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  • GDT: Mercado internacional continua em queda e leite em pó desnatado fica abaixo de US$2.000/tonelada

    22/05/2015

    O resultado do leilão gDT desta terça-feira (19/05) apresentou queda de -2,2% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.472/tonelada.

    O leite em pó integral teve queda de 0,5%, sendo cotado a US$ 2.390/tonelada.

    O leite em pó desnatado apresentou queda ainda mais expressiva em seus preços (-3,6%), sendo cotado a US$ 1.992/tonelada. É o menor valor de leite em pó desnatado desde que o produto passou a ser ofertado no Leilão GDT e, pela primeira vez, abaixo de 2 mil dólares por tonelada.

    Com a redução da demanda chinesa e a persistência do embargo da Rússia aos alimentos de diversos países, os leites em pó continuam em patamares baixos.

    O queijo Cheddar, que nos últimos leilões havia tido um comportamento diferente dos demais produtos, com altas expressivas, caiu 7,1% finalizando o leilão a um preço médio de US$ 2.745/tonelada.

    Gráfico 1. Histórico de preços do gDT

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    Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

    O volume comercializado apresentou queda de 3% com relação ao último leilão, com 26.535 toneladas vendidas. Na comparação anual, o volume vendido no leilão foi 21% menor que em 2014.

    Gráfico 2. Volumes comercializados vs. preços médios

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    Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

    Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também apresentaram redução nos valores em relação ao último leilão para a maioria dos meses disponíveis, como pode ser visto na tabela abaixo. Os valores projetados ficaram em torno de US$2.400/ tonelada, indicando que os preços de lácteos devem permanecer baixos ao longo de 2015. (MilkPoint, com informações do Global Dairy Trade)


    Tabela 1 – Preços de leite em pó integral para entregas futuras

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    Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

  • gDT: Preços de lácteos permanecem em baixos patamares

    gdt1O resultado do leilão GDT para esta terça-feira (20/01) apresentou alta de 1% sobre o leilão anterior, com preços médios em US$2.758/tonelada. O leite em pó integral apresentou alta de 3,8%, sendo cotado a US$ 2.402/tonelada. O leite em pó desnatado também teve elevação em seus preços, de 1%, sendo cotado a US$ 2.389/tonelada.  O queijo Cheddar teve variação negativa nos preços, finalizando o leilão a US$ 2.961/tonelada., queda de 4,3%.

  • GDT: Preços internacionais continuam em queda

    02/06/2015

    O resultado do leilão gDT desta terça-feira (02/06) apresentou queda de -4,3% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.412/tonelada, o menor valor desde agosto de 2009. Esta foi a sexta queda seguida nos preços médios de produtos lácteos no leilão GDT.

    O leite em pó integral teve queda de 3,1%, sendo cotado a US$ 2.309/tonelada.
    O leite em pó desnatado também apresentou queda em seus preços (-1,3%), sendo cotado a US$ 1.982/tonelada. O produto, que no último Leilão GDT já havia apresentado seu menor preço desde que passou a ser ofertado na plataforma, alcançou mais um “recorde negativo” em seu preço.

    O queijo cheddar teve comportamento diferente dos demais produtos, fechando o leilão a um preço médio de US$ 3.055/tonelada ante o preço anterior de US$2.745/tonelada

    Gráfico 1. Histórico de preços do gDT

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    Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

    O volume comercializado apresentou alta de 4,4% com relação ao último leilão, com 27.711 toneladas vendidas. Na comparação anual, o volume vendido no leilão foi 25% menor que em 2014.

    Gráfico 2. Volumes comercializados vs. preços médios

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    Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

    Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também apresentaram redução nos valores em relação ao último leilão para a maioria dos meses disponíveis, como pode ser visto na tabela abaixo. Em agosto, inclusive, as projeções apontam para que o leite em pó fique abaixo dos US$ 2.300/tonelada.

    Tabela 1 – Preços de leite em pó integral para entregas futuras

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    Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

    A matéria é do MilkPoint, com informações do Global Dairy Trade.

  • Gerenciamento de índices e direcionamento de trabalho em fazendas de leite

    beneficios do leite para o organismoQuando visitamos propriedades realizando trabalhos de consultoria, perguntar é preciso. Com o passar dos anos aprendemos que escutar, saber ouvir e extrair informações não é tarefa tão simples assim. Perguntas adequadas para proprietários, produtores ou funcionários, são um diferencial muito importante para realização de um diagnóstico correto. A interpretação certa destas resultará em recomendações adequadas ou elaboração de um bom planejamento e plano de ação (trabalho) num trabalho de consultoria. Para que possamos realizar um bom levantamento e diagnóstico inicial, é necessário coletar muitos dados que nem sempre foram reunidos ou compilados nas propriedades, comprometendo ou atrasando algumas conclusões e direcionamento de ações. Dados isolados, levantados de forma irregular ou sem cuidados e atenção podem levam a interpretações erradas e precipitadas. Nosso trabalho, inicial, em fazendas é entender como a propriedade funciona e está organizada? De que maneira realiza seus controles? Em muitos casos conseguimos aproveitar informações. Em outros, é necessário estabelecermos metodologias e utilizarmos planilhas de coleta de dados para impormos uma organização nos processos e obtenção de dados consistentes. Muitos produtores acreditam ou atribuem o sucesso de um determinado sistema de produção pelo fato da fazenda ser “informatizada” ou ter todos os dados processados em software de gerenciamento. Temos diferentes sistemas, programas e oferecidos no mercado, mas informatizar uma fazenda é garantia ou sinônimo de “controle efetivo” de uma granja leiteira? A nossa experiência diz que não. Infelizmente, ter um repleto banco de dados é muito diferente do que ter um conjunto importante de informações. Costumamos orientar produtores a coletar dados que quando agregados possam nos levar a uma ação. Em outras palavras, um conjunto de dados armazenados em nada implica, enquanto que um conjunto de dados interpretados gera uma informação.

