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A embaixada do Uruguai no Brasil mediará tratativas para maior integração entre os países para comercialização de produtos lácteos a mercados que são de interesse comum. O encaminhamento ocorreu durante reunião entre representantes do setor e o embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio, nesta quinta-feira (14/12), em Brasília.

O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, participou do encontro, que foi mediado pelo deputado Covatti Filho e também contou com representantes da CNA, OCB, Fetag, Contag, G100 e Viva Lácteos. Segundo Palharini, o embaixador se comprometeu de encaminhar o pleito para Montevidéu.

Outra pauta comum é um acordo com a União Europeia, que quer definir com o Mercosul a identificação geográfica de cada produto, medida que implicaria na mudança de nomenclatura de alguns queijos, como o parmesão e gruyère. “Há um consenso entre Brasil e Uruguai de que isto não pode ser acordado porque prejudicaria o setor nos dois países”, pontua Palharini.

Foto: Roberto Soso

A previsão de expansão de 2,5% no PIB em 2018, que deve aumentar a oferta de emprego e o poder de consumo das famílias brasileiras, embasa projeções otimistas no setor laticinista gaúcho. Em seu discurso de posse na noite desta quinta-feira (7/12), o presidente reeleito do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, reforçou que a expectativa é recuperar o consumo, um fator essencial para tirar a pressão do mercado e reequilibrar a lei da oferta e procura. O dirigente projetou uma gestão lastreada pelo foco nas exportações. Segundo Guerra, há mais de 30 países com mercado aberto aos lácteos brasileiros, um potencial a ser aproveitados nos próximos anos. “Nossa meta para os próximos três anos é dar mais condições para que as indústrias possam exportar. Se tudo der certo, espero terminar esta gestão atingindo a marca de 10% da produção gaúcha de lácteos exportada”, frisou ao dirigente, que comandará o sindicato ao lado dos vice-presidentes Guilherme Portella e Caio Vianna e de uma diretoria com representantes de diversas empresas e cooperativas.

Guerra pontuou que há muito a se avançar em competitividade no setor, mas confia que o Rio Grande do Sul está preparado para desfrutar desse novo momento. “O Estado tem uma média de produção por animal de 3.000 quilos de leite ao ano, o dobro da produtividade nacional. Isso demostra que estamos no caminho correto, apesar de sabermos que ainda há muito a fazer”. Nessa caminho, lembrou da importância de se investir em assistência técnica e frisou que os recursos do Fundoleite devem ser destinados para este fim. “O Sindilat e as indústrias por esta diretoria representadas têm a convicção de que é preciso investir em ações que resultem em produtividade e qualidade”.

O nova diretoria do Sindilat foi empossada pelo presidente da Fiergs, Gilberto Petry, que recebeu uma salva de palmas da plateia ao assegurar que não abre mão de um copo de leite todas as noites antes de se deitar. Em sua manifestação aos colegas que lotaram o salão do Hotel Plaza São Rafael, destacou a relação de parceria existente entre a federação e o sindicato. "Temos sido parceiros e a coletividade tem que ter orgulho", ressaltou, pontuando a importância e força do setor laticinista na indústria gaúcha.

Presente no encontro ao lado da primeira dama Maria Helena Sartori, o governador José Ivo Sartori destacou o empenho do setor em continuar “fazendo e realizando” pelo desenvolvimento do Estado. "É pelo trabalho incansável de vocês que o Rio Grande do Sul tornou-se o segundo maior produtor de leite do Brasil", disse o governador do Estado.

Sobre o prêmio Destaques 2017, recebido na noite de ontem na categoria Liderança Política, disse que quer dividir o mérito com a sua equipe e com todos os outros nove homenageados da noite. "Mais do que uma confraternização, o momento é de união", completou Sartori, ressaltando que o Estado precisa ter uma visão mais solidária e colaborativa. Também receberam o mérito o Ministério da Agricultura (na categoria Agronegócio Nacional), o deputado Elton Weber (Agronegócio Estadual), o deputado Gabriel Souza (Personalidade), o diretor geral da Secretaria da Agricultura Antônio Aguiar (servidor público), o secretário Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Caio Rocha (Setor Público); a pesquisadora Roberta Zugue (Inovação), o mestrando da UFRGS Cristian Nied (Pesquisa), o Fundesa (Responsabilidade Social) e a Cooperativa Piá (Indústria).

Diretoria Sindilat - gestão 2018/2020

PRESIDENTE:
Alexandre Guerra

VICE-PRESIDENTES:
Guilherme Portella dos Santos
Caio Cézar Fernandes Vianna

DIRETOR-SECRETÁRIO:
Ângelo Paulo Sartor

DIRETOR-TESOUREIRO:
Jéferson Adonias Smaniotto

SUPLENTES:
Alexandre Santos
Nereu Franscisco Selli
Cláudio Hausen de Souza

CONSELHO FISCAL
TITULARES:
Renato Kreimeier
Nádia P. Penso Bergamaschi
Adalberto Martins de Freitas

SUPLENTES:
José Baldoíno França
Ricardo Augusto Stefanello
Amilton Strelow
DELEGADOS-REPRESENTANTES JUNTO À FIERGS:
TITULARES: 
Alexandre Guerra
Guilherme Portella dos Santos

SUPLENTES:
Renato Kreimeier
Ângelo Paulo Sartor

Crédito: Dudu Leal

Jornalistas de veículos da Capital e do Interior do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Mato Grosso conquistaram o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo, que teve seus vencedores conhecidos na noite desta quinta-feira (7/12), em Porto Alegre. A Band TV, a revista Destaque Rural e os jornais Correio do Povo e O Informativo do Vale foram os primeiros colocados nas categorias Eletrônico, Online, Impresso e Fotografia, respectivamente, e receberam como prêmio um iPhone.

Na categoria Impresso, o 1º lugar foi para a repórter Cintia Marchi, do jornal Correio do Povo, autora da matéria "Confinamento Confortável". Na categoria Eletrônico, o ganhador foi Filipe Peixoto, da Band TV, pela reportagem "Leite: Produção em alta, preços em baixa". Na categoria Online, o 1º lugar ficou com a repórter Juliana Turra Zanatta, da revista Destaque Rural, de Passo Fundo, autora do trabalho "Leite e Grãos integração que dá certo". E na categoria Fotografia, a vencedora foi Lidiane Mallmann, do jornal O Informativo do Vale, de Lajeado, com a imagem "Produtores querem a volta do preço fixo para o leite".

Também foram reconhecidos com troféu e certificado profissionais que conquistaram o 2º e 3º lugar. Entre os laureados, estão jornalistas dos jornais Zero Hora, Pioneiro, de Caxias do Sul, e jornal Alto Taquari, de Arroio do Meio, do SBT, da TV Centro América, de Cuiabá (MT), e do site Farming Brasil, de São Paulo (SP). Confira abaixo quem são os demais ganhadores.

Promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o prêmio tem como objetivo valorizar os trabalhos jornalísticos que ressaltem a relevância do setor lácteo. Os vencedores foram divulgados em cerimônia de confraternização de fim de ano e posse da diretoria para a gestão 2018/2020 que ocorreu no Hotel Plaza São Rafael.

Na ocasião, o Sindilat também entregou o troféu Destaque 2017, que tem como objetivo reconhecer o trabalho de pessoas e entidades que atuam ou contribuem para o setor lácteo, em dez categorias: Agronegócio Nacional - Ministério da Agricultura; Agronegócio Estadual - deputado Elton Weber; Liderança Política - José Ivo Sartori; Personalidade - deputado Gabriel Souza; Servidor Público - Antônio Aguiar, diretor geral da Secretaria da Agricultura; Setor Público - Caio Rocha, secretário Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário; Inovação - Roberta Zugue, pelo projeto A2A2; Pesquisa - Cristian Nied, mestrando da UFRGS; Responsabilidade Social - Fundesa; e Indústria - Cooperativa Piá por seus 50 anos.

A Comissão Julgadora do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo foi composta pelos jornalistas Itamar Aguiar (Arfoc), Laura Glüer (ARI), Laura Santos Rocha (Sindicato dos Jornalistas do RS) e Gerson Raugust (Assessoria de Comunicação do Sistema Farsul). Pelo setor produtivo, participaram o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini.

Confira os vencedores do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

IMPRESSO

1º lugar
Cintia Marchi - Correio do Povo (Porto Alegre –RS)
Trabalho: Confinamento Confortável

2º lugar
Fernando Soares – Pioneiro (Caxias do Sul – RS)
Trabalho: Acima da média

3º lugar
Solano Alexandre Linck – Jornal Alto Taquari (Arroio do Meio – RS)
Trabalho: Profissão Leiteiro - O agente de transformação das exigências do mercado

ELETRÔNICO

1º lugar
Filipe Peixoto – Rede Bandeirantes (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Leite: Produção em alta, preços em baixa

2º lugar
Luiz Patroni - TV Centro América (Cuiabá – MT)
Trabalho: Cooperativismo e transferência de Conhecimentos transformam bacia leiteira no Oeste de MT

3º lugar
Alessandra Bergmann – SBT (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Queijos e suas Diversidades

ONLINE

1º lugar
Juliana Turra Zanatta – Destaque Rural (Passo Fundo – RS)
Trabalho: Leite e Grãos integração que dá certo

2º lugar
Joana Colussi – Zero Hora (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Mão de Obra Digital: Como os robôs estão a serviço do agronegócio

3º lugar
Naiara de Araújo Silva – Farming Brasil (São Paulo – SP)
Trabalho: Produção de leite: o uso irresponsável de medicamentos prejudica rebanho

FOTOGRAFIA

1º lugar
Lidiane Mallmann – O Informativo do Vale (Lajeado – RS)
Trabalho: Produtores querem a volta do preço fixo para o leite

2º lugar
Diogo Zanatta – Zero Hora (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Uma Lei, muitas dúvidas

3º lugar
Alina Oliveira de Souza – Correio do Povo (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Acordos de Importação de Leite


Foto: Dudu Leal

Os entraves para a exportação de lácteos, em especial as relações comerciais, foram debatidos em reunião anual de análises e projeções realizada na tarde desta quinta-feira (7/ 12), em Porto Alegre, pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grand do Sul (Sindilat). O auditor fiscal agropecuário Leonardo Isolan, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), participou do encontro e esclareceu dúvidas dos associados sobre mercado externo.

O caminho para exportar, avalia Isolan, é fazer trabalho interno de assessoria em relação a negociações internacionais. “A questão sanitária é apenas um dos requisitos. Mas a questão comercial é um nó a ser desatado”, alerta. O chefe de Inspeção do Mapa/RS também chamou a atenção para a importância de o setor ter um programa de rastreabilidade.

“Todas as empresas que tem o registro junto ao SIF (Sistema de Inspeção Federal), automaticamente têm habilitação para exportação”, esclareceu sobre mudança recente no sistema de habilitações. Segundo Isolan, a maioria dos países aceita o produto sem nenhuma exigência a mais em relação às práticas brasileiras. Contudo, países da Europa, Rússia e China têm requisitos que vão além, portanto necessitam de acordos e habilitações específicas.

Segundo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, “uma das bandeiras do sindicato é dar suporte aos associados para resolver os problemas”. Para 2018, destaca o dirigente, a meta da entidade é ampliar a competitividade do setor para viabilizar que os laticínios gaúchos conquistem o mercado internacional.

Tendências de consumo

O encontro também abordou as tendências de consumo para o mercado em geral e especificamente para o setor lácteo. O diretor da Tetra Pak, Claudio Righi, relatou que, apesar da crise, o consumo em unidades continua crescendo acima da média de 2014. Entretanto, o consumidor compra menos produtos, porém investe na aquisição de mais unidades.

Segundo Righi, em 2017 foi possível perceber a busca por equilíbrio nos gastos e priorização das necessidades. Para 2018, a projeção é manter o crescimento, mesmo que pequeno. Os dados são de pesquisa que a Tetra Pak faz com informações do mundo inteiro.

Outra tendência é que os produtos zero lactose ganham cada vez mais importância no Sul. “Isso mostra que o consumidor está buscando se alimentar melhor e paga um valor a mais por um produto diferenciado”, avalia Righi.

Foto: Carolina Jardine

Com a presença de representantes de mais de vinte entidades do setor da produção de proteína animal, no Seminário de Elaboração do Plano para Avanço da Condição Sanitária em Febre Aftosa, ocorrido nos dias 4 e 5 de dezembro, em Porto Alegre (RS), foram traçados oito objetivos e definidas ações e os responsáveis para atuar na erradicação da Febre Aftosa no Estado.

As metas estabelecidas tratam do fortalecimento dos cadastros agropecuários no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), da revisão e atualização da legislação e procedimentos operacionais, da avaliação e aperfeiçoamento do Serviço Veterinário Oficial, e do fortalecimento do sistema de vigilância e medidas de prevenção da Febre Aftosa. Além disso, na ocasião, foi proposto o estabelecimento de estratégias de educação em saúde animal e comunicação social, capacitação do Serviço Veterinário Oficial e atores envolvidos, e a instituição e manutenção das relações interinstitucionais regionais, nacionais e internacionais.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve representado pelo suplente de diretoria da entidade, Nereu Francisco Selli. “O seminário foi um momento em que a Secretaria (Agricultura, Pecuária e Irrigação) uniu forças para que se alcance o status de zona livre de Febre Aftosa”, afirmou. “O plano traçado, com as ações e responsáveis, está num bom caminho”, afirmou, destacando o seu otimismo com a proposta. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou do evento.

