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Porto Alegre, 14 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.641

 

  Embaixador do Uruguai no Brasil vai mediar maior integração entre os setores lácteos dos países

A embaixada do Uruguai no Brasil mediará tratativas para maior integração entre os países para comercialização de produtos lácteos a mercados que são de interesse comum. O encaminhamento ocorreu durante reunião entre representantes do setor e o embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio, nesta quinta-feira (14/12), em Brasília. 

O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participou do encontro, que foi mediado pelo deputado Covatti Filho e também contou com representantes da CNA, OCB, Fetag, Contag, G100 e Viva Lácteos. Segundo Palharini, o embaixador se comprometeu de encaminhar o pleito para Montevidéu. 

Outra pauta comum é um acordo com a União Europeia, que quer definir com o Mercosul a identificação geográfica de cada produto, medida que implicaria na mudança de nomenclatura de alguns queijos, como o parmesão e gruyère. "Há um consenso entre Brasil e Uruguai de que isto não pode ser acordado porque prejudicaria o setor nos dois países", pontua Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Roberto Soso

Uruguai -A cada dia somos mais caros e menos competitivos

O presidente da Sociedade de Produtores de Leite de Florida, Horacio Rodríguez, disse que o setor continua reclamando a criação de um fundo de garantia para atender à demanda dos produtores de leite endividados, mas também para todo o setor rural. Também comentou que com o aumento de impostos que começará a vigorar em janeiro, a situação irá se agravar. "Cada dia somos mais caros e menos competitivos", disse.

"Nós, os produtores de leite, estamos extremamente preocupados. Faz mais de dois anos que estamos trabalhando para a criação do fundo", disse Rodríguez. Em declarações ao jornal local El Heraldo o produtor e sindicalista acrescentou que a elevação de tarifas nos preocupa" porque cada vez que existe aumento desse tipo "o setor perde competitividade". A situação "é mais grave" para a produção de leite.

"Com a Federação Rural está sendo realizado um trabalho e na quarta-feira (hoje) será realizada uma reunião com a Federação no Parlamento para ver se podemos conseguir algo, não somente para os produtores, mas, para todo o país. Cada dia que passa somos mais caros e menos competitivos", lamentou.

Fundo de Garantia
Rodríguez lembrou que o Ministério da Pecuária "apresentou uma nova lei sobre a criação de um fundo de US$ 30 milhões, um fundo de garantia para trabalhar com o tema endividamento, para que os produtores endividados possam usá-lo, porque irá melhorar as garantias e haverá prolongamento da dívida de dois, para oito anos. Estamos de acordo com o projeto, ainda que precise de algumas mudanças, e foi o que as entidades do setor lácteos fizeram. Na semana passada estivemos na Comissão de Pecuária do Parlamento com uma demanda muito importante, e mencionamos a injustiça desse projeto porque está contemplando todos os produtores endividados, mas, os produtores que por distintas razões, seja porque venderam o capital, ou não quiseram se endividar, não serão contemplados. Nossa proposta é que estes últimos também sejam atendidos nesse fundo de garantia", concluiu. (TodoElCampo - Tradução livre: Terra Viva)


Peru: produção nacional fornecerá 100% do consumo interno de leite

A produção nacional de leite do Peru fornecerá 100% do consumo interno do país. Isso graças ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Pecuária que vem executando suas especificações, por meio da Direção Geral de Pecuária (DGGA). A Comissão Agrária do Legislativo, informou que - se este ano a produção de leite for de 1,9 milhões de toneladas - até 2021, ela aumentará para 2,7 milhões, chegando a 4,4 milhões de toneladas até 2027.

"Com este plano, buscamos converter o Peru em um país com uma produção pecuária próspera, competitiva e inserida no mercado nacional e internacional. Nossa produção de leite será capaz de abastecer adequadamente o mercado interno", enfatizou o ministro. Ele destacou que, para alcançar esse objetivo, vem sendo trabalhado a associatividade e o treinamento de produtores pecuários por meio da Serviagro, bem como, a expansão das forragens e implementação do plano de pastagens cultivadas com alfafa, o que triplicará o número de gado nas áreas altas andinas.

"Para isso, trabalhamos em coordenação com os governos locais e assinamos 239 acordos. Estamos empenhados em alcançar o desenvolvimento de uma pecuária sustentável", disse Hernandez.

Ele acrescentou que - até o fim de 2017 - o objetivo é instalar 25.500 hectares de pastagens cultivadas, enquanto em 2021 esse número aumentará para 150 mil hectares, beneficiando 187.500 famílias produtoras de gado em 21 departamentos do país. "Desta forma, ele enfatizou, será possível conseguir até 2027 uma vaca que produza 9,8 litros de leite por dia. A média atual é de 6 litros".

Ele também anunciou que o Plano Nacional de Desenvolvimento da Pecuária 2017-2027 planeja instalar cinco novas usinas de processamento nas regiões de Lima, La Libertad, Arequipa, Puno e Cajamarca, para as quais serão destinados 10 milhões de soles (US$ 3,08 milhões). A isso se adiciona o investimento de 5 milhões de soles (US$ 1,54 milhão), para a melhoria das 25 fábricas de produtos lácteos que operam em nove regiões do país, mas não em todas as suas capacidades.

Essas ações, segundo ele, resultarão em maiores rendimentos para famílias rurais. Durante seu discurso no Parlamento, ele finalmente esclareceu que o objetivo do governo é promover a produção de leite e produtos lácteos, atender a demanda doméstica e depois disso, também olhar para o mercado internacional. 

Em 11/12/17 - 1 Novo Sol Peruano = US$ 0,30862
3,23088 Novo Sol Peruano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) 
(As informações são do DiarioaHora.pe, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Fonterra reduz previsão do preço do leite

A volatilidade do mercado de lácteos levou a Fonterra a reduzir sua previsão de pagamento para a estação de 2017-18 em 35 centavos (24,26 centavos de dólar), para NZ$ 6,40 (US$ 4,43) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,53 (US$ 0,36) por quilo de leite. Supondo que o preço do leite revisado se mantenha, essa redução equivale a uma perda de renda de NZ$ 647,8 milhões (US$ 449,13 milhões), de acordo com dados de produção da DairyNZ, de 1,85 bilhão de quilos coletados para estação de 2016-17. 

Para o produtor médio ordenhando 414 vacas e produzindo 381 quilos por cabeça, a nova previsão significa que eles podem perder em NZ$ 55.206 (US$ 38.275) de renda não recebida. O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a previsão reduzida refletiu uma abordagem prudente da volatilidade, com o preço na GlobalDairyTrade do leite em pó integral caindo em quase 10% desde 1 de agosto. "Embora o resultado da arbitragem com a Danone tenha afetado nossa orientação de ganhos para a estação, isso não influenciou na nossa previsão de preço do leite ao produtor", disse Wilson.

"O que está impulsionando esta previsão é que, apesar de a demanda por produtos lácteos permanecer forte, particularmente na China, outras partes da Ásia e da América Latina, estamos vendo uma produção sólida da Europa e contínuos altos níveis de estoque de intervenção de leite em pó desnatado da UE". Wilson disse que a pressão de baixa foi compensada em parte pela menor taxa de câmbio do dólar da Nova Zelândia com relação ao dólar dos Estados Unidos. A forte posição financeira da cooperativa, os bons pedidos dos clientes e a demanda dinâmica permitiram que a empresa aumentasse os pagamentos aos produtores em janeiro em 10 centavos (6,93 centavos de dólar)/kg. O plano é manter a taxa de adiantamento até maio.

Os produtores receberão pagamentos iguais ou superiores por seu leite durante esse período do que os previstos no preço anterior do leite de NZ$ 6,75 (US$ 4,67) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite]. Este corte virá através dos pagamentos retrospectivos pagos aos produtores de junho a outubro na estação de 2018-19 em vez de nos próximos meses, devido à sua taxa de adiantamento. Como resultado de "condições climáticas desafiadoras", a cooperativa reduziu sua captação de leite em 1%, para 1,525 bilhão de quilogramas. Este é o mesmo volume da estação passada. Chris Lewis, presidente de lácteos da Federated Farmers, disse que a revisão foi decepcionante, mas não foi surpresa para os produtores.

A menor previsão de pagamento foi a segunda semana de más notícias para os produtores da Fonterra após a decisão da cooperativa de cortar 10 centavos (centavos de dólar) de seu dividendo após a decisão da arbitragem com a Danone, disse ele.

Do lado positivo, manter a taxa de adiantamento seria bem-vindo, pois os produtores enfrentam um "duplo golpe" do tempo seco previsto e o corte para a previsão do preço do leite. Lewis previu uma desaceleração na produção de leite, à medida que o clima seco se instala. "Tenho certeza de que compradores estrangeiros descobrirão que menos chuva significa menos pastagem, o que significa menos produção". Isso poderia ver uma recuperação na previsão mais tarde na estação se a demanda ultrapassasse a oferta. Embora isso possa ser compensado pela forte produção da União Europeia (UE), esses países produziram diferentes produtos lácteos para a Nova Zelândia, disse ele.

A Open Country Dairy, a segunda maior empresa de lácteos do país, também revisou sua previsão. Os fornecedores foram informados em uma carta enviada no final de novembro de que seu pagamento seria de cerca de NZ$ 6,40 (US$ 4,43) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,53 (US$ 0,36) por quilo de leite.

O economista rural sênior da ASB, Nathan Penny, disse que a nova previsão dividiu a diferença entre um consenso de mercado informal de NZ$ 6,33 (US$ 4,38) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite] e a previsão do banco de NZ$ 6,50 (US$ 4,50) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite].

Embora a Fonterra tenha errado no lado da conservação em sua previsão revisada, Penny disse que estava mais otimista e manteve sua previsão. "O clima seco da Nova Zelândia tem potencial para aumentar a pressão sobre os preços dos produtos lácteos. Na verdade, a Fonterra também reduziu sua previsão de produção 2017-18 para 2016-17, de 1% de aumento anteriormente. Da mesma forma, a demanda global é firme e a escassez global de manteiga continua. O principal fator de compensação é a produção robusta da UE". 

O economista-chefe da Westpac, Dominick Stephens, disse ter visto algum risco de alta para a previsão do banco de NZ$ 6,20 (US$ 4,29) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,56 (US$ 0,38) por quilo de leite] devido ao último leilão GDT e clima cada vez mais seco.  Stephens destacou que não preveriam o clima de verão ainda, mas se permanecer seco, aumentará sua própria previsão. Ele também estava preocupado com uma potencial desaceleração na economia da China no próximo ano devido às restrições ao crescimento do crédito. "Isso poderia afetar o mercado imobiliário. A última vez que aconteceu em 2015 levou a uma recessão nos preços dos produtos lácteos na Nova Zelândia".

Fonterra anuncia atualização financeira
A Fonterra também anunciou as receitas no primeiro trimestre, de NZ$ 4 bilhões (US$ 2,77 bilhões), 4% acima no mesmo período do ano passado. O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings, disse que os resultados foram esperados. A empresa iniciou o ano com um baixo estoque seguido por um segundo ano de baixas captações de leite na primavera por causa do tempo úmido.

"Isso desafiou nosso negócio de ingredientes, o qual tínhamos volumes mais baixos para vender. Como resultado, as vendas caíram em 19, para 3,6 bilhões de LMEs (equivalentes de leite líquido) em relação ao mesmo período do ano passado". O LME é uma medida da quantidade de leite em litros atribuída a cada produto que a Fonterra faz. Baseia-se na quantidade de gordura e proteína no produto em relação à quantidade de gordura e proteína encontrada no leite cru.

Spierings disse que as empresas de serviços aos clientes e de alimentos da Fonterra tiveram fortes volumes de vendas em seus mercados chinês e asiático, com queda de 3%, para 1,3 bilhão de LME no volume total, em comparação com os níveis recordes do mesmo período do ano passado. Ele esperava que o desempenho financeiro da Fonterra fosse ponderado para o segundo semestre do ano e continua confiante nas previsões do ano inteiro após revisões depois do anúncio da Danone. 

Em 13/12/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,69332 
1,44198 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do NZFarmer.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Pesquisa Trimestral do Leite 
Já estão disponíveis no SIDRA os dados da pesquisa conjuntural Pesquisa Trimestral do Leite - 3º trimestre 2017. CLIQUE AQUI para acessar. (IBGE).

Porto Alegre, 13 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.640

 

  Preços/Uruguai

O preço da tonelada de leite em pó exportado pelas indústrias de laticínios uruguaias subiu 29% em um ano. Com a cotação média de US$ 3.041 a tonelada, segundo dados estatísticos do Instituto Nacional do Leite (Inale). A análise toma como base novembro de 2016 e o mesmo mês de 2017.

Durante o ano o aumento foi de 25% para a tonelada de manteiga, 5% o leite em pó integral e 3% a tonelada de queijo, enquanto que no caso do leite em pó desnatado houve queda de 22%. Tudo isto repercutiu no faturamento total até novembro, que subiu apenas 4%. O leite em pó integral, no acumulado até novembro faturou US$ 315.926.000; o leite em pó desnatado: US$ 34.194.000; queijos: US$ 120.423.000; e manteiga: US$ 45.544.000. O total faturado com lácteos foi US$ 547.775.000, segundo os dados do Inale.

Medido em toneladas foram embarcadas no ano 98.526 toneladas de leite em pó integral; 11.845 toneladas de leite em pó desnatado; 29.558 toneladas de queijos; e 8.852 toneladas de manteiga. No acumulado até novembro de 2017 todas as vendas de todos os produtos caíram, com a maior queda registrada no leite em pó desnatado (27%), seguido pela manteiga (22%), o leite em pó integral (18%) e os queijos (14%).

Preços
O preço médio da tonelada de leite em pó integral foi de US$ 3.041; do leite em pó desnatado: US$ 2.586; dos queijos: US$ 4.064; e manteiga: US$ 5.836. Segundo os dados do Inale, em relação a dezembro do ano passado os preços que registraram melhoras foram: manteiga, queijo, e leite em pó integral. Em sentido contrário, caminharam os preços do leite em pó desnatado.
Ao comparar os preços médios recebidos pelos produtos exportados no acumulado até novembro de 2017 em relação a igual período de 2016, houve aumento de todos os produtos, na seguinte ordem: manteiga (+60%); leite em pó integral (+29%); queijos (+20%); e leite em pó desnatado (+8%).

Analisando os valores registrados no mês de novembro com os do mês anterior, o único produto que teve aumento de preço foi a manteiga, enquanto caíram as cotações de leite em pó (desnatado e integral) e dos queijos.

No mês de novembro de 2017 os preços dos queijos exportados pelas indústrias lácteas uruguaias caíram 3% em relação a outubro, ficando na média de US$ 4.064 a tonelada. Os mesmos produtos exportados pela Oceania sofreram queda de 2%, e foram vendidos a US$ 4.044 a tonelada.

Seguindo a mesma análise em relação ao leite em pó integral, no caso do Uruguai o valor foi mantido o de outubro de 2017, que teve a média de US$ 3.041 a tonelada. O mesmo produto exportado pela Oceania foi cotado a US$ 2.856 a tonelada e a Europa vendeu a US$ 3.188 a tonelada. 

Ao nível produtivo, o endividamento prossegue, mas, as fazendas continuam produzindo à espera de maiores recuperações de preços que permitam compensar a elevação dos custos de produção e fazer frente a dívidas contraídas, tanto com as instituições bancárias como com os fornecedores. (El País - Tradução Livre: Terra Viva)

RS: Água Santa realiza Seminário Regional do Leite, destaca Emater

Ações e perspectivas ligadas ao setor leiteiro pautaram a programação do Seminário Regional do Leite, realizado nesta terça-feira (12), no município de Água Santa. A promoção foi da Prefeitura, Coasa e Unibon, com apoio da Emater/RS-Ascar e demais entidades e empresas. O evento, que reuniu mais de 400 pessoas, também marca as comemorações de 30 anos de emancipação político-administrativa de Água Santa. O local foi o Ginásio Poliespertivo Aldini Virgílio Coser, onde empresas e empreendimentos fizeram uma exposição.

O assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Vilmar Fruscalso, foi um dos palestrantes e trouxe o tema Leite como negócio. Ele abordou algumas características importantes para que o produtor tenha sucesso no negócio, como por exemplo vocação e busca pelo conhecimento. Ele ressaltou ainda o que chama de autorresponsabilidade. O produtor deve fugir da busca pelo culpado, independentemente do mercado. Ou seja, ele deve agir da porteira para dentro, fazer planejamento e gestão para que o negócio dê certo, disse.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Oriberto Adami, destacou a importância do evento como palco para discussão técnica, que traz informações de qualidade aos produtores. Estamos comprometidos com esse modelo de evento, somos parceiros, pois entendemos que contribuem com o nosso foco por busca de resultados, com melhoria da qualidade de vida e geração de renda para o meio rural, falou.

Para o prefeito Jacir Miorando, o evento demonstra a importância da atividade para o município. Água Santa está de parabéns, estamos como 3º município do Estado no Idese (Índice de Desenvolvimento Socioeconômico), frisou, dando mérito a todos os envolvidos, resultado de uma comunidade unida e empreendedora, avalia.

Durante a manhã ainda teve palestra com o médico veterinário Ricardo Xavier de Rocha, com o tema Vem chegando o verão: o que fazer com minhas vacas; e outra com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, sobre o cenário atual do leite e o que esperar para 2018. Na parte da tarde, o engenheiro agrônomo Murilo Damé Pachoal falou sobre desafios e soluções na sucessão de empresas rurais familiares. (Fonte: Emater/RS)

 


Acordo UE-Mercosul

A assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), que vem sendo negociado há quase 20 anos, foi adiada, nesta terça-feira (12), para o início do próximo ano. Até ontem, a ideia dos dois blocos era anunciá-lo em Buenos Aires, no encerramento da 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), na quarta-feira (13) ou, no mais tardar, no dia 21 de dezembro, em Brasília. 

O objetivo, segundo os negociadores, era dar uma sinalização aos 164 países-membros da OMC de que os dois blocos regionais estão comprometidos com a liberalização do comércio, em um momento de ressurgimento do protecionismo em todo o mundo. Ontem, os ministros das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, e do Brasil, Aloysio Nunes, afirmaram que tudo estava sendo feito para fechar "o mais rapidamente possível" o acordo politico - primeiro passo para a implementação de medidas, reduzindo as barreiras comerciais entre os 28 países da UE e os quatro do Mercosul, integrado também pelo Paraguai e Uruguai.

Resposta europeia
Os blocos europeu e sul-americano já haviam colocado as suas ofertas na mesa. Na reunião desta terça-feira, o Mercosul deu mais um passo, ao mostrar à UE até onde poderia chegar, se o outro lado fizesse determinadas concessões. Apesar de a proposta ter sido bem acolhida, os negociadores europeus disseram que ainda não estavam prontos para dar uma resposta porque precisam de tempo para convencer o setor agrícola - que tem um peso político importante na Europa e resiste a qualquer abertura de seu mercado para produtos externos.

Segundo fontes próximas aos negociadores, a assinatura do acordo deve ocorrer no início de 2018, mas não há data marcada. A diferença agora, explicam, é que os dois lados realmente querem liberalizar o comércio entre os blocos. De acordo com essas fontes, as negociações entre Mercosul e União Europeia foram lançadas nos anos 1990 como alternativa à Alca, um projeto dos Estados Unidos de integrar as economias das Américas que fracassou. Quando a Alca deixou de existir, as negociações entre UE e Mercosul foram paralisadas e só foram retomadas em 2010.

O acordo entre Mercosul e UE afetaria 90% do comércio entre os dois blocos. Essa etapa final das negociações coincide com uma mudança na política dos Estados Unidos. Desde a sua posse, ha quase um ano, o presidente Donald Trump, há quase um ano, tem deixado claro que prefere negociações bilaterais às multilaterais, e que sua prioridade é defender os interesses norte-americanos. (Agência Brasil)


Oscar" do varejo gaúcho reconhece qualidade da Languiru

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) proporcionou uma noite que não será esquecida tão cedo por personalidades e empresas do Estado. No dia 07 de dezembro, a entidade reconheceu a excelência do trabalho desenvolvido por lideranças e organizações do varejo gaúcho, tendo por local o Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

O Prêmio Mérito Lojista foi entregue para 34 empresas agraciadas nas categorias de Alimentos, Bazar, Bebidas, Calçados, Churrascaria, Comunicação, Equipamentos, Higiene Pessoal, Material de Limpeza, Móveis, Papelaria e Serviços. Nesse seleto grupo de premiados, a Cooperativa Languiru recebeu o prêmio de cooperativa mais lembrada na Categoria Alimentos, evidenciando toda a confiança que conquistou no mercado gaúcho. A premiação foi recebida pelo presidente Dirceu Bayer, que esteve acompanhado do vice-presidente Renato Kreimeier, do diretor-administrativo Euclides Andrade, do gerente de negócios Fabiano Leonhardt, da contadora Carla Fabiana Gregory, do gerente de vendas Airton José Prediger, do gerente de varejo Robson Luís Souza e do gerente de supermercados Vitor Claus Dahmer. 

Na cerimônia, também foi entregue o prêmio QComércio nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Safira. Da mesma forma, foi entregue a condecoração Personalidade Mérito 2017 para os destaques Empresa Varejista, Comunicação, Jurídica, Dirigente Empresarial, Parlamentar, Empreendedor, Gestão Pública, Gestão Esportiva e Educandário.

Considerado o "Oscar" do varejo gaúcho, o Prêmio Mérito Lojista também foi prestigiado pelo governador do Estado, José Ivo Sartori. Outro ponto que marcou o evento foi o brinde especial à celebração dos 45 anos da FCDL-RS. (Assessoria de Imprensa Languiru)


Leite/EUA 
As Estimativas de Oferta e Demanda do USDA reduziu a previsão da produção de leite para 2017. A tendência deve continuar em 2018. A previsão de produção de leite caiu em decorrência do crescimento menor da produtividade animal. O lento crescimento da produção de leite por animal continuará em 2018, e combinado com a expectativa de baixas taxas de aumento do rebanho, a produção de leite para 2018 é prevista para ser menor. Já as projeções para importação e exportação com base na matéria gorda, em 2017 e 2018 continuam inalteradas, em relação às previsões realizadas no mês passado. Os preços para queijo, manteiga e leite seco desengordurado (NDM) devem cair em 2017, acompanhando a atual fraqueza do mercado, com a demanda lenta. De acordo com o relatório do USDA, os preços dos leites Classe III e Classe IV devem cair, tanto em 2017, como 2018, refletindo as menores cotações dos produtos lácteos. A previsão para todos os preços de leite combinados é mais baixa, saindo de US$ 17,70/cwt, [R$ 1,33/litro], para US$ 17,60/cwt, [R$ 1,32/litro], em 2017, e de US$ 17,45/cwt, [R$ 1,31/litro], para US$ 16,65/cwt, [R$ 1,25/litro]. (Fonte: Dairy Herd - Tradução livre: Terra Viva )

Porto Alegre, 12 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.639

 

  Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 12 de Dezembro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Novembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Dezembro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Dezembro de 2017 é de R$ 2,1261/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

UE pede ao Mercosul fim de tarifa em 90% da importação

A União Europeia (UE) demanda ao Mercosul completa eliminação de tarifas em pelo menos 90% das importações procedentes dos 27 países comunitários, sem exclusão de qualquer setor, conforme documento europeu ao qual o Valor teve acesso. A UE calcula que já oferece ao Mercosul completa liberalização de 92% do que importa do bloco, com período de transição de no máximo dez anos, sendo 74,4% liberalizado já quando o acordo birregional entrar em vigor. Nas barganhas finais, em Buenos Aires, o balanço ontem foi de que de fato há impasse na oferta da UE, mas a preocupação se estende além da carne bovina. Segundo fontes, a disposição da Argentina é grande para assinar o acordo, enquanto parceiros dizem que há algumas sensibilidades que precisam de maior atenção. Hoje, os ministros do Mercosul se reúnem cedo antes do encontro com a UE. "Poderá acontecer de tudo, inclusive nada", disse um observador. A UE diz querer total reciprocidade de abertura para alguns setores, como têxteis e calçados. Igualmente, quer que o Mercosul elimine, desde a entrada em vigor do acordo, todas as tarifas de importação para produtos incluídos em acordos setoriais internacionais.