     

  • Governo apresenta medidas da segunda fase do ajuste fiscal

    05/06/2015

    O governo do Estado apresentou, nesta quarta-feira (3), uma série de projetos à sociedade que complementam o esforço que vem sendo feito desde o início do ano para enfrentar as dificuldades financeiras do Rio Grande do Sul. As 14 medidas da nova etapa dividem responsabilidades entre todos os setores. Dessas, 11 serão apreciadas pelo Legislativo na forma de projeto de lei ou emenda constitucional. Três são decretos do Executivo, configurando-se como medidas administrativas voltadas à melhoria da gestão e economia de recursos, como o contingenciamento dos cargos em comissão em 35%, a divulgação nominal da remuneração dos servidores do Executivo e a criação da Câmara de Conciliação de Precatórios, que permitirá a negociação direta do Estado com o credor, com desconto de 40% no valor.

    Ao entregar as proposições na Assembleia Legislativa, o governador José Ivo Sartori, acompanhado de secretários e deputados, afirmou que os projetos são “parte da caminhada da mudança estrutural do Estado”, que se iniciou no primeiro dia de governo. “É mais uma fase de muitas outras que virão. E eu repito o que tenho dito: não é obra para um homem só, nem para um governo só. Mas nós precisamos fazer a nossa parte, plantar ao menos uma semente de mudança”, afirmou.

    O governador reiterou que o Executivo busca, dessa forma, fazer com que o Estado funcione melhor “lá na ponta, no atendimento aos cidadãos, especialmente aos mais necessitados”. “Isso só vai ser possível se tivermos equilíbrio e sustentabilidade financeira”, destacou. “Tenho certeza que todos nós, mesmo com nossas diferenças políticas e ideológicas, temos o mesmo interesse de melhorar o nosso Estado. E é isso que nos une, que nos irmana, que nos solidariza”, completou. Destacou ainda a adoção de um modelo de gestão e governança, com base em indicadores e resultados, para qualificar os serviços do Estado.

    O conjunto de medidas busca avançar no enfrentamento de problemas estruturais e históricos, que vêm se agravando ao longo de 40 anos, num cenário em que a arrecadação foi menor do que a despesa quase que ininterruptamente. Na Assembleia Legislativa, essas dificuldades já foram pauta de discussões, por exemplo, na Comissão Especial para analisar a dívida do Estado com a União, em 2012, e nas gestões que debateram temas para a retomada do desenvolvimento do Estado e a convergência de esforços de todos os setores.

    Neste ano, o governo do Estado, em sintonia com as discussões propostas pelo Parlamento, também se empenhou em levar essas informações a comunidades de nove regiões nas Caravanas da Transparência. Conforme Sartori, além de preparar o Plano Plurianual, as audiências serviram para detalhar a situação das contas públicas, que neste ano deve ter um desequilíbrio financeiro na ordem de R$ 5,4 bilhões. Dessa forma, o Executivo reforça sua responsabilidade na condução do processo para liderar as mudanças que a sociedade, por meio dos seus representantes no Legislativo, considerarem adequadas.

    A necessidade de ajustes também vem na esteira de desequilíbrios enfrentados pela União, Estados e municípios que, da mesma forma, adotam medidas para transpor o cenário econômico adverso, buscando preservar serviços públicos essenciais e atender aos que mais precisam. Portanto, não é um processo isolado e que se encerra com as ações apresentadas, mas que busca o compartilhamento, convergência e coparticipação. Em 2015, o Executivo já adotou uma série de medidas tecnicamente estudadas e que buscam qualificar o gasto público, racionalizar o custeio e otimizar o quadro de pessoal. 

     

  • Governo já calcula ganho com redução da desoneração da folha

    05/06/2015

    financas empresariaisO governo conta com um ganho de R$ 3 bilhões nas receitas deste ano vindo da aprovação do projeto que reduz a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Um dos pontos mais polêmicos do ajuste fiscal, o projeto deve começar a ser votado pela Câmara na semana que vem, e a equipe econômica tentar costurar um acordo para que as alíquotas dos setores de transportes, comunicações e tecnologia da informação sejam mais baixas que as dos demais setores, em vez destas empresas não serem atingidas pelo aumento de impostos como chegou a propor o Congresso.

    A equipe econômica estima que as mudanças na desoneração da folha de pagamento entrarão em vigor em novembro. No relatório de avaliação das receitas e despesas do governo, divulgado no mês passado, a projeção de gastos para que o Tesouro compense a Previdência Social por causa da desoneração da folha de pagamentos subiu de R$ 18,1 bilhões para 22,6 bilhões. Mesmo com esta elevação, a despesa ainda está abaixo dos R$ 25,2 bilhões que o Ministério da Fazenda projetou quando anunciou a proposta de redução da desoneração. A diferença equivale ao ganho de arrecadação já esperado para 2015.

    O governo propôs ao relator do projeto de lei que tramita na Câmara, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que Picciani aumente as alíquotas de todos os setores da economia mantendo, no entanto, percentuais mais baixos para transportes, comunicação e tecnologia da informação. O assunto foi discutido na semana passada em reunião que participaram o vicepresidente e articulador político do governo, Michel Temer, e pelo menos dois ministros: Joaquim Levy (Fazenda) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

    A ideia não agradou Picciani, que continua estudando os efeitos do aumento de tributação em cada um dos 56 setores atualmente beneficiados pela desoneração e deve encaminhar um parecer que exclua alguns segmentos. "Estou buscando um ponto de equilíbrio para que se mantenha uma boa economia, princípio do ajuste fiscal do governo, e não aplicar uma dose de ajuste forte demais que seja sentida além da conta pela sociedade", afirmou o deputado.