Durante o seminário, os representantes das entidades foram divididos em quatro grupos de trabalho para debater pontos como Cadastro e Legislações, Aperfeiçoamento do Serviço Veterinário Oficial, entre outros, para, ao final, elaborar o documento com as orientações. As novas atividades traçadas serão colocadas no calendário do estado com prazos para seu cumprimento, segundo Selli. “Todas as ações desenvolvidas dentro do seminário são vistas com bons olhos pelo Sindilat. Estamos dispostos a ajudar em todos os pontos para que os objetivos da secretária sejam cumpridos com êxito”, concluiu. 

Foto: Thais D'Avila

Reeleita para a gestão 2018/2020, a diretoria do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) tomará posse nesta quinta-feira (7/12), durante o tradicional jantar de confraternização que ocorre a partir das 20h, no Salão de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Alexandre Guerra, atual presidente da entidade e também diretor da Cooperativa Santa Clara, permanecerá à frente da entidade.

“O novo mandato é a consolidação de um trabalho de três anos, feito pela diretoria em parceria com todos os associados. Temos a missão de buscar a competitividade no setor e alcançar o mercado externo para nossa indústria”, declarou Guerra. Sobre a festa de final de ano, o dirigente ressalta que é um momento para comemorar. "Apesar do ano difícil, a expectativa é que, com a retomada da economia e o crescimento do PIB, 2018 seja um ano positivo”, disse.

Como 1º vice-presidente, permanece Guilherme Portella, diretor de Comunicação da Lactalis, enquanto o presidente da CCGL, Caio Vianna, assumirá como 2ª vice-presidente. A diretoria ainda conta com Ângelo Sartor, da Rasip, como secretário, e Jéferson Smaniotto, da Cooperativa Piá, como tesoureiro. Para o Conselho Fiscal, foram eleitos Renato Kreimeier, Nádia P. Penso Bergamaschi e Adalberto Martins de Freitas.

Além da posse, durante o evento também ocorrerá a entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo, que reconhecerá os melhores trabalhos veiculados na imprensa, e o troféu Destaques, que premia pessoas e instituições que atuaram em prol do setor lácteo em 2017.

Diretoria Sindilat - gestão 2018/2020

PRESIDENTE:
Alexandre Guerra

VICE-PRESIDENTES:
Guilherme Portella dos Santos
Caio Cézar Fernandes Vianna

DIRETOR-SECRETÁRIO:
Ângelo Paulo Sartor

DIRETOR-TESOUREIRO:
Jéferson Adonias Smaniotto

SUPLENTES:
Alexandre Santos
Nereu Franscisco Selli
Cláudio Hausen de Souza

CONSELHO FISCAL
TITULARES:
Renato Kreimeier
Nádia P. Penso Bergamaschi
Adalberto Martins de Freitas

SUPLENTES:
José Baldoíno França
Ricardo Augusto Stefanello
Amilton Strelow

DELEGADOS-REPRESENTANTES JUNTO À FIERGS:
TITULARES: 
Alexandre Guerra
Guilherme Portella dos Santos

SUPLENTES:
Renato Kreimeier
Ângelo Paulo Sartor


Foto: Carolina Jardine

Entidades ligadas ao setor lácteo gaúcho entregaram, nesta quarta-feira (29/11), ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), Edegar Pretto, projeto de lei que altera o Fundoleite. A proposta construída entre as entidades, é referente aos recursos do fundo. Com o projeto, 10% seriam destinados ao instituto, 20% iriam para projetos que visam o desenvolvimento do setor, que poderiam ser apresentados por qualquer entidade representativa, e 70% da arrecadação seria aplicada em assistência técnica aos produtores de leite.

"A aplicabilidade de 70% em assistência técnica aos produtores rurais é fundamental, pois são eles que precisam do suporte técnico para se manterem em sua atividade", pontuou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. O dirigente ainda afirmou que se faz necessario aprovar o projeto na íntegra. "Esse consenso demonstra a vontade que temos de avançar na produção do Estado", acrescentou, ressaltando a importância da proposta para o desenvolvimento do setor lácteo.

Na ocasião, o presidente da Assembleia elogiou o trabalho feito em conjunto pelas entidades. "Sei que não é fácil chegar num consenso assim. A casa é política e precisa de construção política", afirmou Pretto, agradecendo pela presença dos representantes. "Esse setor, em especial, está precisando de unidade", afirmou. O secretário da Agricultura, Ernani Polo, reafirmou que o projeto é resultado de entendimento e união do setor. "A construção política em conjunto é o primeiro passo para fazer enfrentamento às dificuldades da cadeia do leite".

Além do Sindilat, estiveram presentes a Apil, AGL, Fetag, Fetraf Sul, Famurs, Ocergs e Fecoagro.

Reunião do Grupo de Trabalho debate o assunto

Deputados encaminharão ao secretário da Casa Civil, Fábio Branco, o pedido de revogação do decreto 53.059, que trata do regulamento do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de serviços de transporte interestadual e internacional. A decisão foi tomada a partir de discussão feita ainda pela manhã, no salão Alberto Pasqualini, na Assembleia Legislativa, durante reunião do Grupo de Trabalho a respeito da importação do leite em pó do Mercosul (GTL). Além disso, foram debatidas questões referentes ao projeto de alteração do Fundoleite e medidas para a importação de leite em pó uruguaio. Os deputados Zé Nunes, Elton Weber, Edson Brum e Sérgio Turra estiveram presentes na ocasião.

O Sindilat esteve representado pela gerente administrativa, Julia Bastiani e pelo coordenador do setor de leite da Languiru, Fernando Staggemeier.

Presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, em entrevista à TV Assembleia sobre a entrega da alteração na lei do Fundoleite. Foto: Vitorya Paulo

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e diretor da Cooperativa Santa Clara, Alexandre Guerra, foi reeleito na tarde desta terça-feira (28/11) para comandar a entidade na gestão 2018/2020. A eleição foi por unanimidade e contou com 51 votos de indústrias que respondem, juntas, por mais de 80% da produção do Rio Grande do Sul. A diretoria para o triênio 2018/2020 ainda terá Guilherme Portella (Lactalis), que segue como 1º vice-presidente, e Caio Vianna (CCGL), que assumirá a 2ª vice-presidência. O grupo ainda conta com Ângelo Sartor (Rasip) como secretário e Jéferson Smaniotto (Cooperativa Piá) como tesoureiro. A posse ocorrerá no dia 7 de dezembro, às 20h, durante celebração de fim de ano no Hotel Plaza São Rafael.

Segundo Guerra, a reeleição reconhece a força do trabalho realizado nos últimos três anos, que incluiu projetos inovadores como o Fórum Itinerante do Leite, o Pub do Queijo e as agendas internacionais. Entre suas metas para os próximos anos está trabalhar para abrir novos mercados para os produtos lácteos do Brasil no exterior por meio de participação em eventos e comitivas internacionais. “Trabalharemos para criar condições para que os associados ganhem em competitividade de forma a acessar novas oportunidades comerciais”, frisou Guerra.

À frente das batalhas em defesa da produção, disse ser importante contar com o apoio de todos os associados nos próximos anos. “Precisamos estar juntos para superar o cenário adverso. É importante contar com as indústrias não apenas na formação da diretoria, mas nos eventos e nas negociações que envolvem o setor”.

Entre os principais desafios pela frente, citou Guerra, estão as mudanças na contribuição sindical, que exigirão empenho por parte das empresas associadas para manter a atividade do Sindilat. “Dentro da modernidade, as entidades têm que existir por sua importância”.

Alexandre Guerra é reeleito presidente do Sindilat. Foto: Carolina Jardine

Depois de seis meses de queda, o preço do leite voltou a subir no Rio Grande do Sul. Segundo dados apresentados nesta terça-feira (28/11) pelo Conseleite, o valor de referência estimado para novembro (considerando apenas os dez primeiros dias do mês) é de R$ 0,8653, valor 4,36% acima do consolidado de outubro, que fechou em R$ 0,8292. A valorização foi puxada pelo aumento do leite UHT, que atingiu 8,15% no mês. Também tiveram aumento expressivo o queijo prato (7,76%) e o mussarela (5,91%). O valor nominal médio acumulado no ano (11 meses) indica queda de 6,72%. Considerando valores reais (levando-se em conta a inflação medida pelo IPCA), a redução no período chega a 9,61% “De acordo com análises gráficas setoriais, a tendência para 2018 é de preços melhores do que os praticados neste ano”, projetou o professor da UPF, Eduardo Finamore.

O movimento de alta em novembro já era esperado pelo setor produtivo devido às limitações de importação impostas no mês passado ao leite uruguaio e à redução da captação no campo. Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, é importante considerar que a situação do setor é crítica, com saldo acumulado de perdas no ano tanto ao produtor quanto à indústria. Nos últimos dias, informa ele, o mercado se demonstrou mais cauteloso como reflexo da retomada das aquisições do país vizinho, o que sinaliza para estabilidade nos próximos meses. “O Rio Grande do Sul não manda no mercado brasileiro. A gente tem que dançar a música do mercado. Estamos sofrendo por um mix de fatores que inclui a importação de leite, a queda de consumo devido à crise e diversas outras questões”, salientou Guerra. Além disso, indicou o também presidente do Sindilat, a projeção do PIB para 2018 é positiva , o que deve recuperar o poder de consumo das famílias.

Segundo ele, é importante reforçar a questão da competitividade da produção. “É essencial reduzir custos para poder enfrentar esse mercado”, completou. Ele argumenta que o mercado é soberano em relação ao desejo dos players. “As indústrias não querem baixar preço", disse.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Outubro de 2017.

Matéria-prima

Valores Projetados Outubro /17

Valores Finais

Outubro /17

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

0,9507

0,9536

0,0029

II – Valor de referência

0,8267

0,8292

0,0025

III – Menor valor de referência

0,7440

0,7463

0,0023

(1)     Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)


Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Novembro de 2017.

Matéria-prima

Novembro /17 *

I – Maior valor de referência

0,9951

II – Valor de referência

0,8653

III – Menor valor de referência

0,7788

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Conseleite divulga aumento no preço do leite. Foto: Carolina Jardine

Acontece nesta terça-feira (28/11), em Porto Alegre (RS), a eleição para a escolha da nova diretoria do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Nesse ano, concorre à reeleição para comandar a entidade o atual presidente, Alexandre Guerra, que faz parte da chapa de consenso. O executivo é diretor da Cooperativa Santa Clara, associada do sindicato, e já está à frente do Sindilat há três anos. A eleição ocorre a partir das 13h30min, durante reunião de associados na sede do sindicato. 

Conforme Guerra, a reeleição atende o interesse dos associados para dar seguimento ao trabalho que começou há três anos. “Estamos aceitando o desafio de permanecer para dar continuidade ao nosso trabalho de defender os interesses das indústrias e, consequentemente contribuir para o desenvolvimento do setor lácteo gaúcho”, disse. Com a reeleição, o dirigente permanece como presidente por mais três anos.

A cerimônia de posse da diretoria eleita ocorrerá no dia 7 de dezembro, durante a festa de fim de ano do Sindilat, a ser realizada no Plaza São Rafael, na Capital, a partir das 20h.

Reunida na sexta-feira (24/11), a Comissão Julgadora do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo definiu os finalistas de 2017. Os grandes vencedores serão conhecidos durante evento de fim de ano do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) no dia 7 de dezembro, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS). Além da entrega dos troféus e certificados, o primeiro colocado em cada categoria receberá um iPhone.

Neste ano, foram 51 trabalhos inscritos de diversos estados para as quatro categorias: Impresso, Eletrônico, Online e Fotografia. Segundo o presidente da Comissão Julgadora, Itamar Aguiar, iniciativas como o Prêmio Sindilat de Jornalismo são importantes na valorização profissional. Neste ano, avalia ele, os trabalhos tiveram um nível bom. “O setor está passando por mutação. Gostaria de ver reportagens sobre novas tecnologias e inovações na indústria leiteira”, desafiou o também presidente da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), já pensando na disputa de 2018.

Integrante da Comissão, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reforçou o compromisso entre o sindicato e a boa informação jornalística. “Essa é uma ação que valoriza o setor e o trabalho de profissionais que se dedicam a ele. Destacar os jornalistas é uma demonstração da importância da informação clara e objetiva e verdadeira”, frisou. 

A Comissão Julgadora do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo foi composta pelos jornalistas Itamar Aguiar (Arfoc), Laura Glüer (ARI), Laura Santos Rocha (Sindicato dos Jornalistas do RS) e Gerson Raugust (Assessoria de Comunicação do Sistema Farsul). Pelo setor produtivo, participaram o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini.