A UE cita o Acordo de Informação da Tecnologia (ITA), farmacêuticos, aço, equipamentos médicos e produtos de papel. Na parte agrícola, a UE condiciona sua oferta de melhora do acesso a produtos do Mercosul a que sejam atendidas demandas de agricultores europeus interessados no mercado do cone sul. As exportações prioritárias europeias nesse setor incluem, "mas não estão limitadas", vinhos e destilados, produtos lácteos, trigo, cevada, malte, glúten de trigo, confeitaria, chocolates, cereais preparados, massas, azeite de oliva, frutas e vegetais processados. Bruxelas pede ainda a eliminação de taxas de exportação aplicadas pelo Mercosul. Essa é normalmente uma maneira de governos tentarem estimular a exportação com valor agregado, em vez de vender só commodity. 

Os europeus querem que o Mercosul reveja as regras de licença de importação. Insiste na proibição de drawback (importação de insumos com isenção de tarifa para a produção de produtos de exportação). E exige do Mercosul também a imediata suspensão de medidas de defesa comercial à entrada de leite em pó europeu no bloco. Para fechar o acordo, Bruxelas cobra "resultado satisfatório" nas negociações sobre indicações geográficas, baseadas no princípio de alto nível de proteção da lista de indicações apresentada pela UE ao Mercosul, a ser protegida na entrada em vigor do acordo. Negociador do Mercosul diz que, na prática, falta só um ponto percentual para atender a UE em termos de abertura. Diz que a oferta feita aos europeus na semana passada já elevou de 87% para 89% a cobertura da liberalização futura para os europeus. A dificuldade é que a UE ainda não melhorou as cotas para carne bovina e etanol. "Estamos fazendo tudo para poder fechar [o acordo]", disse o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. "Queremos o mais rapidamente possível, [mas] não sei se a negociação vai concluir [aqui]." (Valor Econômico)


Produção/AR 

Técnicos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na Argentina projetaram que a produção de leite no país crescerá 5% em 2018, depois de vários anos consecutivos de queda. A produção será de 11 bilhões de litros.

"Esta recuperação será construída sobre as mudanças estruturais em curso, os maiores preços e a melhores condições climáticas depois das inundações de 2016 e 2017. Esta evolução enfrentará, no entanto, muitos obstáculos como os elevados custos de produção, e a falta de competitividade nos mercados internacionais", diz o boletim apresentado pelo USDA, em Buenos Aires. O relatório destacou a evolução dos preços e de alguns custos de produção. O preço de setembro ficou na média de A$ 5,71 por litro (US$ 0,32), o que representou aumento de 30,3% em relação a um ano atrás. A atual relação entre o preço do milho e do leite de 2,5 quilos por litro é "muito favorável". 

As projeções sobre o incremento das exportações são conservadoras. Nos primeiros nove meses de 2017 as exportações representaram 12% do total da produção, o menor percentual deste século. Os fatores que explicam o desempenho foi o menor nível de produção, preços domésticos mais atrativos, e a falta de competitividade no mercado internacional devido o incremento de custos, os elevados impostos, e a moeda valorizada. Técnicos do USDA esperam que a produção de leite em pó integral suba para 146 mil toneladas este ano, a 160 mil toneladas em 2018, mas o aumento nas exportações seria marginal, e 90 para 91 mil toneladas. A produção de queijo subiria das atuais 424 mil toneladas para 466 toneladas em 2018. As colocações externas do produto podem aumentar 5.000 toneladas, totalizando 55 mil toneladas. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)


Manteiga

No final do primeiro semestre deste ano a manteiga era o produto lácteo com maior destaque no mercado internacional. A commodity passava por uma forte tendência de alta de preços, saindo de US$ 2.687/tonelada em julho do ano passado, para US$ 6.026/tonelada em setembro de 2017.

Segundo analistas de mercados, esta valorização do produto se deu em decorrência de menor produção de leite em pó desnatado, gerando menos matéria gorda para a produção de manteiga; recuperação na economia dos países consumidores, como a Rússia; e uma queda no nível de produção na União Europeia (UE). No entanto, no último leilão da Fonterra, a manteiga teve queda de 11,1% em sua cotação, sendo negociada a US$ 4.575 a tonelada. Esta é a sexta baixa consecutiva, e o produto apresenta queda de US$ 1.451 por tonelada em suas cotações nos últimos três meses. (El País - Tradução Livre: Terra Viva)

Deputado quer cotas no bloco
O deputado federal Heitor Schuch protocolou ontem no Parlamento do Mercosul, em Montevidéu, proposta de sistema de cotas para a importação de leite do Uruguai pelo Brasil. A recomendação limita as compras brasileiras daquele país a três mil toneladas por ano, incluindo-se o leite em pó, soros em pó e queijos. Segundo o deputado, nenhuma das 30 propostas da pauta de ontem foi examinada porque os uruguaios se retiraram do plenário. "A saída gerou especulações sobre os motivos, inclusive sobre uma possível retaliação ao Brasil pelos recentes conflitos na questão do leite", disse. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 11 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.638

 

 Nova queda nas importações

Dados da balança comercial brasileira de lácteos referentes a outubro mostram desaceleração do comércio internacional brasileiro. Nas importações, o Brasil internalizou 9.162 toneladas de produtor lácteos, volume 53% inferior ao mesmo mês em 2016. Ao mesmo tempo, as exportações registraram 2.392 toneladas de produtos lácteos, com queda de 58% no total embarcado ante outubro de 2016. De forma geral, o grande volume de produção local e a menor competitividade do produto importado têm reduzido o interesse pelas importações este ano. 

Em outubro, a importação de leite em pó integral foi 83% menor (7,5 mil toneladas) quando comparada a outubro 2016. Já no caso do leite em pó desnatado, há uma conjuntura atual de preços internacionais muito competitivos em relação ao preço interno, o que resultou em importação 25% maior em outubro desse ano, totalizando um saldo de cerca de 700 toneladas a mais de leite em pó desnatado internalizado vs. outubro de 2016. 

Os queijos, por sua vez, seguiram a tendência do leite em pó integral: também apresentaram queda na sua importação de outubro desse ano, na ordem de 53%, com saldo que representa 2,39 mil toneladas a menos do produto no Brasil em relação ao mesmo mês de 2016. Observe na tabela 1 o resumo dos dados de exportações e importações. (As informações são do MDIC, elaboradas pela Equipe MilkPoint)

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. Fonte: MDIC.

Orgânico é mais saudável?

A busca por alimentos "sem" ou "livres de" é uma prática crescente entre os consumidores, cada vez mais preocupados com alimentação saudável. Mas, afinal, quais produtos são mais benéficos à saúde? 

- O consumidor está desorientado, confuso em meio a mitos que o fazem deixar de comprar determinados produtos. Muitas vezes escolhe um alimento acreditando em um benefício que ele não tem - diz Luis Madi, diretor-geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Como exemplo, Madi cita o caso dos orgânicos. Segundo o especialista, não há evidências científicas suficientes para afirmar que esses alimentos são superiores aos convencionais. Crenças dos consumidores, como presença maior de nutrientes e vitaminas e melhor sabor, não foram comprovadas em recente estudo comparativo de propriedades de alimentos com origem de distintas formas de produção agrícola.

 A diferença é que um sistema usa químicos e outro compostos orgânicos. - Desde que sejam empregadas boas práticas, tanto alimentos convencionais quanto orgânicos são seguros, com qualidade e saborosos, podendo ser consumidos sem qualquer receio - diz Madi. O especialista também esclarece que, assim como os aditivos sintéticos, os químicos utilizados na produção de alimentos também foram aprovados pelas agências reguladoras competentes. 

- A regulamentação dessas questões é importante para que os consumidores tenham informações confiáveis e não sejam induzidos ao erro nas suas decisões de compra - completa o diretor-geral do Ital. (Zero Hora)


Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 08 de Dezembro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de novembro de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de Dezembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)
 



PL da Defesa Agropecuária está no forno

Com apoio do Palácio do Planalto, o Ministério da Agricultura pretende encaminhar até janeiro o projeto de lei que vem sendo gestado há meses para fortalecer e transformar a Secretaria de Defesa Agropecuária em uma espécie de 'superagência', com autonomia financeira e estrutura mais robusta de pessoal, nos moldes da Receita Federal. Em recente reunião com o presidente Michel Temer, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, recebeu o aval para avançar com o projeto, que deve enfrentar resistências na equipe econômica e entre os auditores fiscais federais agropecuários. A minuta do projeto, ao qual o Valor teve acesso, contém 103 artigos divididos em 14 capítulos e será apresentada a partir desta semana a entidades de produtores rurais e empresas, deputados e senadores da bancada ruralista e ao sindicato dos fiscais, a Anffa Sindical. 

Se os principais itens do projeto confeccionado pela equipe liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, forem aprovados no Congresso Nacional, o modelo de inspeção sanitária sofrerá mudanças profundas. A proposta é que, em dez anos, somente as empresas habilitadas ao regime de "autocontrole" possam exportar e realizar o comércio interestadual de alimentos no país. Polêmica, a proposta tem potencial para limitar o raio de atuação dos fiscais agropecuários federais. Pelos termos da minuta do projeto, "a autoinspeção [...] para atestar as condições sanitárias ante mortem e post mortem dos animais" deverá ser feita por profissional (veterinários) inscrito no conselho profissional. Aos fiscais agropecuários federais, caberá apenas a inspeção sanitária "periódica complementar". Pela atual legislação, todos os animais abatidos devem ser fiscalizados pelos auditores do governo. "É muito polêmico e, quando o projeto chegar à Câmara, vai ser uma guerra", admitiu uma fonte que acompanha a negociação em torno do projeto, que representa a reação do governo às fragilidades sanitárias reveladas pela Operação Carne Fraca, deflagrada em meados de março pela Polícia Federal. A criação de um sistema que privilegie o autocontrole, direcionando os esforços de fiscalização para mitigar riscos, é uma pauta antiga dos grandes frigoríficos, mas sempre rechaçada pelos fiscais federais. Com a Carne Fraca, que fragilizou a posição dos fiscais em razão de casos de corrupção envolvendo a categoria, essa pode ser a 'janela de oportunidade' para os frigoríficos. Além do autocontrole, outra novidade do modelo gestado é a criação de uma entidade de direito privado, o Operador de Defesa Agropecuária (Onda). A entidade, ligada à Secretaria de Defesa Agropecuária, poderia contratar os auxiliares - agentes de inspeção ou técnicos de laboratório -, que hoje dão suporte aos auditores federais nas tarefas de fiscalização.

Atualmente, os auxiliares não são reconhecidos por importadores como a União Europeia, porque as companhias fiscalizadas - frigoríficos, laticínios, entre outros - é que se responsabilizam pelo pagamento de parte deles. Para viabilizar a reformulação do sistema, o projeto de lei também prevê a criação da Taxa de Defesa Agropecuária, que seria paga trimestralmente considerando o número médio de animais abatidos ou o de produtos vegetais vendidos. A intenção do Ministério da Agricultura é que parte da arrecadação da taxa seja canalizada para a própria Defesa Agropecuária, o que serviria para dar conta do crônico déficit de pessoal. Para tanto, o projeto busca 'blindar' os recursos com a criação de uma "subconta especial". Na prática, porém, há muitas dúvidas sobre a viabilidade dessa proposta. Mesmo nos países que adotam o modelo, como o Uruguai, a repartição dos recursos é motivo de discórdia. Em recente entrevista ao Valor, o presidente da Marfrig, o uruguaio Martín Secco, afirmou que em seu país de origem o recurso acaba em uma conta única do governo. "A briga é que eles usam menos na inspeção, menos do que é arrecadado. Então, não é só criar esse fundo, mas também a condição de como o recurso será usado", disse Secco. No setor privado, fontes avaliam que a subconta será barrada pela equipe econômica. Noutra frente, o projeto de lei da nova Defesa Agropecuária quer criar um órgão recursal nos mesmos moldes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Batizado de Conselho Administrativo de Recurso de Defesa Agropecuária (Carda), funcionaria como a segunda instância administrativa contra penalidades lavradas pela Secretaria de Defesa Agropecuária. Assim como ocorre no Carf, o Carda será composto por conselheiros do governo - indicados pelo Ministério da Agricultura - e representantes dos contribuintes. (Valor Econômico)

Temer viaja para Argentina com expectativa de concluir acordo com UE
Começa neste domingo, em Buenos Aires, na Argentina, a 11ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a grande expectativa para o encontro, que terá a participação do presidente Michel Temer, é a conclusão do acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia. No entanto, os pontos mais sensíveis das negociações entre os blocos, a carne e o etanol, devem ficar de fora do acordo. A sessão de abertura do encontro da OMC está marcada para as 16h pelo horário local (17h no horário de Brasília). Antes, está previsto um encontro entre representantes do Mercosul para tratar das propostas apresentadas pela União Europeia. Após a sessão de abertura, representantes dos dois blocos sentarão à mesa para acertar as bases do acordo. "A ideia é que o acordo possa ser dado como concluído em Buenos Aires a depender do que for a oferta final da União Europeia", disse o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty (SGEF), embaixador Carlos Márcio Cozendey, em entrevista concedida esta semana. Segundo Cozendey, como houve progressos na assinatura de acordos comerciais após as reuniões de ministros da OMC em Bali e Nairóbi, a expectativa, agora, é de "pouco avanços" em temas importantes para o Brasil, como subsídios agrícolas, comércio eletrônico e facilitação de investimentos, por exemplo. "A reunião de Buenos Aires vai ter que dar a orientação sobre como continuar a discussão de vários desses temas. A expectativa não é de ter grandes inovações, como houve em Bali e Nairóbi, mas que a OMC possa se organizar na continuação da discussão de todos esses temas", afirmou. O presidente Temer embarca às 13h20 para a Argentina, participa da sessão de abertura 11a Reunião Ministerial da OMC e retorna ao Brasil às 22h30 (horário de Brasília). (Valor Econômico)

Porto Alegre, 08 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.637

 

 Diretoria do Sindilat assume com foco em expansão das exportações

A previsão de expansão de 2,5% no PIB em 2018, que deve aumentar a oferta de emprego e o poder de consumo das famílias brasileiras, embasa projeções otimistas no setor laticinista gaúcho. Em seu discurso de posse na noite desta quinta-feira (7/12), o presidente reeleito do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, reforçou que a expectativa é recuperar o consumo, um fator essencial para tirar a pressão do mercado e reequilibrar a lei da oferta e procura. O dirigente projetou uma gestão lastreada pelo foco nas exportações. Segundo Guerra, há mais de 30 países com mercado aberto aos lácteos brasileiros, um potencial a ser aproveitados nos próximos anos.  "Nossa meta para os próximos três anos é dar mais condições para que as indústrias possam exportar. Se tudo der certo, espero terminar esta gestão atingindo a marca de 10% da produção gaúcha de lácteos exportada", frisou ao dirigente, que comandará o sindicato ao lado dos vice-presidentes Guilherme Portella e Caio Vianna e de uma diretoria com representantes de diversas empresas e cooperativas.

Guerra pontuou que há muito a se avançar em competitividade no setor, mas confia que o Rio Grande do Sul está preparado para desfrutar desse novo momento. "O Estado tem uma média de produção por animal de 3.000 quilos de leite ao ano, o dobro da produtividade nacional. Isso demostra que estamos no caminho correto, apesar de sabermos que ainda há muito a fazer". Nessa caminho, lembrou da importância de se investir em assistência técnica e frisou que os recursos do Fundoleite devem ser destinados para este fim.  "O Sindilat e as indústrias por esta diretoria representadas têm a convicção de que é preciso investir em ações que resultem em produtividade e qualidade". 

A nova diretoria do Sindilat foi empossada pelo presidente da Fiergs, Gilberto Petry, que recebeu uma salva de palmas da plateia ao assegurar que não abre mão de um copo de leite todas as noites antes de se deitar. Em sua manifestação aos colegas que lotaram o salão do Hotel Plaza São Rafael, destacou a relação de parceria existente entre a federação e o sindicato. "Temos sido parceiros e a coletividade tem que ter orgulho", ressaltou, pontuando a importância e força do setor laticinista na indústria gaúcha.

Presente no encontro ao lado da primeira dama Maria Helena Sartori, o governador José Ivo Sartori destacou o empenho do setor em continuar "fazendo e realizando" pelo desenvolvimento do Estado. "É pelo trabalho incansável de vocês que o Rio Grande do Sul tornou-se o segundo maior produtor de leite do Brasil", disse o governador do Estado.

Sobre o prêmio Destaques 2017, recebido na noite de ontem na categoria Liderança Política, disse que quer dividir o mérito com a sua equipe e com todos os outros nove homenageados da noite. "Mais do que uma confraternização,  o momento é de união", completou Sartori, ressaltando que o Estado precisa ter uma visão mais solidária e colaborativa. Também receberam o mérito o Ministério da Agricultura (na categoria Agronegócio Nacional), o deputado Elton Weber (Agronegócio Estadual), o deputado Gabriel Souza (Personalidade), o diretor geral da Secretaria da Agricultura Antônio Aguiar (servidor público), o secretário Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Caio Rocha (Setor Público); a pesquisadora Roberta Zugue (Inovação), o mestrando da UFRGS Cristian Nied (Pesquisa), o Fundesa (Responsabilidade Social) e a Cooperativa Piá (Indústria). 

Diretoria Sindilat - gestão 2018/2020
PRESIDENTE:
Alexandre Guerra

VICE-PRESIDENTES:
Guilherme Portella dos Santos
Caio Cézar Fernandes Vianna

DIRETOR-SECRETÁRIO:
Ângelo Paulo Sartor

DIRETOR-TESOUREIRO:
Jéferson Adonias Smaniotto

SUPLENTES:
Alexandre Santos
Nereu Franscisco Selli
Cláudio Hausen de Souza

CONSELHO FISCAL
TITULARES:
Renato Kreimeier
Nádia P. Penso Bergamaschi
Adalberto Martins de Freitas

SUPLENTES:
José Baldoíno França
Ricardo Augusto Stefanello
Amilton Strelow


DELEGADOS-REPRESENTANTES JUNTO À FIERGS:
TITULARES: 
Alexandre Guerra
Guilherme Portella dos Santos

SUPLENTES:
Renato Kreimeier
Ângelo Paulo Sartor

 
Fotos: Dudu Leal

(Assessoria de Imprensa Sindilat)

3º Prêmio Sindilat de Jornalismo revela ganhadores

Jornalistas de veículos da Capital e do Interior do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Mato Grosso conquistaram o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo, que teve seus vencedores conhecidos na noite desta quinta-feira (7/12), em Porto Alegre. A Band TV, a revista Destaque Rural e os jornais Correio do Povo e O Informativo do Vale foram os primeiros colocados nas categorias Eletrônico, Online, Impresso e Fotografia, respectivamente, e receberam como prêmio um iPhone.

Na categoria Impresso, o 1º lugar foi para a repórter Cintia Marchi, do jornal Correio do Povo, autora da matéria "Confinamento Confortável". Na categoria Eletrônico, o ganhador foi Filipe Peixoto, da Band TV, pela reportagem "Leite: Produção em alta, preços em baixa". Na categoria Online, o 1º lugar ficou com a repórter Juliana Turra Zanatta, da revista Destaque Rural, de Passo Fundo, autora do trabalho "Leite e Grãos integração que dá certo". E na categoria Fotografia, a vencedora foi Lidiane Mallmann, do jornal O Informativo do Vale, de Lajeado, com a imagem "Produtores querem a volta do preço fixo para o leite".

Também foram reconhecidos com troféu e certificado profissionais que conquistaram o 2º e 3º lugar. Entre os laureados, estão jornalistas dos jornais Zero Hora, Pioneiro, de Caxias do Sul, e jornal Alto Taquari, de Arroio do Meio, do SBT, da TV Centro América, de Cuiabá (MT), e do site Farming Brasil, de São Paulo (SP). Confira abaixo quem são os demais ganhadores.
Promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o prêmio tem como objetivo valorizar os trabalhos jornalísticos que ressaltem a relevância do setor lácteo. Os vencedores foram divulgados em cerimônia de confraternização de fim de ano e posse da diretoria para a gestão 2018/2020 que ocorreu no Hotel Plaza São Rafael.

Na ocasião, o Sindilat também entregou o troféu Destaque 2017, que tem como objetivo reconhecer o trabalho de pessoas e entidades que atuam ou contribuem para o setor lácteo, em dez categorias: Agronegócio Nacional - Ministério da Agricultura; Agronegócio Estadual - deputado Elton Weber; Liderança Política - José Ivo Sartori; Personalidade - deputado Gabriel Souza; Servidor Público - Antônio Aguiar, diretor geral da Secretaria da Agricultura; Setor Público - Caio Rocha, secretário Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário; Inovação - Roberta Zugue, pelo projeto A2A2; Pesquisa - Cristian Nied, mestrando da UFRGS; Responsabilidade Social - Fundesa; e Indústria - Cooperativa Piá por seus 50 anos.

A Comissão Julgadora do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo foi composta pelos jornalistas Itamar Aguiar (Arfoc), Laura Glüer (ARI), Laura Santos Rocha (Sindicato dos Jornalistas do RS) e Gerson Raugust (Assessoria de Comunicação do Sistema Farsul). Pelo setor produtivo, participaram o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini.
 
Confira os vencedores do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

IMPRESSO
1º lugar
Cintia Marchi - Correio do Povo (Porto Alegre -RS)
Trabalho: Confinamento Confortável

2º lugar
Fernando Soares - Pioneiro (Caxias do Sul - RS)
Trabalho: Acima da média

3º lugar
Solano Alexandre Linck - Jornal Alto Taquari (Arroio do Meio - RS)
Trabalho: Profissão Leiteiro - O agente de transformação das exigências do mercado

ELETRÔNICO
1º lugar
Filipe Peixoto - Rede Bandeirantes (Porto Alegre - RS)
Trabalho: Leite: Produção em alta, preços em baixa
2º lugar
Luiz Patroni - TV Centro América (Cuiabá - MT)
Trabalho: Cooperativismo e transferência de Conhecimentos transformam bacia leiteira no Oeste de MT
3º lugar
Alessandra Bergmann - SBT (Porto Alegre - RS)
Trabalho: Queijos e suas Diversidades

ONLINE

1º lugar
Juliana Turra Zanatta - Destaque Rural (Passo Fundo - RS)
Trabalho: Leite e Grãos integração que dá certo
2º lugar
Joana Colussi - Zero Hora (Porto Alegre - RS)
Trabalho: Mão de Obra Digital: Como os robôs estão a serviço do agronegócio

3º lugar
Naiara de Araújo Silva - Farming Brasil (São Paulo - SP)
Trabalho: Produção de leite: o uso irresponsável de medicamentos prejudica rebanho

FOTOGRAFIA
1º lugar
Lidiane Mallmann - O Informativo do Vale (Lajeado - RS)
Trabalho: Produtores querem a volta do preço fixo para o leite
2º lugar
Diogo Zanatta - Zero Hora (Porto Alegre - RS)
Trabalho: Uma Lei, muitas dúvidas
3º lugar
Alina Oliveira de Souza - Correio do Povo (Porto Alegre - RS)
Trabalho: Acordos de Importação de Leite


Foto: Dudu Leal

(Assessoria de Imprensa Sindilat)


Associados debatem mercado e relações comerciais em reunião anual

Os entraves para a exportação de lácteos, em especial as relações comerciais, foram debatidos em reunião anual de análises e projeções realizada na tarde desta quinta-feira (7/ 12), em Porto Alegre, pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grand do Sul (Sindilat). O auditor fiscal agropecuário Leonardo Isolan, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), participou do encontro e esclareceu dúvidas dos associados sobre mercado externo.

O caminho para exportar, avalia Isolan, é fazer trabalho interno de assessoria em relação a negociações internacionais. "A questão sanitária é apenas um dos requisitos. Mas a questão comercial é um nó a ser desatado", alerta. O chefe de Inspeção do Mapa/RS também chamou a atenção para a importância de o setor ter um programa de rastreabilidade.

"Todas as empresas que tem o registro junto ao SIF (Sistema de Inspeção Federal), automaticamente têm habilitação para exportação", esclareceu sobre mudança recente no sistema de habilitações. Segundo Isolan, a maioria dos países aceita o produto sem nenhuma exigência a mais em relação às práticas brasileiras. Contudo, países da Europa, Rússia e China têm requisitos que vão além, portanto necessitam de acordos e habilitações específicas.

