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  • Cosulati obtém habilitação para exportar produtos lácteos

    19/05/2015

    A Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios – Cosulati está apta a fazer a exportação de produtos lácteos. A Unidade de Beneficiamento de Leite da cooperativa, em Capão do Leão (zona sul do Estado), obteve junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a habilitação para exportar produtos lácteos UHT, leite em pó e farinhas lácteas.

    Unidade de Laticínios Capão do Leão

    Com a habilitação, a unidade poderá exportar esses produtos para países do Mercosul e da chamada Lista Geral. Para o diretor-executivo da Cosulati, Raul Amaral, a obtenção da habilitação para exportação dos produtos soma-se aos esforços da cooperativa em agregar valor à produção dos cooperados através do alcance de novos mercados, com foco na qualidade e excelência. “Foi uma grande conquista de nossa cooperativa e de toda a equipe, planejada e almejada desde o primeiro tijolo da construção da nova fábrica.


    Essa conquista irá nos propiciar o desenvolvimento de novos produtos que atendam esse fim e viabilizará a entrada em novos mercados”, afirma. De acordo com o gerente da Unidade de Laticínios, Airton Seyffert, a obtenção da habilitação para exportação “veio coroar um trabalho de longo tempo desenvolvido tanto na indústria como junto aos produtores”. Os processos foram focados nos programas de melhoria contínua em toda a cadeia produtiva. Isso assegurado, a planta obteve junto ao Mapa a classificação "A", pré-requisito básico para solicitação das auditorias visando à habilitação da planta industrial para o comércio exterior.


    Os produtos hoje industrializados já estão presentes em todo o Brasil. Para o gestor adjunto da cooperativa, Jones Raguzoni, “a habilitação recebida permitirá a novos mercados e consumidores conhecerem a qualidade dos produtos da Cosulati, os quais os consumidores brasileiros estão acostumados a apreciar". (Viviane Vencato Kopereck Retzlaff – Jornalista - DRT/RS 16288 com participação ComEfeito Comunicação estratégica)

  • PIS/COFINS: Senado aprova alteração da tributação da cadeia do leite

    03/06/2015

    Eleva as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep - ¬Importação e da Cofins¬-Importação. O texto aprovado pelos parlamentares comtempla o pleito do setor cooperativa produtor de leite nos artigos 4º e 5º que tratam sobre a questão do PIS/Cofins do leite.

    Alteração
    A matéria altera a Lei nº 11.051/2004, que versa sobre o desconto de crédito na apuração do PIS/Cofins, permitindo às cooperativas o aproveitamento dos créditos presumidos, como já ocorre com as sociedades empresárias. A medida também realiza modificações na lei que dispõe sobre a redução das alíquotas do PIS/Cofins, possibilitando a monetização dos créditos.

    Compensação
    Assim, caso sancionada, a matéria traz a possibilidade, para o futuro, de pessoas jurídicas (incluídas as cooperativas) poderem tanto compensar os créditos com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela Receita Federal, quanto ressarcir em dinheiro, observada a legislação aplicável em ambos os casos.

    Inclusão
    Tais alterações foram incluídas na Medida Provisória pelo relator da matéria, deputado Manoel Junior (PB), que acatou emenda apresentada pelo Sistema OCB, por intermédio do deputado Raimundo Gomes de Matos (CE), que solicitava alteração na Lei nº 11.051/2004.

    Última tentativa
    Cabe lembrar que, na última tentativa de aprovação do pleito, na Medida Provisória nº 656/14, convertida na Lei nº 13.097/2015, o governo vetou a matéria, comprometendo-¬se a discuti¬la em outra oportunidade. (Terra Viva)

  • RS tem maior taxa de formação de mestres e fica em segundo lugar em doutorado

    20/04/2015

    financas empresariaisO Rio Grande do Sul apresentou, em 2013, a maior taxa de formação de mestres entre os seis estados brasileiros mais industrializados. Com relação à formação de doutores, o Estado ficou em segundo lugar, atrás apenas de São Paulo. A conclusão é de uma análise desenvolvida pelo economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) Lívio Luiz Soares de Oliveira, considerando o número de pessoas tituladas por 100 mil habitantes, nos anos de 2000 e 2013.

    O capital humano - afirma o economista - tem papel fundamental no crescimento de qualquer economia. Para o pesquisador, “o mestrado e o doutorado possuem peso decisivo, pois são elementos indispensáveis para o avanço da fronteira da ciência e da inovação, possibilitando a criação de novos produtos, processos e serviços”.

