0,1 por cento da estimativa de produção preliminar do mês passado. A produção por vaca nos 23 principais estados teve média de 826,4 quilos em fevereiro, 10,43 quilos a mais que em fevereiro de 2017. O número de vacas leiteiras em fazendas nos 23 principais estados era de 8,75 milhões de cabeças, 49.000 cabeças a mais do que em fevereiro de 2017, e mil cabeças a mais do que em janeiro de 2018. (As informações são do National Agricultural Statistics Service (NASS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), traduzidas pela Equipe MilkPoint) 

 

Preço/Arla
A Arla anunciou aumento de 0,32 pence por litro do leite padrão a partir de 1º de abril. Com a introdução do mecanismo de estabilização cambial no último trimestre, o litro do leite subirá para 27,43 pence, [R$ 1,29/litro]. Em relação aos mercados, o diretor da Arla, Johnnie Russell disse que “Os preços do mercado de commodities ficaram estáveis nas últimas semanas, mas, as proteínas continuam com níveis recordes de baixa. As taxas de aumento nos preços da manteiga e do queijo diminuíram, e continuam nos níveis de fevereiro”. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 23 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.701

 

 Fonterra eleva o preço do leite de NZ 6,40 para NZ$ 6,55, mas reduz os dividendos
 
A Fonterra fez anúncios variados com seu resultado parcial – elevando a previsão do preço do leite aos produtores em 15 centavos, mas, reduzindo a previsão de dividendos do ano também em 15 centavos. 

Contrariamente à algumas expectativas, a Fonterra assumiu inteiramente a queda do valor de mercado de 18,8% da chinesa Beingmate Baby & Child Food Co, adquirida em 2015 por NZ$ 756 milhões. A Beingmate anunciou perdas de NZ$ 208 milhões. A Fonterra fez a depreciação dos NZ$ 405 milhões, para NZ$ 244 milhões, refletindo os preços atuais das ações. A cooperativa prevê dividendos entre 25 e 35 centavos. No ano passado os dividendos foram de 40 centavos. Somando os dividendos e a previsão do preço do leite de NZ$ 6,55/kgMS, [R$ 1,19/litro], os produtores receberão este ano, entre NZ$ 6,80 e NZ$ 6,90, [R$ 1,24 e R$ 1,26], – o que a Fonterra diz se o terceiro maior da última década.
 
 
 
O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que o pagamento foi “uma boa notícia para a Nova Zelândia, pois, representa cerca de NZ$ 10 bilhões que entrarão na economia do país. “No entanto, estamos conscientes dos desafios que muitos dos agricultores estão enfrentando nesta temporada diante das condições climáticas adversas que impactam na produção. Embora o quadro global de oferta e demanda permaneça positivo e esperamos que os preços permaneçam nos níveis atuais, estaremos atentos a qualquer impacto sobre as condições de mercado que poderá ser causado pelo aumento da produção de primavera na Europa”.

Na primeira metade da temporada a Fonterra também pagou NZ$ 183 milhões pelos prejuízos causados à Danone. Isto junto com o prejuízo da Beingmate totalizou perdas de NZ$ 348 milhões no semestre. Com base normais, a Fonterra disse que o lucro líquido depois dos impostos chega a NZ$ 248 milhões. “Dado o possível impacto dessas decisões, o Conselho resolveu reduzir a previsão dos dividendos para 25 a 25 centavos por ação. Essa faixa de dividendos permitirá à diretoria cobrir o prejuízo da Beingmate, bem como a indenização à Danone.” (interest.co.nz – Tradução livre: Terra Viva)  
 

Produção láctea e integração do Mercosul em debate em Santa Rosa

Com o objetivo de discutir a cadeia produtiva do leite juntamente com produtores da região, a Cabanha Gema, de Santa Rosa, realizará o evento Manhã de Campo: A voz do Leite, no dia 7 de abril. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, participará dos debates, abordando as tratativas para avançar na integração da produção dos países do Mercosul. "É muito importante pensarmos no bloco econômico como um diferencial competitivo, como parceiros que têm muito a nos ajudar na busca de novos mercados internacionais", disse. Segundo Palharini, o Brasil precisa se equiparar ao Uruguai e Argentina em termos de competitividade e isso passa por aproximar o relacionamento.