 
Confira a lista de finalistas do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

IMPRESSO

Cintia Marchi - Correio do Povo (Porto Alegre –RS)
Trabalho: Confinamento Confortável
 
Fernando Soares – Pioneiro – (Caxias do Sul – RS)
Trabalho: Acima da média
 
Solano Alexandre Linck – Jornal Alto Taquari  (Arroio do Meio – RS)
Trabalho:  Profissão Leiteiro - O agente de transformação das exigências do mercado
 
ELETRÔNICO

Alessandra Bergmann – SBT (Porto Alegre/RS)
Trabalho: Queijos e suas Diversidades
 
Filipe Peixoto – Rede Bandeirantes -  (Porto Alegre/RS)
Trabalho:  Leite: Produção em alta, preços em baixa
 
Luiz Patroni - TV Centro América – Cuiabá (MT)
Trabalho: Cooperativismo e transferência de Conhecimentos transformam bacia leiteira no Oeste de MT
 
ONLINE
 
Joana Colussi – Zero Hora –(Porto Alegre -RS)
Trabalho:  Mão de Obra Digital: Como os robôs estão a serviço do agronegócio
 
Juliana Turra Zanatta – Destaque Rural (Passo Fundo – RS)
Trabalho:  Leite e Grãos integração que dá certo
 
Naiara de Araújo Silva – Farming Brasil - (São Paulo – SP)
Trabalho: Produção de leite: o uso irresponsável de medicamentos prejudica rebanho
 
FOTOGRAFIA

Alina Oliveira de Souza – Correio do Povo - (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Acordos de Importação de Leite
 
Diogo Zanatta – Zero Hora – (Porto Alegre – RS)
Trabalho: Uma Lei, muitas dúvidas
 
Lidiane Mallmann – O Informativo do Vale – (Lajeado – RS)
Trabalho: Produtores querem a volta do preço fixo para o leite

O secretário chefe da Casa Civil, Fábio Branco, anunciou, durante reunião com as entidades que compõem o Grupo de Trabalho (GT) da Proteína Animal, que o governo deliberou por dar continuidade às atividades do colegiado. Informou que o decreto que prorroga o projeto em favor da produção ainda não foi assinado pelo governador José Ivo Sartori, mas que o será em breve. Branco também informou que a coordenação do GT agora será realizada pelo presidente do Conselho de Administração do BRDE, Odacir Klein. “Daqui para frente teremos bons desafios, que serão enfrentados de maneira clara e objetiva, com a coragem de fazer o que precisa ser feito”, reforçou Branco, que conduziu o encontro ao lado do secretário Ernani Polo e demais representantes de pastas de governo. “Os governos passam e a produção se mantém. Estamos fazendo ajustes e tentando entendimento”, frisou Polo, lembrando do esforço que vem sendo realizado pela retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho brasileiro.


O encontro reuniu lideranças dos diversos setores que integram a cadeia da proteína animal, incluindo avicultura, suinocultura, bovinocultura de corte e leite. A secretária do Sindilat, Vanessa Alves, representou o sindicato. Dirigindo-se aos colegas de GT, Klein agradeceu a confiança e defendeu a integração como base para a condução do projeto. “A delegação que recebo vem como uma dupla linha de atribuições. A primeira é a de atuar como um despachante aos secretários e buscar soluções. A outra é atuar pela coordenação do diálogo de diversos setores”. Nesse desafio, frisou ele, contará com o emprenho de Paulo Roberto Silva, que ficará responsável pelas questões mais operacional do grupo de trabalho.

Foto: Carolina Jardine

A Embrapa Clima Temperado promove, no dia 30 de novembro, o workshop “Inovações para o futuro do leite”, no auditório da Embrapa Trigo, em Passo Fundo. O objetivo do evento é apresentar as novas tecnologias usadas pela instituição para aprimorar a produção de leite e discutir demandas e perspectivas da indústria e dos produtores. Segundo a pesquisadora de Qualidade do Leite e LINA da Embrapa Clima Temperado, Maira Zanella, o workshop tem o intuito de “discutir com a cadeia produtiva as ações no setor, buscando alinhá-las". A Embrapa, continua ela, quer ser vista como uma apoiadora do segmento. A pesquisadora também falou sobre a mudança do evento para Passo Fundo. “Já tivemos eventos na zona Sul do estado, e é a primeira vez que fazemos em outra importante região produtora. É importante para acompanhar e discutir com os produtores locais”, concluiu.

A expectativa é que mais de cem pessoas participem dos quatro painéis, que discutirão a situação dos produtores de leite, os dados de desistência na atividade, apresentação das inovações da Embrapa e a expectativa do setor lácteo. O evento já tem confirmada a presença do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. De acordo com o executivo, encontros como este, e como o Fórum Itinerante do Leite, realizado esta semana, são essenciais para difundir conhecimentos e incentivar o desenvolvimento de tambos e empresas.

As inscrições para o workshop já estão abertas e podem ser feitas por meio do site https://www.embrapa.br/clima-temperado 

Gerenciar custos, aumentar a produtividade e implantar uma política de remuneração por sólidos aos produtores são alguns dos passos necessários para avançar na exportação de produtos lácteos. Os temas foram debatidos na tarde desta terça-feira (21/11), durante a oficina Caminhos para a exportação, ministrada pelo agrônomo João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, e coordenada pelo secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. A capacitação, que ocorreu na URI campus Frederico Westphalen, integra a programação do 5º Fórum Itinerante do Leite.
O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, assinala para a necessidade de encontrar alternativas de produtos com valor agregado para exportação, citando o queijo, a manteiga e o leite condensado.  Resende destacou também a importância de ampliar o mix de produtos lácteos e para a oportunidade que se tem com a mudança dos hábitos de consumo.
“Temos que ser eficientes em todas as pontas se quisermos competir no mundo”, opinou o produtor de leite Amauri Miotto, de Taquaruçu do Sul. Participante da oficina, Miotto acrescentou que é preciso encontrar um caminho para eliminar despesas desnecessárias.
Na avaliação do pesquisador da Embrapa, apesar das dificuldades, o setor lácteo vem crescendo e respondendo com produção. Um dos fatores que dificulta, entretanto, é a pulverização da produção. Em sua apresentação sobre competitividade e os ajustes para a inserção do Brasil no mercado mundial de lácteos, Resende pontuou a necessidade de reduzir o volume de leite importado, medida que depende dos governos.
Durante a tarde, foram realizadas outras duas oficinas. A maior delas, que ocorreu no salão de atos do campus, abordou Gestão e sucessão na produção de leite e contou com a participação de mais de 500 pessoas, incluindo produtores que fizeram relatos pessoais de melhorias em suas propriedades. A outra oficina, sobre Nutrição da vaca leiteira: saúde do animal e qualidade do leite, foi realizada no auditório da universidade e contou com a presença de dezenas de pessoas, na maioria estudantes.
Sobre o 5º Fórum Itinerante do Leite
 
O 5º Fórum Itinerante do Leite é promovido pelo Sindilat em conjunto com Fundesa, Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura (Seapi), URI e Canal Rural. Também apoiam o evento AGL, Apil, Cotrifred, Creluz, Emater-RS, Embrapa, Famurs, Ocergs, Prefeitura de Frederico Westphalen, Senai-RS e Sicredi.
Foto: Bruna Karpinski

O segundo painel do 5º Fórum Itinerante do Leite – Os Caminhos para Exportação, realizado nesta terça-feira (21/11), em Frederico Westphalen, abordou os desafios para indústrias e produtores. “Um dos problemas é que não temos uma política nacional para o setor”, avalia o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. Avançar rumo à exportação, acrescenta o dirigente, implica em uma equação que ajude a superar os desafios sem impacto social à atividade.

“Passamos por um processo de seleção dos produtores, mas também por um cenário de especialização”, disse o zootecnista Jaime Ries, assistente técnico da Emater, referindo-se à redução do número de produtores na atividade. Em sua apresentação, Ries listou seis desafios para atingir a eficiência: incremento o mix de produtos para remunerar melhor o produtor; cooperação para abertura de novos mercados; melhoria da qualidade; produção com custo compatível; sanidade; e prestação de assistência técnica e gerencial para os produtores.

O supervisor do Senar Herton Lima, que participou do fórum representando a Farsul, relatou o caso e um produtor que em 2008 produzia 200 litros de leite por dia e que, em 2018, chegará a 1500 litros por dia. Após contar a história, pontuou que comprometimento do produtor e envolvimento da família são alguns dos segredos para avançar. “Está na nossa mão esta transformação. Essa é a semente, é o princípio do caminho da exportação”, afirma.

O presidente da Apil, Wlademir Dall’Bosco, questionou a competitividade frente aos menores custos de produção dos principais países produtores de lácteos. Um dos caminhos, aponta o dirigente, é a inovação por meio do investimento em tecnologia do processo produtivo, além da revisão das cargas tributárias que eleva os custos.

“Acreditamos que o caminho seja a exportação, mas não podemos ficar limitados a um único mercado. Para não correr o risco de ficar dependentes”, opinou o presidente da Cotrifred, Elio Pacheco.

Sobre o 5º Fórum Itinerante do Leite

O 5º Fórum Itinerante do Leite é promovido pelo Sindilat em conjunto com Fundesa, Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura (Seapi), URI e Canal Rural. Também apoiam o evento AGL, Apil, Cotrifred, Creluz, Emater-RS, Embrapa, Famurs, Ocergs, Prefeitura de Frederico Westphalen, Senai-RS e Sicredi.

Foto: Bruna Karpinski

A potencialidade do setor lácteo para avançar na exportação foi o tema central do 5º Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta terça-feira (21/11), em Frederico Westphalen (RS). Cerca de 600 pessoas, entre estudantes, produtores, dirigentes de entidades e representantes do governo estadual e municipal participaram do evento, que ocorreu no salão de atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), campus Frederico Westphalen.

Com indústrias habilitadas à exportação, o setor precisa ampliar a sua competitividade e fortalecer as relações comerciais. “Precisamos trabalhar juntos, cada um dentro do seu espaço, buscando o mesmo foco”, disse o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. O dirigente ressaltou a importância de produtores, indústrias e governos trabalharem juntos para avançar. E este é um dos objetivos do evento. “O Fórum Itinerante do Leite tem dado eco, tem ultrapassado fronteiras e tem mostrado a importância de trabalharmos unidos e focados”, disse Guerra, destacando que o setor precisa ser otimista, pois tem todas as possibilidades e condições de avançar.

Foto: Bruna Karpinski

O agrônomo João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, que falou sobre o potencial e os desafios da cadeia brasileira de lácteos, acredita que o setor tem capacidade de evoluir. “O Brasil pode manter suas vacas na pastagem quase dez meses no ano, condição semelhante à Nova Zelândia”, descreveu Resende, chamando a atenção para a possibilidade de aproveitar este recurso natural para desenvolver a produção.

Outra oportunidade, segundo Resende, é o consumo, que saltou de 68 litros de leite por pessoa ao ano, em 1974, para 171 litros em 2016, em média. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde recomenda que cada pessoa consuma 220 litros por ano. E com o aumento da população mundial até 2050, a demanda tende a aumentar ainda mais, ampliando as possibilidades de mercado. A baixa produtividade é um dos problemas da falta de competitividade do setor, avalia Resende. Entre os entraves da atividade também está a flutuação de preços, a produção pulverizada e a escala de produção.


O secretário adjunto da Agricultura, André Petry, destacou o trabalho que vem sendo feito pelo Conselho de Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), bem como a importância de ações em conjunto, citando a parceria da Seapi com outras instituições como a Embrapa, Emater e secretaria de Desenvolvimento Rural. Petry comentou ainda sobre a necessidade de rever as regras para importação e exportação de produtos lácteos no Mercosul para que se tenha competitividade e maior renda para quem produz e para a indústria, favorecendo o desenvolvimento regional do setor.

Foto: Bruna Karpinski

“O futuro é ser competitivo”, afirma o agrônomo Airton Spies, secretário adjunto de Agricultura e Pesca de Santa Catarina. “O potencial de produção é gigantesco, temos que aproveitá-lo na medida em que formos fazendo o dever de casa”, disse, ressaltando que o setor precisa se tornar um player competitivo e conquistar o mercado global. Para avançar, considera, é necessário atenção a três aspectos: produto de qualidade, custo competitivo e cadeia organizada. Sobre a logística do processo de produção, Spies cita como exemplo que no Brasil são transportados 47 litros por quilômetro, em média, enquanto na Nova Zelândia são 220 litros por quilômetro.


O assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer, destacou que o produtor vem fazendo o seu papel, junto com a indústria, por meio do melhoramento do rebanho, além de melhorias no manejo e sanidade para melhorar a qualidade do leite. Entretanto, reconhece que tais ações não têm sido suficientes, destacando que o setor precisa de políticas de Estado e de incentivo à atividade. O dirigente aproveitou o Fórum para solicitar proteção ao produtor e à indústria local para que o setor possa ter desenvolvimento. A reivindicação refere-se às importações de leite, solicitando revisão do processo ao governo federal.


Novo laboratório em Frederico Westphalen

Na abertura do evento, a professora Silvia Regina Canan, diretora da URI campus Frederico Westphalen, anunciou que em janeiro de 2018 a universidade terá um laboratório oficial de análise da qualidade do leite. Segundo ela, em dezembro, uma comissão de técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) fará a última auditoria. A medida irá beneficiar o setor como um todo, em especial os produtores e indústrias da região.