    Segundo o economista da FEE, o resultado positivo pode ser explicado por dois fatores. Primeiro, porque em 2000 o Rio Grande do Sul já possuía um indicador relativamente robusto sobre os demais estados selecionados. Segundo, nos anos de 2000 a 2013, a evolução desse indicador foi significativa (164,9%). São Paulo, o estado mais industrializado, mostrou crescimento de 63,1% ao longo do período, com evolução de 17,1 mestres por 100 mil habitantes, em 2000, para 28 em 2013. (Governo RS)

  • ‘Mundo do Leite’ demonstra processo ao público infantil

    20/05/2015


    crianças e leiteO Mundo do Leite, espaço que será destinado ao público escolar urbano, espera receber mais de 400 crianças durante a Fenasul. “Queremos demonstrar a qualidade do produto processado”, explica o presidente do Conselho Técnico Operacional para Pecuária de Leite do Fundesa, Jorge Rodrigues. A intenção é apresentar, de forma didática, o processo de produção do leite, desde a propriedade, passando pela indústria, até chegar no consumidor. A iniciativa tem apoio da Farsul, Sebrae, Senar e Sindilat.

    A Gadolando enviou convite às secretarias de Educação de Canoas, Nova Santa Rita, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Esteio, Viamão e Porto Alegre. Mas todos que forem até o espaço serão atendidos, inclusive adultos. Por meio da exibição de um vídeo explicativo de cinco minutos, as crianças vão conhecer todas as etapas pelas quais o produto passa: alimentação dos animais, manejo do rebanho, ordenha, higienização, testes de rotina, conforto e bem-estar animal, transporte da matéria-prima, análises e industrialização.

    A projeção será acompanhada por técnicos que irão interagir com o público infantil, esclarecendo dúvidas. O material já foi apresentado em outros eventos, com o nome de Vitrine do Leite, mas para adultos. Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o espaço Mundo do Leite dará destaque aos processos de boas práticas e às novas tecnologias de coleta de leite. Ao final, as crianças serão convidadas a degustar produtos lácteos. (Correio do Povo)

     

  • A Argentina perdeu a liderança do mercado chileno de lácteos

    Milk SplashCom dados oficiais do Departamento de Estudos e Políticas do Chile, a Argentina perdeu a liderança do mercado de chileno de lácteos que agora está nas mãos da Nova Zelândia. Briga com os Estados Unidos pelo segundo lugar. Em 2013 as exportações argentinas de lácteos para o Chile foram de US$ 63,1 milhões, um valor equivalente a 28,8% do total, e ficaram em segundo e terceiro lugar, Nova Zelândia e Estados Unidos, respectivamente, com 27,3% e 21,9%. Mas, em 2014, a Nova Zelândia faturou US$ 68,2 milhões com exportações para o Chile, e ampliou para 30,3% sua participação no mercado, enquanto a Argentina e Estados Unidos ficaram com 21,5% e 21,1%, respectivamente. O Uruguai também aproveito a retração da Argentina para crescer, passando suas exportações de US$ 5,52 milhões, em 2013 (2,5% do total) para US$ 15 milhões em 2014 (6,7%). 

  • A arte de transformar alimentos em estrelas de vendas

    20/04/2015

    gGordura é bom para a saúde, adoçante artificial não é, e farinha de grilo e outros insetos é um alimento real vendido como uma fonte saudável de proteínas em barras de cereais.


    Empresas de alimentos e supermercados contam com as nossas mudanças de um hábito alimentar para outro para lucrar com uma oferta constante de produtos feitos sob medida para novos gostos.


    Mas prever esses hábitos é complicado. Alguns desses novos alimentos ou tendências de saúde se tornam parte do cotidiano, como o cappuccino, enquanto outros, como a goma de cafeína, são um fiasco.


    Predizer qual vai fracassar e qual terá sucesso — e identificar uma tendência ascendente ou descendente — se tornou especialmente importante para grandes empresas de alimentos à medida que os consumidores estão trocando seus alimentos favoritos por outros considerados saudáveis ou “premium”. Nos Estados Unidos, por exemplo, no geral, as vendas de alimentos ficaram estáveis em 2014 ante o ano anterior, enquanto os alimentos contendo atributos saudáveis como “livre de glúten”, “orgânico” e “sem transgênicos” cresceram 13%, segundo dados de vendas da Nielsen.


    Os consumidores recentemente começaram a beber leite integral quase tão frequentemente quanto o desnatado, de acordo com a Nielsen. A manteiga e os ovos voltaram ao cardápio depois de anos de vendas em queda devido a dietas de baixa gordura e receios quanto ao colesterol. Ovos agora voltaram a ser considerados uma fonte de proteína boa e barata.


    Tendências de comidas normalmente avançam de forma previsível. Uma nova moda culinária frequentemente aparece primeiro na cozinha de um chef criativo, em um restaurante étnico ou são inventadas por proprietários excêntricos de pequenas empresas de alimentos, diz Kimberly Egan, diretora-presidente da CCD Innovation, uma empresa de estratégia para alimentos e bebidas que criou o modelo normalmente usado de linha de tempo para tendências alimentares com cinco estágios. Alimentos como açaí, kimchi (um condimento típico da culinária coreana), açúcar de coco, grãos germinados e hambúrgueres de alta qualidade ficaram populares dessa forma.