De acordo com uma das proprietárias da cabanha Ângela Marasquin, um dos objetivos é mostrar aos produtores como se trabalha com Compost Barn e as vantagens do uso dessas grandes áreas cobertas na produtividade e conforto animal."Nós somos a primeira cabanha aqui na região com um galpão com esse sistema", pontuou. A expectativa de Marcos Freitas, também proprietário, é que cerca de 400 pessoas participem do evento. 

Na ocasião, também haverá palestra da Hermanns Insumos e Equipamentos sobre sistema de ordenha. Evandro Kurtz, da Gensur Brasil Genética, falará sobre a seleção de touros adequados para sistemas de produção. A Nutretampa abordará a adequação do concentrado conforme o sistema de produção. O proprietário da cabanha, Marcos Farias, falará sobre ferramentas para o aumento da eficiência produtiva do rebanho. Além disso, a Emater apresentará dados da produção leiteira regional. O evento incia-se às 9h e será transmitido ao vivo pelo programa A voz do campo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)



México busca aumentar as exportações de produtos lácteos

Sigma, Lala e outros produtores de lácteos chamados de grau A, poderiam ter maior acesso ao mercado norte-americano e canadense, porque, dentro da renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), o México procura eliminar as barreiras estatais que permitem uma maior penetração desses alimentos em ambos os mercados - disse Kenneth Smith Ramos, chefe da Negociação Técnica do NAFTA da Secretaria de Economia.

Em uma visita à cidade onde participou do primeiro Fórum Internacional de Comércio Exterior COMCE Nordeste, ele mencionou que esta é uma proposta feita pela equipe de negociação mexicana e ele acha que pode ser alcançada. "Empresas bem-sucedidas como a Lala investiram nos Estados Unidos e de fato compraram empresas do setor de produtos lácteos como um mecanismo para resolver esses tipos de barreiras e ter presença no mercado norte-americano; mas nem todas as empresas mexicanas podem fazer isso. O que estamos procurando é que o mercado possa ser aberto completamente nos Estados Unidos e que essas restrições a nível estadual sejam eliminadas", explicou.

Ele ainda acrescentou: “Estamos buscando um maior acesso ao mercado canadense e americano de produtos lácteos. O Canadá ainda tem barreiras significativas a esse respeito, em produtos lácteos e aves e há restrições regulatórias dos Estados Unidos ao nível estatal que impedem a entrada de nossos produtos de, por exemplo, grau A (como iogurtes e leite fresco). Há barreiras não tarifárias e estamos procurando abrir isso". 

Smith Ramos acrescentou que outro objetivo da propostas feita pela equipe de negociação mexicana é permitir, em todos os três países, a entrada temporária de pessoas de negócios, isto é, profissionais e escritórios certificados; o que segundo ele, agregaria valor ao NAFTA.

"Um aspecto importante que enfatizamos no NAFTA é a entrada temporária de pessoas de negócios, com cadeias de produção integradas nos três países que foram desenvolvidas ao longo dos últimos 25 anos. A parte do movimento trabalhista é fundamental, não estamos falando de modificar a política de migração de qualquer um dos países, estamos falando de oferecer maiores facilidades para que profissionais e certos negócios certificados possam se mover livremente através de suas empresas e participar de projetos temporários em qualquer um dos três países. Este é um aspecto da flexibilidade do trabalho e de competitividade muito importante e que estamos promovendo”. (As informações são do El Financiero, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

Impostos/AR 
A AFIP, [Receita Federal da Argentina) prorroga por tempo indeterminado a redução de cinco pontos no recolhimento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) que incide sobre a captação de leite fluido pelas indústrias de laticínios. A resolução 4216 da AFIP – publicada no Diário Oficial de hoje prorroga o benefício fiscal “a partir de 01 de janeiro de 2018, inclusive, mesmo quando aplicável a transações realizadas antes dessa data”. A norma indica que, no caso de ter sido retido 6% entre 1º de janeiro de 2018 e 21 de março, “as quantias excedentes deverão ser devolvidas, aplicando-se o disposto no artigo 6 da Resolução Geral 2233, e suas emendas”. A restituição do benefício foi uma promessa do presidente Mauricio Macri durante a última reunião entre a Mesa do Setor lácteo e o Presidente, realizada no final de fevereiro passado. (Infortambo – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 22 de março de 2018                                              Ano 12 - N° 2.700