Segundo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, "uma das bandeiras do sindicato é dar suporte aos associados para resolver os problemas". Para 2018, destaca o dirigente, a meta da entidade é ampliar a competitividade do setor para viabilizar que os laticínios gaúchos conquistem o mercado internacional.

Tendências de consumo
O encontro também abordou as tendências de consumo para o mercado em geral e especificamente para o setor lácteo. O diretor da Tetra Pak, Claudio Righi, relatou que, apesar da crise, o consumo em unidades continua crescendo acima da média de 2014. Entretanto, o consumidor compra menos produtos, porém investe na aquisição de mais unidades. Segundo Righi, em 2017 foi possível perceber a busca por equilíbrio nos gastos e priorização das necessidades. Para 2018, a projeção é manter o crescimento, mesmo que pequeno. Os dados são de pesquisa que a Tetra Pak faz com informações do mundo inteiro. Outra tendência é que os produtos zero lactose ganham cada vez mais importância no Sul. "Isso mostra que o consumidor está buscando se alimentar melhor e paga um valor a mais por um produto diferenciado", avalia Righi. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Governo vai comprar leite em pó de 34 cooperativas
Foi divulgada nesta quinta-feira, dia 7, uma lista com 34 cooperativas que terão sua produção de leite em pó adquirida pelo governo federal, para regular o mercado. A compra será realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). O preço de referência subiu de R$ 12 para R$ 13,94 o quilo.
A ação visa minimizar a queda registrada nos últimos meses no preço do produto por conta da importação do Uruguai, e é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Agricultura. "É uma forma de ajudar os pequenos produtores. São regras de mercado que criam esse tipo de crise para os agricultores, então, o governo está fazendo a sua parte para regular o preço" disse o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.
CLIQUE AQUI para ver as cooperativas contempladas e quanto será investido para compra de leite em pó em cada unidade. (Canal Rural)

Porto Alegre, 06 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.636

 

Sindilat: posse da diretoria reeleita ocorre nesta quinta-feira





Reeleita para a gestão 2018/2020, a diretoria do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) tomará posse nesta quinta-feira (7/12), durante o tradicional jantar de confraternização que ocorre a partir das 20h, no Salão de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Alexandre Guerra, atual presidente da entidade e também diretor da Cooperativa Santa Clara, permanecerá à frente da entidade.

"O novo mandato é a consolidação de um trabalho de três anos, feito pela diretoria em parceria com todos os associados. Temos a missão de buscar a competitividade no setor e alcançar o mercado externo para nossa indústria", declarou Guerra. Sobre a festa de final de ano, o dirigente ressalta que é um momento para comemorar. "Apesar do ano difícil, a expectativa é que, com a retomada da economia e o crescimento do PIB, 2018 seja um ano positivo", disse.  

Como 1º vice-presidente, permanece Guilherme Portella, diretor de Comunicação da Lactalis, enquanto o presidente da CCGL, Caio Vianna, assumirá como 2ª vice-presidente. A diretoria ainda conta com Ângelo Sartor, da Rasip, como secretário, e Jéferson Smaniotto, da Cooperativa Piá, como tesoureiro. Para o Conselho Fiscal, foram eleitos Renato Kreimeier, Nádia P. Penso Bergamaschi e Adalberto Martins de Freitas.

Além da posse, durante o evento também ocorrerá a entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo, que reconhecerá os melhores trabalhos veiculados na imprensa, e o troféu Destaques, que premia pessoas e instituições que atuaram em prol do setor lácteo em 2017.

Diretoria Sindilat - gestão 2018/2020
PRESIDENTE:
Alexandre Guerra VICE-PRESIDENTES: Guilherme Portella dos Santos Caio Cézar Fernandes Vianna DIRETOR-SECRETÁRIO: Ângelo Paulo Sartor DIRETOR-TESOUREIRO: Jéferson Adonias Smaniotto SUPLENTES: Alexandre Santos Nereu Franscisco Selli Cláudio Hausen de Souza CONSELHO FISCAL TITULARES: Renato Kreimeier Nádia P. Penso Bergamaschi Adalberto Martins de Freitas SUPLENTES: José Baldoíno França Ricardo Augusto Stefanello Amilton Strelow 
DELEGADOS-REPRESENTANTES JUNTO À FIERGS: TITULARES: Alexandre Guerra Guilherme Portella dos Santos SUPLENTES: Renato Kreimeier Ângelo Paulo Sartor (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Entidades desenvolvem plano de ação contra Febre Aftosa

Com a presença de representantes de mais de vinte entidades do setor da produção de proteína animal, no Seminário de Elaboração do Plano para Avanço da Condição Sanitária em Febre Aftosa, ocorrido nos dias 4 e 5 de dezembro, em Porto Alegre (RS), foram traçados oito objetivos e definidas ações e os responsáveis para atuar na erradicação da Febre Aftosa no Estado. 

As metas estabelecidas tratam do fortalecimento dos cadastros agropecuários no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), da revisão e atualização da legislação e procedimentos operacionais, da avaliação e aperfeiçoamento do Serviço Veterinário Oficial, e do fortalecimento do sistema de vigilância e medidas de prevenção da Febre Aftosa. Além disso, na ocasião, foi proposto o estabelecimento de estratégias de educação em saúde animal e comunicação social, capacitação do Serviço Veterinário Oficial e atores envolvidos, e a instituição e manutenção das relações interinstitucionais regionais, nacionais e internacionais.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pelo suplente de diretoria da entidade, Nereu Francisco Selli. "O seminário foi um momento em que a Secretaria (Agricultura, Pecuária e Irrigação) uniu forças para que se alcance o status de zona livre de Febre Aftosa", afirmou. "O plano traçado, com as ações e responsáveis, está num bom caminho", afirmou, destacando o seu otimismo com a proposta. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou do evento.

Durante o seminário, os representantes das entidades foram divididos em quatro grupos de trabalho para debater pontos como Cadastro e Legislações, Aperfeiçoamento do Serviço Veterinário Oficial, entre outros, para, ao final, elaborar o documento com as orientações. As novas atividades traçadas serão colocadas no calendário do estado com prazos para seu cumprimento, segundo Selli. "Todas as ações desenvolvidas dentro do seminário são vistas com bons olhos pelo Sindilat. Estamos dispostos a ajudar em todos os pontos para que os objetivos da secretária sejam cumpridos com êxito", concluiu. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Pesquisa de bioativo em queijo é premiada

A pesquisa que identificou a aplicação de corante bioativo no queijo prato para prevenir doenças oculares venceu na categoria Tecnologia de Alimentos entre diversos trabalhos de todo o País. A Epamig Instituto de Laticínios Cândido Tostes conquistou o primeiro lugar no 11º Prêmio Saúde 2017, da revista Saúde, da Editora Abril. A pesquisa que identificou a aplicação de corante bioativo no queijo prato para prevenir doenças oculares venceu na categoria Tecnologia de Alimentos entre diversos trabalhos de todo o País.

A solenidade de premiação aconteceu no último dia 28, em São Paulo. O chefe do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Cláudio Furtado Soares, recebeu o troféu, representando a equipe de pesquisadores Denise Sobral, Renata Costa, Junio de Paula, Vanessa Teodoro (UFJF), Gisela Machado e Elisângela Miguel. O trabalho foi avaliado por comissão julgadora do prêmio, formada por profissionais especializados na área de tecnologia de alimentos e também por voto popular no site da revista.

"O Prêmio Saúde/Nutrição representa muito para toda a equipe. Temos o compromisso de aplicar o conhecimento para a melhoria da qualidade de vida da sociedade e, nesse sentido, a pesquisa exige que estejamos sempre voltados a identificar as demandas e necessidades das pessoas e de que forma podemos contribuir para isso", ressalta a pesquisadora Denise Sobral.

Queijo prato - De acordo com os estudos, o queijo prato pode ser mais um aliado na prevenção de doenças e lesões oculares, como a catarata e a degeneração macular, que chega a causar cegueira em pessoas com mais de 65 anos. A utilização de corantes bioativos na fabricação do produto, como a luteína em substituição ao urucum, foi testada pela Epamig Instituto de Laticínios Cândido Tostes com resultados positivos.

"Substituímos o corante de urucum, tradicionalmente utilizado durante a fabricação do queijo prato, por corante luteína, com propriedades antioxidantes que evita essas doenças. Os resultados apontaram a absorção de 6mg de luteína em cada 100g de queijo, quantidade necessária para uma dieta diária de reposição dessa substância no organismo; e o melhor, sem alterar o sabor do produto", revela a pesquisadora, que desenvolveu o projeto durante três anos.

Denise explica que o queijo prato é o segundo mais consumido no Brasil e a utilização da luteína pode trazer benefícios à saúde, sem alterar os hábitos da população. A luteína é um dos principais pigmentos maculares contidos na retina humana, sendo responsável por duas funções fundamentais: proteger a mácula contra o estresse oxidativo e filtrar a luz azul de alta energia, melhorando a acuidade visual. Por meio desses mecanismos, acredita-se que a substância possa contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de catarata e de degeneração macular relacionada à idade.

Como a luteína não é sintetizada pelo organismo humano, é necessário que seja suprida por meio da alimentação. A dose mínima de luteína a ser ingerida para que tenha efeitos benéficos à saúde é de 6mg diárias. Com informações da Epamig. (Diário do Comércio/Guilat)


Coca-Cola pesquisa produtos no México

O inverno ainda não chegou, mas o frio da manhã, que bate nos 6 o C, já faz os mexicanos saírem às ruas de botas e casacos. No meio do dia, o sol ajuda quem come na rua, nos "puestos" de tacos ou quesadillas. Para acompanhar o lanche rápido, um refrigerante, uma água gaseificada cor de rosa e de outras cores alegres, ou um suco em caixinha de papelão. A Coca-Cola segue sendo a bebida mais procurada, mas Alfredo, dono de um "puesto" no bairro de Polanco, de classe média alta, diz que a venda da água colorida vem crescendo e que quem quer economizar compra a Red Cola de 600 ml por 10 pesos mexicanos, pouco mais de meio dólar -- três pesos a menos do que a Coca-Cola. A maior fabricante de refrigerantes do mundo acompanha com lupa o comportamento dos mexicanos, os maiores consumidores de refrigerantes e bebidas açucaradas do mundo - 163 litros por ano, 45 litros além do que bebem os vizinhos nos Estados Unidos. 

Não por acaso, a empresa instalou na Cidade do México um centro para desenvolver produtos novos, o sexto no mundo. Os engenheiros que trabalham no prédio, não muito longe da barraquinha de Alfredo, têm um objetivo bem definido: renovar as opções de refrigerantes da companhia, impulsionar outros tipos de bebidas e aumentar o portfólio de laticínios e proteínas. No centro, dotado de um laboratório de análises químicas e de uma minifábrica de bebidas, há uma sala onde consumidores experimentam produtos e dizem se gostam ou não. 

Ernesto Arreola, responsável por aprovar as novas bebidas, diz que de agosto de 2016, quando as pesquisas começaram, até agosto deste ano, foram propostas mil fórmulas; 386 receberam sinal verde para ir ao mercado. Duas delas estão sendo lançadas no Brasil: a água gaseificada Crystal nos sabores tangerina e capim-limão, sem adição de açúcar. A marca de sucos Del Valle, também da Coca-Cola, lança em breve, mas apenas para os mexicanos, uma versão que mistura ervilha, grão de bico e soja, adoçada com stévia, e a "Smoothies", um tipo de bebida com frutas batidas, sem açúcar. Bebidas menos doces, com adoçantes ou sem açúcar são um ponto central da estratégia da CocaCola no México. A população aprecia sabores adocicados, mas os hábitos alimentares e o sedentarismo fazem com 64% esteja hoje acima do peso, segundo a FAO, braço da ONU para alimentos e agricultura. A média na América Latina é de 58%. No Brasil, 54%. Mais preocupante são as crianças mexicanas menores de 5 anos: 9% têm sobrepeso. A média mundial é de 6%. 

Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a governos que taxassem bebidas com açúcar, para desestimular o consumo. Elogiou o México, que adotou esse imposto há três anos. Nos EUA, cidades como Chicago e Filadélfia adotaram um sistema similar. O Reino Unido vai taxar refrigerantes em 2018. E no Brasil, a discussão já chegou ao Congresso. A OMS diz que o imposto, para ser eficaz, deve elevar o preço do produto em pelo menos 20%. A Coca-Cola refuta essa argumentação. "O problema da obesidade afeta o México, afeta o mundo. O sedentarismo provoca doenças e quem vai pagar a conta? É mais fácil cobrar imposto do que educar as pessoas", diz Juan Pratts, vice-presidente de assuntos públicos da Coca-Cola no México. Segundo ele, depois de um ano pagando imposto no México, o consumo de açúcar não caiu. "As pessoas compram refrigerante sem açúcar e põem açúcar em casa". Segundo o Ministério de Saúde do México, 66% dos mexicanos consomem açúcar em quantidade além da recomendada pela OMS. 

O peso da Coca-Cola no México é grande. Com seus engarrafadores, ela compra de 10% a 12% da produção local de cana de açúcar. Seu impacto no PIB é calculado pela empresa em 1,4%. Um presidente seu, Vicente Fox, comandou o país no início dos anos 2000. Mas, apesar de sua força econômica e política, o governo mexicano tem mantido a cobrança do imposto sobre as bebidas açucaradas. Testar produtos usando consumidores e profissionais com paladar e olfato apurados para identificar aromas e sabores é algo feito pela Coca-Cola há anos, inclusive no Brasil. A diferença é que o cenário vem mudando cada vez mais rápido. O consumidor, em geral, reduz a compra de refrigerantes e busca outros tipos de bebidas e alimentos, com menos açúcar, menos calóricos. Quer algo diferente. A Coca-Cola, que há 131 anos vende refrigerantes, entendeu isso. "Temos mais de 500 marcas. A Coca-Cola é só uma delas. A estratégia mudou", diz Pratts. "Não somos mais um grupo que quer vender o produto que inventou. Os consumidores dizem o que querem beber e nós tratamos de produzir." Na fábrica-piloto do centro de inovação, o engenheiro Alexandro Esposito diz que o maior desafio é fabricar em larga escala bebidas naturais. Arreola, que aprova as fórmulas, diz que há 400 projetos em andamento direcionados ao mercado latino-americano. (Valor Econômico)

Mapa reconhece o Estados de Amazonas livre de aftosa, com vacinação
Em Manaus, o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), assinou nesta segunda-feira (4), em conjunto com o governador Amazonino Mendes, o documento que reconhece o Estado do Amazonas como zona livre da febre aftosa, com vacinação.  O ministro Blairo Maggi ressaltou a importância do documento de reconhecimento porque é um marco da libertação econômica do Amazonas de sua principal fonte de receita, a zona Franca de Manaus. "O Amazonas, assim como os demais Estados da federação brasileira, hoje se coloca com a mesma possibilidade de exportação de carne bovina, suína, e outras carnes". Blairo Maggi contou que em conversa com Amazonino Mendes historiou o trabalho de erradicação da febre aftosa no Estado, que começou há tempos, em mandatos de governos estaduais anteriores."Já comuniquei ao governador", disse ainda o ministro, "que até 2023 o Brasil será livre de febre aftosa sem vacinação. Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Roraima e Pará serão os primeiros estados brasileiros liberados para exportação de carne para qualquer parte do mundo, sem mais esse problema da febre aftosa. O produto da região será muito valorizado, a pecuária terá plenas condições de progredir e crescer como uma atividade rentável. O rebanho da região Norte atualmente soma 48 milhões e 240 mil cabeças, entre bovinos e bubalinos. (As informações são do Mapa)

Porto Alegre, 05 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.635

 

 gDT 

O resultado final do gDT de hoje é de quase estabilidade. No entanto, não reflete a variação ocorrida entre os produtos e períodos. A manteiga, que com a queda de hoje acumula perda de US$ 1.451/tonelada em relação ao valor recorde do ano de 19 de setembro, teve queda acentuada de 24,3% para os contratos de janeiro de 2018, e volta aos níveis de preços de janeiro de 2017. Ainda assim é um preço acima dos valores verificados em dezembro dos dois últimos anos. A boa notícia vem dos dois outros produtos mais negociados, o leite em pó desnatado (SMP), +4,7%, e o leite em pó integral (WMP), +1,7%, interrompendo a tendência de queda que vinha desde outubro. As cotações dos dois produtos, no entanto, estão bem abaixo dos valores negociados um ano atrás. (globaldairytrade/Terra Viva)


CNA defende criação do Plano Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite

Um dos pontos discutidos dentro da proposta do plano nacional foi a Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura, de 29 de dezembro de 2011.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta quarta (29), em reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a institucionalização do Plano Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite e a análise e divulgação dos dados do Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro (SIMQL).

"A CNA sempre defendeu a qualidade do leite, mas a forma de aferir essa qualidade tem que avançar. O Ministério tem que fazer a parte dele como órgão que normatiza e fiscaliza. É preciso também ter ações integradas do produtor com a indústria e o governo," destacou Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA.

Um dos pontos discutidos dentro da proposta do plano nacional foi a Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura, de 29 de dezembro de 2011. Segundo Alvim, se o Brasil não seguir os padrões estabelecidos pela IN 62, o País não terá condições de exportar. 

"Precisamos ampliar mercado. Somos os maiores no agro em vários setores como café, carne, laranja e poderemos ser do leite também se fizermos o dever de casa. A CNA é favorável e luta para alcançarmos essa qualidade e temos a certeza que esse plano nacional faz parte de um contexto obrigatório para termos competitividade para exportar."

O Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro (SIMQL) foi desenvolvido pela Embrapa e vai reunir milhões de dados referentes aos resultados de análises do leite produzido no País que serão, acredita Rodrigo Alvim, ferramentas de gestão para o setor. A plataforma já está pronta e deve entrar em funcionamento no início do ano que vem. 

Em relação ao preço do leite, que atualmente está em baixa, Alvim reforçou que a institucionalização do plano nacional de qualidade deve trazer melhorias. 

"Enquanto toda a indústria brasileira não entender que qualidade tem um preço e que produto com qualidade significa maior rendimento industrial e maior vida de prateleira dos produtos, não vamos avançar. A velocidade da melhoria desse processo de qualidade é tão maior quanto mais indústrias pagarem e remunerarem a qualidade do leite." 

Na reunião, ficou definida a criação de grupos que vão estabelecer comitês para tratar os gargalos do setor, tendo como pontos iniciais a serem abordados já no início de 2018, a revisão da IN 62 e a adequação da plataforma do SIMQL, de forma que seus dados sejam acessíveis. (Assessoria de Comunicação CNA/SENAR)


O que a Coca-Cola quer no negócio do leite?

No setor de bebidas não alcoólicas, lácteos são a última grande fronteira que começa a ser desbravada pela Coca-Cola no Brasil. De uma empresa que até o final dos anos 90 vivia na monocultura dos refrigerantes, a Coca-Cola se transformou numa especialista em todo tipo de bebida não alcoólicas no país - da água ao café, dos chás aos néctares, passando pela proteína vegetal, sucos e bebidas esportivas. Hoje, produz 152 produtos entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria.

Curiosamente o leite de vaca, uma bebida ancestral da humanidade, foi a última fronteira conquistada no Brasil, em abril deste ano, quando a multinacional comprou a Campo Verde, um laticínio de Lavras, Minas Gerais. A Campo Verde vinha se destacando com a marca Lacfree, a primeira a oferecer produtos com zero lactose no país, no início da década.

"Somos pato novo no lácteo, ainda fazemos mais perguntas do que respondemos", disse o diretor de Negócios Emergentes da empresa no Brasil, Egon Barbosa, durante palestra no encontro internacional Dairy Vision, em Curitiba, na última semana. Modéstia à parte, o executivo da Coca-Cola sabe bem onde a empresa quer chegar ao entrar numa cadeia produtiva que faz girar 35 bilhões de litros de leite por ano e mobiliza cerca de um milhão de produtores. "Para todo lado, a gente só vê oportunidade. Os produtos lácteos têm características culturais fortes, conforme cada região do país. O desafio é capturar valor para cada mercado em que a gente atua", destaca.

Confira a entrevista de Egon Barbosa, concedida durante o Dairy Vision
- Porque o leite é um bom negócio para a Coca-Cola?
O leite é um bom negócio não só para a Coca-Cola, mas, primeiramente, é um bom negócio para as pessoas. Leite é uma categoria de altíssimo valor nutritivo, totalmente natural, e que efetivamente tem contribuições para o bem estar das pessoas. A Coca cola tem uma visão e posicionamento de ser uma companhia total de bebidas, que visa o bem-estar de seu consumidor. A gente não tinha em nosso portfolio, até há pouco tempo, nem café nem leite. Resolvemos entrar nessas 2 categorias justamente para capturar um valor de mercado, um incremento de negócio, mas, principalmente, para levar o consumidor um completo portfolio, incluindo lácteo, que é absolutamente muito benéfico para o ser humano.

- E a cadeia do leite tem espaço para inovações?
Sem dúvida. O que acontece no Brasil é que a maioria das inovações ainda são incrementais. Existe espaço para inovações mais disruptivas do mercado. Queremos que mercado lácteo dê um salto de valor, principalmente.

- Que mentalidade a Coca-Cola traz para o leite?
A Coca-Cola traz fortemente o tema de nutrição a partir do leite. Cada vez mais o mundo tem déficit nutricional. A responsabilidade de quem efetivamente chega em massa à mesa das pessoas é levar toda uma gama de produtos que promovam o bem-estar. Esse é o foco. O nosso posicionamento mundial agora se chama Beverages for Life, então, nossa missão é ter um portfolio de bebidas para que a vida de todo mundo seja cada vez melhor.

- Vocês já identificaram segmentos em que é possível crescer?
A maior ocasião do lácteo é o café da manhã, mas é um paradigma que pode ser quebrado. Você tem outras ocasiões de consumo ao longo do dia que uma série de produtos lácteos pode atender. E talvez atender melhor que categorias que já existem hoje. De forma mais saudável, mais sustentável. Durante o trabalho, por exemplo, nas suas pausas você pode consumir um natural whey protein (extraída do soro do leite), para te dar efetivamente um boost de energia, para ativar a mente e tudo o mais. Se a gente mapear todos esses momentos de consumo ao longo do dia, o leite como ingrediente pode ter uma contribuição efetiva, tem bastante oportunidade para crescer.

- Como é possível driblar a resistência que alguns apregoam hoje, dizendo que os seres humanos não foram feitos para consumir leite de vaca?
Seja um comportamento de nicho ou não, qualquer coisa que o consumidor verbalize e que sinta, é importante e a gente tem que considerar. Eu trocaria a palavra driblar pela palavra dialogar. E o diálogo passa pela segurança do que você está oferecendo. Todos os produtos que oferecemos têm um nível de segurança alimentar, são aprovados em todos os órgãos brasileiros, no FDA americano, nos organismos europeus e asiáticos. Muitos dos nossos indicadores de qualidade são superiores ao que as regulações da legislação impõem, justamente por acreditarmos que temos que levar sempre a melhor qualidade para o consumidor. E, no final, oferecer escolhas. Então, se você tem problema com açúcar, nós temos uma série de produtos sem açúcar. Se você quer algo mais refrescante ou divertido, pode tomar um refresco. Se quer algo mais nutritivo, pode tomar um suco 100% da fruta. Você tem também a opção aos lácteos, já que recentemente a gente comprou a Ades (bebida à base de soja) da Unilever. Então, tem alternativa láctea vegetal também. A ideia é oferecer ao consumidor sempre altíssima qualidade, e que ele possa escolher, conforme suas restrições ou desejos.

- Durante décadas, esse mercado de não viu muitas inovações. Nos últimos anos parece que a coisa acelerou. Por quê?
A cadeia de alimentos e de bebidas exige cuidados muito grandes para inovar. Não é um produto que você usa, é um produto que você engole, que põe para dentro do seu corpo. Então, o nível de cuidado em inovações é triplicado para trazer alguma coisa para a mesa. Isso significa impacto na indústria. As linhas de produção, toda a parte de assepsia, de processo e de qualidade, precisam ter um nível de sofisticação e, portanto, um custo elevado. Não dá para mover isso todo ano, são ações caríssimas. Agora, alternativas tecnológicas estão surgindo a cada dia. Você tem cadeias mais curtas, de novos equipamentos, novos processos, ingredientes mais saudáveis que surgem, ano a ano, então você começa a ter uma velocidade e potencial de inovação muito mais rápidos. O que dirige isso, basicamente, é o comportamento do consumidor que, nos últimos dez anos, mudou radicalmente. A gente passa de uma cultura de monocategoria, no final dos anos 90, para mais de 20 categorias dentro do portfolio. Isso significa atender ao que o consumidor está demandando, e a indústria precisa se ajustar, de forma cada vez mais veloz.