    No estágio inicial, quase tudo pode ter seu dia de glória. A farinha de grilo está agora sendo vendida por um punhado de pequenas empresas como proteína barata que é melhor para o meio-ambiente do que os bois e as galinhas. Insetos são alimentos comuns em todo o mundo e transformá-los em farinha e disfarçados em barras de cereais, tornarão os grilos palatáveis para mais pessoas, dizem os fãs do ingrediente. É o “estágio zero” da tendência, diz Egan.


    Se esse alimento passar para o próximo estágio, ele aparecerá, por exemplo, em blogs de alimentos e em lojas de produtos de cozinha de alto padrão. Mais tarde, ele pode entrar para os cardápios de redes de comida casual e em programas de culinária na TV, diz Egan. A tendência normalmente atinge os sites de receitas antes de finalmente terminar em redes de fast-food e nas prateleiras de supermercados, diz ela. A quinoa e a semente de chia são alimentos que já atingiram esse nível.

    Para as grandes empresas, o truque é aderir às tendências rapidamente, mas não tão rápido para que elas não comprometam a linha de produção com uma moda que termina sendo passageira. Em empresas como a Campbell Soup Co. CPB +0.54% e a General Mills Inc., GIS +0.86% empregados analisam dados de vendas de alimentos, leem pesquisas de tendências e de saúde e buscam na internet indicações de tendências, um processo que chamam de “escuta social”.

    A proteína é um exemplo da nuance necessária nas interpretações de tendências. O típico amante de carne consome bastante, mas mesmo assim muitos consumidores querem proteínas vindas de outras fontes, especialmente em momentos não tradicionais como no café da manhã e no lanche da tarde, dizem pesquisadores de alimentos. As empresas estão inundando as prateleiras de supermercados com barras de cereal, bebidas e cereais matinais cheios de proteína vegetal e ressaltando [a existência de proteína] nos rótulos de produtos como salsichas e doces. Os americanos compraram no ano passado US$ 16 bilhões em alimentos com rótulos indicando a presença de proteína, uma alta de 5,3% no ano, segundo a Nielsen.


    Mas consumir mais proteína vegetal de soja ou de ervilhas e menos proteína animal ainda não é um hábito amplamente aceito, diz Michael Goodman, diretor de inovação da Campbell’s. Os cientistas da empresa têm acompanhado pesquisas acadêmicas e orientações nutricionais do governo dos EUA que recomendam o consumo de menos proteína animal, na expectativa de que a pesquisa faça os consumidores migrarem para dietas mais a base de vegetais, diz Goodman.


    Para aproveitar a tendência, a Campbell’s começou no ano passado a vender barras e “shakes” de proteína V8 Protein que contêm proteína de ervilha, de soja, de arroz integral, quinoa e leite. “Nós estamos apostando que parte dessa ciência vai trabalhar conosco” para tirar a proteína vegetal da periferia e levá-la para o centro [da alimentação], diz ele.


    Para uma nova tendência de comida, sabor ou de saúde se tornar amplamente aceita é necessário que ela atinja comportamentos importantes como a dificuldade em fazer o jantar durante a semana ou o desejo atual dos consumidores de achar que o alimento é natural.
    Na expectativa de interromper a queda nas vendas do iogurte Yoplait, a General Mills, dona da marca, gradualmente está alterando os ingredientes de algumas variedades, tirando os corantes artificiais, o xarope de milho e o aspartame, um adoçante artificial. Ela mudou a embalagem para ressaltar as mudanças. As vendas do Yoplait começaram a se recuperar, provavelmente porque a eliminação daqueles ingredientes atende ao desejo das pessoas pelo que a General Mills chama de “bem-estar proativo”, diz Matt Wilson, gerente de tendências globais da empresa.


    A ideia geral de ser saudável tem se afastado das dietas em favor de uma visão mais ampla, em que as pessoas agora se perguntam: “Estou comendo boa comida? Estou me mantendo ativo? Estou dormindo bem?”, diz Wilson.


    Há três anos, a Campbell’s estava monitorando duas grandes tendências: consumidores mais jovens que queriam sabores mais étnicos e ousados e a necessidade de pratos mais fáceis de preparar para o jantar durante a semana. Para atendê-las, a Campbell’s lançou molhos para jantar que podem ser aquecidos em uma panela ou no forno com um tipo de carne e vêm em uma variedade de sabores como “curry tailandês” e “carne assada”. Os sabores mais vendidos são “diferentes daqueles pelos quais [os consumidores] normalmente optariam, mas não tão diferentes a ponto de causar estranheza ou assustar [o consumidor]”, diz Goodman, diretor de inovação da empresa.