 

  2017: produção se recupera, mas ritmo cai no final do ano
 
Nesta quarta-feira (21.03.18), o IBGE divulgou os resultados da Pesquisa Trimestral do Leite referentes ao 4º trimestre de 2017. Neste período, a captação formal brasileira foi de 6,4 bilhões de litros, aumento médio de 3,2% em relação ao 4º trimestre de 2016. Com isso, 2017 se consolidou como um ano de recuperação na produção de leite. Após cair por dois anos consecutivos, em 2017 a captação formal total foi 4,4% maior do que em 2016, chegando a 24,1 bilhões de litros, contra 23,1 no ano anterior. Entretanto, a forte queda na rentabilidade da atividade (especialmente no 2º semestre) desacelerou a recuperação da produção a partir do 3º trimestre de 2017, como ilustra o gráfico 1.
 
Gráfico 1. Produção formal de leite no Brasil. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base nos dados do IBGE. 
 
Entre as regiões, nota-se uma maior desaceleração na recuperação de produção na região Sudeste em relação ao Sul. No 4º trimestre de 2017, a captação formal do Sudeste foi “apenas” 2,4% superior em relação ao mesmo período de 2016; já na região Sul, o aumento foi de 6,5% na mesma comparação. Por fim, no acumulado anual (2017 vs. 2016) a região Sudeste registrou crescimento total de 2,6%, enquanto a Sul cresceu 5,6% (observe o gráfico 2).
 
Gráfico 2. Variação de captação das regiões entre 2017 e 2016. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados do IBGE.
 
 
Na comparação estadual, Minas Gerais foi o estado de maior captação no 4º trimestre (muito por conta do seu período de safra), com captação de 1,6 bilhão de litros, 0,5% a menos em relação ao 4º trimestre de 2016. Contudo, na comparação anual do volume total captado, Minas Gerais teve queda de 1,7%, a maior entre os seis principais estados do Brasil. Enquanto Santa Cataria e São Paulo foram destaques na comparação do volume anual total, com aumento de 13,1% e 11,9% respectivamente. Observe o gráfico 3.
 
Gráfico 3. Variação anual do leite formal adquirido nos principais estados. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados do IBGE. 
 
Ainda assim, Minas Gerais segue como o maior produtor de leite do Brasil, respondendo por 24,8% da captação em 2017 (contra 26,4% em 2016). Assim, o ranking de 2017 segue com os seguintes estados e suas respectivas participações na captação total: Rio Grande do Sul (14,2%), São Paulo (11,9%), Santa Catarina (11,4%), Paraná (11,3%) e Goiás (10,2%). Em 2017, destaque para São Paulo (3º) e Santa Catarina (4º) que subiram uma posição cada no ranking, enquanto o Paraná (5º) caiu duas posições entre 2016 e 2017. Vale ressaltar que, como o dado em questão se trata do leite adquirido, é possível que parte do crescimento de volume em São Paulo não seja proveniente de aumento de produção, mas sim, de leite produzido em outros estados e comprado pelas indústrias paulistas. O gráfico 4 exibe a participação dos principais estados na captação total de leite em 2017. (Fonte: IBGE/Milkpoint)
 
Gráfico 4. Participação estadual na captação total em 2017. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint com base em dados do IBGE. 
 
Empresas de alimentos reduzem propagandas voltadas para crianças
 
Após a implantação, ao longo de 2017, de um compromisso firmado por 11 grandes empresas de alimentos que atuam no Brasil, o número de propagandas para crianças de produtos por elas considerados inadequados despencou. A queda foi de 100% em peças publicitárias televisivas, de 98,6% na internet e de 97% em cinemas. Esse valor residual estaria relacionado a falhas na divulgação de conteúdo por parceiros. Foram centenas de casos analisados.
 