- Qual deve ser o impacto da entrada da Coca-Cola no setor lácteo?
A Coca-Cola vai estender as mãos para desenvolver e trazer valor ao setor. E isso significa valor para o consumidor. O setor não vai ter crescimento de valor se o consumidor não receber e não quiser pagar por isso. Olhando para o consumidor, o que ele pode esperar é que vamos trazer cada vez mais novidades para a mesa, novidades saudáveis, sustentáveis, que sejam boas para o consumidor, para a indústria e para o planeta. (GAZETA DO POVO/Agrolink)


RS: dia de campo na área leiteira acontecerá em Vila Oliva, diz Emater

A propriedade rural de Marcelo e Marta Camêlo e família, no distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul, irá sediar um Dia de Campo sobre Bovinos de Leite, na próxima quinta-feira (07). A propriedade da família tem como atividade principal a produção leiteira, além do cultivo de uva e de uma agroindústria de queijo, e faz parte do Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar, da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR).

O objetivo do dia de campo é demonstrar aos produtores de leite tecnologias de produção, visando o aumento da produção e produtividade, a diminuição da penosidade do trabalho e a gestão da propriedade rural, tendo como consequência o incremento da renda e o bem-estar das famílias.

O evento inicia a partir das 9h e terá quatro estações, que serão conduzidas por profissionais da Emater/RS-Ascar, UCS, Senar e Inspetoria Veterinária. O tema da qualidade do leite será tratado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, João Carlos Reginato, que vai explicar os cuidados simples para que o produtor tenha animais sadios e um produto de qualidade, evitando perdas na produção, que incluem desde medidas de higiene e limpeza até o melhoramento genético dos animais.

Já a irrigação das pastagens será abordada pela engenheira florestal da Emater/RS-Ascar, Adelaide Ramos, que falará sobre a importância da irrigação e as políticas públicas disponíveis, juntamente com acadêmicas do curso de Agronomia da UCS, que irão apresentar um experimento que comparou uma área com irrigação e outra sem e os resultados em termos de produtividade das forrageiras e leiteira.

Os outros dois assuntos, criação correta da terneira e novilha e sanidade do rebanho leiteiro, serão abordados pelo Senar e Inspetoria Veterinária, respectivamente. A abertura oficial acontece às 12h30, seguida de almoço campeiro. No local, haverá também exposição de máquinas, equipamentos e insumos para a atividade leiteira.

A promoção é da Emater/RS-Ascar, Agrimar, Prefeitura, UCS, Juntos para Competir (Sebrae/Senac/Farsul), Divisão de Defesa Sanitária e Sindicatos Rural e dos Trabalhadores Rurais, com patrocínio de diversas empresas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 54 3201-1208, do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul. O dia de campo deverá reunir em torno de 300 pessoas de Caxias do Sul e municípios vizinhos.

Mais atividades na região
Também no dia 07 de dezembro, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Veranópolis irá promover um dia de campo sobre plantas medicinais, com início às 14h, no Horto da Fepagro.

Na programação, extensionistas da Emater/RS-Ascar da região irão explicar sobre as plantas medicinais e condimentares e seus benefícios, jardinagem e cultivo de orquídeas, plantas comestíveis e práticas sustentáveis de produção para agricultura doméstica. (Fonte: Emater/RS)

Queijos/Uruguai
A China reduzirá tarifas alfandegárias no regime de "Nações Mais Favorecidas (NMF)" para 187 produtos importados, incluindo os queijos uruguaios, o que beneficiará os países que não têm Tratado de Livre Comércio (TLC) com o país asiático, como o Uruguai. Esta medida que entrou em vigor no dia 1º de dezembro representa redução da diferença de tarifas alfandegárias diante dos países que têm TLC com a China, destacou o Instituto Nacional do Leite (INALE), com base em informações da embaixada do Uruguai na China. A redução de tarifa alfandegária abrange as seguintes variedades: Queijo ralado ou em pó (tarifa passada de 12% para 8%); queijo fundido (tarifa sai de 12% para 8%), queijo azul (tarifa de 15% para 8%), e outros queijos (tarifa passa de 12% para 8%). Esta queda reduzirá a diferença entre as tarifas do Uruguai e os principais concorrentes, como Nova Zelândia e Austrália, que contam com TLC em vigor, com a China", diz o Inale. As exportações do Uruguai para a China, são, principalmente, de queijos fundidos. Em 2016 o Uruguai foi o sexto maior fornecedor de queijo fundido para a China, ficando atrás da Nova Zelândia, França, Austrália, Estados Unidos, e Dinamarca. Atualmente, as exportações da deste produto da Nova Zelândia para China, são livres de tarifas alfandegárias. Já a Austrália enfrenta uma tarifa preferencial de 8,4%, que em 1º de janeiro de 2018 passará para 7,2%, e irá diminuindo progressivamente, até chegar a 0 em 2024. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)
 

Porto Alegre, 04 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.634

 

Gestão na produção leiteira: o exemplo da Nova Zelândia

A Nova Zelândia está entre os principais países produtores de leite do mundo. Segundo dados das companhias locais que atuam no setor, a produção de leite no último ano foi de 21 milhões de toneladas. Além da alta produção, o país também se destaca pelo elevado padrão de qualidade do produto, com baixos índices de CCS e CBT.

Visitando fazendas no país, durante quatro meses, pude observar alguns segredos de todo esse sucesso. E o que mais me surpreendeu nessas visitas foi que me deparei com vários ensinamentos que já tinha aprendido no Brasil, por meio do Sistema MDA (Master Dairy Administration, sistema de gestão desenvolvido pela Clínica do Leite). Isso porque a principal diferença entre os produtores do Brasil e os da Nova Zelândia está relacionada à gestão da propriedade.

No Brasil, a maior parte dos produtores de leite ainda não consegue enxergar a fazenda como um negócio e, por isso, não têm como prioridade um sistema de gerenciamento realmente eficiente. Essa carência de gestão piora as crises que ocorrem em momentos de baixa nos valores de pagamento do leite, como aconteceu recentemente. Somente com um sistema de gestão adequado se torna possível reduzir custos e aumentar o lucro da fazenda. É o "litro produzido a mais" que gera a rentabilidade e a sobrevivência do negócio!



Nas fazendas neozelandesas, encontrei vários princípios, ferramentas e práticas sugeridos pelo Sistema MDA. Um deles é a liderança, evidente nas propriedades em que visitei. Nelas, a maior parte dos donos das fazendas está presente, diariamente, acompanhando as atividades dos funcionários. E grande parte deles está todos os dias na ordenha. 

Também pude perceber uma dos fatores mais importantes para a boa qualidade do leite: o treinamento dos empregados e a existência de procedimentos operacionais para as atividades que eles realizam. É comum encontrar, nas fazendas, quadros de avisos sobre as atividades que devem ser realizadas durante a semana, bem como de procedimentos que precisam ser lembrados.

Outra prática que chama a atenção na Nova Zelândia é a rotina fixa de atividades. Durante todos esses meses em que fiquei observando a ordenha, a alimentação dos bezerros, o tratamento das vacas, a higiene, entre outros, reparei que tudo sempre é feito do mesmo jeito. Existem protocolos definidos, que não são alterados. Não se muda a dieta, o tratamento das vacas ou o fluxo de trabalho. Assim, por exemplo, existe um procedimento a ser seguido para cada doença que surge na propriedade, de modo que o funcionário já sabe como proceder caso a vaca apresente alguma enfermidade. 

Mais uma vez, vem à tona um dos ensinamentos mais importantes do MDA: a padronização. Afinal, não é possível saber onde se está errando caso haja formas diversas de executar as tarefas e, como consequência, variação nos dados coletados na fazenda. Somente por meio da padronização dos processos que poderemos reconhecer a causa da variação de indicadores. As fazendas produtoras de leite da Nova Zelândia comprovam que esse é o caminho para a melhoria contínua da produção.

 

As crises enfrentadas pelo agronegócio brasileiro exigem que nos espelhemos em países que apresentam eficiência no setor. Embora a realidade desses países seja diferente da brasileira em vários aspectos - do clima à regulamentação - existem medidas simples, que independentemente do contexto, são perfeitamente aplicáveis em nosso país. A maioria delas está relacionada à gestão. Assim, só será possível melhorar a produção e a qualidade do leite no Brasil se o produtor estiver consciente de que sua fazenda é um negócio, como qualquer outra empresa do país e que, como tal, necessita de um gerenciamento adequado para sobreviver e prosperar. (Janielen da Silva, Pesquisadora da Clínica do Leite, Doutoranda em Ciência Animal e Pastagens - ESALQ/USP /MilkPoint - https://www.milkpoint.com.br/mypoint/clinicadoleite/p_gestao_na_producao_leiteira_o_exemplo_da_nova_zelandia_gestao_mda_nova_zelandia_leite_clinica_pessoas_6297.aspx)

China reduz tarifa de importação de queijo dos EUA


A demanda chinesa por queijo importado cresceu de forma impressionante ao longo dos últimos cinco anos. Na sexta-feira, a China reduzirá a tarifa sobre as importações de queijo dos EUA dos atuais 12% para 8%. Como parte dos esforços da China para aumentar a oferta e a acessibilidade dos produtos disponíveis aos consumidores, a China também reduzirá as tarifas em duas categorias de produtos que contém ingredientes lácteos. As importações de fórmula de proteínas hidrolisadas para pessoas com necessidades nutricionais especiais se tornarão isentas de impostos - atualmente, a tarifa é de 20%. A tarifa sobre alimentos infantis pré-embalados vai cair de 15% para 2%.

As mudanças melhorarão imediatamente a capacidade da indústria de lácteos dos Estados Unidos de competir por exportações na China, particularmente para queijos e produtos que contenham soro do leite e leite em pó. A demanda chinesa por queijo importado cresceu de forma impressionante ao longo dos últimos cinco anos. As importações chinesas de queijo foram recordes nos últimos quatro anos.

China reduz tarifa de importação de queijo dos EUA
Em 2016, as importações de queijo atingiram 96,93 milhões de quilos, um aumento de 133% em relação ao ano anterior. As importações de queijo da China provavelmente marcarão um novo recorde neste ano; até agora nesse ano, as importações de queijos foram 19,3% maiores do que os volumes de janeiro a outubro de 2016. Em outubro, as exportações de queijo dos EUA para a China aumentaram 44,8% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Os Estados Unidos são o terceiro maior fornecedor de queijo para a China, depois de Nova Zelândia e Austrália, e os Estados Unidos representaram 11% das importações de queijo da China até agora neste ano. Isso é superior a uma participação de 9,2% em 2016, mas abaixo de 15,4% em 2015 e 17,6% em 2014.

A nova estrutura tarifária poderia ajudar os Estados Unidos a recuperar parte da participação de mercado que perdeu para a Nova Zelândia e para a Europa. Essa é uma notícia muito bem-vinda, considerando o tamanho do estoque de queijos dos EUA e uma produção implacavelmente robusta.


 
Em 2016, os EUA exportaram apenas 5,2% do queijo produzido e 14,2% de todos os sólidos do leite. O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC, da sigla em inglês) estima que, para manter um crescimento forte e amplo na indústria de lácteos, o país precisará aumentar as exportações de produtos lácteos para cerca de 20% da oferta de leite até 2020. (Daily Dairy Report, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Aprendendo a vender leite e iogurtes

A estratégia de ampliar o portfólio levou a Coca-Cola a comprar, em parceria com os engarrafadores locais, duas empresas de derivados de leite na América Latina: a mexicana Santa Clara, há cinco anos, e a brasileira Verde Campo no ano passado. Antes disso, tinha comprado a Leão, que produz chás e café no Brasil. "Os lácteos são um negócio diferente pois vendemos bebidas a vida toda", diz Juan Pratts, vice-presidente de assuntos públicos da Coca-Cola no México. Ele diz que a empresa está aprendendo a vender leite, iogurtes, queijos e sorvetes. Em Pachuca, cidade ao norte da capital mexicana, a uma hora e meia de carro, a Santa Clara está recebendo neste mês 800 mil litros de leite por dia de 17 criadores de gado leiteiro. Isso inclui os 35 mil litros da família Gomez, que fundou a Santa Clara há 90 anos. Quase 90% é transformado em leite ultrapasteurizado UHT, que não necessita ser transportado em caminhão refrigerado e pode ser distribuído ao varejo na frota que leva outros produtos da Coca-Cola. O restante é dividido entre leite fresco, queijos, creme de leite fresco e sorvetes. 

A Coca-Cola enfrenta a francesa Danone, que domina o mercado mexicano de iogurte, e a Lala, que comprou a Vigor no Brasil e é a maior empresa de laticínios do México. "Mas estamos crescendo rápido. Em leite UHT, estamos quase igual à Lala", diz Francisco Javier Muñoz, engenheiro de alimentos, há 30 anos na Santa Clara. Grandes redes de varejo recebem o leite da Santa Clara, mas os sorvetes, queijos e iogurtes são mais facilmente encontrados nas 255 lojas da empresa. A Coca-Cola vê grande potencial no mercado de lácteos. O consumo per capita de leite no México é de cerca de 3 litros, metade do recomendado pela FAO, o braço de alimentos e agricultura da Organização das Nações Unidas. O desafio é fazer um produto de qualidade a um preço acessível, já que 40% dos mexicanos são pobres, segundo o Fundo Monetário Internacional. (Valor Econômico) 
 

Garantia de preço pauta encontro com empresas
A insatisfação com os valores pagos pela indústria motivou a discussão sobre a adoção de uma garantia de preço ao produtor de leite, por meio da formalização de contratos entre as partes. A ideia é defendida pela Fetag, que amanhã irá tratar do assunto em reunião com a empresa Lactalis, em Porto Alegre. No dia 19, haverá um encontro com a direção da Nestlé. Segundo o assessor de Política Agrícola da Fetag, Márcio Langer, o objetivo é possibilitar que o produtor possa planejar seus custos e tenha condições de saber antecipadamente quanto irá receber. Ele afirma que, no modelo atual, a relação entre as partes se dá de maneira informal. O produtor, conforme Langer, somente sabe quanto irá receber no dia 15 de cada mês, quando o pagamento geralmente é efetuado. A Fetag defende que o produtor receba o pagamento até o quinto dia útil. Embora reconheça que seja difícil fixar um preço por um período de vários meses, Langer diz que a Fetag defende a elaboração de uma "metodologia que dê condições de o produtor se organizar". Em novembro, o preço de referência do Conseleite ficou em R$ 0,8653 pelo litro. O assunto divide opiniões. Para o professor Marco Antonio Montoya, do curso de Ciências Econômicas da UPF, estabelecer contratos entre as partes é interessante para garantir parceria de fluxo constante de mercadoria e apoio tecnológico. No entanto, pondera que as cotações são reguladas pelo mercado. "Poderá resultar no aumento da qualidade e, por consequência, melhoria de preço, mas fica difícil determinar valores antecipadamente". O secretário- executivo do Sindilat, Darlan Palharini, considera que a discussão é válida, mas complexa. Ele alerta para a possibilidade de que a medida possa "engessar" o mercado. "Não sabem até que ponto a formalização vai atender ambas as partes, já que existem diversos sistemas de produção", diz. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 01 de dezembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.633

 

  Rótulos 

Pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência mostra que 67% das pessoas, ou seja, cerca de 7 em cada 10 entrevistados, preferem o semáforo nutricional, contra 31% que declaram preferir o modelo de advertência nos rótulos de alimentos e bebidas. A proposta que utiliza cores (verde, amarelo e vermelho) para traduzir as informações sobre o teor de açúcares, gordura e sódio dos produtos - conhecida como Semáforo Nutricional Quantitativo - é considerada a mais clara e didática para 65% dos entrevistados.

"Embora os dois modelos sejam bem avaliados pela população na avaliação individual, ela tem uma preferência. Quando perguntamos qual deles gostariam de encontrar na parte frontal das embalagens, a maioria indica o modelo semáforo nutricional", afirma Patricia Pavanelli, diretora de contas do IBOPE.

A nova proposta de rotulagem nutricional frontal, que vem sendo discutida pela sociedade, tem o objetivo de trazer as informações sobre o teor de nutrientes contidos nos alimentos para a parte da frente das embalagens. A pesquisa fez a comparação entre o modelo de semáforo nutricional e o de advertência, ambos apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como propostas para rotulagem frontal no Brasil. O tema é prioritário na agenda regulatória da Agência.

Comparação de modelos
A pesquisa ainda revela que 81% dos entrevistados avaliam que o modelo do semáforo facilita a compreensão das informações nutricionais, contra 78% do modelo de advertência. O sistema de cores usado para classificar os nutrientes em um rótulo frontal é avaliado como ótimo/bom por 85% da população, contra 74% do modelo de advertência. Além disso, 47% avaliam a facilidade de leitura e compreensão das informações com nota 9 ou 10, contra apenas 26% da avaliação do modelo de advertência.

Mais um argumento favorável ao modelo de semáforo nutricional quantitativo é o fato de a relação entre as cores verde, amarela e vermelha já ser algo comum para o brasileiro, enquanto outras propostas apresentadas se baseiam em modelos de advertências, com mensagens escritas em fundo preto, que não informam a quantidade dos nutrientes destacados.

O brasileiro quer informação
A população já tem por hábito consultar informações nas embalagens, mas ressalta a necessidade da adequação e revisão de alguns itens. Aproximadamente 3/4 da população procura, de modo geral, informações nas embalagens para auxiliar na escolha dos produtos. A tabela nutricional é o terceiro item mais buscado:
o Prazo de validade ou data de fabricação: 45%
o Preço: 24%
o Tabela nutricional/ Informação nutricional: 21%
o Advertências relacionadas à saúde (diet, light, sem colesterol, sem gordura trans, sem lactose, contém glúten, etc): 18%
o Marca ou fabricante: 13%
o Lista de ingredientes: 10%
o Quantidade: 7%

A apresentação da informação por porção e por medida caseira, complementando medidas em gramas e litros, também aparece como uma necessidade dos brasileiros, vindo ao encontro da proposta apresentada pela indústria. A pesquisa qualitativa aponta a preferência pela referência nutricional baseada em quantidades mais concretas e de fácil compreensão, como as unidades ou medidas caseiras: copo americano, xícara, colher de sopa.

O estudo foi solicitado pela Rede de Rotulagem, que reúne associações das indústrias de alimentos e bebidas não alcoólicas. "A realização desta pesquisa foi muito importante para obtermos a opinião da população brasileira. Os dados coletados mostram uma clara preferência pelo modelo de rotulagem frontal com semáforo quantitativo proposto pelo setor, uma vez que ele é informativo e educativo, além de ter fácil entendimento para toda a população", afirma Daniella Cunha, diretora de Relações Institucionais da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

A informação por cores demonstra ter apelo popular, proporcionar comunicação instantânea e ser acessível a todos. Além disso, apresenta-se como um recurso didático, a fim de educar novas gerações e pessoas com baixa escolaridade. O modelo semáforo mostra-se ainda capaz de proporcionar uma rápida identificação no momento da compra e de permitir comparação entre alimentos, o que favorece a decisão do indivíduo e sua soberania na escolha.

"O modelo do semáforo demonstrou ser o que mais desperta o interesse das pessoas pela busca de informações nutricionais. Isso é fundamental quando pensamos em garantir eficiência a uma política pública como esta em discussão. O que adianta os rótulos serem fontes seguras de informação, se elas não forem percebidas pelas pessoas? Hábitos saudáveis são resultados de escolhas equilibradas, não se desenvolvem por imposição", afirma Pablo Cesário, gerente executivo da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Outros números da pesquisa revelam que os brasileiros procuram e querem ter acesso às informações nutricionais, mesmo que não compreendam na totalidade os dados da tabela nutricional. O modelo com cores se revela uma proposta que cumpre a função de comunicar, de modo didático, lúdico e com empatia, essas informações. Ademais o levantamento indica que o modelo teve a preferência até de quem declara "raramente ler" as informações da tabela.


"A indústria acredita que qualquer modelo de rotulagem, sozinho, não é capaz de substituir uma ação ampla de educação alimentar e nutricional, que oriente a população a entender as informações nos rótulos dos alimentos e saber como compor uma alimentação saudável e equilibrada, aliada à prática de atividade física", Alexandre K. Jobim, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR). (Newtrade)

Produção leiteira 

A produção de leite no Brasil deve aumentar 1,8% em 2018, para 23,98 milhões de toneladas ante as 23,55 milhões de toneladas esperadas para o total de 2017, estima o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório. A elevação da produção tende a ser impulsionada pelas exportações de lácteos, como o leite condensado, principalmente para o mercado africano, e o leite em pó.

Outro fator que influencia neste aumento é a suspensão das importações de produtos lácteos do Uruguai. O USDA destaca que, em 10 de outubro, o Ministério da Agricultura brasileiro suspendeu as compras do país vizinho e solicitou comprovante de rastreabilidade, para verificar se 100% do produto vindo do Uruguai era, de fato, daquele país.

A maior produção doméstica do setor e a demanda mais amena resultaram em importações limitadas de leite em pó.Sobre o mercado interno, o relatório ressalta que o consumo da bebida tende a permanecer em volumes baixos no ano que vem, em linha com o desempenho de 2017.

"O cenário é derivado do excesso de leite no mercado e da fraca demanda dos consumidores, mesmo que indicadores mostrem que a situação econômica do Brasil está melhorando gradualmente", diz o documento. Com isso, as empresas do setor estão apostando nos derivados em vez da matéria-prima em si. Para 2018, a expectativa é que o consumo doméstico de leite fique estável em 10 milhões de toneladas. (Globo Rural)


Mercosul x UE 

Esta semana ocorrerá uma nova reunião de negociações Mercosul x União Europeia (UE), que possivelmente será definidora. Até agora "os lácteos continuam excluídos das negociações", ressaltou à Conexión Agropecuaria Mercedes Baráibar, economista do Instituto Nacional de la Leche (Inale), que viajará para Bruxelas, com a delegação negociadora. 

Na primeira reunião que ocorreu em Brasília, no mês de setembro, o Uruguai chegou com a firme postura de excluir os lácteos do acordo. A novidade é que a UE pediu formalmente uma consulta pública, com o objetivo de conhecer a opinião da população e fornecer informações para que os negociadores sobre os possíveis conflitos de nomes que estavam entre as Indicações Geográficas europeias e os nomes que utilizados no Uruguai para alguns queijos.

"Quem se sentir vulnerável em seus direitos porque a UE se apropria de determinado nome terá que enviar um e.mail para ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.). As informações serão processadas pelo escritório nacional de propriedade intelectual e enviadas ao chefe da equipe de negociadores para que na semana que vem esteja na mesa de trabalho, a quantidade de oposições ou objeções feitas", explicou Baráibar. Esta semana serão negociados produtos e na próxima as indicações geográficas, acrescentou.

O reconhecimento pedido pela UE é de exclusividade de certos nomes. Uma vez firmado o acordo, os países do Mercosul não poderão utilizar os nomes nas etiquetas de queijos se eles não procederem dos países mencionados na lista. Isto quer dizer, que o Uruguai não poderá utilizar os nomes, nem para suas vendas internas, nem para as vendas no mercado externo. A maior informação em relação a possíveis conflitos com os nomes nacionais, proporcionará aos negociadores do Uruguai maiores elementos para debater a lista. A consulta pública terá duração de 30 dias, a partir de 20 de novembro. (Blasina y Asociados - Tradução livre: Terra Viva)


Demanda fraca aprofunda queda das cotações do leite

O preço médio do leite ao produtor brasileiro voltou a cair em novembro, refletindo a oferta crescente da matéria-prima devido ao período de safra, mas a retração superou a expectativa de analistas. No mês passado, os produtores receberam, em média, R$ 1,041 pelo litro do leite entregue em outubro, um recuo mensal de 1,6%, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. "A expectativa era de uma queda menor", disse Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria. Isso porque os preços do leite longa vida no atacado haviam esboçado reação em outubro. No entanto, segundo Ribeiro, a tentativa dos laticínios de melhorar suas margens não foi bem-sucedida uma vez que a demanda no varejo continuou fraca. Diante disso, os preços do leite longa vida no atacado voltaram a recuar em novembro, assim como no varejo. 