Sobre o 5º Fórum Itinerante do Leite

O 5º Fórum Itinerante do Leite é promovido pelo Sindilat em conjunto com Fundesa, Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura (Seapi), URI e Canal Rural. Também apoiam o evento AGL, Apil, Cotrifred, Creluz, Emater-RS, Embrapa, Famurs, Ocergs, Prefeitura de Frederico Westphalen, Senai-RS e Sicredi.

Foto: Bruna Karpinski 

O 5º Fórum Itinerante do Leite – Caminhos da Exportação contará com uma série de oficinas que busca contribuir para a qualificação dos processos produtivos na prática. Ministradas na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), elas ocorrerão a partir das 14h. Desta vez, os grupos de trabalho pretendem realizar uma avaliação aprofundada dos temas propostos, com interlocução e apresentação de cases.

Serão três oficinas ao todo. A primeira falará de “Gestão e sucessão na produção de leite” e será coordenada pelo engenheiro agrônomo, assistente técnico regional de Sistema de Produção Animal –da Emater de Frederico Westphalen, Valdir Sangaletti. Ainda participam o zootecnista Fábio Eduardo Schlick e o professor da URI Leandro Bittencourt de Oliveira. A programação inclui apresentação de case das famílias Castelli, de Iraí, e Cansian, de Taquaruçu do Sul.

A segunda oficina da tarde abordará a “Nutrição da vaca leiteira: Saúde do Animal e qualidade do leite” O trabalho será coordenado pelo doutor em Produção e nutrição animal e professor da URI Sandro Paixão. O médico veterinário Abílio Galvão Trindade Ferreira falará sobre a alimentação no pré parto e o colega Thiago Caetano Schmidt Cantarelli sobre mastite bovina. Por fim, a professora doutora Rosselei Caiél da Silva abordará a importância do controle de qualidade do leite na produção de derivados.

A terceira oficina dará sequência ao tema central do fórum ao tratar dos “Caminhos para a exportação”. Com coordenação do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini,o grupo contará com apresentação do pesquisador da Embrapa Gado de Leite João Cesar de Resende.


O 5º Fórum Itinerante do Leite – Caminhos da Exportação tem inscrições gratuitas e vagas limitadas. Para participar basta solicitar credenciamento por meio dos sites do Canal Rural (www.canalrural.com.br), do Sindilat-RS (www.sindilat.com.br) ou da URI- Frederico Westphalen (www.fw.uri.br)


PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS


1 – Gestão e sucessão na produção de leite
Local: Salão de Atos da URI – 700 vagas
Coordenação da oficina: Valdir Sangaletti, engenheiro agrônomo, assistente técnico regional de Sistema de Produção animal – Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, RS.

14h – Abertura
14h05min – 1º painel: Planejamento forrageiro – Fábio Eduardo Schlick, zootecnista, mestre e doutor em Zootecnia - ATR de Sistemas de Produção Animal, Escritório Regional da Emater de Bagé. (Exemplo prático de planejamento – projeto SisLeite da Emater).
14h35min – 2º painel: Manejo de plantas forrageiras – Leandro Bittencourt de Oliveira, professor doutor – URI de Frederico Westphalen, RS (Exemplo prático de manejo – aluno do curso de Tecnólogo em Agropecuária da URI)
15h05min – Programa de gestão sustentável da agricultura familiar – Valdir Sangaletti, engenheiro agrônomo – ATR de SPA e Gestão Rural do Escritório Regional da Emater de Frederico Westphalen, RS.
15h20min – Case de sucesso no PGS – O trabalho da família Castelli de Iraí,RS - Equipe da Emater de Iraí e família Castelli.
15h45min – Case de sucesso na gestão da atividade leiteira – O trabalho da família Cansian – Taquaruçu do Sul – Família Cansian e URI.
16h05min – Debate – perguntas aos painelistas, por escrito.

2 – Nutrição da vaca leiteira: Saúde do Animal e qualidade do leite
Local: Auditório da URI – 125 vagas
Coordenação da oficina: Sandro Paixão, zootecnista Sandro José Paixão – Dr. em Produção e nutrição animal e professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Câmpus de Frederico Westphalen, RS.

14h05min – 1° painel: Alimentação no pré parto: reflexo na produção, sanidade e na qualidade do leite - Abílio Galvão Trindade Ferreira, médico veterinário, mestre em Produção Animal, consultor na área de nutrição e reprodução animal pela empresa NUTRE Saúde e Produção Animal, instrutor do Senar-PR.
14h55min – 2º painel: Técnicas de controle e medidas preventivas da mastite bovina - Thiago Caetano Schmidt Cantarelli - Médico veterinário, pós-graduação em Clínica e Técnica Cirúrgica Veterinária, médico veterinário da Cooperativa Tritícola de Frederico Westphalen e professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Câmpus de Frederico Westphalen)
15h05min – 3° painel: Importância do controle de qualidade do leite na produção de derivados - Rosselei Caiél da Silva, professora doutora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Campus de Frederico Westphalen)
16h05min – Debate – perguntas aos painelistas, por escrito.

3 – Caminhos para a exportação
Local: Sala de aula da URI – 50 vagas
Coordenação da oficina: Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat-RS

14h – Abertura
14h15min – Competitividade e os ajustes para a inserção do Brasil no mercado mundial de lácteos - João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite
14h45min – Caio Vianna, presidente da CCGL – Exportação
16h05min – Debate – perguntas aos painelistas, por escrito.

Vivendo uma das maiores crises de sua história recente, a produção leiteira precisa urgentemente ganhar competitividade para, com isso, galgar novos clientes para os produtos brasileiros no exterior. Esta é a tônica central do 5º Fórum Itinerante do Leite – Caminhos da Exportação, que será realizado no próximo dia 21 de novembro (terça-feira), em Frederico Westphalen. Promovido pelo Sindilat, em conjunto com Fundesa, Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura (Seapi), URI e Canal Rural, o evento reunirá lideranças, pesquisadores, representantes da indústria e produtores para debater as mudanças que precisam ser implementadas no processo produtivo. “Precisamos, todos juntos, achar um caminho para que o setor leiteiro do Brasil conquiste maior estabilidade e dê a produtores e indústria condições de seguir na atividade”, frisou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. O fórum também tem o apoio AGL, Apil, Cotrifred, Creluz, Emater-RS, Embrapa, Famurs, Ocergs, Prefeitura de Frederico Westphalen, Senai-RS e Sicredi.

Um dos palestrantes mais esperados da programação, que começa às 9h no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), é o pesquisador da Área de Socioeconomia da Embrapa Gado de Leite, João Cesar de Resende. “Falar de competitividade exige que se trate de custos de produção, que no Brasil ainda são muito elevados”. Segundo ele, entre os principais entraves para o desenvolvimento estão uma produção altamente pulverizada que eleva despesas de captação, produtividade baixa, problemas de logística e alta carga tributária, que, além de corroer os lucros, eleva o preço dos insumos. A solução, alerta ele, passa por incentivo do poder público seja com melhores condições de escoamento da produção, seja por meio de subsídio para a aquisição de tanques e melhoria da nutrição animal.

Enquanto isso, alerta Resende, há muito a ser feito pelos próprios elos da cadeia do leite, como investimento em genética para obtenção de vacas com mais potencial produtivo e em modelos mais eficientes de gestão. Só assim, acredita ele, será possível fazer frente a países como o Uruguai e a Argentina, que exportam seu leite exatamente por terem custo menor.

Apesar dos constantes alertas de que os pequenos produtores estão em risco de deixar a atividade, Resende argumenta que ”ser pequeno” não é sinônimo de baixa competitividade. Muito pelo contrário. De acordo com o especialista, propriedade familiares podem ter excelentes índices de desempenho exatamente por utilizarem mão de obra familiar e terem um custo operacional menor. “Não é o porte do produtor que define sua competitividade. Temos que buscar boa produtividade por meio de animais e de mão de obra qualificada”, recomendou. A garantia de qualidade do produto entregue é outro ponto fundamental para achar o caminho da exportação. “O mercado busca muita qualidade e isso inclui controle de índices como CCS e CBT”. Para melhorar essas questões, a sugestão é o trabalho em equipe. “Os setores não podem ser isolados. É preciso olhar a produção leiteira como um todo e pensar em um sistema de integração, talvez como o adotado na avicultura, onde todos ganhem mais”.

O 5º Fórum Itinerante do Leite – Caminhos da Exportação tem inscrições gratuitas e vagas limitadas. Pela manhã, estão previstos dois painéis de debate. O primeiro tratará de "Mercado externo de lácteos e políticas públicas" e o segundo se propõe e analisar os "Desafios para indústrias e produtores". À tarde, três oficinas promoverão discussão técnica e apresentação de cases de produtores e empresas que trabalham rumo à excelência. Para participar basta solicitar credenciamento por meio dos sites do Canal Rural (www.canalrural.com.br), do Sindilat-RS (www.sindilat.com.br) ou da URI- Frederico Westphalen (www.fw.uri.br)


PROGRAMAÇÃO

8h – Credenciamento e welcome milk

8h30min – Boas-vindas

9h – Painel: Mercado externo de lácteos e políticas públicas (ao vivo)
João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite
Ernani Polo, secretário da Agricultura - RS
Moacir Sopelsa, secretário da Agricultura - SC
Norberto Ortigara, secretário da Agricultura - PR
Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS
Debate e perguntas

10h30min – Painel: Desafios para indústrias e produtores (ao vivo)
Jaime Ries, assistente técnico da Emater-RS
Caio Vianna, presidente da CCGL
Rogério Kerber, presidente do Fundesa
Jorge Rodrigues, coordenador da Comissão de Leite da Farsul
Wlademir Dall’Bosco, presidente da Apil
Alexandre Guerra, presidente do Sindilat-RS

11h20min – Debate e perguntas

12h – Encerramento da transmissão ao vivo

12h15min – Almoço

12h35min – M&Cia

14h – Oficinas técnicas

1 – Gestão e sucessão na produção de leite
Local: Salão de Atos da URI – 700 vagas
Coordenação da oficina: Valdir Sangaletti, engenheiro agrônomo, assistente técnico regional de Sistema de Produção animal – Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, RS.

14h – Abertura
14h05min – 1º painel: Planejamento forrageiro – Fábio Eduardo Schlick, zootecnista, mestre e doutor em Zootecnia - ATR de Sistemas de Produção Animal, Escritório Regional da Emater de Bagé. (Exemplo prático de planejamento – projeto SisLeite da Emater).
14h35min – 2º painel: Manejo de plantas forrageiras – Leandro Bittencourt de Oliveira, professor doutor – URI de Frederico Westphalen, RS (Exemplo prático de manejo – aluno do curso de Tecnólogo em Agropecuária da URI)
15h05min – Programa de gestão sustentável da agricultura familiar – Valdir Sangaletti, engenheiro agrônomo – ATR de SPA e Gestão Rural do Escritório Regional da Emater de Frederico Westphalen, RS.
15h20min – Case de sucesso no PGS – O trabalho da família Castelli de Iraí,RS - Equipe da Emater de Iraí e família Castelli.
15h45min – Case de sucesso na gestão da atividade leiteira – O trabalho da família Cansian – Taquaruçu do Sul – Família Cansian e URI.
16h05min – Debate – perguntas aos painelistas, por escrito.

2 – Nutrição da vaca leiteira: Saúde do Animal e qualidade do leite
Local: Auditório da URI – 125 vagas
Coordenação da oficina: Sandro Paixão, zootecnista Sandro José Paixão – Dr. em Produção e nutrição animal e professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Câmpus de Frederico Westphalen, RS.

14h05min – 1° painel: Alimentação no pré parto: reflexo na produção, sanidade e na qualidade do leite - Abílio Galvão Trindade Ferreira, médico veterinário, mestre em Produção Animal, consultor na área de nutrição e reprodução animal pela empresa NUTRE Saúde e Produção Animal, instrutor do Senar-PR.
14h55min – 2º painel: Técnicas de controle e medidas preventivas da mastite bovina - Thiago Caetano Schmidt Cantarelli - Médico veterinário, pós-graduação em Clínica e Técnica Cirúrgica Veterinária, médico veterinário da Cooperativa Tritícola de Frederico Westphalen e professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Câmpus de Frederico Westphalen)
15h05min – 3° painel: Importância do controle de qualidade do leite na produção de derivados - Rosselei Caiél da Silva, professora doutora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Campus de Frederico Westphalen)
16h05min – Debate – perguntas aos painelistas, por escrito.

3 – Caminhos para a exportação
Local: Sala de aula da URI – 50 vagas
Coordenação da oficina: Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat-RS

14h – Abertura
14h15min – Competitividade e os ajustes para a inserção do Brasil no mercado mundial de lácteos - João Cesar de Resende, pesquisador da Embrapa Gado de Leite
14h45min – Caio Vianna, presidente da CCGL – Exportação
16h05min – Debate – perguntas aos painelistas, por escrito.16h30min – Encerramento da programação

Com o intuito de agradecer a parceria no projeto Vereador Mirim, o presidente da Câmara Municipal de Bento Gonçalves e vereador, Moisés Scussel Neto esteve nesta sexta-feira (10/11) na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindiat), em Porto Alegre, para prestar uma homenagem à entidade. Para valorizar o trabalho dos jovens, o sindicato doou cadernos e achocolatados ao projeto. "Apoiamos o projeto, pois trabalha com a educação do jovem que também faz parte do nosso planejamento.", disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

O projeto educacional, que iniciou em maio desse ano, culminou na realização de uma sessão legislativa simulada no dia 10 de outubro com 17 estudantes de escolas municipais de Bento Gonçalves. De acordo com a assessoria do vereador, cerca de 2 mil crianças e jovens participaram das atividades. Scussel ressaltou que deseja manter parcerias como esta para 2018. 