O anúncio foi feito nesta terça (20), em São Paulo, por executivos de algumas dessas indústrias. As empresa signatárias se comprometem, por exemplo, a não fazer anúncios de chocolates e refrigerantes para crianças; outros produtos têm propaganda liberada, como sucos 100% fruta e balas sem açúcar. Outros caem em uma classificação intermediária — para poderem ser anunciados, têm de atender critérios nutricionais padronizados.
 
Grazielle Parenti, diretora de assuntos corporativos e governamentais da Mondelez (dona de marcas como Lacta, Club Social e Philadelphia) afirma que “a publicidade é, mesmo que em menor parte, responsável pela obesidade infantil”. Segundo ela, os adultos é que tem de ser alvo das peças publicitárias, já que eles são os decisores das compras. Algumas instituições e setores da sociedade discordam, no entanto, que haja qualquer nível seguro ou aceitável de publicidade voltada para crianças.
 
O programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, por exemplo, tem como bandeira o combate à publicidade infantil baseado em uma resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), órgão colegiado ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Para eles, essas ações são abusivas e ilegais.
 
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Opas (Organização Pan-americana da Saúde) também já se manifestaram contrariamente à existência de qualquer tipo de publicidade direcionada a esse público. As empresas de alimentos, por sua vez, consideram que uma proibição total seria inadequada. Segundo Parenti, as iniciativas do Compromisso pela Publicidade Responsável estão resguardadas pelo direito à publicidade garantido pela Constituição.
 
Participam do acordo voluntário Agora, Coca-Cola Brasil, Ferrero, General Mills, Grupo Bimbo, Kellogg's, Mars, McDonald’s, Mondelez, Nestlé, PepsiCo e Unilever. As empresas não revelam qual foi o montante investido para assegurar o cumprimento das metas voluntárias. Há a expectativa de que, a partir de agora, novas companhias se juntem ao grupo.
 
Ricardo Zibas, sócio-diretor da KPMG, empresa de auditoria contratada para monitorar o cumprimento das metas voluntárias, afirma que foi desenvolvido um sistema eletrônico de monitoramento baseado em palavras-chave para verificar casos de aderência e não aderência das peças publicitárias às normas. Os períodos avaliados foram as férias escolares (janeiro), a páscoa (março e abril), Dia das Crianças (outubro) e Natal (dezembro).
 
Picolé e hambúrguer 
Um exemplo que ilustra uma categoria que pode ser anunciada, mas que depende dos parâmetros nutricionais são os picolés. Tomando como exemplo o Magnum, da Kibon (marca que pertence à Unilever), de 74 gramas, são 223 kcal e 20 gramas de açúcar por unidade.
 
Se considerarmos a porção normalizada de 100 gramas, o Magnum fica com 285 kcal e 25,6 gramas de açúcar por porção — acima dos limites de 110 kcal e 20 gramas de açúcar por porção estipulados para alimentos dessa categoria poderem estrelar peças publicitárias para crianças. Refeições prontas para crianças (almoço ou jantar), devem ter no máximo 510 kcal, menos de 660 mg de sódio e menos de 10% das calorias provenientes de gordura.
 
Um McLanche Feliz, por exemplo, pode chegar 565 kcal, se composto por cheeseburguer, batata tamanho kids, suco de laranja e Danoninho. Se o suco for trocado por água, a batata por tomatinhos e o cheeseburger por hambúrguer, o McLanche feliz pode até ficar um pouco triste, mas ganha direito de ser anunciado até como lanche da tarde, com 302 kcal.
 