Segundo o levantamento da Scot, no mês que se encerra, o longa vida caiu R$ 0,05 no atacado paulista, para R$ 2,13 o litro. No varejo, o recuo foi de R$ 0,04, para R$ 2,81 por litro. Considerando que a demanda doméstica por lácteos segue fraca e que o pico da safra de leite ainda deve ocorrer em dezembro nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais, Goiás e São Paulo, a tendência é de novas quedas nas cotações ao produtor até o fim do ano, avalia Rafael Ribeiro. Em janeiro, estima, a produção de leite deve começar a se estabilizar no Brasil. Segundo o Índice Scot de Captação de Leite, a produção de leite na média do país subiu 1,1% em outubro sobre setembro, e dados parciais indicam novo aumento, de 0,9%, em novembro sobre outubro passado. 

Para Ribeiro, neste fim de ano, o consumo interno de leite longa vida deve seguir patinando, mas a demanda por outros produtos lácteos, como creme de leite e leite condensado, deve crescer em função das festas de fim de ano. A expectativa, segundo ele, é que a demanda doméstica por lácteos comece a melhorar em 2018, mas, inicialmente, ainda em ritmo lento. (Valor Econômico)

 

Súmulas do TST
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, já marcou uma data, em fevereiro, para que a corte reveja o conteúdo de aproximadamente 35 a 40 súmulas do tribunal, com o objetivo de readequá-las à nova legislação trabalhista. De acordo com membros do tribunal, a sessão de fevereiro pode resultar na extinção de algumas dessas súmulas, devido à disparidade entre seus conteúdos e o que está previsto na reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro. "Temos mais de 400 súmulas no tribunal, porque a CLT era omissa", explicou o ministro Alexandre Agra Belmonte. "Algumas delas precisam de readequação. Precisam ser adaptadas em razão da reforma, porque a súmula diz uma coisa e a reforma diz outra." (Valor Econômico)

Porto Alegre, 30 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.632

 

  Gasto com proteção social no país é o maior das Américas, afirma OIT

O Brasil é o país que mais gasta em proteção social nas Américas, com as aposentadorias representando grande parte dessas despesas. É o que mostra o "Relatório Mundial sobre a Proteção Social 2017-2019", publicado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O levantamento da agência da ONU calcula que os gastos públicos com proteção social no país (excluindo saúde) equivalem a 13,2% do PIB, comparado a 10,7% nos EUA, 9,8% no Canadá, 9,1% na Colômbia e 8,1% no México. Essas despesas incluem Bolsa Família, licença-maternidade, seguro-desemprego, ajuda a deficientes, aposentadorias e outros programas. A porcentagem da população que recebe pelo menos um tipo de cobertura social no Brasil é de 59,8%, comparado a 99,8% no Canadá e 45% na média global. Segundo Fabio Duran-Valverde, um dos principais assessores da área de proteção social na OIT, o Brasil tem investimento muito alto na área social e conseguiu aumentar de forma significativa tanto a cobertura das pessoas que pagam quanto das que recebem benefícios. "Mas temos que lembrar que isso aconteceu durante a expansão da economia", observou o assessor. "Agora o cenário econômico mudou, e o país tem o desafio da consolidação fiscal, pensando na sustentabilidade do sistema de Previdência, introduzindo os ajustes necessários no sistema, no nosso ponto de vista respeitando as convenções internacionais." 

Brasil, Chile, Uruguai, EUA e Canadá encabeçam a lista dos países com maior cobertura e gastos sociais nas Américas. Brasil, EUA e Uruguai são os que têm a maior fatia das despesas com aposentadoria, bem acima de 50% do total. A distribuição é mais equilibrada em países como Canadá, Chile, Bolívia e Paraguai, com mais ênfase no fornecimento de proteção social para pessoas em idade de trabalhar. Na Argentina, o benefício social para essa categoria é de 5,1% do PIB, comparado a 2,6% no Brasil. O relatório considera que a decisão do governo Temer de congelar por 20 anos os gastos públicos deve "ter impacto social negativo e afetar progressos em direitos humanos". A OIT insiste ser importante que "ajustes de curto prazo" não minem progressos já alcançados e que o corte de gastos sociais não é inevitável em período de ajustes. Na apresentação do relatório, o Valor indagou ao diretor-geral da OIT, Guy Ryder, se ele considerava que a proteção social estava em risco no Brasil no rastro das reformas trabalhista e previdenciária. "Reformas normalmente melhor conduzidas, e que alcançam os melhores resultados, são aquelas feitas por meio do diálogo. Sem diálogo, é uma preocupação", disse Rider. "Vimos importantes progressos no Brasil, reduzindo pobreza e desigualdades. Espero que esses ganhos não sejam perdidos." Para ele, a reforma da Previdência "deve ser desenhada de forma a que avanços não sejam perdidos". 

"As reformas em curso no Brasil visam aprofundar a inclusão social e garantir a sustentabilidade da proteção social, inclusive pela via do aumento do emprego formal", reagiu a embaixadora brasileira junto às agências da ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo. Em meados do ano, a diplomacia brasileira contestou, e conseguiu tirar da lista de 2017, uma iniciativa da OIT de examinar o que era ainda o projeto de lei da reforma trabalhista. Para o Brasil, a agência interferiu num diálogo democrático que a própria OIT diz favorecer. Agora, com a reforma em vigor, aparentemente o exame será feito no ano que vem. (Valor Econômico)

 

China reduz tarifa de importação de queijo dos EUA

Na sexta-feira, a China reduzirá a tarifa sobre as importações de queijo dos EUAdos atuais 12% para 8%. Como parte dos esforços da China para aumentar a oferta e a acessibilidade dos produtos disponíveis aos consumidores, a China também reduzirá as tarifas em duas categorias de produtos que contém ingredientes lácteos. As importações de fórmula de proteínas hidrolisadas para pessoas com necessidades nutricionais especiais se tornarão isentas de impostos - atualmente, a tarifa é de 20%. A tarifa sobre alimentos infantis pré-embalados vai cair de 15% para 2%.

As mudanças melhorarão imediatamente a capacidade da indústria de lácteos dos Estados Unidos de competir por exportações na China, particularmente para queijos e produtos que contenham soro do leite e leite em pó. A demanda chinesa por queijo importado cresceu de forma impressionante ao longo dos últimos cinco anos. As importações chinesas de queijo foram recordes nos últimos quatro anos.

 

Em 2016, as importações de queijo atingiram 96,93 milhões de quilos, um aumento de 133% em relação ao ano anterior. As importações de queijo da China provavelmente marcarão um novo recorde neste ano; até agora nesse ano, as importações de queijos foram 19,3% maiores do que os volumes de janeiro a outubro de 2016. Em outubro, as exportações de queijo dos EUA para a China aumentaram 44,8% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Os Estados Unidos são o terceiro maior fornecedor de queijo para a China, depois de Nova Zelândia e Austrália, e os Estados Unidos representaram 11% das importações de queijo da China até agora neste ano. Isso é superior a uma participação de 9,2% em 2016, mas abaixo de 15,4% em 2015 e 17,6% em 2014.

A nova estrutura tarifária poderia ajudar os Estados Unidos a recuperar parte da participação de mercado que perdeu para a Nova Zelândia e para a Europa. Essa é uma notícia muito bem-vinda, considerando o tamanho do estoque de queijos dos EUA e uma produção implacavelmente robusta.

Em 2016, os EUA exportaram apenas 5,2% do queijo produzido e 14,2% de todos os sólidos do leite. O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC, da sigla em inglês) estima que, para manter um crescimento forte e amplo na indústria de lácteos, o país precisará aumentar as exportações de produtos lácteos para cerca de 20% da oferta de leite até 2020. (As informações são do Daily Dairy Report, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Governo articula linha de crédito para estocagem de lácteos com recursos do BNDES

Como parte de um pacote de incentivo à cadeia produtiva de lácteos prometido pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi para compensar a recente retomada das importações de leite em pó do Uruguai, o governo articula a criação de uma linha de crédito para investimento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para laticínios financiarem a estocagem do produto.

Esse financiamento terá como fonte recursos livres, ou seja, não contará com subsídios bancados pelo Tesouro Nacional como ocorre com as operações de crédito rural no âmbito do Plano Safra. Portanto, não depende da autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), só de uma regulamentação interna do BNDES, que já está sendo preparada.

A linha, que pode ser operada por bancos oficiais como Banco do Brasil e também por privados, será voltada para armazenagem e refrigeração de produtos lácteospor laticínios a taxas de juros de 10,7% ao ano, com prazo de 12 anos para pagamento.

"O BNDES já nos avisou que está prestes a colocar a linha à disposição das indústrias", disse ao Valor o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller. "Estamos com bastante problemas no setor, diminuição do consumo interno, enxurrada de leite vindo de outros países, então o governo procurou atuar em todas as frentes", afirmou.

Geller disse que, além da nova linha de crédito rural, o Ministério da Agricultura também deve incluir o leite na cesta de produtos agropecuários que são contemplados pela Política Geral de Preço Mínimo (PGPM), o que envolve leilões públicos para intervenção de preços no mercado interno. Ao mesmo tempo, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar (ex-Ministério do Desenvolvimento Agrário) já garantiu R$ 40 milhões para compras públicas de leite em pó de produtores por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que é operado pela Conab.

Na semana passada, o Banco do Brasil já havia anunciado a prorrogação do prazo de pagamento das parcelas de custeio e investimento que já venceram ou ainda vão vencer em 2017 para produtores de leite. Os pecuaristas que tiverem parcelas de custeio e investimento vencendo este ano poderão prorrogar os pagamentos até 2018, porém apenas 50% do valor das parcelas devidas. A outra metade terá que ser paga em 2017.

"Essas medidas estão longe de atender todas as nossas demandas, mas já vão começar a reconstruir uma cadeia que está destruída", disse Geraldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). (As informações são do jornal Valor Econômico)

 

Brasil e Irã iniciam entendimentos para aumentar parceria comercial

Na primeira reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil-Irã, em Brasília, na semana passada (23/11), as partes avançaram nas negociações para assinatura de dois memorandos de entendimento. O primeiro, na área vegetal. O segundo, na cooperação em pesquisas agropecuárias. O Irã é o 5º maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro. "Trabalhamos para facilitar os negócios entre os dois países", disse Odilson Ribeiro e Silva, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). "Esperamos que, em breve, o resultado dessa reunião se reflita no comércio Brasil-Irã. Vamos precisar discutir ainda alguns temas para finalizar a assinatura." Presidida pelo vice-ministro da Agricultura, Mohammad Ali Javadi, a delegação iraniana é composta por 9 técnicos.  Na pauta da primeira reunião do Comitê foram discutidos procedimentos para exportação de carne bovina, exportação de gado vivo e material genético bovino e avícola. Os representantes brasileiros e iranianos se comprometeram a realizar ações de promoção de produtos do agronegócio com os setores privados interessados na exportação, a partir de 2018. E ainda no próximo ano haverá uma nova rodada de negociações. Em 2016, o Irã importou US $ 2,1 bilhões, principalmente milho, soja em grãos e carne bovina in natura. Agora há interesse de exportar para o Brasil ureia, frutas secas e amêndoas . (As informações são do Mapa)
 

 

 

Leite/EUA

A indústria de laticínios dos Estados Unidos da América (EUA) espera que a produção de leite chegue a 98,4 bilhões de toneladas em 2017, um novo recorde. De fato, nos últimos cinco anos, os EUA vêm acumulando recordes, ano após ano. O número de vacas chegou ao nível recorde de 9,4 milhões, e a produção por vaca aumenta, entre 2% e 3%, ano após ano. As exportações de produtos lácteos saltaram de 13% para 14% da produção. Ainda que o dólar norte-americano tenha apresentando ligeiro declínio no final do verão em relação a outras moedas dos principais sócios comerciais, a expectativa para o futuro é de que o dólar se mantenha forte e tenha elevação significativa nos próximos cinco anos. Se o Banco Central aumentar a taxa de juros em dezembro, o dólar ficará ainda mais forte. É preciso lembrar que os estoques de queijos nos Estados Unidos estão em níveis, historicamente, elevados, e o volume extra de produtos lácteos é um fator de redução dos preços ainda por algum tempo. A estrela atual da indústria de laticínios é a manteiga. O consumo per capita de manteiga pelos norte-americanos subiu 20% desde o ano 2000. Esta demanda interna de manteiga tem ajudado a manter o preço do leite nos Estados Unidos, em tempos de baixas exportações. Depois de um ano de perda de produção na Austrália, Argentina, Nova Zelândia e União Europeia, tanto a Argentina, como a União Europeia começaram a recuperar suas produções de leite, sendo, junto com os Estados Unidos, os principais exportadores de lácteos do mundo. (Todo El Campo - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 29 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.631

 

  Projeto que altera o Fundoleite é entregue ao presidente da Assembleia Legislativa

Entidades ligadas ao setor lácteo gaúcho entregaram, nesta quarta-feira (29/11), ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), Edegar Pretto, projeto de lei que altera o Fundoleite. A proposta construída entre as entidades, é referente aos recursos do fundo. Com o projeto, 10%  seriam destinados ao instituto, 20% iriam para projetos que visam o desenvolvimento do setor, que poderiam ser apresentados por qualquer entidade representativa, e 70% da arrecadação seria aplicada em assistência técnica aos produtores de leite. 

"A aplicabilidade de 70% em assistência técnica aos produtores rurais é fundamental, pois são eles que precisam do suporte técnico para se manterem em sua atividade", pontuou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. O dirigente ainda afirmou que se faz necessario aprovar o projeto na íntegra. "Esse consenso demonstra a vontade que temos de avançar na produção do Estado", acrescentou, ressaltando a importância da proposta para o desenvolvimento do setor lácteo.

Na ocasião, o presidente da Assembleia elogiou o trabalho feito em conjunto pelas entidades. "Sei que não é fácil chegar num consenso assim. A casa é política e precisa de construção política", afirmou Pretto, agradecendo pela presença dos representantes. "Esse setor, em especial, está precisando de unidade", afirmou. O secretário da Agricultura, Ernani Polo, reafirmou que o projeto é resultado de entendimento e união do setor. "A construção política em conjunto é o primeiro passo para fazer enfrentamento às dificuldades da cadeia do leite".

Além do Sindilat, estiveram presentes a Apil, AGL, Fetag, Fetraf Sul, Famurs, Ocergs e Fecoagro. 

Reunião do Grupo de Trabalho debate o assunto
Deputados encaminharão ao secretário da Casa Civil, Fábio Branco, o pedido de revogação do decreto 53.059, que trata do regulamento do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de transporte interestadual e internacional. A decisão foi tomada a partir de discussão feita ainda pela manhã, no salão Alberto Pasqualini, na Assembleia Legislativa, durante reunião do Grupo de Trabalho a respeito da importação do leite em pó do Mercosul (GTL). Além disso, foram debatidas questões referentes ao projeto de alteração do Fundoleite e medidas para a importação de leite em pó uruguaio. Os deputados Zé Nunes, Elton Weber, Edson Brum e Sérgio Turra estiveram presentes na ocasião. 

O Sindilat esteve representado pela gerente administrativa, Julia Bastiani e pelo cooerdenador do setor de leite da Languiru, Fernando Staggemeier. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Vitorya Paulo

Expectativa é de retomada do consumo de leite, avalia presidente do Sindilat-RS

A queda no preço do leite fez o setor enfrentar grave crise neste ano. Produtores e empresas tiveram dificuldades diante da redução de consumo. Garantir a competitividade do segmento é um dos desafios de Alexandre Guerra, reeleito nesta terça-feira (28), por unanimidade, para novo mandato à frente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS). A projeção é de um 2018 melhor. Confira trechos de entrevista à coluna.

Depois de ano de crise, com queda acentuada no preço, como será 2018?
A expectativa é de que, com o crescimento do PIB, possamos retomar o consumo. Neste ano, houve diminuição de 5% no Brasil. O grande problema, além da importação, foi a queda no consumo. E o aumento de 5% na produção. A indústria trabalhou quatro meses no vermelho. Em novembro, houve reação no valor do UHT, nos primeiros 10 dias. De forma gradativa, o setor pode ter melhor situação ano que vem. 

Por que quando a indústria tem alta no preço, esse repasse logo chega ao consumidor, e quando baixa, não há recuo na mesma velocidade?
Essa baixa chega ao consumidor. Neste ano, teve muita oferta de leite UHT. O supermercado coloca o leite longa vida como ponta de gôndola (oferta), para atrair consumidores. A população está buscando muito condição de preço. 

Que ações tornariam a atividade sustentável no Rio Grande do Sul?
Precisamos trabalhar a competitividade. Para sermos fortalecidos, temos de ter produtor produzindo mais, indústria em escala, inovando e dando assistência, e o governo fazendo a parte dele, dando isonomia fiscal e desburocratizando. (Zero Hora)


NZ: produtividade das vacas leiteiras registra recorde

O rebanho leiteiro da Nova Zelândia pode estar encolhendo, mas, ainda está produzindo volumes recordes de leite. Os últimos dados do New Zealand Dairy Statistics mostram que a vaca média produziu mais litros de leite (nos 12 meses - até junho - em níveis recordes) e também, com mais quilos de sólidos. Esse animal produziu 4.259 litros de leite, contendo um total de 381 kg de sólidos do leite, em comparação com 4.185 litros e 372 kg de sólidos do leite em 2015-16.

Tanto o número das vacas leiteiras quanto o do rebanho caíram pelo segundo ano consecutivo; os últimos dados eram de 4,86 milhões de vacas a nível nacional, abaixo dos 4,99 milhões em 2015-16, enquanto o número de rebanhos caiu em 170, para 11.748. Esse declínio refletiu as condições difíceis da primavera e dois anos de altos números de abates após os baixos preços do leite. Enquanto os rebanhos leiteiros da Ilha do Sul representavam 27,4% do total nacional, continham 40,4% de todas as vacas em lactação. A maioria estava na região de Waikato (23%), seguido por North Canterbury (13,8%), Southland (11,6%) e Taranaki (9,7%).

Otago tinha 439 rebanhos, que incluíam 256.497 vacas, constituindo 5,3% do rebanho nacional, enquanto Southland tinha 989 rebanhos, com 563.017 vacas. Apesar do declínio no número de vacas, as empresas leiteiras processaram quantidades de leite muito similares - 20,7 bilhões de litros de leite contendo 1,85 bilhão de quilos de sólidos do leite em 2016-17. A estação anterior foi de 20,9 bilhões de litros de leite (1,86 bilhão de quilos de sólidos do leite).

O economista sênior da DairyNZ, Matthew Newman, disse que a tendência de aumentar a produção de leite por vaca mostrou que os produtores optaram por animais que eram mais eficientes em converter pastagem em leite com relação ao ano anterior.  "Estamos produzindo quantidades de leite similares a partir de menos vacas, em parte, porque estamos criando melhores animais e os alimentando bem", disse ele. O rebanho médio é agora de 414 vacas, abaixo de 419 em 2015-16. Foi o nível mais baixo de vacas ordenhadas desde 2012. O número de vacas da Ilha do Norte diminuiu em 90.000 para 2,89 milhões, enquanto o número da Ilha do Sul caiu em 46.000 para 1,97 milhão.

O gerente geral de mercados da Nova Zelândia da Livestock Improvement Corporation (LIC), Malcolm Ellis, disse que as estatísticas refletiram uma mudança na indústria. "Os produtores estão reconhecendo que, como uma indústria, se eles não estão ordenhando um maior número de vacas, precisam ordenhar as melhores".

As mudanças nas raças leiteiras continuaram. Os cruzamentos das raças Holstein-Friesian/Jersey agora compreendem 48% das vacas, acima dos 40% em 2010-11. Holstein-Friesians constituem 33,5% do rebanho nacional e as Jerseys, representam 9,3%.

As estruturas de propriedade das fazendas mudaram ao longo das últimas estações, com 27,3% dos rebanhos leiteiros da Nova Zelândia operando sob um acordo de sharemilking (o sharemilker é responsável por operar a fazenda em nome do proprietário, mas não possui a terra e, em contrapartida, recebe uma parte dos rendimentos da venda de leite e qualquer outra coisa produzida fora da terra, como por exemplo, silagem) em 2016-17, contra 32,4% em 2014-15. Os rebanhos nas mãos de proprietário-operador aumentaram em 188, para 8.503 rebanhos em 2016-17. (As informações são do Otago Dairy Times, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Uruguai: receita bruta dos produtores de leite aumentou em US$ 118 milhões até setembro
O setor de lácteos uruguaio está abandonando lentamente uma das piores crises dos últimos tempos. Alguns fatores externos e outros que não podem ser manipulados, como os preços dos produtos no mercado mundial e o clima, jogaram a favor do produtor e permitiram um aumento na renda bruta das empresas. No final do terceiro trimestre do ano (janeiro a setembro), as empresas de lácteos faturaram US$ 445 milhões. Isso significa um crescimento de US$ 118 milhões em relação ao mesmo período do ano passado - que somou US$ 337 milhões - informou Rafael Tardáguila, diretor da Tardáguila Agromercados. Apesar desta recuperação, as empresas de lácteos estão longe da receita obtida em 2014 e 2015, antes da crise no setor no país. O analista disse que o aumento da receita bruta se deve a dois fatores: aumento nos volumes produzidos e no preço médio recebido em dólares por litro de leiteenviado à indústria. Em comparação com 2016, Tardáguila comentou que o volume deste ano aumentou 7,1% e os produtores receberam US$ 0,7 a mais por litro enviado. (As informações são do Portal Lechero, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 28 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.630

 

  Preço do leite volta a subir no RS

Depois de seis meses de queda, o preço do leite voltou a subir no Rio Grande do Sul. Segundo dados apresentados nesta terça-feira (28/11) pelo Conseleite, o valor de referência estimado para novembro (considerando apenas os dez primeiros dias do mês) é de R$ 0,8653, valor 4,36% acima do consolidado de outubro, que fechou em R$ 0,8292. A valorização foi puxada pelo aumento do leite UHT, que atingiu 8,15% no mês. Também tiveram aumento expressivo o queijo prato (7,76%) e o mussarela (5,91%). O valor nominal médio acumulado no ano (11 meses) indica queda de 6,72%. Considerando valores reais (levando-se em conta a inflação medida pelo IPCA), a redução no período chega a 9,61% "De acordo com análises gráficas setoriais, a tendência para 2018 é de preços melhores do que os praticados neste ano", projetou o professor da UPF, Eduardo Finamore.

O movimento de alta em novembro já era esperado pelo setor produtivo devido às limitações de importação impostas no mês passado ao leite uruguaio e à redução da captação no campo. Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, é importante considerar que a situação do setor é crítica, com saldo acumulado de perdas no ano tanto ao produtor quanto à indústria. Nos últimos dias, informa ele, o mercado se demonstrou mais cauteloso como reflexo da retomada das aquisições do país vizinho, o que sinaliza para estabilidade nos próximos meses. "O Rio Grande do Sul não manda no mercado brasileiro. A gente tem que dançar a música do mercado. Estamos sofrendo por um mix de fatores que inclui a importação de leite, a queda de consumo devido à crise e diversas outras questões", salientou Guerra.  Além disso, indicou o também presidente do Sindilat, a projeção do PIB para 2018 é positiva , o que deve recuperar o poder de consumo das famílias.

Segundo ele, é importante reforçar a questão da competitividade da produção. "É essencial reduzir custos para poder enfrentar esse mercado", completou. Ele argumenta que o mercado é soberano em relação ao desejo dos players. "As indústrias não querem baixar preço", disse. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Alexandre Guerra reeleito para gestão 2018/2020
 
O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e diretor da Cooperativa Santa Clara, Alexandre Guerra, foi reeleito na tarde desta terça-feira (28/11) para comandar a entidade na gestão 2018/2020. A eleição foi por unanimidade e contou com 51 votos de indústrias que respondem, juntas, por mais de 80% da produção do  Rio Grande do Sul. A diretoria para o triênio 2018/2020 ainda terá Guilherme Portella (Lactalis), que segue como 1º vice-presidente, e Caio Vianna (CCGL), que assumirá a 2ª vice-presidência. O grupo ainda conta com Ângelo Sartor (Rasip) como secretário e Jéferson Smaniotto (Cooperativa Piá) como tesoureiro. A posse ocorrerá no dia 7 de dezembro, às 20h, durante celebração de fim de ano no Hotel Plaza São Rafael.
 