Sindilat é homenageado pelo projeto Vereador Mirim. Foto: Leticia Szczesny

Ainda dá tempo de inscrever suas reportagens no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. As inscrições encerram-se hoje (10/11) à meia-noite. Os trabalhos devem ser remetidos para o e-mail (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou entregues em mãos na sede do sindicato na Avenida Mauá, 2011/505, em Porto Porto Alegre, das 9h às 18h.

O prêmio é uma promoção do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e tem o objetivo de valorizar o trabalho da imprensa que acompanha o setor lácteo. A honraria será concedida para os melhores trabalhos veiculados na imprensa e que destacarem o desenvolvimento, avanços e desafios do setor. Podem se inscrever diplomados ou grupos profissionais, nas seguintes categorias: mídia impressa, mídia eletrônica, online e fotografia.

Os primeiros colocados de cada categoria serão premiados com um troféu e um Iphone. Já os segundos e terceiros colocados receberão troféu. Os finalistas serão divulgados até 27 de novembro, e os vencedores, durante a festa de fim de ano do Sindilat/RS, no dia 7 de dezembro.

Confira o regulamento aqui.

Ficha de inscrição:

Quem não se inscreveu no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo tem mais uma chance para concorrer. O prazo para as inscrições foi prorrogado até o dia 10 de novembro. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o concurso visa valorizar reportagens da imprensa gaúcha focadas no setor lácteo. A láurea será concedida para os melhores trabalhos veiculados que destacam desenvolvimento, avanços e desafios da cadeia leiteira. Os finalistas serão conhecidos até o dia 27 de novembro e os vencedores no dia 7 de dezembro.

O concurso abrange quatro categorias: mídia impressa, mídia eletrônica, online e fotografia, que serão avaliadas por uma comissão julgadora composta por profissionais da área de comunicação social e por executivos representantes das instituições ligadas ao setor. Para efetuar a inscrição, o candidato deve preencher a ficha que está disponível abaixo e enviá-la anexada ao e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., junto com cópia de registro profissional, documento de identidade e a reportagem. Além disso, os interessados também podem entregar em mãos o trabalho na sede do sindicato (Av. Mauá, 2011/505), em Porto Alegre, das 9h às 18h.

Os trabalhos devem ter sido veiculados entre 2 de novembro de 2016 e 1º de novembro de 2017. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu.

Ficha de inscrição

Antes de efetuar a sua inscrição, leia atentamente o regulamento:

Regulamento 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo

CRONOGRAMA
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo é uma realização do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS que busca valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do Brasil.
Período de Inscrições: 01/09/2017 a 10/11/2017
Divulgação dos Finalistas: até 27 de novembro
Divulgação dos Vencedores: 7 de dezembro


PARTICIPAÇÃO
1) Serão recebidos trabalhos publicados em língua portuguesa em veículos com sede no Brasil.
2) Tema: Os trabalhos inscritos devem abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios.
3) Os trabalhos a serem inscritos no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo devem ter sido publicados/veiculados entre 02/11/2016 a 01/11/2017.
4) Podem participar jornalistas devidamente registrados ou grupo de profissionais, sendo ao menos um jornalista.
5) Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidato.


CATEGORIAS
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo divide-se em quatro categorias:
1) Impresso: reúne trabalhos de veículos impressos a serem enviados em formato PDF;
2) Eletrônico: reúne trabalhos divulgados em veículos eletrônicos (rádio e televisão) a serem enviados mediante link;
3) Online: Trabalhos veiculados no período recomendado desde que apresentem indicação expressa da data de veiculação e fornecimento do link ativo;
4) Fotografia: Imagens alusivas à atividade leiteira veiculadas na imprensa, independente da plataforma. Enviar a imagem original (em JPG) e PDF da publicação;

PREMIAÇÃO
Os vencedores (1º lugar) de cada categoria receberão troféu e um Iphone. Os segundos e terceiros classificados receberão um troféu de colocação.
É reservado ao Sindilat o direito, sem aprovação prévia ou comunicação, de substituir os prêmios em caso de falta de disponibilidade dos mesmos, por outro de sua escolha.

SOBRE A INSCRIÇÃO
1) O candidato deve preencher a ficha de inscrição (uma para cada trabalho inscrito).
2) Os trabalhos devem ser enviados por email para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. respeitando as particularidades de cada categoria. Em caso de envio de mais de um trabalho, deve-se produzir um email para cada reportagem inscrita.
3) Documentação a ser anexada no email:
- Reportagem;
- Ficha de Inscrição preenchida e assinada;
- Documento de Identidade;
- Cópia do Registro Profissional;
- Atestado de autoria (Se necessário);
4) O material deve ser enviado por email (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou entregue em mãos na sede do Sindilat (Av Mauá, 2011/505 – Porto Alegre das 9:00h até as 18:00h) até 1º de novembro de 2017.
5) A efetivação/finalização da inscrição será confirmada por email;
6) A Comissão Julgadora é responsável pela análise das inscrições e eventuais exclusões de trabalhos que não estejam em conformidade com as disposições deste regulamento.
7) A Comissão Julgadora será composta por profissionais de comunicação social, representantes do Sindilat e de instituições ligadas ao agronegócio.

COMPOSIÇÃO DE JURADOS:
O SINDILAT se reserva o direito de substituir qualquer nome referido, por razões de força maior, comprometendo-se a divulgar todos os participantes inscritos.
O corpo de jurados estará composto por profissionais da área de comunicação social e por executivos representantes das instituições ligadas ao setor lácteo.
Os jurados elegerão entre seus componentes, por consenso ou por votação, o presidente do júri. O mesmo será responsável pelo voto de desempate nos casos em que for necessário.
As decisões dos jurados são soberanas, respeitando as disposições do presente regulamento, sem qualquer espécie de recurso a este tipo de decisão.

DISPOSIÇÕES GERAIS
1) O autor ou autores dos trabalhos autorizam previamente sua reprodução para fins de divulgação do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo;
2) A decisão da Comissão Julgadora pela exclusão de um determinado trabalho será irrevogável;
3) O participante será desclassificado em caso de fraude comprovada;
4) Funcionários do Sindilat/RS, diretores e assessores não estão habilitados a participar desse concurso;
5) As reproduções, cópias ou qualquer outro elemento referente aos trabalhos enviados, não serão devolvidos;
6) A comissão técnica estará integrada por membros designados pelos organizadores, a seu critério exclusivo;
7) O autor dos trabalhos inscritos autoriza previamente que suas obras sejam objeto de reprodução, na totalidade, ou em parte, nas iniciativas de responsabilidade dos organizadores do Prêmio SINDILAT de Jornalismo, tais como livros, revistas, folhetos, páginas na web, catálogos e exposições, em que predomine o caráter informativo/cultural, independente de qualquer licença ou remuneração além do prêmio previsto no presente regulamento;
8) Está previsto no presente regulamento, sendo responsabilidade do júri, a decisão sobre casos omissos, por consenso ou por maioria de votos dos jurados, sendo irrevogável esta decisão;
9) Os participantes inscritos se declaram conscientes de todos os termos e estão automaticamente de acordo com todas as normas previstas no presente regulamento;
10) O Sindilat se reserva o direito, se necessário, em qualquer momento, sem aviso prévio, de modificar algumas das disposições do presente regulamento, em conformidade com seus objetivos;
11) A participação neste concurso é voluntária e gratuita.
12) São consideradas como válidas as participações que cumpram todas as condições e prazos previstos neste regulamento;
13) As questões previstas no presente regulamento serão resolvidas por liberdade do Sindilat e suas decisões serão soberanas e inapeláveis;
14) Os participantes do presente concurso cultural, incluindo o ganhador, assumem a responsabilidade total e exclusiva da propriedade intelectual dos trabalhos inscritos, bem como, de toda e qualquer reclamação por parte de terceiros que se sintam prejudicados por sua participação no concurso e pela transferência de seus direitos. O Sindilat não será responsável por qualquer infração de direitos autorais;
15) O participante se compromete a liberar todos os documentos e permissões necessários para o uso, por parte do Sindilat, dos trabalhos premiados;

Para conhecer, estudar e orientar empresas sobre o sistema E-Social, que tem o intuito de controlar o cumprimento de obrigações trabalhistas, previdenciárias, fiscais e contábeis pelos empregadores e contribuintes, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas do RS (Sipargs) promovem, no dia 14 de novembro, um treinamento sobre o tema. O curso, previsto para ocorrer das 8h às 18h, na sede da Asgav/Sipargs (Av. Mauá, 2011, 9º andar, Centro), em Porto Alegre (RS), terá carga horária de oito horas e será ministrado por Jairo Guadagnini, consultor da empresa CR Basso.

Segundo o diretor executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, a iniciativa visa abrir canal de informação entre consultoria e associados para apoiá-los a se adaptarem ao novo sistema. “Precisamos dessa visão avançada, já que essas exigências vão começar a cair sobre as indústrias”, pontou. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) apoia o evento.

O E-Social promete padronizar transmissão, validação, armazenamento e distribuição das informações. É um produto do Serviço Público de Escrituração Digital (SPED) que substitui e simplifica uma série de obrigações, entre elas a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP). A data limite para implantação do sistema no Brasil está prevista para 2018.

O custo para a participação no curso é de R$ 350 por pessoa, valor que inclui material didático, certificado, dois coffee breaks e almoço. Interessados devem enviar a ficha de inscrição até o dia 7 de novembro pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Os jornalistas interessados em participar do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo têm até esta quarta-feira (1/11), para inscrever seus trabalhos. O prêmio é oferecido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), com o objetivo de valorizar o trabalho da imprensa gaúcha dentro do setor lácteo. A honraria será concedida para os melhores trabalhos veiculados na imprensa e que destacam desenvolvimento, avanços e desafios do setor. Podem se inscrever jornalistas ou grupos, desde que algum tenha registro profissional.

O prêmio vai reconhecer profissionais em quatro categorias: mídia impressa, mídia eletrônica, online e fotografia. Para efetuar a inscrição, o candidato deve preencher a ficha que está disponível no site do Sindilat (www.sindilat.com.br) e enviá-la anexada ao e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., junto com cópia de registro profissional, documento de identidade e a reportagem. Além disso, os interessados também podem entregar em mãos na sede do sindicato (Av. Mauá, 2011/505), em Porto Alegre, das 9h às 18h.

Os trabalhos devem ter sido veiculados entre 2 de novembro de 2016 e 1º de novembro de 2017. Os finalistas serão conhecidos até o dia 27 de novembro e os vencedores no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu. Confira o regulamento no site.

O Grande Expediente da Assembleia Legislativa homenageou nesta quinta-feira (26/10) a Cooperativa Piá, que em 2017 completa 50 anos. O reconhecimento feito pelos deputados deve-se à importante contribuição da empresa para a economia do Estado. A cerimônia contou com a presença do secretário da Agricultura, Ernani Polo, do prefeito de Nova Petrópolis, Régis Luiz e do deputado Elton Weber, que propôs a homenagem, além de representantes de cooperativas gaúchas. Na ocasião, Weber destacou que a cooperativa tem 1.142 funcionários e congrega 2.433 associados, entre produtores de leite e de frutas. "Se desenvolveu, cresceu, e está se preparando para o futuro", disse, sobre a trajetória de cinco décadas da Piá.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, participou do evento para reconhecer o trabalho da cooperativa que, segundo ele, "é motivo de orgulho". "Para o Sindilat, os 50 anos da Piá é de grande importância, já que a cooperativa é uma das líderes no mercado de produtos lácteos", disse, desejando que este seja somente o início de uma caminhada de grande crescimento.

Desde a sua criação, em 1967, incentivada pela vinda de técnicos alemães que trouxeram conhecimento e recursos, a Piá vem contribuindo para o aumento da renda dos agricultores da região e de todo o Estado. "Essa homenagem vem confirmar o trabalho e também o reconhecimento da sociedade gaúcha à excelência dos produtos colocados à disposição dos consumidores", afirmou o presidente da Cooperativa Piá, Jeferson Smaniotto.

Homenagem a Piá. Foto: Leticia Szczesny

Com a crescente demanda de insumos, alimentos e tecnologias voltadas ao agronegócio, é necessário discutir as possibilidades de cruzamento de informações do campo, como dados sobre o solo e sobre a produção, por exemplo, em prol de melhorias para o futuro do setor. O uso do Big Data - tecnologia que coleta, processa e analisa dados obtidos de diversas formas e áreas - foi o ponto central das discussões que integram o 5º Simpósio da Ciência do Agronegócio, ocorrido na manhã desta quinta-feira (26/10). O evento reuniu cerca de 100 participantes no auditório do Centro de Estudos e Pesquisas em Agronegócios (Cepan) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre (RS). O Sindicato da Indústria dos Laticínios do RS (Sindilat), que esteve presente representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini, patrocinou o simpósio com o tradicional milkbreak.

