18/05/2015


leiteee2A ONU convocou o Brasil para ser o principal provedor de alimentos para o mundo nos próximos vinte anos. Atualmente, 70% dos alimentos consumidos aqui são produzidos por pequenos e médios Agropecuaristas. Esse grupo emprega 77% da mão de obra no meio rural e detém 90% das propriedades registradas. Em compensação, quando medimos a extensão territorial e o faturamento, as contas se invertem: os pequenos e médios produtores ocupam 24,3% da área rural e respondem por 40% do Valor Bruto da produção, segundo o IBGE.
Apesar das contradições, a participação desses produtores é essencial para que o país supere o desafio de ampliar em larga escala a produção de alimentos para os mercados interno e externo, como também para reduzir o impacto ambiental da atividade rural. Estima-se que a produção de alimentos precisa crescer 60% até 2030 para garantir o suprimento da população global.
Não será uma tarefa fácil. Para ocorrer esse aumento, alcançar bons níveis de produtividade e reduzir os impactos no meio ambiente, os pequenos e médios agricultores vão necessitar de aporte financeiro e acesso a novas tecnologias. Só assim serão capazes de vencer os desafios impostos, sobretudo nas condições ambientais adversas verificadas hoje: aumento na ocorrência de estiagens e inundações, quase sempre relacionadas às mudanças do clima; perda de polinizadores naturais em decorrência do Desmatamento; erosão e perda de fertilidade do solo. Se nada for feito, os impactos ambientais vão afetar os negócios, induzindo a fuga da mão de obra no campo e o aumento da pressão nos centros urbanos.
Os impactos negativos já são medidos. Segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, a produção agropecuária brasileira respondeu direta e indiretamente, entre 1990 e 2012, por cerca de 60% das emissões de CO2 e equivalentes do país. Como resultado de problemas climáticos, pesquisadores da Embrapa calculam que a agropecuária brasileira sofreu uma perda de R$ 10 bilhões apenas na safra 2013.
O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento sustentável (CEBDS), com o apoio do Pacto Global da ONU, acaba de lançar a publicação "Financiamento para Pequenos e Médios Produtores Rurais". O estudo mostra aos pequenos e médios produtores opções de onde e como obter financiamentos para expandir sua produção, melhorar sua qualidade de vida, fazer a gestão ambiental de sua propriedade para se adequar às exigências legais e, ao mesmo tempo, contribuir para tornar o sistema produtivo menos impactante ao meio ambiente.
De acordo com a publicação, oportunidades não faltam para conduzir pequenos proprietários a dar um salto de qualidade, ingressando em nichos de mercado pouco conhecidos. Há financiamentos disponíveis para adoção de uma série de iniciativas no campo, como, por exemplo, implantação de tecnologias voltadas para a Agricultura e pecuária orgânicas, plantio de florestas comerciais, integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), sistemas de plantio direto, tratamento e aproveitamento de dejetos animais. São modalidades que fazem parte do que vem sendo chamado de Agricultura de Baixo Carbono (ABC).
A publicação endereçada aos pequenos e médios produtores Rurais reforça o papel fundamental das instituições financeiras privadas e estatais, e destaca a importância do conhecimento técnico para fomentar e dar escala às iniciativas voltadas para a sustentabilidade. (Brasil Econômico)

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