Segundo Guerra, a reeleição reconhece a força do trabalho realizado nos últimos três anos, que incluiu projetos inovadores como o Fórum Itinerante do Leite, o Pub do Queijo e as agendas internacionais. Entre suas metas para os próximos anos está trabalhar para abrir novos mercados para os produtos lácteos do Brasil no exterior por meio de participação em eventos e comitivas internacionais. "Trabalharemos para criar condições para que os associados ganhem em competitividade de forma a acessar novas oportunidades comerciais", frisou Guerra.
 
À frente das batalhas em defesa da produção, disse ser importante contar com o apoio de todos os associados nos próximos anos. "Precisamos estar juntos para superar o cenário adverso. É importante contar com as indústrias não apenas na formação da diretoria, mas nos eventos e nas negociações que envolvem o setor".
 
Entre os principais desafios pela frente, citou Guerra, estão as mudanças na contribuição sindical, que exigirão empenho por parte das empresas associadas para manter a atividade do Sindilat. "Dentro da modernidade, as entidades têm que existir por sua importância". (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Crédito: Carolina Jardine

 

Agricultura familiar: governo aumenta o preço pago pelo leite em pó

O grupo gestor do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, alterou nesta segunda-feira, dia 27, o preço de aquisição do quilo de leite em pó produzido pela agricultura familiar.

A partir de agora as compras realizadas pelo governo através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terão o valor de R$ 13,94, contra R$ 12

Como funciona
Parte dos alimentos é adquirida pelo governo diretamente dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e demais povos e comunidades tradicionais, para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social.

Os produtos destinados à doação são oferecidos para entidades da rede socioassistencial, nos restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias e ainda para cestas de alimentos distribuídas pelo Governo Federal.

Outra parte dos alimentos é adquirida pelas próprias organizações da agricultura familiar, para formação de estoques próprios. Desta forma é possível comercializá-los no momento mais propício, em mercados públicos ou privados, permitindo maior agregação de valor aos produtos.

A compra pode ser feita sem licitação. Cada agricultor pode acessar até um limite anual e os preços não devem ultrapassar o valor dos preços praticados nos mercados locais. CLIQUE AQUI para acessar a resolução. (Canal Rural/Diário Oficial da União)

 

 

Preços/Europa

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Observatório Lácteo da União Europeia (UE), com dados da semana 45, encerrada em 19 de novembro de 2017, os preços dos produtos lácteos sofreram as seguintes variações em relação à semana anterior (), e em relação ao ano anterior []. Manteiga (-0,7%), [+29%]; SMP (+0,6%), [-23%]; WMP (-0,6%), [-6%]; Cheddar (-0,1%), [+2%]; e Soro (-1,5%), [-27%]. 



O preço médio do leite ao produtor da UE aumentou 4% em setembro de 2017, fechando em 36,71 centavos de €/kg, [R$ 1,37/litro], o que representa 32% a mais do que em setembro de 2016, e 11,2% acima da média dos últimos 5 anos. A captação de leite na UE aumentou 3,7% em setembro de 2017 (em comparação com setembro de 2016), e 0,9% em comparação com setembro de 2015. O volume acumulado de leite captado de janeiro a setembro de 2017 foram 0,4% superiores ao mesmo período de 2016.

De janeiro a setembro, na UE, houve contração de 6,1% na produção de SMP, de 3,5% na produção de manteiga, de 0,9% na produção de leite de consumo, e de 0,2% na produção de WMP, enquanto subiram as produções de creme, queijo, leite fermentado e leite concentrado, em 2,2%; 1,3%; 0,6%; 1,6%, respectivamente. A produção de leite na Nova Zelândia registrou aumento de 2,7% no mês de pico da temporada (outubro), o que resultou em um aumento geral de junho a outubro de 0,9%. O crescimento da produção de leite desacelerou nos Estados Unidos. Em setembro foi registrado aumento interanual de 1,1%. A produção acumulada de janeiro a setembro ficou 1,5% acima dos níveis de 2016. Na Austrália a produção de leite aumentou 1,6% nos três primeiros meses de temporada. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

 

Santa Clara é agraciada com o décimo troféu Carrinho Agas
A Santa Clara recebeu o seu décimo troféu Carrinho Agas em evento realizado na noite de ontem, 27 de novembro, na Casa NTX, em Porto Alegre. A Cooperativa foi premiada na categoria Zero Lactose, criada neste ano em virtude da demanda crescente em produtos destinado a pessoas com restrições alimentares. A honraria foi recebida pelo diretor Administrativo e financeiro, Alexandre Guerra. Durante a solenidade de entrega do troféu, o diretor, Alexandre Guerra enalteceu a preocupação da Santa Clara com este nicho saúde. "A Cooperativa possui uma linha com dez itens da linha Zero Lactose, sendo que recentemente lançamos novos produtos para atender esta demanda", destaca. A linha Zero Lactose Santa Clara é composta por Requeijão Zero Lactose, a Ricota Zero Lactose, o Frut Clara Zero Lactose nos sabores morango e salada de frutas, Leite UHT, Queijo Minas Frescal, Queijo Mussarela, Nata e Doce de Leite. O Carrinho Agas é promovido pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Em edições anteriores, a Santa Clara foi contemplada como Melhor Fornecedora de Queijos (2013, 2014, 2015 e 2016), Laticínios (2010, 2011 e 2012), Bebidas Lácteas (2004) e Alimentos Resfriados (2003). (Assessoria de Imprensa Santa Clara)

Porto Alegre, 27 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.629

 

  O leite é o único alimento que deve nos acompanhar por toda a vida. É seguro.

Sua mãe sempre disse para você beber leite todos os dias, que é bom para os ossos, que ajuda a crescer forte e saudável. Mas nos últimos tempos, esse alimento ganhou uma má fama, dividindo especialistas entre os que o consideram dispensável e os que acham que ele é essencial.

Nesse segundo grupo está a pediatra Ana Escobar, autora de vários livros sobre saúde na infância e consultora do programa Bem Estar, da TV Globo. "O leite é o único alimento que deve nos acompanhar por toda a vida. Deve ter ingerido todos os dias", defende ela, que estará em Vitória neste sábado como participante da TecnoAgro, evento realizado pela Rede Gazeta.

Confira o bate-papo com a médica:
Há uma lenda de que o homem é o único mamífero que continua bebendo leite depois de adulto. Deveríamos parar de beber leite?
Não. O leite é um alimento de extrema importância em todas as faixas etárias. É o único alimento que nos acompanha por toda a vida. Deve ser ingerido todos os dias.

Por que?
Estamos vivendo mais do que vivíamos poucos anos atrás. A expectativa de vida hoje é de 100 anos. À medida que o tempo de vida aumenta, nossas necessidades nutricionais vão de modificando. Como manter esses os ossos fortes a vida toda? Precisamos de cálcio, um dos nutrientes essenciais. E a grande e mais importante fonte de cálcio é o leite. Nos adultos, a falta de cálcio gera osteoporose, uma doença que deixa a vida com muito menos qualidade. Um idoso que quebra um osso fica acamado, e isso traz outras doenças e o faz viver menos.

Mas há quem defenda que há outras boas fontes de cálcio, como alguns vegetais.
É verdade. Mas não fornecem cálcio na quantidade que precisamos. Por exemplo, uma criança de oito anos de idade teria que ingerir 14 colheres de aveia por dia ou comer dois pratos inteiros de brócolis por dia para obter cálcio na quantidade necessária. É muita coisa. Ela pode conseguir isso tomando dois copos de leite, um de manhã, outro de noite. A mesma coisa funciona para um idoso.

Muito da má fama do leite vem dos casos de intolerância à lactose, que parecem estar aumentando. O que a senhora acha?
Não temos dados no Brasil. Mas estima-se que em torno de 20% a 30% das pessoas podem ter, de fato, intolerância à lactose. Na Europa, só 15% têm o problema. Na população afrodescendente e asiática, o percentual é um pouco maior. Sabemos que muito disso é moda. As pessoas que fazem restrição à lactose relatam se sentir melhor porque acabam fazendo uma reeducação alimentar. O leite não é o único vilão.

A ultrapasteurização do leite não acaba com os nutrientes?
Não é verdade. A pasteurização pode alterar um pouco a quantidade de proteínas, mas ainda sim há proteínas ali. O cálcio, o magnésio, o potássio continuam intactos. O leite é muito seguro para a saúde.

Como ensinar as crianças a se alimentar de forma saudável?
A obesidade, que vem crescendo no Brasil e no mundo, é multifatorial. Tem a ver com o estilo de vida que vivemos, com o sedentarismo e os hábitos alimentares. Os pais não têm tempo para preparar a comida dos filhos, para fazer um suco. Dão logo o suco de caixinha, que é mais fácil. Para ensinar as crianças a comer bem, os pais devem mudar os próprios hábitos primeiro. E levar as crianças para gastar energia nos espaços livres. (A Gazeta)

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 23 de Novembro de 2017 na cidade de Chapecó, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Outubro de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Novembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)


DSF lança novos indicadores globais sobre sustentabilidade na cadeia láctea

O Dairy Sustainability Framework (DSF) anunciou o lançamento de mais cinco indicadores globais para a divulgação pública do progresso da indústria em cima dos seus 11 critérios de sustentabilidade. Os membros do DSF, que representam mais de 31% da produção global de leite, endossam os 11 critérios e priorizam estes com base nos desafios de sua própria região. 

Cada critério tem sua própria intenção estratégica. Metas de sustentabilidade e iniciativas baseadas no cronograma são desenvolvidas pelos membros para trabalhar buscando esses objetivos a nível regional, nacional e local. O relatório anual de progresso é um compromisso de adesão.

Identificando métricas
Além dos programas de membros individuais, o DSF trabalhou com pesquisadores da Universidade do Arkansas, membros e grupos de partes interessadas mais amplas (incluindo uma consulta pública) para identificar métricas de indicadores de alto nível para os critérios: solo (qualidade e retenção), nutrientes do solo, água (disponibilidade e qualidade), biodiversidade e condições de trabalho. Estes se unem ao cuidado dos animais e às emissões de gases de efeito estufa (GEE), lançados em 2016.

Ao estabelecer e rastrear as métricas do indicador para cada critério, o DSF disse que será capaz de reportar a melhoria agregada contínua do setor global de produtos lácteos. Donald Moore, presidente do DSF, disse que os consumidores querem saber que seus alimentos foram produzidos de forma sustentável e responsável e - informar sobre esses indicadores - permitirá que o setor de produtos lácteos monitore e relate seu desempenho.

Indicadores adicionais
O trabalho está em curso, para conclusão até o final do ano, para calcular os valores iniciais com os quais o relatório anual será comparado. Os quatro indicadores restantes (segurança e qualidade dos produtos, desenvolvimento do mercado, economias rurais e resíduos) serão desenvolvidos por meio de uma abordagem multipartidária, a partir de janeiro de 2018. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Produção/Uruguai
Prossegue a tendência de aumentos no envio de leite para as plataformas da indústria, concluindo outubro com 1,8% acima do volume verificado no mesmo período de 2016. No mês passado foram captados 196,6 milhões de litros, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale). Por outro lado, a captação de 2017, até outubro, recuperou 7,8% em relação aos primeiros 10 meses de 2016. No total foram enviados para as fábricas 1.541,9 milhões de litros. Em 2016, a produção de leite totalizou 1.775 milhões de litros, apresentando 10% em relação a 2015. O preço médio pago ao produtor em outubro passado foi de 9,60 pesos por litro, [R$ 1,06/litro], caindo 0,6% em relação a setembro. Em dólares, o preço ao produtor foi de 33 centavos de dólares. Em outubro de 2017 o preço médio ao produtor foi 7,8% superior em pesos, e 3,4% em dólares, em relação a outubro de 2016. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 24 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.628

 

  MDS anuncia R$17 milhões

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) anunciou que investirá R$ 17 milhões na compra de leite em pó de cooperativas de agricultores familiares. O valor é suficiente para a aquisi- ção de pouco mais de mil toneladas - o setor havia solicitado a compra governamental de 50 mil toneladas, no país. Mesmo considerando baixo o investimento, as entidades ligadas à cadeia leiteira esperam que esta seja a primeira iniciativa de outras que virão na sequência para tentar regular o mercado de lácteos, prejudicado pela alta oferta e queda da demanda. De acordo com o MDS, a aquisição será feita ainda neste ano, por meio da modalidade Compra Direta do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

O preço de referência do quilo do leite em pó para a Região Sul, segundo a Conab, é de R$ 11,99. No entanto, aguarda-se a publicação no Diário Oficial da União (DOU) do valor reajustado em R$ 13,94, cotação que vinha sendo reivindicada pelo setor. A Conab, que será responsável por operacionalizar a compra, diz que ainda não recebeu a liberação de recursos para esta finalidade e, portanto, não há defini- ção sobre quando abrirá o prazo para as cooperativas interessadas se inscreverem. Paraovice-presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro/RS), Darci Hartmann, qualquer medida que ajude o mercado a se reequilibrar é bem-vinda. "No ano passado, por conta dos preços maiores pagos pelo leite, o produtor investiu na propriedade e conseguiu produzir mais neste ano. Por outro lado, o consumo não reagiu", comenta. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, também avalia como importante a iniciativa do governo, mas espera que não seja a única. "Esta primeira aquisição contribui, desde que tenha continuidade até que se chegue ao volume solicitado pelo setor", reivindica. (Correio do Povo)

Lácteos/NZ 


Já faz quase 3 semanas que grande parte de Canterbury não tem chuva significativa, e o verde da primavera está sumindo. Waikato e a Ilha Norte também são bacias leiteiras a espera de chuva, e a orientação é planejar o verão. Evitar sobrecarregar as pastagens com o uso de silagem, e as brássicas de verão. Fazer leves aplicações de Nitrogênio nesse período. A estação de monta segue bem, com acompanhamento rigoroso dos veterinários. Crescem as preocupações com a fraqueza do mercado de laticínios e os números da produção nacional para outubro revelaram crescimento de 2,9% em relação ao ano passado. Dada a fraqueza atual do mercado de leite em pó, os analistas estão preocupados com leite extra, que vai pressionar ainda os preços, embora o mercado de futuros de produtos lácteos tenha apresentado alguma recuperação na semana passada. Mas, a apreensão aumentou depois dos resultados do último leilão, com a queda nas cotações do leite em pó desnatado, junto com o péssimo resultado da manteiga e do queijo, indicando que um corte na previsão para o ano parece inevitável. 

A moeda fraca está ajudando, mas, os economistas da ANZ parecem ter certeza de que a Fonterra irá reduzir para NZ$ 6,25/kgMS, [R$ 1,02/litro], o preço ao produtor em dezembro, e até a otimista equipe do ASB cortou 25 centavos em suas previsões, passando para NZ$ 6,50/kgMS, ]R$ 1,10/litro]. A A2 Milk parece estar resistindo bem à tempestade com seu produto diferenciado, e divulgaram a duplicação dos lucros e crescimento do valor agregado. As notícias são de que a produção de leite chinesa recuperou, e isto pode limitar as exportações da Nova Zelândia em 2018. Mais notícias negativas acerca do surto de micoplasma, e outras 1.000 vacas terão que ser abatidas, enquanto os funcionários do Ministério do Interior (MPI) se esforçam para isolar a doença e erradicar a fonte de contaminação. Vinte e três fazendas foram detectadas com foco da doença, e são submetidas a testes extensivos, controles de movimento, e rigor nas cercas para impedir que a infecção se espalhe. 

Os pequenos processadores de leite estão anunciando o sucesso dos esquemas de incentivo, e seus fornecedores estão respondendo bem às bonificações, para melhorar a qualidade dos seus produtos. A Dairy NZ lançou uma nova estratégia para o setor que tem por objetivo informar às comunidades sobre a abordagem das questões ambientais, de bem-estar animal, e cuidados com as emissões de gás, de uma forma transparente e aberta. A Fonterra introduziu o plano de chegar a emissões zero até 2050 e reduziu o uso de carvão, mas, alguns observadores criticaram os baixos parâmetros da gigante de produtos lácteos, para limitar futuras penalidades monetárias. (interes.co.nz - Tradução livre: Terra Viva)


Milho

As exportações de milho do Brasil atingiram 2,21 milhões de toneladas até a terceira semana de novembro, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Na média diária, foi embarcado 201,07 mil toneladas neste período. 

O volume exportado diminuiu 16% frente a média diária de outubro deste ano, mas continua recorde quando comparado com o mesmo período de 2016. De novembro de 2017 a novembro do ano anterior, os embarques subiram 318%. Com a colheita do milho 2017/2018 na reta final nos Estados Unidos e maior disponibilidade, os preços do cereal norte-americano caíram, aumentando a concorrência com o Brasil no mercado internacional. Caso os embarques continuem neste ritmo, a estimativa é de que o Brasil exporte um volume próximo de 4,02 milhões de toneladas no acumulado de novembro. A boa movimentação para exportação nos últimos meses tem ajudado na sustentação dos preços do cereal grão no mercado brasileiro. Entretanto, a boa disponibilidade interna deverá limitar as altas de preços do milho em 2018. (Canal Rural)

 

SP: depois de subir por mais de um mês, preço do leite UHT recua, diz Cepea
Após cinco semanas consecutivas em alta, as cotações do leite UHT negociado no mercado atacadista do estado de São Paulo registraram leve queda de 0,79% na comparação entre a semana de 13 a 17 de novembro e a anterior, com preço médio de R$ 2,11/litro. Já os preços do queijo muçarela permaneceram estáveis na mesma comparação, com média de R$ 14,06/kg. Segundo colaboradores do Cepea, esse cenário está atrelado à dificuldade de venda e ao elevado volume de leite disponível, que seguem impedindo repasses de preços, forçando vendedores a negociar seus produtos a valores menores. (Fonte: Cepea)

Porto Alegre, 23 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.627

 

Odacir Klein assumirá GT da Proteína Animal
 

O secretário chefe da Casa Civil, Fábio Branco, anunciou, durante reunião com as entidades que compõem o Grupo de Trabalho (GT) da Proteína Animal, que o governo deliberou por dar continuidade às atividades do colegiado. Informou que o decreto que prorroga o projeto em favor da produção ainda não foi assinado pelo governador José Ivo Sartori, mas que o será em breve. Branco também informou que a coordenação do GT agora será realizada pelo presidente do Conselho de Administração do BRDE, Odacir Klein. "Daqui para frente teremos bons desafios, que serão enfrentados de maneira clara e objetiva, com a coragem de fazer o que precisa ser feito", reforçou Branco, que conduziu o encontro ao lado do secretário Ernani Polo e demais representantes de pastas de governo. "Os governos passam e a produção se mantém. Estamos fazendo ajustes e tentando entendimento", frisou Polo, lembrando do esforço que vem sendo realizado pela retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho brasileiro.
 
O encontro reuniu lideranças dos diversos setores que integram a cadeia da proteína animal, incluindo avicultura, suinocultura, bovinocultura de corte e leite. A secretária do Sindilat, Vanessa Alves, representou o sindicato. Dirigindo-se aos colegas de GT, Klein agradeceu a confiança e defendeu a integração como base para a condução do projeto. "A delegação que recebo vem como uma dupla linha de atribuições. A primeira é a de atuar como um despachante aos secretários e buscar soluções. A outra é atuar pela coordenação do diálogo de diversos setores". Nesse desafio, frisou ele, contará com o emprenho de Paulo Roberto Silva, que ficará responsável pelas questões mais operacional do grupo de trabalho. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Carolina Jardine 

Expectativa de equilíbrio no mercado global de lácteos

A combinação de continuidade de demanda firme e de produção crescente em 2018 deve fazer com que os preços internacionais dos lácteos fiquem em patamares não muito distantes dos registrados este ano, segundo analistas do setor. A expectativa é que as cotações do leite em pó integral - um dos principais produtos negociados no mercado internacional - oscilem entre US$ 2.700 e US$ 3.200 por tonelada no ano que vem.

Desde o começo de outubro, os preços do produto no leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), referência para o mercado internacional, estão em queda. Começaram o ano perto de US$ 3.300 por tonelada. Caíram abaixo de US$ 2.800 em março, recuperaram-se, mas voltaram a recuar este mês.  Segundo Valter Galan, analista da consultoria MilkPoint, a queda recente reflete o aumento da produção de leite na União Europeia e nos Estados Unidos, que mais que compensou o avanço da demanda da China, maior importador mundial de lácteos. "A China está comprando muito, mas a produção nos EUA e na União Europeia cresce compensando a demanda chinesa", disse Galan. 

De janeiro a setembro, as importações de leites em pó (integral e desnatado) pela China subiram 20,6%, para 599,1 mil toneladas. A diferença equivale a 977 milhões de litros de leite. Só entre junho e agosto, o aumento da produção de leite na UE foi de 875 milhões de litros ante o mesmo intervalo de 2016. Nos EUA, foram 1,082 bilhão de litros a mais entre junho e setembro, segundo acompanhamento do MilkPoint.

Segundo Galan, a expectativa é que a China continue ativa no mercado internacional de lácteos em 2018. O petróleo mais valorizado também deve estimular a demanda de países produtores do combustível, como os do Oriente Médio, o México e a Rússia.
Por outro lado, a produção de matéria-prima tende a continuar a crescer, diz. "Principalmente nos EUA, que crescem, consistentemente, 1% a 1,5% ao ano, mas também na UE, apesar da queda de preços, que deve começar a desestimular a produção em alguns países", acrescenta. Apesar da dificuldade de "cravar" um cenário para 2018, Galan diz que nesse ambiente de certo equilíbrio entre oferta e demanda, os preços devem ficar entre US$ 2.700 e US$ 3.200 por tonelada.

Andrés Padilla, analista sênior do Rabobank Brasil, trabalha com um intervalo entre US$ 2.700 e US$ 3.000 por tonelada para o leite em pó integral no próximo ano. Ele também atribui a recente queda à alta da produção na UE e nos EUA nos últimos meses, estimulada por uma melhora no preço ao produtor. Para ele, a produção mundial deve crescer num ritmo mais lento em 2018 e a demanda por lácteos deve continuar a avançar. Além da China e de países exportadores de petróleo, o analista aponta ainda o incremento da demanda em países do sudeste asiático.


 
Diante da expectativa de que os preços internacionais fiquem em níveis não muito diferentes dos atuais e num cenário de câmbio entre R$ 3,00 e R$ 3,30, as importações brasileiras de lácteos devem manter os volumes, acredita Padilla. Segundo o Ministério da Agricultura, entre janeiro e outubro as importações somaram 150 mil toneladas, 27% abaixo de igual intervalo de 2016.

Já a produção nacional de leite deve continuar a crescer, também num ritmo menor que neste ano. "O produtor está um pouco desestimulado por causa dos preços e provavelmente o custo de produção será maior", diz o analista. (As informações são do jornal Valor Econômico, resumidas pela Equipe MilkPoint)

 

 

BB prorroga prazo de custeio e investimento para produtores de leite

O Banco do Brasil decidiu prorrogar o prazo de pagamento para produtores de leite das parcelas de custeio e investimento que já venceram ou ainda vão vencer em 2017, como parte de um conjunto de medidas que o governo vem anunciando para apoiar o setor leiteiro depois da retirada da suspensão às importações do leite do Uruguai.

A informação foi divulgada ontem pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em sua página no Facebook, em vídeo gravado ao lado de Geraldo Borges, presidente da Abraleite, entidade que representa os produtores de leite do país. Os produtores que tiverem parcelas de custeio vencendo este ano poderão prorrogar os pagamentos até 2018, porém apenas 50% do valor das parcelas devidas. A outra metade terá que ser paga em 2017.

No caso de financiamentos de investimento, os produtores terão mais um ano para pagar. Se as parcelas vencerem em 2020, por exemplo, o saldo poderá ser quitado até 2021. O Banco do Brasil informou que em virtude da queda nos preços do leite incluiu os produtores rurais da região Sul do Brasil que possuem operações de crédito destinadas a bovinocultura leiteira. E que as prorrogações serão realizadas com as mesmas taxas originalmente pactuadas.

A medida pode beneficiar 40 mil clientes com valores da ordem de R$ 210 milhões em operações passíveis de prorrogação, segundo o BB. 