    Na proposta da Fazenda, as alíquotas que hoje são de 1% e 2% sobre o faturamento da empresa suba para 2,5% e 4,5%. Inicialmente, Picciani havia proposto que o aumento na tributação fosse gradual e chegasse aos percentuais definidos pelo governo em 2017. Diante da negativa da Fazenda, criou-se a alternativa de preservar alguns setores das mudanças e fazer a elevação integral da alíquota para os demais.

    A dificuldade do governo para aprovar a medida não é restrita ao PMDB. Deputados de outros partidos aliados também resistem à medida e a oposição já se declarou contra a medida. No Senado, a avaliação é a de que a proposta não será aprovada nem mesmo com alterações. Os argumentos mais ouvidos são de que o próprio governo, em 2014, transformou a Por Leandra Peres e Thiago Resende | De Brasília Picciani: relator do projeto de lei na Câmara diz que há preocupação em "não aplicar uma dose de ajuste forte demais, que seja sentida além da conta pela sociedade" Política Últimas Lidas Comentadas Compartilhadas Aliados pedem volta de estilo ‘paz e amor’ de Lula 15h00 Morre o general Leônidas Gonçalves 07h47 Voto facultativo deve ser rejeitado pelos deputados. Além disso, as empresas já teriam feito toda a sua programação para o ano e mudar a regra não seria correto.

    Um termômetro da força que o lobby empresarial tem no Congresso foi a votação das mudanças no auxílio doença. O governo queria que os trabalhadores afastados por motivos de saúde recebessem seus salários da empresa por até 30 dias. Atualmente, o prazo é de 15 dias e depois disso a conta é do INSS.

    Em maio, por 229 votos a 220, esta parte do texto foi retirada da MP 664. "O governo deve enfrentar uma resistência muito grande no projeto das desonerações. A bancada empresarial é forte. A questão do auxílio doença foi uma prévia disso", avaliou o deputado Glauber Braga (PSB¬RJ).

    O auxílio doença foi um dos poucos pontos da votação das MPs do ajuste fiscal que afetavam diretamente os caixas das empresas.

    O placar da votação mostra que a oposição votou unida DEM, PPS, PSB, PSDB, Solidariedade. Já PMDB, PSD e PTB "racharam" uma parte destes partidos, que são da base de sustentação do Planalto, não seguiu a orientação do governo e votou a favor dos empresários. O mesmo aconteceu com quase todo o PP, PSC e PDT.

    A expectativa é que o projeto que reduz a desoneração da folha seja votado a partir de 10 de junho. Depois de aprovado pela Câmara, terá que passar pelo Senado, mas ao contrário das medidas provisórias, não há um prazo máximo para votação. O projeto está com pedido de urgência, o que significa que trancará a pauta das Casas depois de 45 dias, e impossibilitará a votação de outros assuntos. Ao mesmo tempo, o governo precisa cumprir uma noventena antes de iniciar a cobrança das novas alíquotas, o que quer dizer que os recursos só entram no cofre a partir de novembro se a proposta for sancionada até o fim de julho. (Valor Econômico)

  • Governo recua em cobrança de PIS/COFINS

    20/05/2015


    financas empresariaisApós pressão de empresas e bancos, o governo cedeu e recuou da taxação do PIS/COFINS sobre as receitas obtidas pela variação cambial de exportações, empréstimos e obrigações no exterior, incluindo operações de proteção ("hedge"). Ao mesmo tempo, abriu a possibilidade de as companhias mudarem o regime de tributação ao longo do ano, caso a oscilação do câmbio seja superior a 10% em um determinado mês.


    Os ajustes na medida que restituiu a cobrança do imposto sobre receitas financeiras das empresas saíram ontem no Diário Oficial. As alíquotas, que foram zeradas em 2004, passarão para 0,65%, no caso do PIS, e 4% na COFINS, a partir de 1º de julho deste ano. A elevação continua valendo, por exemplo, sobre o rendimento obtido por uma empresa na aplicação do caixa em um certificado de depósito bancário (CDB).


    A principal preocupação das empresas, contudo, era a incidência dos tributos sobre a receita com variação cambial em empréstimos externos ou operações de hedge, sem a previsão de compensação em caso de perda. O problema era ainda mais grave para as companhias que apuram os tributos pelo regime de competência, no qual o cálculo do imposto é feito mensalmente.


    O decreto mobilizou empresas e bancos, que recorreram ao governo em busca uma revisão das medidas. A principal alegação é que o imposto levaria a um aumento nos custos de captação, em um momento de alta nas taxas de juros e de estagnação da economia. Ao mesmo tempo, a medida não representaria um ganho fiscal relevante para o governo, já que as empresas se preparavam para liquidar as operações antecipadamente para escapar da cobrança.


    Além dos empréstimos, o governo recuou do aumento da alíquota do PIS/COFINS sobre operações de hedge (proteção) contra a oscilação cambial. Segundo o coordenador de tributos sobre a produção e comércio exterior da Receita Federal, Roni Peterson Bernardino de Brito, todas as formas de hedge (proteção) estão contempladas, mas "as receitas financeiras de operações especulativas continuam tributadas"
    Ainda de acordo com o coordenador, as mudanças não alteram a previsão de aumento de arrecadação de R$ 2,7 bilhões com a medida. Cerca de 80 mil empresas serão afetadas pelo decreto. "Foi verificada a necessidade de ajustes, a maioria levantada por empresas exportadoras", disse Brito. "A intenção foi blindar os exportadores."


    A decisão do governo é "muito positiva" e deve melhorar a competitividade das companhias ao buscarem recursos no mercado internacional, segundo Fabio Zenaro, gerente executivo de desenvolvimento de produtos e negócios da Cetip, que concentra o registro de operações de hedge no mercado brasileiro. "O governo assim deixa de desincentivar o hedge, o que é um sinal muito importante do ponto de vista de gestão de risco", afirma.