Compromisso da indústria
O que pode e o que não pode ser anunciado?
Não podem ser anunciados para grupos compostos em 35% ou mais de crianças menores de 12 anos, seja abusando de cores, durante programação voltada para eles, ou com personagens infantis, por exemplo:
chocolates;
doces;
refrigerantes.
Podem ser anunciados, desde que sejam seguidas normas nutricionais padronizadas:
Óleos e gorduras com base vegetal e animal, e produtos à base de gordura e molhos emulsionados;
Frutas, vegetais e sementes e seus produtos, exceto óleo;
Leites, produtos lácteos e substitutos do leite;
Produtos à base de cereal;
Sopas, pratos compostos, pratos principais e sanduíches;
Refeições para crianças;
Sorvetes.
Podem ser anunciados sem qualquer restrição:
Água engarrafada;
Suco 100% fruta;
Produtos 100% à base de fruta ou vegetal, sem adição de sal, gordura ou açúcar;
Produtos 100% à base de sementes e castanhas, sem adição de sal, gordura ou açúcar;
Carne crua;
Gomas e balas “sugar free”.
(As informações são do jornal Folha de São Paulo)
 
 
Programa Mais Leite Saudável: projeto aumenta prazo para empresa obter habilitação definitiva
 
Empresas e cooperativas produtoras de leite interessadas em participar do Programa Mais Leite Saudável poderão ter um prazo maior para apresentar requerimento à Receita Federal solicitando habilitação definitiva no programa. É o que determina o Projeto de Lei 8840/17, do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto altera a Lei 10.925/04.
 
O Programa Mais Leite Saudável permite às empresas e cooperativas se beneficiarem de um crédito presumido, espécie de incentivo fiscal dado pelo governo federal, que dá desconto na Contribuição para o PIS/Pasep e na Cofins devidas. Para receber o benefício, elas devem apresentar ao Ministério da Agricultura um projeto de investimento para melhorar a produtividade e a qualidade do leite.
 
O plano de investimento dá direito à habilitação provisória no programa. Por força do Decreto 8.533/15, a habilitação definitiva, com o consequente acesso ao incentivo fiscal, dever ser requerida à Receita Federal no prazo de 30 dias contados da data de aprovação do projeto pelo ministério.
 
Para o deputado, o prazo é exíguo e extrapola a intenção do Congresso Nacional, quando discutiu a medida provisória que deu origem a Lei 10.925/04. No lugar dos 30 dias previstos pelo decreto presidencial, o projeto de Moreira propõe que o prazo de requerimento seja de até 2/3 da vigência do plano de investimento, que, pelo decreto, pode ser de, no máximo, 36 meses.
 
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-8840/2017
(As informações são da Agência Câmara) 
 
 

Consumo de lácteos
Um ano que iniciou com perspectivas otimistas por parte de produtores e indústrias, porém no decorrer de 2017, o cenário desenhado foi bem complexo. Para 2018, a cadeia produtiva do leite está mais cautelosa, pois há vários fatores a avaliar, tais como adequação do produtor à redução de preços, comportamento da economia brasileira e eleição de novo presidente. Dois fatores são marcantes na avaliação de 2017 para o setor de lácteos e também para outros setores de alimentos e bebidas – a mudança de hábitos dos consumidores, optando por itens básicos em suas listas de compras e a recuperação, ainda que lenta, da economia. De acordo com levantamento da Kantar Worldpanel, em artigo publicado nesta edição, no segundo trimestre de 2016, apesar do baixo crescimento em toneladas, os consumidores adquiriram 4% a mais de unidades do que no mesmo período em 2014. Em 2017, esse percentual se eleva para 7%. Então, o crescimento em unidades compradas ultrapassa o período pré-crise, porque os lares estão comprando embalagens menores. A recuperação, no entanto, vem marcada por uma mudança de comportamento: as categorias básicas têm sido priorizadas. Seguem firmes e fortes nas despensas do país: chá líquido, complemento alimentar, suco congelado, água mineral e torradas industrializadas, por exemplo, enquanto petit suisse, leite pasteurizado, iogurte, sopa, creme de leite, entre outros itens, foram deixados de lado. Os reflexos da baixa no mercado de consumo chegaram aos produtores de leite. Segundo Natália Gricol, pesquisadora da área de Leite do Cepea, o ano de 2017 dava indícios de ser um ano positivo para o produtor de leite, ao combinar preços em elevados patamares e custos de produção baixos por conta da ração mais barata. No entanto, o fraco consumo na ponta final da cadeia freou o mercado, gerou estoque e pressionou as cotações do leite no campo já em junho, durante a entressafra da produção. (Revista Ingredientes e Tecnologias)

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
do Estado do Rio Grande do Sul

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