Geraldo também informou que Maggi se comprometeu em realizar compras de R$ 40 milhões de leite em pó, através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para regular o mercado. Segundo o presidente da Abraleite, esse montante representa menos de 10% do que o setor havia pedido, mas a decisão mostra o início de uma atuação mais efetiva no mercado, além de uma boa vontade do governo. "Outra disposição do governo que está em fase final é o financiamento para a indústria adquirir leite em pó e também, armazená-lo". (As informações são do jornal Valor Econômico e do Canal Rural)

 

Embalagens
Mobilidade é uma mega tendência global que afeta todas as esferas sociais e econômicas. Ela muda a forma das pessoas de trabalhar, pensar, se comunicar, consumir e também como comem e bebem. E isto impõe novos desafios para a indústria de bebidas ao mesmo tempo em que abre novas oportunidades. Em um relatório oficial (white paper), a SIG mostra como os fabricantes de bebidas podem se alinhar à escolha correta do conceito do produto e da embalagem, de modo a atender à sociedade móvel e alavancar seus negócios. O white paper define o que agrega valor aos consumidores móveis. Isto inclui alternativas saudáveis e modernas aos snacks tradicionais, adequadas ao consumo em movimento (on-the-go). E estes produtos têm mais chance de serem vendidos a um preço justo. Outro ponto central deste white paper é a análise do papel da embalagem em um conceito de produto bem sucedido. Especialmente as embalagens cartonadas de formato pequeno podem ter um papel fundamental no mercado global de snacks líquidos e saudáveis, principalmente junto aos millennials, que figuram entre os principais players da sociedade jovem e móvel. Norman Gierow, Head Global de Gerenciamento de Produto da SIG, explica: "Identificamos quatro necessidades importantes para ajudar os fabricantes de bebidas a desenvolverem conceitos on-the-go de sucesso - e a embalagem tem um papel fundamental neste contexto por ser o principal ponto de contato do consumidor com a marca. A embalagem exerce funções centrais na comercialização do produto: ela cria a identidade da marca, oferece informação, é parte da experiência da marca e é a forma ideal de iniciar o engajamento do consumidor". O novo white paper está disponível para download gratuíto no blog corporativo da SIG: signals.sig.biz/mobility-world-goes-mobile. A SIG Combibloc é uma das principais fornecedoras mundiais de embalagens cartonadas e máquinas de envase para alimentos e bebidas. Em 2016, a empresa faturou € 1,724 bilhão, com mais de 5 mil colaboradores. (Newtrade)
 

Porto Alegre, 22 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.626

 

Embrapa realiza workshop sobre aprimoramento na produção



 

A Embrapa Clima Temperado promove, no dia 30 de novembro, o workshop "Inovações para o futuro do leite", no auditório da Embrapa Trigo, em Passo Fundo. O objetivo do evento é apresentar as novas tecnologias usadas pela instituição para aprimorar a produção de leite e discutir demandas e perspectivas da indústria e dos produtores. Segundo a pesquisadora de Qualidade do Leite e LINA da Embrapa Clima Temperado, Maira Zanella, o workshop tem o intuito de "discutir com a cadeia produtiva as ações no setor, buscando alinhá-las". A Embrapa, continua ela, quer ser vista como uma apoiadora do segmento. A pesquisadora também falou sobre a mudança do evento para Passo Fundo. "Já tivemos eventos na zona Sul do estado, e é a primeira vez que fazemos em outra importante região produtora. É importante para acompanhar e discutir com os produtores locais", concluiu.

A expectativa é que mais de cem pessoas participem dos quatro painéis, que discutirão a situação dos produtores de leite, os dados de desistência na atividade, apresentação das inovações da Embrapa e a expectativa do setor lácteo. O evento já tem confirmada a presença do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. De acordo com o executivo, encontros como este, e como o Fórum Itinerante do Leite, realizado esta semana, são essenciais para difundir conhecimentos e incentivar o desenvolvimento de tambos e empresas.

As inscrições para o workshop já estão abertas e podem ser feitas por meio do site https://www.embrapa.br/clima-temperado (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Dados/AR - Porque um Big Data seria chave para a indústria de laticínios?

O setor lácteo tem sido fortemente afetado por inundações, principalmente na província de Buenos Aires, Santa Fe e Sul de Córdoba, que por sua vez, continua com dificuldades econômicas, com preços abaixo dos custos.  Segundo a Subsecretaria de Lácteos do Ministério da Agroindústria, o produtor de leite recebeu 5,61 pesos/litro de leite e, de acordo com o último boletim de Indicadores de Preços da Fundação Agropecuária para o Desenvolvimento da Argentina (FADA), o produtor perde 2 centavos por cada litro de leite que vende, e deve vender 3,6 litros de leite para comprar o um vendido no supermercado, que tem o preço médio de 20,3 pesos. Diante desta situação complicada, é bom lembrar que crise é também oportunidade, de acordo com o ideograma chinês. Perigo pelo destino das fazendas de leite e do setor lácteo, depois de vários anos desafiadores, mas, oportunidade, para repensar a atividade.

Da crise para a oportunidade
Neste contexto, vale a pena lembrar da palestra proferida pelo pesquisador argentino, Nicolás, Lyons, coordenador de Desenvolvimento de Sistemas de Ordenha Automática no Departamento de Indústrias Primárias da província de New South Wales (Austrália), sobre o Big Data para o agro, durante a CREATech. Cada vez tem que produzir mais, com menos, garantir segurança alimentar, minimizar perdas, atrair e conservar mão de obra, o consumidor demanda muito mais do que antes e a pergunta é porque quem o produtor faz o que faz. Estima-se que no setor lácteo, 80% dos dados que se juntam não são usados nem pelo produtor, nem pelos técnicos, nem pela cadeia de valor. Muitos dados e pouca informação. Os especialistas da AGTech destacam que faz falta uma integração público-privada, e retirar das fazendas os dados coletados pelos produtores para serem utilizados no resto da cadeia. O produtor diz que tem problemas de qualidade do leite, reprodução, custos e vendas, e falam sobre gerenciamento, cor, LDH, podômetros e atividade. Ao produtor não interessa isso, existe uma falência na comunicação entre os problemas do produtor e o que se oferece como solução. "O produtor quer solucionar esses problemas com a melhor tecnologia disponível e que lhe permita produzir mais", assegura Lyons.  

Dados para Decisões
Segundo relato do Lyons, anos atrás o produtor podia dizer "tenho 100 vacas que produzem 1.000 litros por dia", e com este dado tomava decisões; logo passou a ter ferramentas para controle leiteiro; depois, seguiram os sistemas de medição de leite diários, podendo ver quanto cada vaca produz; dali, vieram os robôs na ordenha. "Existem muitos detalhes, mas, Mudaram as decisões?" pergunta o pesquisador. As principais empresas tecnológicas do mundo estão de olho no agro. Big Data está pronta para o campo, mas, E o agro está pronto para o Big Data?

"É preciso passar de tecnologia e dados para processos; de precisão a decisão, sem ficarmos com um enorme custo e seguirmos gerenciado tudo como fazemos sempre, tendo enorme subutilização e não temos valor", destaca o analista. Existem muitos dados disponíveis que podem ser utilizados e cita alguns exemplos. "Na Austrália, durante um ano se pagou controle leiteiro a sete estabelecimentos a cada dois meses e a relação custo benefício dessa experiência foi de 3 a 1, porque começaram a tomar melhores decisões de reprodução, descarte, sanidade. Algo bem simples".

O conferencista então sugere ter uma única medição, integrar os dados e suar modelos adequados. Em relação observa: "Enquanto que com dados de condutividade a precisão na detecção de mastite é da ordem de 70%, integrando indicadores de outras variáveis é possível elevar essa proporção para 90%. Também é possível detectar com quatro dias de antecedência, problemas de acidose, usando dados disponíveis". O futuro será mais interessante. É preciso conseguir que os dados que o produtor colhe saiam da porteira, que de resto pode continuar agregando valor, "isto vai diminuir o custo da tecnologia e tem pessoas que pagarão por esses dados, e fará com que os produtores instalem tecnologia porque está de certa maneira subsidiada pelo valor agregado que proporcionará à cadeia", argumenta o pesquisador.

Criatividade sem limite
Lyons destaca que o consumidor quer saber o que está passando no campo. Tanto é assim, que através de um jogo, uma produtora na Irlanda colocou um código QR em suas vacas e estas pastavam perto da estrada, alguém pode parar, escanear o código QR e saber tudo o que se passa com o animal. Outra empresa na Holanda entrega leites embalados por região, que podem ser escaneados pelo código QR e ver a informação sobre a fazenda que forneceu esse leite. As tecnologias são uma enorme oportunidade, mas, também um desafio. "Voltamos às bases para entender quais são os problemas que tem o produtor e a cadeia de valor e utilizaremos dados para responder as perguntas", esclarece Lyons, acrescentando: "Temos que trabalhar na integração e colaboração de toda a cadeia de valor e lamentavelmente, nos falta muitíssimo para isto. A chave é formarmos equipes para fazer uso de todas estas tecnologias". (Agrositio - Tradução livre: Terra Viva)


A produção de leite aumentará nas 5 maiores regiões produtoras, em 2018

Produção 2018 - A produção de leite nas 5 principais regiões exportadoras de produtos lácteos deverá crescer 1,5% no próximo ano, disponibilizando mais 289 bilhões de litros de leite. Isto está em linha com a previsão de crescimento da demanda, de 1,7%, feita pela FAO. A UE-28, o maior produtor, deverá apresentar um crescimento de 1,4%, impulsionado pelo aumento no preço do leite ao produtor, e ganhos de produtividade. 

O aumento da produtividade também deverá beneficiar a produção nos Estados Unidos, que deverá crescer 1,8%. A Nova Zelândia terá aumento de 0,5% diante da expectativa de crescimento de apenas 25.000 cabeças do rebanho, e retorno aos padrões normais de clima, depois da primavera. As condições favoráveis das pastagens, melhora do preço do leite ao produtor e a reconstrução de rebanhos cria a expectativa de que haverá também crescimento na produção de leite na Austrália no próximo ano, com o USDA calculando uma taxa de 2,2%, depois de dois anos difíceis.

Sob efeito do mau tempo e inflação alta, em 2017, a produção da Argentina caiu, acelerou a concentração de fazendas, e expulsou pequenos produtores do mercado. Talvez, refletindo as incertezas sobre a produção, há pouca previsão para a Argentina. No entanto, a FAO estimou crescimento de 1,3% ao ano, no médio prazo, e recuperação do setor. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)
 

Preços dos lácteos na Fonterra caíram 10,3% nos últimos dois meses
Leite em pó integral - Desempenho negativo para os lácteos na Fonterra.  Já acumulam quatro baixas consecutivas de preços no mercado internacional nos últimos dois meses, o que representa depreciação de 10,3%. No último evento da multinacional neozelandesa o valor médio dos lácteos caiu 3,4%, ficando em US$ 2,970/tonelada. É a segunda perda relevante nos últimos meses. A maior foi a primeira licitação de novembro com baixa de 3,5%. O leite em pó integral, o produto mais importante nas exportações de lácteos do Uruguai, somou sua quinta baixa consecutiva, caindo em média 2,7%, fechando em US$ 2.778/tonelada. Do segundo leilão de setembro, até hoje, o produto já perdeu US$ 344/tonelada. (El País - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 21 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.625

 

Potencialidades do setor em pauta no 5º Fórum Itinerante do Leite



Crédito: Bruna Karpinski


A potencialidade do setor lácteo para avançar na exportação foi o tema central do 5º Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta terça-feira (21/11), em Frederico Westphalen (RS). Cerca de 600 pessoas, entre estudantes, produtores, dirigentes de entidades e representantes do governo estadual e municipal participaram do evento, que ocorreu no salão de atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), campus Frederico Westphalen.

Com indústrias habilitadas à exportação, o setor precisa ampliar a sua competitividade e fortalecer as relações comerciais. "Precisamos trabalhar juntos, cada um dentro do seu espaço, buscando o mesmo foco", disse o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. O dirigente ressaltou a importância de produtores, indústrias e governos trabalharem juntos para avançar. E este é um dos objetivos do evento. "O Fórum Itinerante do Leite tem dado eco, tem ultrapassado fronteiras e tem mostrado a importância de trabalharmos unidos e focados", disse Guerra, destacando que o setor precisa ser otimista, pois tem todas as possibilidades e condições de avançar.

O agrônomo João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, que falou sobre o potencial e os desafios da cadeia brasileira de lácteos, acredita que o setor tem capacidade de evoluir. "O Brasil pode manter suas vacas na pastagem quase dez meses no ano, condição semelhante à Nova Zelândia", descreveu Resende, chamando a atenção para a possibilidade de aproveitar este recurso natural para desenvolver a produção.

Outra oportunidade, segundo Resende, é o consumo, que saltou de 68 litros de leite por pessoa ao ano, em 1974, para 171 litros em 2016, em média. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde recomenda que cada pessoa consuma 220 litros por ano. E com o aumento da população mundial até 2050, a demanda tende a aumentar ainda mais, ampliando as possibilidades de mercado. A baixa produtividade é um dos problemas da falta de competitividade do setor, avalia Resende. Entre os entraves da atividade também está a flutuação de preços, a produção pulverizada e a escala de produção.

O secretário adjunto da Agricultura, André Petry, destacou o trabalho que vem sendo feito pelo Conselho de Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), bem como a importância de ações em conjunto, citando a parceria da Seapi com outras instituições como a Embrapa, Emater e secretaria de Desenvolvimento Rural. Petry comentou ainda sobre a necessidade de rever as regras para importação e exportação de produtos lácteos no Mercosul para que se tenha competitividade e maior renda para quem produz e para a indústria, favorecendo o desenvolvimento regional do setor.

"O futuro é ser competitivo", afirma o agrônomo Airton Spies, secretário adjunto de Agricultura e Pesca de Santa Catarina. "O potencial de produção é gigantesco, temos que aproveitá-lo na medida em que formos fazendo o dever de casa", disse, ressaltando que o setor precisa se tornar um player competitivo e conquistar o mercado global. Para avançar, considera, é necessário atenção a três aspectos: produto de qualidade, custo competitivo e cadeia organizada. Sobre a logística do processo de produção, Spies cita como exemplo que no Brasil são transportados 47 litros por quilômetro, em média, enquanto na Nova Zelândia são 220 litros por quilômetro.

O assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer, destacou que o produtor vem fazendo o seu papel, junto com a indústria, por meio do melhoramento do rebanho, além de melhorias no manejo e sanidade para melhorar a qualidade do leite. Entretanto, reconhece que tais ações não têm sido suficientes, destacando que o setor precisa de políticas de Estado e de incentivo à atividade. O dirigente aproveitou o Fórum para solicitar proteção ao produtor e à indústria local para que o setor possa ter desenvolvimento. A reivindicação refere-se às importações de leite, solicitando revisão do processo ao governo federal.

Novo laboratório em Frederico Westphalen
Na abertura do evento, a professora Silvia Regina Canan, diretora da URI campus Frederico Westphalen, anunciou que em janeiro de 2018 a universidade terá um laboratório oficial de análise da qualidade do leite. Segundo ela, em dezembro, uma comissão de técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) fará a última auditoria. A medida irá beneficiar o setor como um todo, em especial os produtores e indústrias da região. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Políticas públicas e comprometimento são essenciais para avançar nas exportações

Crédito: Bruna Karpinski 

O segundo painel do 5º Fórum Itinerante do Leite - Os Caminhos para Exportação, realizado nesta terça-feira (21/11), em Frederico Westphalen, abordou os desafios para indústrias e produtores. "Um dos problemas é que não temos uma política nacional para o setor", avalia o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. Avançar rumo à exportação, acrescenta o dirigente, implica em uma equação que ajude a superar os desafios sem impacto social à atividade.

"Passamos por um processo de seleção dos produtores, mas também por um cenário de especialização", disse o zootecnista Jaime Ries, assistente técnico da Emater, referindo-se à redução do número de produtores na atividade. Em sua apresentação, Ries listou seis desafios para atingir a eficiência: incremento o mix de produtos para remunerar melhor o produtor; cooperação para abertura de novos mercados; melhoria da qualidade; produção com custo compatível; sanidade; e prestação de assistência técnica e gerencial para os produtores.

O supervisor do Senar Herton Lima, que participou do fórum representando a Farsul, relatou o caso e um produtor que em 2008 produzia 200 litros de leite por dia e que, em 2018, chegará a 1500 litros por dia. Após contar a história, pontuou que comprometimento do produtor e envolvimento da família são alguns dos segredos para avançar. "Está na nossa mão esta transformação. Essa é a semente, é o princípio do caminho da exportação", afirma.

O presidente da Apil, Wlademir Dall'Bosco, questionou a competitividade frente aos menores custos de produção dos principais países produtores de lácteos. Um dos caminhos, aponta o dirigente, é a inovação por meio do investimento em tecnologia do processo produtivo, além da revisão das cargas tributárias que eleva os custos.

"Acreditamos que o caminho seja a exportação, mas não podemos ficar limitados a um único mercado. Para não correr o risco de ficar dependentes", opinou o presidente da Cotrifred, Elio Pacheco. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Oficinas técnicas abordam exportação, gestão e nutrição animal


Crédito: Bruna Karpinski

Gerenciar custos, aumentar a produtividade e implantar uma política de remuneração por sólidos aos produtores são alguns dos passos necessários para avançar na exportação de produtos lácteos. Os temas foram debatidos na tarde desta terça-feira (21/11), durante a oficina Caminhos para a exportação, ministrada pelo agrônomo João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, e coordenada pelo secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. A capacitação, que ocorreu na URI campus Frederico Westphalen, integra a programação do 5º Fórum Itinerante do Leite.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, assinala para a necessidade de encontrar alternativas de produtos com valor agregado para exportação, citando o queijo, a manteiga e o leite condensado.  Resende destacou também a importância de ampliar o mix de produtos lácteos e para a oportunidade que se tem com a mudança dos hábitos de consumo.

"Temos que ser eficientes em todas as pontas se quisermos competir no mundo", opinou o produtor de leite Amauri Miotto, de Taquaruçu do Sul. Participante da oficina, Miotto acrescentou que é preciso encontrar um caminho para eliminar despesas desnecessárias.

Na avaliação do pesquisador da Embrapa, apesar das dificuldades, o setor lácteo vem crescendo e respondendo com produção. Um dos fatores que dificulta, entretanto, é a pulverização da produção. Em sua apresentação sobre competitividade e os ajustes para a inserção do Brasil no mercado mundial de lácteos, Resende pontuou a necessidade de reduzir o volume de leite importado, medida que depende dos governos.

Durante a tarde, foram realizadas outras duas oficinas. A maior delas, que ocorreu no salão de atos do campus, abordou Gestão e sucessão na produção de leite e contou com a participação de mais de 500 pessoas, incluindo produtores que fizeram relatos pessoais de melhorias em suas propriedades. A outra oficina, sobre Nutrição da vaca leiteira: saúde do animal e qualidade do leite, foi realizada no auditório da universidade e contou com a presença de dezenas de pessoas, na maioria estudantes. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

GDT: último leilão de novembro mantém queda nas cotações

O leilão GDT realizado nesta terça-feira (21/11), indicou queda de 3,4% no preço médio dos lácteos, fechando em US$2.970/tonelada, valor mais baixo do ano até o momento - desde outubro de 2016 o valor médio não fechava em preços abaixo de US$ 3.000/ton.  O produto que apresentou maior queda nesse leilão foi o leite em pó desnatado, com média de preço de US$1.701/tonelada, queda de 6,5%. O segundo produto com maior queda foi o queijo cheddar, com recuo de 4,2% e valor final de US$3.831/tonelada. O leite em pó integral desacelerou o movimento de quedas nos últimos leilões, e neste leilão foi o produto que apresentou menor queda entre todos os que desvalorizaram, recuo de 2,7% e valor final de US$2.778/tonelada. O descolamento entre o leite em pó integral e desnatado ficou em US$1.077/tonelada. (GDT/MilkPoint)

 

Parmigiano Reggiano é eleito melhor queijo italiano
O famoso queijo Parmigiano Reggiano foi o mais premiado do mundo durante a 30ª edição do "World Cheese Awards", evento considerado o "Oscar dos queijos", realizado no sábado (18), em Londres. Cerca de 40 produtores de queijo se uniram para trazer "um resultado recorde para a Itália". Ao todo, a iguaria recebeu 38 medalhas, sendo três "Supergold", na categoria melhor queijo de mesa; 11 ouros; 16 pratas; e oito bronzes. O Festival Internacional do Queijo reuniu cerca de três mil concorrentes de mais de 30 países. No ano passado, o "gorgonzola dolce", produzido pela indústria Arrigoni Battista, foi eleito o melhor queijo italiano. (Isto é)

Porto Alegre, 20 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.624

 

Alternativas ao impasse 

Para especialistas em comércio internacional, o impasse que envolve a circulação de produtos agropecuários no Mercosul está longe de ser resolvido em definitivo por meio de restrições aos demais países-membros. As alternativas, na avaliação deles, passam por reforçar a competitividade dos produtos brasileiros frente aos parceiros comerciais. "A saída para esse processo é mais ganhos de produtividade", defende o professor Marco Antonio Montoya, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Passo Fundo (UPF). Na avaliação dele, as medidas de barreiras protecionistas são transitórias e costumam ser adotadas em momentos de crise. Montoya toma como exemplo a cadeia do leite no Rio Grande do Sul. Em algumas regiões, a produtividade é alta e o setor tem condições de competitividade. 

Mas, na média estadual, percebe-se que ainda há muito por fazer. "O que é preocupante é que não exista uma política concreta de qualificação do leite, que busque incorporar o produto permanentemente na merenda escolar, por exemplo, já que ele tem um componente social nas cadeias produtivas", lamenta Montoya. Segundo o professor Charles Pennaforte, do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o embate deve-se a uma questão estrutural de um bloco econômico onde todos os países são exportadores de produtos agrícolas. Com seus 207 milhões de habitantes, o Brasil é visto como um "gigante" pelos seus vizinhos, que tentam comercializar seus produtos neste mercado. "Para o Uruguai, o que justifica estar no Mercosul é justamente o acesso aos mercados brasileiros e argentino. Essa troca de produtos sempre vai existir", detalha Pennaforte. Um dos fatores que mais prejudicam a competitividade brasileira é a carga tributária, que, segundo ele, deveria ser readequada.(Correio do Povo)

Argentina - A "febre da manteiga" amortece, mas os preços continuam elevados

Neste mês de novembro a filial argentina da Saputo declarou exportações de 173 toneladas de manteiga a granel pelo valor médio ponderado de US$ 5.885/tonelada, tendo o valor máximo chegado a US$ 5.955/tonelada. Os destinos forma Iêmen, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Malásia. Segundo dados da alfândega, em novembro de 2016 foram registradas vendas de 209 toneladas de manteiga a granel, ao preço médio de US$ 4.908/tonelada, enquanto no mesmo mês de 2015, as exportações declaradas foram de 469 toneladas ao valor médio de US$ 2.790/tonelada. O preço FOB médio da manteiga exportada pelos países da Europa Ocidental começou a ceder nas últimas semanas, mas ainda continuam sendo muito elevados em termos históricos. Atualmente - segundo dados do USDA - se encontra na faixa de US$ 5.750 a US$ 6.100/tonelada, depois de haver alcançado o máximo anual de US$ 7.875 a US$ 8.400/toneladas na primeira quinzena de setembro de 2017. Uma queda da produção europeia de leite - incentivada por um programa comunitário para evitar desequilíbrio nos preços internos - fez com que as indústrias privilegiassem a elaboração de queijos (produto mais rentável) em detrimento de outros (como o leite em pó desnatado) que resulta no aumento da disponibilidade de creme e de manteiga.


"Na França o setor supermercadista está quase completamente concentrado em cinco grandes cadeias, as quais, tradicionalmente, negociam contratos de preços uma vez ao ano, usualmente em fevereiro", diz um recente boletim do USDA. Essa metodologia, da lei francesa foi criada com o propósito de conter pressões inflacionárias, mas, gera transtornos quando produtos exportáveis registram grandes variações de preços. "As indústrias de laticínios francesas pediram às cadeias a possibilidade de renegociar os contratos quando os valores internacionais da manteiga começaram a registrar altas no segundo trimestre de 2017, mas as redes de distribuição negaram", explica o boletim. Resultado: as indústrias de laticínios privilegiaram a exportação de manteiga em detrimento do mercado interno. "Muitos consumidores franceses, alarmados pelas notícias sobre a baixa disponibilidade de manteiga, incrementaram as compras para congelar o produto e armazená-lo. Além disso, confeitarias e restaurante compraram grandes volumes de manteiga nos supermercados, a preços regulados, o que agravou o problema do abastecimento do produto", acrescenta o relatório do USDA.