    Para Rafael Guedes, diretor executivo no Brasil da agência de classificação de risco Fitch, a decisão de cobrar "um pedágio tributário" nas operações de hedge deveu-se ao sentimento de um movimento mais forte de especulação, de investidores apostando contra o real. "No momento atual de correção no câmbio, as empresas precisam se proteger", diz.


    Junto com o recuo na cobrança do PIS/COFINS sobre empréstimos externos, o governo permitirá que as empresas alterem a estratégia de reconhecimento de tributos entre os regimes de caixa e competência toda a vez que o dólar apresentar uma variação mensal superior a 10%. Anteriormente, as companhias só podiam optar uma vez no ano a forma de tributação.


    O decreto prevê que as empresas façam a opção por troca de regime agora em 2015 em junho, considerando variações cambiais que ocorreram de janeiro a maio. No entanto, apenas em março, o dólar teve variação superior a 10%.


    O recuo do governo na cobrança deve evitar eventuais contestações das empresas na Justiça, segundo Carlos Eduardo Orsolon, sócio da área tributária do Demarest Advogados. "Quando as empresas optaram pelo regime de caixa ou competência no início do ano, não tinham como saber da elevação do PIS/Cofins", afirma o advogado, que também vê como positiva a revisão do decreto antes da entrada em vigor das medidas. (Valor Econômico)

  • Grãos

    grãosA alternativa de escoamento de grãos pela Região Norte do país que se desenha para os próximos anos poderá ter impacto significativo no preço dos fretes no Centro-Oeste. A expectativa é de uma redução média de 34% no custo do transporte da safra 2015/16, frente aos valores atuais, uma vez que boa parte da colheita passará a ser levada pela BR-163 ou pelo rio Tapajós até os portos de Santarém e Vila do Conde, no Pará. (Valor Econômico)
     
  • Guia sintetiza normas para auxiliar fiscalização

    25/05/2015

    68O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) lança durante a 38ª Expoleite e 11ª Fenasul, no Parque Assis Brasil, em Esteio, um documento que promete facilitar o entendimento de todas as normativas, decretos, resoluções e leis que regulamentam a cadeia produtiva leiteira. Batizado de Guia Básico de Legislação e Responsabilidade Técnica, o material foi elaborado a partir da identificação de uma “carência” de orientação entre os veterinários, que manifestavam dúvidas sobre suas atribuições. O objetivo principal do documento será o de servir como fonte de apoio a veterinários que atuam em indústrias de leite e derivados.

    O guia será distribuído na feira e, posteriormente, disponibilizado para download no site do CRMV-RS. Presidente do Conselho, Rodrigo Lorenzoni avalia o guia como um “verdadeiro passo a passo” das funções de fiscalização. E assegura que os colegas que tiverem a disciplina de tê-lo sempre por perto, ao alcance da mão, terão menor chance de erro e, consequentemente, de sofrer eventuais penalidades por falhas cometidas por falta de conhecimento adequado de suas atribuições. “Acreditamos que quanto mais bem informados estiverem, melhor executarão suas tarefas”, explicou, referindo-se aos profissionais. “A fiscalização exige a observação de uma série de normas, além do acompanhamento de todas as fases da produção.

    Nós fizemos uma compilação das principais e redigimos da maneira mais didática possível, pois nem sempre são claras”, afirma. Lorenzoni destacou ainda que o guia será útil também para empregadores e produtores, já que, ao conhecer todas as funções de um responsável técnico, os empresários, poderão cobrar resultado.

    Apesar de reforçar as facilidades que o guia irá propiciar, o coordenador Técnico de Fiscalização e Orientação Profissional do conselho, Mateus Lange, advertiu os colegas para que não deixem de se atualizar. “Ali estão os aspectos mais importantes (das leis), mas não tudo. Além disso, as normas se renovam. Eles precisam estar sempre se atualizando”, sugeriu. (Correio do Povo)

  • Hora do leite: Por que o leite coalha?

    leiteee10/04/2015

    Alguns leitores perguntaram por que às vezes o leite coalha quando a gente ferve. Hoje já é bem mais raro isso ocorrer, porém ainda acontece. 

    O constituinte do leite envolvido com a coagulação é a proteína, a caseína do leite. Quando ela coagula a gente diz que o leite “coalhou” ou “talhou”. E porque a proteína coagula? Acontece que a proteína gosta de estar em temperatura ambiente e também gosta que um leite esteja em um pH neutro, próximo ao da água.