Conforme afirma Palharini, a atividade leiteira moderna precisa das novas tecnologias disponíveis para avançar em todos os seus aspectos. "Para desenvolver a competitividade do setor, precisamos trabalhar com a academia e aplicar esses conhecimentos no campo. O Big Data é capaz de identificar padrões nas propriedades e ajudar o produtor a ampliar e melhorar sua produção", acredita.

Para o pró-reitor de pós-graduação da UFRGS, Celso Giannetti Loureiro Chaves, o simpósio simboliza uma luz para a fuga da crise que o país se encontra. "O setor de agronegócios virou um salvamento. Temos que construir o conhecimento que a universidade julga ser para o bem de todos", afirmou. Chaves lembrou do evento de 2016, que já sinalizava a necessidade no avanço da tecnologia de coleta de dados. "As palavras do ano passado se pulverizaram e se tornaram o big data deste ano".

A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Silveira Massruhá, ministrou palestra sobre Agricultura Digital 4.0, expondo dados gerais da produção brasileira e os desafios para os próximos 50 anos. Preservação de água, terras e energias renováveis estão entre eles, assim como conter os fenômenos naturais que devastam lavouras no mundo inteiro. \Além de focar em investimentos massivos em tecnologia, Silvia citou a importância de dar atenção aos consumidores. "Temos de mostrar quais são as utilidades de todas essas ferramentas que apresentamos aqui", alertou. 

Foto: Tiago Zagonel

Apesar da redução no número de produtores nas menores faixas de produção do setor, houve aumento da especialização dos que seguiram no mercado. Esse cenário retrata um grande processo de seleção que o Rio Grande do Sul tem enfrentado, conforme destacou o assistente técnico estadual da Emater/Ascar-RS, Jaime Ries, que palestrou nesta terça-feira (24/10), em Porto Alegre (RS), durante seminário do projeto Futuro RS. O evento, proposto pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), tratou de elaborar uma agenda propositiva para construir alternativas para o desenvolvimento do Estado, com foco na ampliação da produtividade e da qualidade da produção de leite gaúcha.

Conforme Ries, em um comparativo de 2017 para 2015, notou-se uma redução de 42% em produtores nas menores faixas de produção diária, ou seja, aquelas que produziam até 50 litros de leite. Os que permaneceram, no entanto, focaram na tecnologia para ampliar sua participação no setor. “O número de produtores está diminuindo, mas os que ficaram estão mais especializados, têm uma escala maior de produção, maior produtividade do rebanho e entregam mais leite para a indústria”, afirmou. Segundo ele, dos 497 municípios do RS, 465 têm produtores vinculados à indústria, ou seja, quase 94% das cidades gaúchas.

Ries apresentou sugestões para melhorar a competitividade e a produção nas propriedades gaúchas. Segundo ele, é necessário fazer a ampliação dos investimentos em sanidade animal, ter uma política efetiva de pagamento por qualidade do leite, assim como incentivo à descentralização do parque industrial. Além disso, para ele, é preciso buscar o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos e fazer a discussão de alternativas para os que sairão da atividade. “O leite exige muita dedicação das famílias e também especialização, o que podemos observar especialmente nesses últimos dois anos”.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, é necessário concentrar esforços principalmente nos produtores que buscaram a profissionalização e eficiência. “Temos que trabalhar a eficiência, a competência naquilo que nós fizemos. O produtor, em produzir de forma viável a 30 centavos de dólar, a indústria, em pagar também o leite por sólidos e não só por volume, e o governo, em simplificar a burocracia que tanto se tem”, ressaltou, destacando que as propriedades precisam estar, cada vez mais, próximas da tecnologia.

Palestra com Jaime Ries durante seminário do projeto Futuro RS. Foto: Jézica Bruno 

Apesar das dificuldades do final de ano, 2018 deve ser de retomada do setor lácteo. O panorama foi apresentado pelo secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínio do RS (Sindilat), Darlan Palharini, durante reunião mensal dos associados na manhã de terça-feira (24/10). Essa retomada será puxada pelo aumento do poder de consumo das famílias, o  que deve elevar a rentabilidade da atividade leiteira para produtores e indústria. Em apresentação aos associados, Palharini pontuou para o aumento de 11% na produção de leite no país e para a queda do consumo de 4,9% nos últimos meses. “Nossa expectativa é que o mercado volte a se aquecer em 2018, claro que de forma tímida, mas é preciso uma retomada”, frisou Palharini. O executivo ainda lembrou que a recuperação do preço do petróleo, a previsão de clima favorável e a provável recuperação das cotações do milho e da soja ajudarão a sustentar o crescimento no setor.

Durante o encontro, representantes dos laticínios ainda trataram sobre os rumos do Fundoleite e sobre as eleições para a nova gestão do Sindilat. A eleição da nova diretoria será realizada no dia 28 de novembro na sede do sindicato. A posse está prevista para o dia 7 de dezembro, em conjunto com a festa de fim de ano e a entrega do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo.

Reunião mensal dos associados. Foto: Felipe Lopes

Pesquisa realizada pelo Conseleite nos primeiros dez dias do mês e divulgada na manhã desta terça-feira (25/10), na sede da Fetag, indica que o valor de referência do leite projetado para o mês de outubro é de R$ 0,8267, valor 3,3% abaixo do consolidado em setembro (R$ 0,8549). Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, essa tendência já está em processo de reversão com as recentes medidas anunciadas pelo governo.

A expectativa para os próximos meses é de recuperação de preços. Neste final de outubro, indica Guerra, já teve início o tradicional período de queda de captação de leite no Rio Grande do Sul, em valores próximos a -9%, o que sinaliza um freio na redução dos preços verificada nos últimos meses.

Segundo Guerra, o setor lácteo nunca viu um cenário como o de 2017, que resultou em achatamento do mercado. “Além da entrada de leite por meio de importação, viu-se aumento de 11,40% na produção de janeiro a junho, e queda de 4,5% no consumo em função da crise, o que não se resume apenas à demanda por leite fluido, mas de produtos que levam leite como massas, biscoitos e chocolates, inclusive no varejo”.

Guerra lembrou que, recentemente, o setor esteve em Brasília e, unido, conseguiu vitórias importantes como o anúncio de suspensão das importações do Uruguai. “Falar de leite hoje é desanimador. O problema não é só o Uruguai. Temos que avaliar questões internas do nosso mercado. Estamos vendo uma debandada do agricultor familiar da atividade”, alertou o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, que terá reunião com o Itamaraty no próximo dia 31 de outubro, em Brasília (DF), para debater uma revisão das relações comerciais do leite e de outros produtores do agronegócio dentro do Mercosul.

Reunião do Conseleite. Foto: Carolina Jardine

Com o intuito de debater os rumos da produção leiteira gaúcha na região Nordeste do Estado, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) participou, nesta quarta-feira (18/10), de mesa redonda durante o Seminário Regional do Arranjo Produtivo Local (APL) do Leite, com o tema "Onde estamos e para onde vamos?". O evento ocorreu no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), no campus do município de Santa Rosa (RS). Na ocasião, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, representou a entidade, abordando os entraves por que passa o setor.

Durante o seminário, a Embrapa Clima Temperado apresentou o projeto Siga Leite, que visa fomentar o sistema de produção de leite de qualidade com baixo custo aos produtores. A relação entre custo de produção e o preço pago ao produtor foi o tema mais pautado no evento, conforme aponta Palharini. "O Sindilat defende que os custos do produtor precisam ser competitivos para que nossa produção possa fazer frente a países exportadores, como Argentina e Uruguai", afirma.

A Associação de Municípios da Grande Santa Rosa ainda aproveitou a agenda para apresentar o Prêmio Gestor Amigo do Leite, que premiará gestores públicos e projetos que apoiam o cenário do setor leiteiro na região de atuação do Corede Nordeste. Além disso, a Emater apresentou diagnóstico detalhado da atual situação do setor na região.
Seminário Regional do Arranjo Produtivo Local (APL) do Leite. Foto: Deise Anelise Froelich

Quem ainda não se inscreveu no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo tem apenas duas semanas para se candidatar. O prazo para o encerramento das inscrições vai até 1º de novembro. Promovida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), com o intuito de valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho, a láurea vai valorizar as melhores reportagens produzidas pela mídia especializada, destacando o desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios do setor. O prêmio vai reconhecer profissionais em quatro categorias: mídia impressa, mídia eletrônica, online e fotografia.

Para garantir a participação, os profissionais devem enviar os trabalhos e a documentação necessária para o Sindilat por e-mail (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou entregar em mãos na sede do Sindilat (Av. Mauá, 2011/505 – Centro – Porto Alegre/RS), das 9h às 18h. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. Os materiais devem ter sido veiculados/publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro e os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu.

Além do material produzido, também devem ser anexadas cópias de documento de identidade, registro profissional e ficha de inscrição preenchida no momento da candidatura. Os trabalhos que não tiverem a identificação do autor, deverão estar acompanhados de um atestado de autoria. Confira o regulamento abaixo.
Ficha de inscrição
Regulamento 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo


CRONOGRAMA
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo é uma realização do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS que busca valorizar o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo gaúcho e que tanto contribuiu para o desenvolvimento do Brasil.
Período de Inscrições: 01/09/2017 a 01/11/2017 
Divulgação dos Finalistas: até 27 de novembro
Divulgação dos Vencedores: 7 de dezembro


PARTICIPAÇÃO
1) Serão recebidos trabalhos publicados em língua portuguesa em veículos com sede no Brasil.
2) Tema: Os trabalhos inscritos devem abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e desafios.
3) Os trabalhos a serem inscritos no 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo devem ter sido publicados/veiculados entre 02/11/2016 a 01/11/2017.
4) Podem participar jornalistas devidamente registrados ou grupo de profissionais, sendo ao menos um jornalista.
5) Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidato.


CATEGORIAS
O 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo divide-se em quatro categorias:
1) Impresso: reúne trabalhos de veículos impressos a serem enviados em formato PDF;
2) Eletrônico: reúne trabalhos divulgados em veículos eletrônicos (rádio e televisão) a serem enviados mediante link;
3) Online: Trabalhos veiculados no período recomendado desde que apresentem indicação expressa da data de veiculação e fornecimento do link ativo;
4) Fotografia: Imagens alusivas à atividade leiteira veiculadas na imprensa, independente da plataforma. Enviar a imagem original (em JPG) e PDF da publicação;

PREMIAÇÃO
Os vencedores (1º lugar) de cada categoria receberão troféu e um Iphone. Os segundos e terceiros classificados receberão um troféu de colocação.
É reservado ao Sindilat o direito, sem aprovação prévia ou comunicação, de substituir os prêmios em caso de falta de disponibilidade dos mesmos, por outro de sua escolha.

SOBRE A INSCRIÇÃO
1) O candidato deve preencher a ficha de inscrição (uma para cada trabalho inscrito).
2) Os trabalhos devem ser enviados por email para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. respeitando as particularidades de cada categoria. Em caso de envio de mais de um trabalho, deve-se produzir um email para cada reportagem inscrita.
3) Documentação a ser anexada no email:
- Reportagem;
- Ficha de Inscrição preenchida e assinada;
- Documento de Identidade;
- Cópia do Registro Profissional;
- Atestado de autoria (Se necessário);
4) O material deve ser enviado por email (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou entregue em mãos na sede do Sindilat (Av Mauá, 2011/505 – Porto Alegre das 9:00h até as 18:00h) até 1º de novembro de 2017.
5) A efetivação/finalização da inscrição será confirmada por email;
6) A Comissão Julgadora é responsável pela análise das inscrições e eventuais exclusões de trabalhos que não estejam em conformidade com as disposições deste regulamento.
7) A Comissão Julgadora será composta por profissionais de comunicação social, representantes do Sindilat e de instituições ligadas ao agronegócio.

COMPOSIÇÃO DE JURADOS:
O SINDILAT se reserva o direito de substituir qualquer nome referido, por razões de força maior, comprometendo-se a divulgar todos os participantes inscritos.
O corpo de jurados estará composto por profissionais da área de comunicação social e por executivos representantes das instituições ligadas ao setor lácteo.
Os jurados elegerão entre seus componentes, por consenso ou por votação, o presidente do júri. O mesmo será responsável pelo voto de desempate nos casos em que for necessário.
As decisões dos jurados são soberanas, respeitando as disposições do presente regulamento, sem qualquer espécie de recurso a este tipo de decisão.