Se bem que a França importe grandes volumes de manteiga de outros países europeus, as cadeias de supermercados se negaram a realizar operações em grande escala e aceitar os elevadíssimos preços. Atualmente estão sendo negociados acordos de preços com as indústrias de laticínios para evitar agravar a escassez da oferta. A manteiga está sendo substituída pela margarina em diversos processos industriais, dado que este último produto (elaborado usualmente com óleo de palma hidrogenado) está sendo cada vez mais percebido como prejudicial para a saúde em diversas regiões do mundo. (valorsoja - Tradução Livre: Terra Viva) 



Dispositivo criado na USP analisa qualidade de leite e evita desperdício na produção

O grupo desenvolveu um dispositivo de baixo custo para coleta e análise de amostras de leite durante a ordenha. Estudantes que integram uma startup iniciada na Universidade São Paulo (USP), em São Carlos, viajam para Índia neste fim de semana para fazer um estudo de mercado e tentar fechar parcerias. O grupo, que desenvolveu um dispositivo de baixo custo para coleta e análise de amostras de leite durante a ordenha, venceu em 1º lugar o prêmio Social Impact Award Switzerland (SIA Summit 2017), na Suiça, no mês passado.

Após arrecadarem cerca de R$ 2,6 mil em uma "vaquinha virtual" para custear parte da viagem, os alunos da USP receberam um prêmio no valor de R$ 13 mil, que será investido no projeto. A estimativa é que o protótipo esteja pronto até abril do ano que vem e disponível aos produtores no primeiro semestre de 2019. O projeto, que teve o apoio da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, concorreu no SIA Summit com outras inovações tecnológicas de 18 países, sendo que 13 finalistas foram escolhidos em Genebra.

O grupo de São Carlos faz parte agora de uma rede global que apoia empreendedores de impacto social e, por meio de um programa do governo suíço em parceria com universidades e instituições do Brasil e da Índia, os estudantes vão para Bangalore em busca de expansão. A Índia é o segundo produtor de leite no mundo, mas possui problemas muito parecidos com os enfrentados no Brasil, que é o 5º maior produtor.

Qualidade do leite
Um dos objetivos da Thinkmilk é exibir informações sobre a qualidade do leite, traços de antibióticos e possíveis doenças do animal. Com isso, é possível aumentar a produtividade de pequenos fazendeiros, ajudar na redução do desperdício e no combate à mastite, um dos maiores problemas da pecuária de leite brasileira.



Segundo o estudante Bruno Azevedo, equipamentos baseados em sensores de baixo custo podem explorar um vasto mercado que ainda não tem acesso a alta tecnologia.

"Com produtos de maior qualidade, o Brasil pode aumentar a exportação para mercados bastante exigentes, como o europeu. Isso melhora a competitividade e a renda de nossos pequenos fazendeiros, reduzindo a pobreza em regiões rurais e democratizando o acesso a alimentos de qualidade", avaliou.

O estudante participou de um intercâmbio na Suíça durante um ano e essa experiência gerou possibilidades para a tecnologia iniciada em São Carlos. "Os consultores e pesquisadores que nos apoiam têm experiência de anos trabalhando com outras startups que desenvolveram sensores e sistemas inovadores e, o que é mais importante, souberam transformá-los em produtos, levando-os para o mercado", ressaltou Azevedo.

Aprimoramento
Aperfeiçoar o sensor e integrá-lo ao sistema que monitora os sinais e processa os dados é o próximo passo da startup nos meses seguintes. "Temos uma expectativa de preço baseada no custo do protótipo, mas ainda é cedo para afirmar", disse o estudante. O grupo pesquisa as instituições brasileiras que têm contato direto com fazendeiros, pois precisa de dados mais precisos sobre o tamanho do mercado e as reais necessidades do produtor.

"Queremos oferecer uma solução completa por um preço menor que as existentes e que se pague em pouquíssimo tempo, gerando resultados visíveis ao fazendeiro logo nas primeiras semanas de uso", ressaltou Azevedo.

Além dele, fazem parte do grupo o doutorando Rodrigo Duarte Pechoneri, o servidor do Grupo de Óptica do IFSC João Marcelo Pereira Nogueira, além de outros parceiros suíços. Eles recebem orientação do professor de engenharia mecânica Daniel Varela Magalhães e têm como mentor o professor de engenharia de produção Daniel Capaldo Amaral. (G1)

 

Entre Aspas
"Li as justificativas do decreto e dento do regulamento do Mercosul diz que deve haver simetria entre produtos negociados."
Darlan Palharini - Secretário Executivo Sindilat, em relação ao projeto apresentado por deputados para reintroduzir "cobrança de direitos alfandegários na circulação de alguns produtos agropecuários" no âmbito do Mercosul. ​(Zero Hora)

Porto Alegre, 17 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.623

 

  Edital - Eleições Sindicais 

Edital publicado no Jornal Correio do Povo, no dia 17/11/2017, sexta-feira, página 18. CLIQUE AQUI para abrir o arquivo. (Correio do Povo/Sindilat)

A OMS publica um guia para prevenir a propagação da resistência antimicrobiana

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as actividades de agro-pecuária, piscícola e alimentar deixem de utilizar sistematicamente antibióticos para estimular o crescimento e prevenir doenças em animais saudáveis.

As novas recomendações da OMS têm como finalidade preservar a eficácia dos antibióticos importantes para a medicina humana reduzindo o seu uso desnecessário nos animais. Nalguns países, aproximadamente 80% do consumo total de antibióticos de importância médica dá-se no sector animal, principalmente para estimular o crescimento em animais saudáveis.


O abuso e o uso indevido de antibióticos em animais e em humanos estão a contribuir para o aumento da ameaça que representa a resistência aos antimicrobianos. Alguns tipos de bactérias causadoras de infecções humanas graves já são resistentes à maioria ou à totalidade dos tratamentos disponíveis, e há muito poucas alternativas prometedoras em fase de investigação.

Numa revisão sistemática publicada no The Lancet Planetary Health conclui-se que as intervenções que restringem o uso de antibióticos em animais destinados à produção de alimentos reduzem as bactérias resistentes aos antibióticos nestes animais até 39%. Esta investigação serviu de base, directamente, para produzir as novas directrizes da OMS.


A OMS recomenda firmemente uma redução geral do uso de todas as classes de antibióticos de importância médica nos animais destinados à produção de alimentos, incluindo a restrição completa destes fármacos para estimular o crescimento e prevenir doenças sem diagnóstico prévio. Só se deverá administrar antibióticos a animais saudáveis para prevenir uma doença se esta foi diagnosticada noutros animais do mesmo efectivo ou da mesma população de peixes.

Sempre que seja possível, devem-se realizar análises aos animais doentes para determinar o antibiótico mais eficaz para tratar, de maneira prudente, a sua infecção específica. Os antibióticos utilizados em animais deverão eleger-se de entre os que, de acordo com a OMS, são «de menor importância» para a saúde humana, e não de entre os classificados como «de importância crítica e de máxima prioridade». Estes antibióticos costumam ser o tratamento de último recurso ou fazem parte de uma série limitada de tratamentos dos que se dispõe para tratar infecções bacterianas graves em humanos.

Muitos países já adoptaram medidas para reduzir o uso de antibióticos em animais destinados à produção de alimentos. Por exemplo, em 2006 a União Europeia proibiu o uso de antibióticos para estimular o crescimento. Os consumidores também estão a impulsionar a procura de carne produzida sem o uso sistemático de antibióticos, pelo que algumas importantes cadeias alimentares estão a adoptar a política de «ausência de antibióticos» para a compra de carne. CLIQUE AQUI para acessar a versão em inglês. (http://www.who.int)


Recuperação da produção de leite na China deve conter importações em 2018

A China verá "importações restritas" tanto de leite em pó desnatado quanto de leite em pó integral em 2018, com as compras diminuídas por uma recuperação da produção leiteira do país, reforçada pela modernização da indústria.

A agência de Pequim do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em sua primeira previsão para oferta e demanda de produtos lácteos da China do ano que vem - visto como uma influência fundamental nos preços mundiais - previu que a produção de leite será de 36,5 milhões de toneladas, um aumento de 2,8% com relação ao ano anterior.

O aumento, bem acima da previsão de 1,5% do Rabobank, recuperaria cerca de metade do mercado perdido durante o declínio da produção em 2016 e 2017. E isso reflete, além de uma queda nos custos de silagem de milho, melhorias na produtividade incentivadas pela genética aprimorada e pela melhora das práticas de criação, o que deverá manter a melhora da produção de leite no país. "A China continuará vendo uma maior produção como resultado de investimentos de longo prazo na genética de gado leiteiro e da consolidação e modernização das instalações lácteas", disse a agência.

No entanto, o aumento da produção deverá afetar a demanda de importação de produtos lácteos da China, com a agência dizendo que o "aumento da produção doméstica irá restringir as importações, encerrando uma tendência de crescimento de importações de vários anos".

De fato, as importações de leite em pó integral deverão aumentar em 50.000 toneladas, para 500.000 toneladas, sustentadas pela preferência dos consumidores por produtos estrangeiros, após uma série de escândalos no início desta década pela contaminação do produto doméstico. "Os produtos de leite em pó integral importados continuam sendo vistos pelos consumidores chineses como sendo mais seguros e mais confiáveis. Eles também têm um prazo de validade de mais de dois anos - geralmente o dobro dos produtos chineses similares".

No entanto, as compras de leite em pó integral - dos quais a China é o principal importador, consumidor e produtor - permanecerão bem abaixo do recorde de 671 mil toneladas de 2014, devido ao armazenamento em meio aos medos relacionados ao aumento dos preços. E as importações chinesas de leite fresco cairão para o menor volume em três anos, de 520 mil toneladas. Enquanto isso, as importações de leite em pó desnatado cairão em 25.000 toneladas para o menor volume em três anos, de 200.000 toneladas, informou a agência, prevendo uma recuperação nos preços relativos dos do leite em pó integral.

"A indústria relata que os fabricantes de produtos lácteos chineses usaram relativamente mais leite em pó desnatado para substituir o leite em pó integral, porque os preços do leite em pó desnatado eram baixos o suficiente para compensar a diferença de qualidade. No entanto, à medida que o preço leite em pó desnatado se recupera em 2018, as importações e o uso provavelmente diminuirão para os níveis anteriores".

Na verdade, os preços do leite em pó desnatado aumentaram no último leilão GlobalDairyTrade, na semana passada, mostrando crescimento de 1,2%, em comparação com uma redução de 5,5% do leite em pó integral. "Isso foi uma surpresa, porque a Fonterra aumentou o volume de suas ofertas de leite em pó desnatado nos próximos 12 meses, uma indicação de amplas ofertas", disse o Conselho de Produtores de Leite dos EUA. (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Preços/AR
A capacidade de pagamento das grandes indústrias de laticínios se encontra em níveis elevados em relação ao valor médio do leite pago aos produtores, enquanto que nas pequenas, a situação é inversa. O "valor de referência de demanda" em setembro passado - último dado disponível - de grandes indústrias (praticamente as que integral o CIL - Centro das Indústrias de Laticínios) foi de 6,51 pesos/litro, [R$ 1,22/litro], enquanto o "preço básico" médio recebido pelos produtores de leite foi de 5,70 pesos/litro, [R$ 1,07/litro], segundo cálculos realizados pelo Instituto Argentino de Professores Universitários de Custos (IAPUC), junto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA). As pequenas indústrias - Pymes lácteas (que operam com a distribuição regional e estão associadas, em sua maioria à Apymel), o valor de referência em setembro foi de 5,45 pesos/litro, [R$ 1,02/litro], ou seja, ficou abaixo do preço médio pago aos produtores de leite. O "valor de referência de demanda" expressa a capacidade de pagamento pelo litro de leite cru pela indústria em condições normais de operação e para uma situação de "nivelamento" dos resultados da empresa, sem margem de renda nenhuma (lucro zero). A alta capacidade de pagamento que detém as grandes indústrias de laticínios se reflete nos últimos balanços apresentados pelas duas principais empresas que processam atualmente, o maior volume de leite no mercado argentino. Nos primeiros nove meses de 2017 a Mastellone Hnos (La Serenísima) divulgou lucro de 303 milhões de pesos versus 96 milhões de pesos no mesmo período de 2016. É preciso lembrar que entre janeiro e setembro de 2015 e 2014 havia registrado prejuízos de 265 e 308 milhões de pesos, respectivamente. Enquanto isso, a canadense Saputo, em seu último balanço - também com dados de 30 de setembro passado - informou que "as vendas da divisão argentina aumentaram graças às maiores vendas, tanto no mercado interno como externo". (valorsoja - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Porto Alegre, 16 de novembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.622

 

  Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 14 de Novembro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Outubro de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Novembro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Novembro de 2017 é de R$ 2,1173/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Brasil precisa de competitividade para conquistar mercados

Vivendo uma das maiores crises de sua história recente, a produção leiteira precisa urgentemente ganhar competitividade para, com isso, galgar novos clientes para os produtos brasileiros no exterior. Esta é a tônica central do 5º Fórum Itinerante do Leite - Caminhos da Exportação, que será realizado no próximo dia 21 de novembro (terça-feira), em Frederico Westphalen. Promovido pelo Sindilat, em conjunto com Fundesa, Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura (Seapi), URI e Canal Rural, o evento reunirá lideranças, pesquisadores, representantes da indústria e produtores para debater as mudanças que precisam ser implementadas no processo produtivo.  "Precisamos, todos juntos, achar um caminho para que o setor leiteiro do Brasil conquiste maior estabilidade e dê a produtores e indústria condições de seguir na atividade", frisou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.  O fórum também tem o apoio AGL, Apil, Cotrifred, Creluz, Emater-RS, Embrapa, Famurs, Ocergs, Prefeitura de Frederico Westphalen, Senai-RS e  Sicredi. 

Um dos palestrantes mais esperados da programação, que começa às 9h no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), é o pesquisador da Área de Socioeconomia da Embrapa Gado de Leite, João Cesar de Resende.  "Falar de competitividade  exige que se trate de custos de produção, que no Brasil ainda são muito elevados". Segundo ele, entre os principais entraves para o desenvolvimento estão uma produção altamente pulverizada que eleva despesas de captação, produtividade baixa, problemas de logística e alta carga tributária, que, além de corroer os lucros, eleva o preço dos insumos. A solução, alerta ele, passa por incentivo do poder público seja com melhores condições de escoamento da produção, seja por meio de subsídio para a aquisição de tanques e melhoria da nutrição animal. 

Enquanto isso, alerta Resende, há muito a ser feito pelos próprios elos da cadeia do leite, como investimento em genética para obtenção de vacas com mais potencial produtivo e em modelos mais eficientes de gestão.  Só assim, acredita ele, será possível fazer frente a países como o Uruguai e a Argentina, que exportam seu leite exatamente por terem custo menor.
 
Apesar dos constantes alertas de que os pequenos produtores estão em risco de deixar a atividade, Resende argumenta que "ser pequeno" não é sinônimo de baixa competitividade. Muito pelo contrário. De acordo com o especialista, propriedade familiares podem ter excelentes índices de desempenho exatamente por utilizarem mão de obra familiar e terem um custo operacional menor.  "Não é o porte do produtor que define sua competitividade. Temos que buscar boa produtividade por meio de animais e de mão de obra qualificada", recomendou. A garantia de qualidade do produto entregue é  outro ponto fundamental  para achar o caminho da exportação. "O mercado busca muita qualidade e isso inclui controle de índices como CCS e CBT". Para melhorar essas questões, a sugestão é o trabalho em equipe. "Os setores não podem ser isolados. É preciso olhar a produção leiteira como um todo e pensar em um sistema de integração, talvez como o adotado na avicultura, onde todos ganhem mais".

O 5º Fórum Itinerante do Leite - Caminhos da Exportação tem inscrições gratuitas e vagas limitadas. Pela manhã, estão previstos dois painéis de debate. O primeiro tratará de "Mercado externo de lácteos e políticas públicas" e o segundo se propõe e analisar os "Desafios para indústrias e produtores". À tarde, três oficinas promoverão discussão técnica e apresentação de cases de produtores e empresas que trabalham rumo à excelência.  Para participar basta solicitar credenciamento por meio dos sites do Canal Rural (www.canalrural.com.br), do Sindilat-RS (www.sindilat.com.br) ou da URI- Frederico Westphalen (www.fw.uri.br)


Oficinas técnicas focam em qualidade e novos mercados

O  5º Fórum Itinerante do Leite - Caminhos da Exportação contará com uma série de oficinas que busca contribuir para a qualificação dos processos produtivos na prática. Ministradas na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), elas ocorrerão a partir das 14h.  Desta vez, os grupos de trabalho pretendem realizar uma avaliação aprofundada dos temas propostos, com interlocução e apresentação de cases.

Serão três oficinas ao todo. A primeira falará de "Gestão e sucessão na produção de leite" e será coordenada pelo engenheiro agrônomo, assistente técnico regional de Sistema de Produção Animal -da Emater de Frederico Westphalen, Valdir Sangaletti. Ainda participam o zootecnista Fábio Eduardo Schlick e o professor da URI Leandro Bittencourt de Oliveira. A programação inclui apresentação de case das famílias Castelli, de Iraí, e Cansian, de Taquaruçu do Sul.

A segunda oficina da tarde abordará a "Nutrição da vaca leiteira: Saúde do Animal e qualidade do leite"  O trabalho será coordenado pelo doutor em Produção e nutrição animal e professor da URI Sandro Paixão. O médico veterinário Abílio Galvão Trindade Ferreira falará sobre a alimentação no pré parto e o colega Thiago Caetano Schmidt Cantarelli sobre mastite bovina. Por fim, a professora doutora Rosselei Caiél da Silva abordará a importância do controle de qualidade do leite na produção de derivados.

A terceira oficina dará sequência ao tema central do fórum ao tratar dos "Caminhos para a exportação". Com coordenação do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini,o grupo contará com apresentação do pesquisador da Embrapa Gado de Leite João Cesar de Resende.
 
O 5º Fórum Itinerante do Leite - Caminhos da Exportação tem inscrições gratuitas e vagas limitadas. Para participar basta solicitar credenciamento por meio dos sites do Canal Rural (www.canalrural.com.br), do Sindilat-RS (www.sindilat.com.br) ou da URI- Frederico Westphalen (www.fw.uri.br). (Assessoria de Imprensa Sindilat)


PROGRAMAÇÃO 5º FÓRUM ITINERANTE DO LEITE

8h - Credenciamento e welcome milk

8h30min - Boas-vindas 

9h - Painel: Mercado externo de lácteos e políticas públicas (ao vivo)
João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite
Guilherme  Portella, diretor da Lactalis
Ernani Polo, secretário da Agricultura - RS
Moacir Sopelsa, secretário da Agricultura - SC
Norberto Ortigara, secretário da Agricultura - PR
Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS
Debate  e perguntas

10h30min - Painel: Desafios para indústrias e produtores (ao vivo)
Jaime Ries, assistente técnico da Emater-RS 
Caio Vianna, presidente da CCGL
Rogério Kerber, presidente do Fundesa
Jorge Rodrigues, coordenador da Comissão de Leite da Farsul
Wlademir Dall'Bosco, presidente da Apil
Alexandre Guerra, presidente do Sindilat-RS

11h20min - Debate e perguntas

12h - Encerramento da transmissão ao vivo

12h15min - Almoço

12h35min - M&Cia

14h - Oficinas técnicas

1  - Gestão e sucessão na produção de leite
Local: Salão de Atos da URI - 700 vagas
Coordenação da oficina: Valdir Sangaletti, engenheiro agrônomo, assistente técnico regional de Sistema de Produção animal - Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, RS.

14h - Abertura
14h05min - 1º painel: Planejamento forrageiro - Fábio Eduardo Schlick, zootecnista, mestre e doutor em Zootecnia - ATR de Sistemas de Produção Animal, Escritório Regional da Emater de Bagé. (Exemplo prático de planejamento - projeto SisLeite da Emater).
14h35min - 2º painel: Manejo de plantas forrageiras -  Leandro Bittencourt de Oliveira, professor doutor - URI de Frederico Westphalen, RS (Exemplo prático de manejo - aluno do curso de Tecnólogo em Agropecuária da URI)
15h05min - Programa de gestão sustentável da agricultura familiar - Valdir Sangaletti, engenheiro agrônomo - ATR de SPA e Gestão Rural do Escritório Regional da Emater de Frederico Westphalen, RS.
15h20min - Case de sucesso no PGS - O trabalho da família Castelli de Iraí,RS - Equipe da Emater de Iraí e família Castelli.
15h45min - Case de sucesso na gestão da atividade leiteira - O trabalho da família Cansian - Taquaruçu do Sul - Família Cansian e  URI.
16h05min - Debate - perguntas aos painelistas, por escrito.

2 - Nutrição da vaca leiteira: Saúde do Animal e qualidade do leite 
Local: Auditório da URI - 125 vagas
Coordenação da oficina: Sandro Paixão, zootecnista Sandro José Paixão - Dr. em Produção e nutrição animal e professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Câmpus de Frederico Westphalen, RS.

14h05min - 1° painel: Alimentação no pré parto: reflexo na produção, sanidade e na qualidade do leite - Abílio Galvão Trindade Ferreira, médico veterinário, mestre em Produção Animal, consultor na área de nutrição e reprodução animal pela empresa NUTRE Saúde e Produção Animal, instrutor do Senar-PR.
14h55min - 2º painel: Técnicas de controle e medidas preventivas da mastite bovina -  Thiago Caetano Schmidt Cantarelli - Médico veterinário, pós-graduação em Clínica e Técnica Cirúrgica Veterinária, médico veterinário da Cooperativa Tritícola de Frederico Westphalen e professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Câmpus de Frederico Westphalen)
15h05min - 3° painel: Importância do controle de qualidade do leite na produção de derivados - Rosselei Caiél da Silva, professora doutora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Campus de Frederico Westphalen)
16h05min - Debate - perguntas aos painelistas, por escrito.

3  - Caminhos para a exportação
Local: Sala de aula da URI - 50 vagas
Coordenação da oficina: Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat-RS

14h - Abertura 
14h15min - Competitividade e os ajustes para a inserção do Brasil no mercado mundial de lácteos - João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite
14h45min - Caio Vianna, presidente da CCGL - Exportação 
15h05min - Case Lactalis 
16h05min - Debate - perguntas aos painelistas, por escrito.

16h30min - Encerramento da programação

Aberta consulta pública sobre lista de indicações geográficas da UE para produtos brasileiros
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informa que está aberta para consulta pública a lista de Indicações Geográficas (IGs) de produtos do agronegócio brasileiro e outros setores selecionados para exportação para a União Europeia (UE) como parte das negociações do acordo comercial com o Mercosul. As entidades e empresas dos setores produtivos interessados em contestar a relação e incluir novos pleitos terão até o dia 7 de dezembro para manifestar junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os dois blocos trocaram ofertas sobre as IGs em relação aos produtos com os quais buscam reconhecimento. A lista europeia tem 347 indicações, enquanto os sul-americanos incluíram 200 itens. As IGs identificam a procedência de origem de determinado produto de um país ou região com o objetivo de agregar valor para a exportação. É uma prática utilizada para reforçar a qualidade, reputação ou outra característica atribuída à localização geográfica. Mercosul e União Europeia têm legislações distintas sobre a forma de proteção das Indicações Geográficas. O texto do acordo entre os dois blocos definirá como serão tratadas estas diferenças, que constarão no capítulo de propriedade intelectual. Manifestações: O período para manifestação de terceiros permite que sejam apresentadas oposições ao registro de determinadas Indicações Geográficas no Brasil e em cada um dos países do Mercosul. Estas oposições devem ser apresentadas por nome apresentado na lista da UE, subsidiadas com argumentos e informações que as justifiquem. Decorrido o prazo de 30 dias após o pleito das entidades, o INPI analisará os recursos brasileiros protocolados para abrir o prazo de contestação e emitir parecer técnico. A relação de produtos pode ser vista CLICANDO AQUI. (As informação são da CNA)

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
do Estado do Rio Grande do Sul

Contato

Av. Mauá - n° 2011 - Sala 505 - Centro
Porto Alegre / RS
CEP 90030-080

Fone: (51) 3211-1111 - Fax: (51) 3028-1529
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