  • IBGE: captação de leite cresceu 5% em 2014

    01111O IBGE divulgou nesta quinta-feira (19/3) os dados referentes à captação de leite nos últimos três meses de 2014. No 4º trimestre de 2014 foram adquiridos pelas indústrias processadoras de leite 6,5 bilhões de litros do produto, queda de 0,2% sobre o 4º trimestre de 2013 e aumento de 4,8% sobre o 3º trimestre de 2014. A industrialização, por sua vez, foi de 6,5 bilhões de litros, refletindo em aumentos de 0,1% sobre o mesmo período de 2013 e de 4,8% sobre o 3º trimestre de 2014. No comparativo entre o 4º trimestre de 2014 e o trimestre imediatamente anterior houve aumento da aquisição de leite em todas as regiões, à exceção da Sul, com queda de 3,4%. No Sul a queda foi puxada pelo Rio Grande do Sul (-10,2%). As regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores variações positivas, respectivamente 7,1%; 18,5% e 17,1%. A aquisição de leite registrou aumento no Nordeste (11,2%), no Centro-Oeste (2,0%) e no Sul (0,4%) no comparativo entre os 4os trimestres de 2013 e 2014. O Sudeste e o Norte reduziram suas aquisições em percentuais relativos a 2,5% e 3,9%. A aquisição de leite no ano de 2014 foi de 24,7 bilhões de litros, um aumento de 5,0% sobre o volume registrado em 2013. Tomando os últimos 15 anos, a produção de leite mais que dobrou, mantendo-se continuamente crescente. Em termos regionais e mantendo ainda o comparativo entre 2013 e 2014, todas as regiões apresentaram aumento da aquisição de leite, exceto o Norte, com redução relativa de 3,2%. A disponibilidade per capita de leite, que leva em conta a produção de leite (nesse caso utilizamos a captação do leite, devido à disponibilidade dos dados. Tal análise não abrange o leite informal), o saldo da balança comercial de lácteos (exportações menos importações) e o crescimento da população apresentou crescimento anual de 1% em 2014. No entanto, nos dois últimos trimestres do ano, este indicador teve redução de -0,9% no terceiro trimestre e de -3% no quarto trimestre.  Mesmo com esse panorama de redução na disponibilidade per capita no final de 2014, os preços de leite iniciaram 2015 com valores abaixo dos praticados nos anos anteriores, o que indica que o consumidor não vem apresentando aumento no consumo de leite. (As informações são do IBGE e do MilkPoint)

  • Importação e Exportação de lácteos

    Veja o comparativo de importações e exportações de lácteos. Para maiores detalhes, solicitar tabela completa ao Sindilat. (Fonte: Mdic, Elaborado pelo Sindilat)

    import export

  • Importação preocupa Cadeia leiteira do RS

    29/04/2014

    O desequilíbrio entre exportações e importações de produtos lácteos no primeiro trimestre do ano acendeu o que o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, define como “alerta do setor”, que vai pedir “medidas corretivas” às autoridades.

    Será mobilizada a bancada gaúcha para pedir ao governo federal que dificulte a entrada do produto no mercado interno ou busque mais alternativas para vender o excedente no exterior. Levantamento de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior feito pelo Sindilat mostra que, no primeiro trimestre deste ano, o Brasil importou 28,8 milhões de quilos de lácteos, ao custo de 100,5 milhões de dólares, volume e valores superiores aos 22,5 milhões de quilos e 95,5 milhões de dólares do mesmo período de 2014.

    Ao mesmo tempo, as exportações foram bem menores e decrescentes, caindo de 21,7 milhões de quilos, com ingresso de 78,7 milhões de dólares, para 13,9 milhões de quilos a 51,8 milhões de dólares. Guerra observa que o Brasil produz mais de 36 bilhões de litros de leite por ano e está no caminho de se tornar autossuficiente e exportador, situação que não combina com os atuais números da balança comercial.

    Para o dirigente, essas importações acabam desregulando o mercado interno, tirando a margem da indústria e prejudicando os produtores também. “Entendemos que está entrando mais do que é preciso e tem que haver controle”, ressaltou.

    Segundo Guerra, no mercado interno o preço do leite longa vida reagiu e o do leite em pó ainda precisa melhorar. “Entrando produto de fora aumenta a oferta e fica difícil recuperar o preço”, salienta. “Os órgãos brasileiros têm que trabalhar protegendo a cadeia láctea brasileira”, reiterou Guerra. O secretário da Agricultura, Ernani Polo, considera a questão “muito preocupante”, pois entende que ampliar importações no momento em que há crescimento na produção significa dificultar o escoamento do produto em todo o país.

    A situação é mais crítica para o Rio Grande do Sul, que envia 60% de sua produção para outros estados e para fora do país. As compras no exterior, mesmo que feitas por outros estados, dificultam a circulação do produto gaúcho. Polo frisa que é preciso conscientizar o governo brasileiro da importância que o setor leiteiro tem na economia do país e da necessidade de reduzir a importação. (Correio do Povo)

    volume

    Tabela Importação/Exportação 1º Trimestre 2014/2015 em Volume (litro):

    volume dois

    Dias de produção do RS correspondente à diferença exportação/importação:

    volume tres

    Dados: MDIC

  • Índia: ambição da indústria de lácteos é alta, mas oferta de alimentos animais é um problema

    20/05/2015

    A Índia quer dobrar a produção doméstica de leite até 2027, mas a quantidade limitada de alimentos animais e a qualidade dos concentrados são alguns dos obstáculos a serem superados.

    Isso foi o que explicou Adriaan Vernooij do Wageningen University & Research centre (WUR), na Holanda. A WUR está envolvida com vários projetos na Índia e pode falar com experiência.

    O setor de lácteos da Índia fornece muitas oportunidades. Não somente é o maior produtor de leites diversos do mundo (140 milhões de toneladas, 17% da produção global de leite, principalmente vindo de muitos pequenos produtores) com um mercado consumidor aumentando rapidamente, o Plano Nacional de Lácteos da Índia pretende dobrar sua produção durante 2012-2027. “Isso cria excelentes oportunidades para companhias com experiência em lácteos, como a indústria de lácteos holandesa”. A produção de leite na Índia viu um crescimento estável nos últimos 10 anos.

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    Apesar de a Índia ter a maior estação de sêmen bovino do mundo, a criação ainda não está totalmente desenvolvida e as conquistas dos serviços de inseminação artificial são pobres. Ao mesmo tempo, fatores religiosos evitam o uso eficiente de bovinos (vacas velhas ou não produtivas não são descartadas do rebanho). Especialmente as fazendas menores operam em um mercado ineficiente e informal. “Uma cadeia refrigerada e um setor de processamento inadequados causam perdas de produtos. Esses são problemas que devem ser levados em consideração quando se fizer negócios na Índia”.