DISPOSIÇÕES GERAIS
1) O autor ou autores dos trabalhos autorizam previamente sua reprodução para fins de divulgação do 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo;
2) A decisão da Comissão Julgadora pela exclusão de um determinado trabalho será irrevogável;
3) O participante será desclassificado em caso de fraude comprovada;
4) Funcionários do Sindilat/RS, diretores e assessores não estão habilitados a participar desse concurso;
5) As reproduções, cópias ou qualquer outro elemento referente aos trabalhos enviados, não serão devolvidos;
6) A comissão técnica estará integrada por membros designados pelos organizadores, a seu critério exclusivo;
7) O autor dos trabalhos inscritos autoriza previamente que suas obras sejam objeto de reprodução, na totalidade, ou em parte, nas iniciativas de responsabilidade dos organizadores do Prêmio SINDILAT de Jornalismo, tais como livros, revistas, folhetos, páginas na web, catálogos e exposições, em que predomine o caráter informativo/cultural, independente de qualquer licença ou remuneração além do prêmio previsto no presente regulamento;
8) Está previsto no presente regulamento, sendo responsabilidade do júri, a decisão sobre casos omissos, por consenso ou por maioria de votos dos jurados, sendo irrevogável esta decisão;
9) Os participantes inscritos se declaram conscientes de todos os termos e estão automaticamente de acordo com todas as normas previstas no presente regulamento;
10) O Sindilat se reserva o direito, se necessário, em qualquer momento, sem aviso prévio, de modificar algumas das disposições do presente regulamento, em conformidade com seus objetivos;
11) A participação neste concurso é voluntária e gratuita.
12) São consideradas como válidas as participações que cumpram todas as condições e prazos previstos neste regulamento;
13) As questões previstas no presente regulamento serão resolvidas por liberdade do Sindilat e suas decisões serão soberanas e inapeláveis;
14) Os participantes do presente concurso cultural, incluindo o ganhador, assumem a responsabilidade total e exclusiva da propriedade intelectual dos trabalhos inscritos, bem como, de toda e qualquer reclamação por parte de terceiros que se sintam prejudicados por sua participação no concurso e pela transferência de seus direitos. O Sindilat não será responsável por qualquer infração de direitos autorais;
15) O participante se compromete a liberar todos os documentos e permissões necessários para o uso, por parte do Sindilat, dos trabalhos premiados;

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, destacou, durante a 91ª Expofeira de Pelotas, a importância de se construir um mercado competitivo no setor, a fim de buscar a ampliação da produção no Estado. "Precisamos nos transformar em um país exportador". O assunto foi debatido na quinta-feira (12/10), durante a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. Na ocasião, Guerra tratou sobre o mercado de importação e exportação do leite. Durante a palestra, também fez comparações entre a produção por animal no Uruguai e no Brasil.

Guerra aproveitou a oportunidade para tratar sobre o anúncio feito pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na última terça-feira (10/10), em Brasília (DF), que suspende a importação de leite do Uruguai até que o país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. Na data, o presidente representou as indústrias gaúchas em reunião e alertou sobre a concorrência desleal no mercado que o setor tem enfrentado.

Alexandre Guerra palestra na Expofeira de Pelotas. Foto: Ayrton Seyffert

O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, reuniu-se nesta terça-feira (10/10) em Brasília com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar do pedido de compras governamentais de leite em pó e UHT. Durante o encontro, o titular da pasta comprometeu-se a dar uma posição sobre o pleito no início da próxima semana.

Segundo Guerra, Terra disse que está trabalhando para que o governo federal faça a aquisição do produto. O ministro informou ainda que está negociando a medida em regime de prioridade com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O volume de leite que será comprado ainda não foi definido. O pleito do Sindilat é a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT.

Durante a conversa em Brasília, Guerra também solicitou ao ministro uma linha de crédito para financiar estoques com rebate na taxas de juros.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou nesta terça-feira (10/10) que suspenderá a importação de leite do Uruguai até que aquele país comprove a rastreabilidade das cargas que chegam ao Brasil. O anúncio foi alvo de reunião no início da tarde, em Brasília, entre representantes do setor laticinista e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Representando as indústrias gaúchas, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, lembrou que a decisão atende a pedido feito pelo secretário das Agricultura, Ernani Polo, ainda durante a Expointer, em agosto, em Esteio. “É uma ação concreta e importante. É o que estávamos esperando do governo para poder apurar os fatos”, pontuou, alertando que o setor vem enfrentando concorrência desleal no mercado e está unido pedindo apoio em Brasília.

Na agenda das indústrias desta tarde em Brasília também está encontro com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, para tratar das compras governamentais e de linhas de crédito com taxas de juros subsidiadas para viabilizar a estocagem de produtos. 

Foto: kitthanes/Istock

Reunião no Fundesa debateu, na tarde de quinta-feira (5/10), a falta de reagentes para exames de brucelose e tuberculose no Rio Grande do Sul. Conforme o relato dos representantes do Ministério e da Secretaria da Agricultura, a escassez dos reagentes é uma realidade nacional. “Estamos buscando alternativas para não comprometer os programas nacionais de sanidade”, afirmou o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

A região Sul é a que mais constata casos das doenças. Em 2016, por exemplo, dos 4311 casos de brucelose e tuberculose constatados no país, 84% foram nos três estados do Sul.

Ficou definido que o Fundesa vai solicitar ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, que leve o tema ao Ministro da Agricultura, em reunião que será realizada nesta semana em Brasília. “Também vamos manter a busca incessante de material para os diagnósticos em todas as vias possíveis, seja na importação ou compra no mercado interno”, disse Kerber.

Com Informações: Thaís D'avila Produtora de Conteúdo 

Reunião no Fundesa. Foto: Thais D'Avila

O prefeito de Água Santa, Jacir Miorando, esteve reunido na tarde desta segunda-feira (09/10) com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, para entregar convite para que as indústrias associadas participem do 1º Seminário Regional do Leite: Ações e Perspectivas, no dia 12 de dezembro. A ideia do evento é valorizar a produção primária no formato de minifeira, integrando debate técnico e político do setor. Em comemoração aos 30 anos de emancipação do munícipio, o seminário deve reunir 400 pessoas, com destaque para produtores que vivem no dia a dia os dilemas do agronegócio gaúcho. Água Santa produz diariamente entre 80 e 100 mil litros de leite em cerca de 500 propriedades.

Acompanhado do vice-prefeito Carlos Alberto Possebom e do gerente de política leiteira da Unibom Laticínios, Ideno Pietrobelli, o prefeito convidou a diretoria do Sindilat para participar dos debates, encorpando o debate técnico. Miorando informou que a economia de Água Santa é baseada no agronegócio tendo a avicultura como principal atividade, seguida do leite. O prefeito, que também representa a associação dos municípios da região Nordeste do RS, frisou a situação do agronegócio na região e as dificuldades trazidas pela redução do preço do leite. “É um impacto importante em um município com 4 mil habitantes”, ressaltou. Palharini destacou o momento de crise do segmento. “Quase todas as atividade do agronegócio estão trabalhando com uma realidade de preço diferente. O consumidor ajustou seus gastos e o setor está sentindo isso”, pontuou Palharini.

Darlan Palharine entrega convite para que as indústrias associadas participem do 1º Seminário Regional do Leite. Foto: Carolina Jardine

Entidades do setor lácteo irão à Brasília na próxima semana para cobrar do Governo Federal a compra governamental de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) voltou a defender a medida nesta quinta-feira (5/10), durante reunião do Grupo de Trabalho da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa que trata sobre a importação do leite em pó do Mercosul. No encontro, a comissão validou documento que foi entregue no dia 12 de setembro ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, formalizando o pedido de compra. O mesmo documento também foi entregue nesta quinta-feira ao deputado Zé Nunes, que coordenou a reunião.

Com a presença do presidente do sindicato, Alexandre Guerra, a demanda do setor foi debatida como medida emergencial para reverter a situação de crise do setor leiteiro gaúcho. A ida da comitiva a Brasília também será uma oportunidade para reivindicar soluções para a possível triangulação de leite uruguaio.

Segundo o diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, é fundamental que se faça uma regulação de produtos importados para atender o abastecimento nacional de forma equilibrada. "São dois pontos-chaves dessa questão: manutenção da suspensão de incentivos de importação e de estoques por via de compras governamentais". O deputado Zé Nunes reiterou a fala, alertando para a necessidade de unidade do setor produtivo. “Precisamos ter uma voz única na questão do leite neste momento”.

A reunião também contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura (Seapi), Ministério da Agricultura (Mapa), Federação da Agricultura do RS (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RS (Fetraf), Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e Cosulati.

Entidades do setor lácteo irão a Brasília na próxima semana. Foto: Vitorya Paulo

Representantes da indústria de alimentos participam, nos dias 20 e 21 de novembro, do Desafio Startups. O objetivo do evento, que ocorre durante o dia inteiro no Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (avenida Sertório, 473), zona norte de Porto Alegre, é apresentar problemas recorrentes nas empresas para que seja possível ir em busca de propostas de soluções. 

Segundo a coordenadora técnica do Conselho da Agroindústria da Fiergs, Tânia Sette, o evento oportuniza que as organizações tenham contato com empresas inovadoras, que apresentarão soluções com custo simbólico. "Nosso objetivo é que as ideias contribuam não só com o ganho financeiro, mas também como o de mercado", afirma.

O Desafio Startups é uma realização do Conselho da Agroindústria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) juntamente com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto SENAI de Tecnologia de Alimentos e Bebidas. O custo será de R$ 80,00 por empresa.

Foto: IstockPhoto/LDProd

A cadeia produtiva do leite no Estado, no Brasil e no mundo será a pauta do debate durante a terceira edição do seminário Cenários da Produção Leiteira, no dia 12 de outubro, na 91ª Expofeira de Pelotas. Na ocasião, às 13h45, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, ministrará a palestra Panorama Lácteo e Perspectivas da Indústria. O cadastramento para o evento começa às 13h, no auditório Casa da Amizade.

Guerra falará sobre mercado, importação e exportação do leite no Brasil. "Temos que melhorar a nossa competitividade, através de melhor produtividade por animal, maior volume por propriedade e produção em escala nas indústrias, com o apoio do governo para desonerar o setor lácteo. Assim, deixamos de ser importadores e passamos a ser um país exportador e competitivo.", afirma.

Segundo o coordenador técnico do seminário Eduardo Xavier, o momento será oportuno para unificar a cadeia leiteira e levantar problemáticas importantes sobre os temas que são de interesse do setor, além de mostrar cases de sucesso. “Queremos entender o mercado e que pessoas tragam suas experiências na área”, pontuou. O evento contará ainda com palestra do presidente do Fundesa, Rogério Kerber, que falará sobre as ferramentas para busca de sanidade do rebanho. A expectativa é de receber 200 participantes no evento.

A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017.

Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu.

Confira os documentos necessários para inscrição no regulamento.

Ficha de Inscrição: 

Com o intuito de aprofundar conhecimentos sobre medidas de segurança na pecuária leiteira, a Embrapa Clima Temperado promove, no dia 19 de outubro, o seminário Bioseguridade na Cadeia Produtiva do Leite. O evento, que acontece no auditório da Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), a partir das 13h30min, contará com palestras de especialistas e representantes de outros segmentos da Embrapa. A atividade é destinada para profissionais da veterinária que desempenham funções no campo e assistência técnica a cooperativas de leite.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Ligia Pegoraro, as práticas que serão debatidas visam a segurança do rebanho, como uso de roupas limpas durante o manejo dos animais e esterilização de materiais de inseminação. "Quanto mais medidas de segurança, menos gastos com antibióticos e tratamentos", afirma, lembrando da economia que os produtores têm com as ações. Ligia alerta para a diferença que o rebanho leiteiro possui de outras espécies, em que os prejuízos demoram mais tempo para aparecer. Assim, os produtores acabam atribuindo a redução da produção a outros motivos e não se atentam à prevenção contra agentes patógenos. "É necessário avaliar os fatores de risco, seguir o calendário de vacinações e as práticas de manejo recomendadas. Prevenir é melhor que tratar", conclui.

Ao todo, serão cerca de 60 vagas disponíveis para o seminário. A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Reunião dos Associados ocorreu hoje de tarde. Foto: Carolina Jardine

Os impactos da crise no consumo não devem sumir com a retomada da economia. A posição está alicerçada em mudanças concretas vivenciadas pelo consumidor brasileiro nos últimos anos. Segundo o gerente de marketing da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, que participou de reunião de associados do Sindilat na terça-feira (26/9), o consumidor aprendeu a comprar de uma forma mais inteligente, buscando promoções, transformação bem nítida em todas as classes, incluso as mais altas. Citou que, em tempos de dificuldade, o consumidor migra de produtos mais premium para produtos mais básicos, um movimento que não deve ser retomado logo que o poder aquisitivo se elevar. O cenário favorece o que chama de “atacarejo”, em estabelecimentos com venda por quantidade mas mais próximas do consumidor de maior poder aquisitivo. “Nesses canais, o cliente vai menos vezes no mês, mas, quando vai, gasta mais. As classes A e B aprenderam a comprar melhor”.

Nas classes mais baixas, tem destaque a busca por embalagens menores como forma de minimizar o desembolso imediato. “Muitas vezes, no longo prazo, esse movimento não é o mais econômico. Mas esse movimento não sempre é racional”. Ainda falou sobre mudanças nos hábitos das famílias, que estão menores mas vivendo mais. “Precisamos trazer mais valor à produção, mas não em preço mas em relação à percepção do consumidor. Devemos entregar o que o consumidor procura e aquilo pelo que ele está disposto a pagar mais”.
Em relação ao mercado lácteo, pontuou que a tendência em volume é positiva, mas cautelosa. A Tetra Pak projeta aumento de 2% no consumo nacional leite UHT em 2017. Até 2020, a previsão é de um crescimento médio de 1,8% ao ano até 2020.