    Para aumentar a produção, mais alimentos animais frescos e concentrados de qualidade são necessários. O Plano Nacional de Lácteos na Índia formulou diferentes estratégias para conseguir dobrar a produção de leite nos próximos 12 anos. Um importante é o alimento animal. “A disponibilidade de alimentos verdes na Índia é limitada. Com terra limitada para o cultivo de alimentos animais, há necessidade de focar na melhora da produtividade de colheita e terras comuns de pastagens. Além disso, é importante ter um bom sistema para conservar o excedente de alimentos verdes para aumentar a disponibilidade durante o período de baixa”, de acordo com o Conselho de Desenvolvimento Nacional de Lácteos.

    Uma importante abordagem é ter sementes de qualidade. O plano é ter sete novas unidades de processamento de sementes na Índia. Além disso, a produção de concentrados pode ser intensificada em termos de qualidade.

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    Há também necessidade de melhor foco na cria e na nutrição. A Índia também quer melhorar a cadeia total de processamento de lácteos. Dessa forma, o uso de leite fresco pode ser melhorado.

    Vernooij também disse que construir relações na Índia leva tempo. Quando se constrói relações com parceiros na Índia, as capacidades são testadas várias vezes, antes de um vínculo de confiança ser estabelecido e o investimento começar a compensar. Mas os fatos são claros: o crescimento no setor de lácteos da Índia é maior do que o crescimento médio mundial para lácteos (4,4% comparado com 2,2%). Alguns projetos grandes estão sendo estabelecidos na Índia, com capacidades entre 500 e 5.000 vacas leiteiras. Alguns são bem-sucedidos, alguns não são. Se o país será capaz de dobrar sua produção, veremos em um futuro próximo. (MilkPoint)

  • Indústria de lácteos busca novos mercados

    18/05/2015

    Durante o programa Guaíba Correio Rural, apresentado pelo jornalista Otto Bede, que foi ao ar neste sábado (16/05) na rádio Guaíba, o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, ressaltou a importância dos temas “exportação” e “qualidade” que serão discutidos durante a 38ª Expoleite e 11ª Fenasul, que acontecem de 27 a 31 de maio, no Parque Assis Brasil, em Esteio.

    O Rio Grande do Sul, com cerca de 121 mil produtores, produz 4,6 bilhões de litros de leite por ano, sendo o segundo maior produtor do país. O RS teve, nos últimos 10 anos, crescimento de 103%, o dobro do Brasil, que cresceu 56%. A produção gaúcha de leite corresponde a 13% da produção brasileira. “Em breve seremos autossuficientes e desde já precisamos buscar novos mercados”, disse Guerra. Hoje, 60% da produção gaúcha é vendida para outros estados, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro.

    Segundo ele, o fim das cotas de leite na União Europeia impõe que o setor lácteo brasileiro se torne mais competitivo. “O Rio Grande do Sul, como o segundo maior produtor nacional, pode ter papel de destaque nesse novo cenário. Plantas industriais do Estado já estão certificadas ou em processo de qualificação para venderem produtos lácteos no Exterior. ”

    Para o secretário executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, que também participou do programa Guaíba Correio Rural, o consumo de derivados lácteos como queijo e iogurte ainda é bem menor no Brasil, se comparado com Argentina e França, por exemplo. “Enquanto o consumo de queijo no Brasil é de quatro quilos per capita/ano, na Argentina é de 11 quilos per capita/ano e na França, 26 quilos. “Portanto, existe espaço para o setor crescer. Para isso, precisamos criar incentivos para a modernização do parque industrial e campanhas institucionais para o aumento de consumo e a modernização na legislação para divulgação dos produtos lácteos”.

    O presidente da Associação os Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), Marcos Tang, que também participou do programa Guaíba Correio Rural, disse que o produtor deve buscar a qualidade de seu rebanho, com a consequente valorização do leite produzido. “A indústria vai agregar valor e este leite. Com a vaca registrada, rastreabilidade, vamos abrir novos mercados. A fidelização da cadeia láctea passa pelo produtor até o consumidor. ”

    A Gadolando, juntamente com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do RS, patrocina a 38ª Expoleite e 11ª Fenasul. Tang ressaltou a importância dos patrocinadores - entre eles o Sindilat -, e apoiadores para o bom andamento do evento. “O objetivo é refletir o melhor possível um segmento da importância do leite. ”

    Neste ano, a novidade fica com o espaço Mundo do Leite, dentro do Pavilhão de Gado Leiteiro, voltado a proporcionar aos jovens contato com a realidade do segmento leite. O estante Mundo do Leite levará os visitantes a um passeio por toda a produção do setor, desde a propriedade rural até o consumidor final. Serão apresentadas todas as etapas pelas quais o produto passa, destacando os processos de boas práticas. A projeção será acompanhada por técnicos que irão interagir com o público infantil. Os visitantes, ao final, serão convidados a degustar produtos lácteos. (ComEfeito Comunicação Estratégica)

    CONSUMO DE DERIVADOS PER CAPITA 2012

  • Inovação, o plástico comestível da Embrapa

    04/05/2015


    195248 tecnologiaAlém dos grandes tratores, colheitadeiras, aviões e helicópteros, que predominam na Agrishow, aqui em Ribeirão Preto, também há espaço para a inovação tecnológica em todos os segmentos do agronegócio, da produção, da industrialização, da embalagem e da distribuição de alimentos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, mostra o resultado de suas pesquisas, inclusive uma que está chamando muita atenção, sobre o desenvolvimento do plástico comestível, com uma infinidade de aplicações. Seu desenvolvimento aproveita rejeitos de alimentos, como tomate, beterraba, cenoura, mamão e maracujá e, ao ser usado, envolvendo de pizzas a aves, não precisa ser descartado na hora do preparo dos alimentos.


    A Embrapa Instrumentação, de São Carlos (SP), está usando sobras de goiaba e espinafre. A pesquisa já custou R$ 200 mil, e o produto resultante substitui o material sintético e tem a mesma resistência e textura dos plásticos convencionais. Como pode ser ingerido, terá vários usos na indústria de embalagens. Sachês de sopa, por exemplo, vão direto à panela com água fervente.


    O envoltório de aves já pode conter o tempero. Os plásticos comestíveis também aumentam o tempo de vida dos alimentos nas prateleiras, com a adição de quitosana — um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, que tem propriedades bactericidas. O chefe-geral da Embrapa Instrumentação e coordenador da pesquisa, Luiz Henrique Capparelli Mattoso, garante que o trabalho de desenvolver filmes a partir de frutas tropicais é pioneiro no mundo, por utilizar rejeitos da indústria alimentícia. “Isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada”, afirma Mattoso. (Jornal do Comércio)

  • Interleite Sul 2015 terá palestra sobre a Aliança Sul Láctea Brasileira

              A Aliança Sul Láctea Brasileira será tema de uma palestra do Interleite Sul 2015, que acontecerá nos dias 18 e 19 de junho, no Recanto das Cataratas, em Foz do Iguaçu/PR. O assunto será apresentado por Ronei Volpi, que é coordenador do fórum e presidente da Comissão de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

             Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, juntos, são responsáveis por 33% da produção brasileira de leite com 11 milhões de toneladas de leite por ano. Com problemas e oportunidades comuns, os três estados do Sul se uniram e criaram, em 2014, a Aliança Sul Láctea Brasileira para fortalecer e consolidar a cadeia produtiva do leite.


             O coordenador da Aliança Sul Láctea Brasileira, Ronei Volpi, explica que este fórum permanente congrega produtores, governo e indústrias em busca de um desenvolvimento harmônico do setor. “O objetivo a curto e médio prazo é a harmonização do ambiente produtivo, industrial e comercial dos três estados, criando o início de um bloco fornecedor de leite e derivados com qualidade para os mercados interno e externo, o que reverterá em sustentabilidade para produtores e indústrias”, esclarece.


            Um grande desafio da produção leiteira no Sul do país é homogeneizar a qualidade do leite, aumentando os padrões de qualidade de produção de milhares de pequenos produtores. “Para isso é primordial o aporte de assistência técnica qualificada e a capacitação do produtor. Além disso, a qualidade do leite precisa ser remunerada por meio da expansão dos programas de pagamento por qualidade das indústrias do setor, e estas, a maioria de pequeno porte, precisam de requalificação para buscar inovação e melhoria da qualidade dos produtos, visando o mercado interno e externo”, explica Ronei Volpi.


            Inicialmente foram identificados os principais problemas da cadeia e em seguida foram constituídos cinco grupos temáticos, cujos componentes estão construindo um plano de trabalho com propostas para sanar esses problemas. São eles: Grupo 1 – Qualidade do Leite e Programas de Pagamento por Qualidade; Grupo 2 – Geração e Transferência de Tecnologia, Assistência Técnica e Qualificação Profissional; Grupo 3 – Saúde Animal, Inspeção e Conformidade Legal; Grupo 4 – Organização Setorial e Relações Institucionais e Entre os Elos da Cadeia e Grupo 5 – Política Tributária e Desenvolvimento Industrial (Gestão Industrial e de Logística) e de Mercado. (Milkpoint)

  • Irlanda registra aumento de 14,5% na produção de leite no primeiro mês sem cota

    08/06/2015

    A Irlanda registrou um forte aumento na produção de leite no primeiro mês após a abolição das cotas de produção da União Europeia (UE) no mês passado.

    Estatísticas oficiais recentemente publicadas pelo Serviço Central de Estatísticas (CSO) do país mostram que a produção de leite aumentou em 14,5% em abril comparado com o mesmo mês do ano anterior.

    A produção doméstica foi estimada em 775,5 milhões de litros em abril desse ano, 14,5% a mais que em abril de 2014, quando foram produzidos 677,5 milhões de litros. Os dados de abril mostram que o leite total vendido para consumo humano caiu em 1,9%, para 36,2 milhões de litros com relação ao mesmo mês de 2014. A produção de manteiga aumentou em 15,3%, para 19.900 toneladas.

    As cotas de produção de leite, impostas na UE desde 1984, limitaram a produção total do país nos últimos 31 anos. A expansão na produção de leite que está acontecendo agora deverá resultar em um impulso significante para a economia rural do país.

    O presidente do Comitê Nacional de Lácteos da Associação de Produtores Rurais da Irlanda, Sean O’Leary, disse que as tendências de prazo mais longo agora dependerão da lucratividade da produção de leite, que atualmente está sendo desafiada por preços do leite consideravelmente mais fracos.

    O Governo acredita que cerca de 10.000 empregos diretos e indiretos poderão eventualmente resultar na economia irlandesa devido à produção extra gerada pelo fim das cotas. (Milkpoint)

  • Juro do cartão se aproxima dos 300% ao ano

    12/05/2015

    cartaodecreditoO cenário de maior inflação, aumento de juros e expectativa de maior inadimplência levaram a um novo aumento dos juros do cartão de crédito. A alta de abril, a terceira seguida neste segmento, fez a taxa chegar a 12,14% ao mês ou 295,48% ao ano, o que significa dizer que uma dívida de R$ 1.000,00 no cartão, 12 meses depois, se transforma em R$ 3.954,89. Essa é a modalidade de crédito mais cara para a pessoa física, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

    Das seis linhas de crédito pesquisadas, todas tiveram suas taxas de juros elevadas no mês: crediário; cartão de crédito rotativo; cheque especial, CDC financiamento de veículos; empréstimo pessoal em bancos; e empréstimo pessoal em financeiras. Com todas essas altas, a taxa de juros média da pessoa física passou de 6,71% ao mês (118,00% ao ano) em março deste ano para 6,77% ao mês (119,48% ao ano) em abril, o maior valor desde julho de 2011.