O valor de referência do leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% abaixo do consolidado de agosto (R$ 0,8914). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (26/09) pelo Conseleite em reunião realizada na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em Porto Alegre. No acumulado dos últimos três meses (julho e setembro de 2017), houve uma diminuição de -9,4% no valor de referência.

"O maior problema é a queda de consumo pela perda de poder aquisitivo da população e pelo nível elevado de desemprego associados à importação com valores mais competitivos que o nosso", avalia o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, também presidente do Sindilat. O dirigente destacou que o setor precisa de medidas governamentais que ajudem a tirar a pressão de mercado gerada pelas importações. Na avaliação do dirigente, a tendência é de reação, uma vez que o preço mais em conta do leite UHT poderá ajudar a aumentar o consumo.

O professor da UPF Eduardo Finamore, responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, confirma que a redução na comercialização de leite deve-se à queda da renda do consumidor e também ao excesso de oferta no mercado, que “joga os preços para baixo”. 

Na avaliação do tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, não é um bom momento para pensar no aumento da escala de produção. “Temos que garantir o que nós produzimos com qualidade e com preço”, avalia.

Importação e exportação

Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou informações referentes à importação e exportação de produtos lácteos no período de janeiro a agosto. Os dados da balança comercial mostram que o volume de leite e outros derivados comprados de fora permanece sendo maior que a quantidade exportada.

Sobre os pedidos de compra institucional de leite em pó e de cotas para importação de leite do Uruguai, formalizados recentemente em Brasília, Palharini comenta que, aparentemente, o governo federal não se mostrou sensibilizado já que não deram retorno sobre as demandas. Entretanto, enfatiza a necessidade de o setor persistir. “O setor lácteo precisa efetivamente se mobilizar para não ser moeda de troca em outras negociações internacionais”, avalia.

Assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer comentou sobre os dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresentado na Expointer. Segundo o diagnóstico, nos últimos dois anos, 19 mil produtores deixaram a atividade e 39 pequenas indústrias fecharam as portas. “Precisamos continuar a pressão no governo federal”, concordou.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Agosto de 2017.

Matéria-prima

Valores Projetados Agosto /17

Valores Finais

Agosto /17

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

1,0357

1,0251

-0,0106

II – Valor de referência

0,9006

0,8914

-0,0092

III – Menor valor de referência

0,8106

0,8023

-0,0083

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Matéria-prima

Setembro /17 

I – Maior valor de referência

0,9797

II – Valor de referência

0,8519

III – Menor valor de referência

0,7667

1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Reunião do Conseleite ocorreu hoje de manhã. Foto: Bruna Karpinski

Para discutir a geração de produtos inovadores com as possibilidades de parceria com grandes centros mundiais de pesquisa e estimular a inovação da área de Alimentos e Nutrição, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove o 2º Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde. O evento, que é gratuito, ocorre nesta terça e quarta-feira (26 e 27/09), a partir das 13h30min, no Auditório da Unitec, no campus da Unisinos em São Leopoldo (RS).

O evento destina-se a alunos e profissionais da área da saúde, nutrição e alimentos, além de empresários da área de alimentos e bebidas. Será distribuído certificado para os inscritos que tiverem 75% de frequência na atividade, que tem total de 12 horas. Confira mais informações e a programação completa aqui.  

O grupo teatral Espaço da Arte, de Bom Princípio, realizou nesta sexta-feira e sábado (22 e 23/09), em Chiapetta (RS), a peça teatral Mimosa em Chiapetta. Em parceria com o Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o grupo promove apresentações que têm como objetivo mostrar às crianças a importância do leite. "Contamos a história da vaquinha Mimosa. Mostramos para as crianças que o leite não vem da caixinha, e sim, da vaca", explicou Maria Paula Corrêa, coordenadora do teatro Espaço da Arte.

As apresentações de teatro ocorreram em duas edições, uma pela manhã e outra à tarde, no Parque de Rodeio de Chiapetta. De acordo com Maria Paula, cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira pela manhã. "A gente procura mostrar desde o dia a dia do agricultor até as indústrias", explicou, ressaltando o retorno positivo por parte do público.

A parceria do grupo com o Sindilat já ocorre há dois anos. Neste ano, o grupo já passou por eventos do setor em Santo Augusto e Esteio. A atividade conta também com apoio do Fundesa, Fetag, Farsul, Seapi e Mapa. 

 Apresentações ocorreram na sexta-feira e no sábado Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

Cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

A Embrapa Clima Tempero promove, no dia 4 de outubro, o Dia de Campo Institucional do Leite junto à Estação Experimental de Terras Baixas. O evento ocorre a partir das 9 horas, no auditório da unidade, em Capão do Leão (RS). Durante o dia, serão apresentadas as tecnologias da Embrapa que ajudam a resolver as demandas do setor e promover o intercâmbio e a articulação com os diversos representantes da cadeia produtiva. A visitação para estudantes de universidades e escolas técnicas ocorrerá das 9h às 12h e a abertura oficial será às 13h. O evento deve se estender até às 17h.

De acordo com o pesquisador responsável pelo evento, Rogério Dereti, o Dia de Campo Institucional do Leite é de grande importância para Embrapa divulgar os trabalhos de pesquisa que vem realizando durante o ano. “Nós mostramos a importância das boas práticas e o que elas são”, explicou o pesquisador sobre a ação. Segundo ele, esta é uma oportunidade para os produtores tirarem as dúvidas que possuem sobre a atividade. “Mostramos soluções para os problemas do dia a dia dos produtores”, ressaltou Dereti. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) estará presente no Dia de Campo.

A Secretaria da Agricultura (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), assinou, na última sexta-feira (15/9), um convênio para implantar o Projeto Integrado de Pesquisa Agrícola e Capacitação de Agricultores, Técnicos e Extensionistas Rurais na serra gaúcha. Fazem parte do acordo a Emater, o Senar e a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O projeto tem como objetivo estabelecer ações conjuntas de pesquisa aplicada e capacitação técnica para a região da serra, utilizando a estrutura do Centro de Pesquisa Celeste Gobbato, em Fazenda Souza, distrito de Caxias do Sul.

A partir deste convênio, a ideia é desenvolver pesquisas agrícolas com foco na demanda local, futuramente servindo de base para a realização de cursos de capacitação e treinamento para os produtores. De acordo com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o projeto desenvolverá pesquisas em diversas áreas da produção agropecuária, inclusive no setor lácteo. “Todas as atividades, seja ela a produção de leite ou outras, terão espaço", garantiu Polo reforçando que o objetivo da iniciativa é fortalecer, fomentar e capacitar produtores e técnicos por meio do Senar e da Emater.

Aproximadamente R$ 7 milhões serão investidos no projeto, destinado à compra de estufas de alta tecnologia e instalação de parreiras modelo, entre outras medidas para o desenvolvimento de pesquisas, além da construção de um pequeno auditório para realização de palestras de capacitação e dias de campo. O convênio terá a participação de 50 técnicos para auxiliar cerca de 2,5 mil agricultores, produtores e técnicos rurais.

Foto: Leticia Szczesny

As diferentes qualidades gastronômicas dos queijos produzidos no Rio Grande do Sul foram alvo de aula especial na noite desta terça-feira (12/09) para os alunos do primeiro semestre do curso de tecnólogo em Gastronomia da Unisinos, no Campus de Porto Alegre. A disciplina de Ingredientes e Insumos 1, comandada pela professora Raquel Chesini, busca apresentar aos estudantes os diferentes rótulos disponíveis para execução das melhores receitas, sempre primando pela produção local e valorização dos artigos do Rio Grande do Sul. Especialista em alimentos, a médica veterinária destacou a importância de parcerias como a realizada com o Sindilat para este encontro como forma de trazer aos alunos novidades sobre o mercado e lançamentos. “É uma forma de valorizar os produtos regionais. Procuramos o sindicato com a intenção de mostrar aos alunos a diversidade de produtos fabricados no Estado”.

A programação teve início com uma explanação sobre a produção do leite, suas qualidades nutricionais e derivados. Na sequência, o chef Alexandre Reolon, representando o Sindilat, fez uma apresentação sobre os diferentes tipos de queijo produzidos pelas indústrias associadas, responsável pela captação de 90% de todo leite coletado no Rio Grande do Sul. A explanação foi acompanhada pela degustação de diferentes rótulos para estimular a diversidade sensorial dos estudantes. Os alunos experimentaram de queijos leves, como ricotas e queijo minas frescal, até queijos de paladar mais encorpado como o Gorgonzola e o Grana. A diversidade de sabores encantou os estudantes que fizeram questão de questionar o chef sobre o método produção de cada um dos queijos e as diferenciações que a qualidade do leite concedem aos queijos. Reolon ainda explicou sobre as variedades de cremes e manteigas na prática gastronômica e como o mercado oferece produtos diferenciados para preparo dos mais inusitados pratos. E ainda deu dicas de como preparar um fondue e harmonizar alguns tipos de queijos, como o Brie com geleia de frutas, pratos servidos no PUB do Queijo durante a Expointer. 

Sindilat participa de aula na Unisinos. Foto: Carolina Jardine

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta terça-feira (12/09), memorando com esclarecimentos sobre o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). O guia, elaborado em conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da pasta, foi criado após dúvidas que surgiram por parte do setor produtivo de proteína animal. A publicação, que contempla 202 perguntas e respostas, ainda aborda questões sobre procedimentos de registros de produtos e habilitação e certificação de estabelecimentos.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, a iniciativa do Mapa é fundamental para o desenvolvimento das indústrias do Estado. "São esses esclarecimentos que proporcionam as condições necessárias para atender as operações dos laticínios dentro do novo Riispoa", pontua, destacando a importância de interpretar de forma correta a legislação para poder aplicá-la da melhor forma.

O novo Riispoa faz parte da modernização e desburocratização que o ministro da Agricultura Blairo Maggi tem trabalhado com a sua equipe.

Confira o documento aqui

Representantes do setor lácteo estiveram na tarde desta terça-feira (12/9), em Brasília, para pressionar o governo federal a tomar medidas que ajudem a enxugar o excedente de produção que tem prejudicado a competitividade do segmento. Dirigentes do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Fetag, IGL, Fecoagro e Famurs participaram de reunião com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para formalizar pedido de compras emergenciais de 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de leite UHT, além de cotas para importação de produto do Uruguai. Entretanto, a comitiva não obteve uma posição do titular da pasta a respeito do pleito.

Na ocasião, ficou acordado que os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Social farão uma revisão no orçamento para ver se há possibilidade de realocar recursos para as aquisições. “Saio preocupado da reunião em função dos pronunciamentos dos ministros de não haver orçamento, apesar da expectativa de que o governo federal busque recursos para as aquisições”, disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Também participaram da audiência o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, o presidente da Dália, Gilberto Piccinini, representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do Paraná (SindileitePR) e do Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (SILEMG).

“Agora, o setor conta com o apoio dos nossos deputados em Brasília para monitorar e cobrar urgência no nosso pleito”, acrescenta Guerra. Entre os parlamentares presentes, estavam Covatti Filho, Alceu Moreira, Heitor Schuch, Elvino Bohn Gass e Dionilso Marcon. Também participou da

Dirigentes do setor lácteo participam de reunião em Brasilia. Foto: Roberto Soso

o secretário da Agricultura, Ernani Polo.

A respeito das cotas de importação de leite do Uruguai, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, propôs a criação de um grupo formado por representantes do governo e de entidades do setor para ir ao Uruguai discutir o assunto na tentativa de entender a produção do país vizinho.

Estreando na Expointer 2017, o PUB do Queijo garantiu aos visitantes da feira uma alternativa de alta gastronomia em um ambiente acolhedor em plena “terra do churrasco”. Durante os nove dias da exposição, foram consumidos mais de 500 quilos de queijo. Uma das atrações especiais que chamou a atenção de quem passou por lá foram as brusquetas finalizadas com o fogo do maçarico. Mais do que uma explosão de sabor, elas encantaram os olhos de quem viu o chef Alexandre Reolon em ação. “O projeto foi um sucesso. Tivemos casa cheia e grande aceitação, o que nos garante que a proposta, sim, encaixa-se no perfil da Expointer. O PUB do Queijo só tem a crescer”, destacou o presidente do Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra. A iniciativa foi realizada pelo Sindilat com apoio de Fetag, Farsul, Seapi, Apil, Ocergs, AGL, Fundesa e demais entidades do setor lácteo.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o PUB do Queijo também foi uma opção diferenciada para receber eventos empresariais e encontros de negócios. “Tivemos aqui um espaço de integração, onde as pessoas puderam sentar, conversar com tranquilidade e degustar diferentes variedades de queijo. Foi um lugar para sentar e relaxar em meio à correria do Parque de Exposições Assis Brasil. Quem veio gostou e voltou”, reforçou Palharini, lembrando das apresentações de violino que deram um toque de sofisticação à programação do PUB.

Além do PUB, a Boutique do Queijo também agradou, permitindo que os clientes levassem para casa seus rótulos favoritos. “Aqui, o consumidor encontrou em um só lugar o que há de melhor nos queijos produzidos no Rio Grande do Sul, uma mostra do potencial e diferencial das nossas indústrias”, salientou Guerra.

Crédito: Carolina Jardine

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