    Na avaliação do diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o atual ciclo econômico faz com que os bancos fiquem mais criteriosos. Esse cenário tem como pano de fundo a redução da renda das famílias, que estão com menos verba disponível para saldarem dívidas.

    Além disso, há a expectativa de aumento das taxas de desemprego. “Tudo isto somado, e o fato de que as expectativas para 2015 são igualmente negativas e uma tendência de aumento para compensar perdas”, avaliou.

    Para Oliveira, como o Banco Central (BC) deve continuar elevando a Selic, que atualmente está em 13,25% ao ano, os juros para o consumidor continuarão elevados. A alta também é sentida pelas empresas. A taxa da pessoa jurídica passou de 3,89% ao mês (58,08% ao ano) em março para 3,97% ao mês (59,55% ao ano) em abril, a maior desde novembro de 2011. (Jornal do Comércio)

  • Lactalis retoma campanha dos mamíferos da Parmalat

    11/05/2015

    ceuws6xwgaeznhs.jpg largeA volta dos mamíferos à TV aberta, a mais cara das apostas de mídia, não quer dizer que a Lactalis, dona da marca Parmalat do Brasil desde agosto de 2014, esteja despejando um caminhão de dinheiro novo para reerguer a marca, que já foi líder isolada de mercado no País. Pelo contrário: o retorno da Parmalat será paulatino, afirma o presidente da Lactalis na América Latina, Patrick Sauvageot. “A Parmalat era uma empresa quebrada.” Segundo o executivo, a companhia será reerguida aos poucos, às custas de muita negociação.

    Na década em que ficou nas mãos da LBR, a Parmalat, que chegou a ter 15% de um mercado bastante pulverizado nos anos 90, à frente de gigantes globais como a suíça Nestlé e a francesa Danone, viu sua situação se deteriorar. As dificuldades financeiras reduziram a participação de mercado a cerca de um quarto do que já foi – está em 3% ou 4%, segundo diferentes consultorias.

    A Lactalis, que está investindo agressivamente no mercado de lácteos brasileiros, pagou barato pelas quatro fábricas da Parmalat: R$ 250 milhões. Para ficar com a Elegê e a Batavo, que estavam nas mãos de um grupo local saudável (a BRF, dona da Sadia e Perdigão) teve de desembolsar sete vezes mais: R$ 1,8 bilhão.

    Mesmo assim, a Parmalat é a grande aposta da Lactalis para brigar pela liderança no mercado brasileiro. Isso porque, mesmo com os problemas que sofreu nos últimos anos, a Parmalat é uma marca mais lembrada do que a Batavo ou a Elegê, segundo o executivo da gigante francesa. Além disso, é forte em todo o Brasil, enquanto os outros rótulos são considerados mais regionais. Fontes de mercado estimam que, com a incorporação dos ativos da BRF, a Lactalis já ocupe a segunda posição do setor, atrás apenas da Nestlé.

    Desde que o Cade aprovou a compra da LBR, em outubro do ano passado, a Lactalis se dedicou a conhecer os desafios relacionados ao relançamento da Parmalat. Antes de pensar no marketing, porém, precisou trabalhar em uma questão mais básica: a garantia de qualidade do produto. Reviu processos, trocou fornecedores, reestruturou a distribuição e também procurou dar tranquilidade aos funcionários, que por anos trabalharam em uma empresa ameaçada de fechar as portas. Com esse dever de casa adiantado, a companhia começou a pensar na volta à mídia.

    Havia só um problema: a matriz não havia liberado verba suficiente para uma campanha publicitária em larga escala. Precisava de alguém que estivesse disposto a acreditar no projeto. Segundo apurou o Estado, o executivo, além de ter recursos limitados, queria usar as agências que são parceiras globais da Lactalis.

    Queria especificamente o publicitário Ehr Ray, que criou a campanha original dos Mamíferos, em 1996. Fontes de mercado dizem que o apelo à memória afetiva deu resultado. A remuneração da BETC, agência da qual Ray hoje é sócio, está baseada principalmente na “taxa de sucesso”. Quanto mais leite a Parmalat vender, maior é o valor recebido pela agência.

    Por enquanto, a Parmalat se limitará a um portfólio de produtos reduzido, segundo Sauvageot. Alguns tipos de leite longa¬vida, incluindo um sem lactose, um achocolatado, creme de leite e leite condensado. A terceirização da marca para outras categorias, como biscoitos, deverá ser descontinuada. O mesmo ocorrerá com as gelaterias que levam o nome Parmalat. Entre os objetivos da marca está seu retorno ao segmento de iogurtes, no qual a gigante francesa vê boas oportunidades.

    Apesar dos problemas econômicos que enfrentou tanto no Brasil quanto na Itália (a matriz, aliás, está nas mãos da Lactalis desde 2011), a relação do brasileiro com a marca não foi afetada , segundo o consultor Marcos Gouvêa de Souza, da GS&MD. “Os problemas internos não respingaram na reputação da Parmalat.”

    Para o especialista em marcas Maximiliano Tozzini Bavaresco, da Sonne Branding, os “mamíferos” são um clássico do marketing brasileiro. É um “ativo” que pode mais uma vez ajudar a companhia. “As pelúcias da Parmalat foram a maior promoção de troca de brindes já feita no Brasil”, lembra Bavaresco, referindo¬-se aos 17 milhões de unidades distribuídas nos anos 90. “A marca tem esse patrimônio. As crianças daquela época são os pais e mães de hoje. Eles podem estar dispostos a voltar a consumir algo que traz uma boa lembrança. ” (Jornal O Estado de São Paulo)

Sindilat

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados
do Estado do Rio Grande do Sul

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