    A companhia agora planeja parar de vender o sabor de molho de carne com bacon e cheddar. “Nós pensamos que o consumidor estava desejando esses sabores mais familiares”, mas certamente eles não são tão excitantes, diz Goodman. A carne de panela com molho marroquino também vai ser descontinuada, provavelmente porque é estranho para consumidor, diz ele. Os sabores de frango marsala, carne assada e curry tailandês estão vendendo bem. “Entre um ensopado marroquino e um curry tailandês você nunca sabe o que vai fazer sucesso”, diz ele. (Valor Econômico)

  • A barbárie institucional no espelho uruguaio: como funciona a cadeia láctea em uma nação civilizada

    16011501As diferenças entre o setor lácteo argentino e uruguaio são espelhos dos contrates entre a barbárie institucional e a civilidade construtiva presente nos dois lados do Rio da Prata. O principal comprador, processador e exportador de leite do Uruguai é a Cooperativa Nacional dos Produtores de Leite (Conaprole). Os responsáveis pela gestão da companhia – que exporta a maior parte de sua produção – criaram um “fundo de estabilização” que permite enquadrar a rentabilidade dos produtores em épocas de baixos preços internacionais. Foi assim durante o primeiro semestre de 2014, com os produtores uruguaios recebendo de 0,45 a 0,46 US$/litro (média mensal), embora, em função dos altíssimos preços internacionais do leite em pó integral, pudessem receber até 0,50 US$/litro. A diferença foi para o “fundo de estabilização”. No segundo semestre de 2014 os preços internacionais do leite em pó começaram a cair, para despencarem, posteriormente. O preço recebido pelo produtor caiu para 0,38 US$/litro. Deveria ter caído mais. Porém a diferença foi coberta pelos recursos do fundo contra a volatilidade. Na Argentina, ao contrário, no primeiro semestre de 2014 os produtores receberam preços mensais médios de 0,34 e 0,37 US$ litro, e no segundo semestre os valores foram 0,37 e 0,38 US$/litro, graças, em boa parte, à defasagem do câmbio oficial. Se fosse considerado o mercado paralelo, os preços não ultrapassariam 0,25 US$/litro. Essa distorção foi gerada porque as autoridades da Secretaria de Comércio Interior – com Augusto Costa e Ariel Langer na chefia – restringiram as exportações de leite em pó quando os preços internacionais do produto alcançaram recordes históricos. 

  • A Fonterra reduziu a previsão de volume de leite da temporada 2014/15

    beneficios do leite para o organismoA nova previsão é 3,3% menor que os 1.584 milhões de kgMS captados na temporada passada, mesmo volume esperado até dezembro de 2014. Miles Hurrell, diretor da cooperativa, disse que a produção diária de leite já está 6,1% menor que neste mesmo período, um ano antes. Os produtores utilizam manejos tradicionais como forma de adequarem os custos da atividade aos baixos pagamentos previstos. “No início da temporada, as excelentes pastagens possibilitaram volumes maiores que a temporada anterior. A situação foi alterada significativamente neste mês. Em algumas regiões, onde a qualidade das pastagens diminuiu acentuadamente desde a segunda quinzena de janeiro, os agricultores estão secando as vacas mais cedo. Também houve queda no fornecimento de suplementos alimentares”, disse Hurrell. A Fonterra confirma que possui estoques para atender compromissos assumidos até agora. No entanto, a oferta de produtos no globalDairyTrade e nos canais de vendas diretas será reduzida. 

  • A importância do jovem líder rural

    15/05/2015

    1604383 636642116371625 825124310 nNo Brasil e no mundo, o grande desafio da atualidade é manter os jovens no campo e capacitá-los para o exercício da liderança, tanto nos negócios como na vida comunitária. Em Santa Catarina, onde vive na área rural 16% da população, desenvolve-se um amplo esforço das entidades ligadas ao agronegócio para a valorização dessa parcela da sociedade catarinense.


    De olho nessa questão, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil criaram o programa CNA Jovem. O programa prepara jovens do meio rural para impulsionar ainda mais o setor agropecuário, que transformou o país de importador a exportador de alimentos, lidera o ranking da produção mundial e sustenta a economia do Brasil.


    O jovem que participa do programa tem oportunidade de ser inserido em discussões de grande relevância para o agro e de ter acesso a pessoas de influência e poder que decidem os rumos do setor. O programa oferece um curso de formação que permite o desenvolvimento pessoal e profissional como líder. O jovem será estimulado a desenvolver desafios práticos voltados para o agronegócio e a propor planos de ação de grande relevância para o seu respectivo Estado.


    A turma-piloto do programa CNA Jovem já passou pelo processo de formação, com identificação de novas lideranças para o agro e de oportunidades de negócios, Inovação no setor, sucessão familiar dos empreendimentos rurais e fortalecimento da imagem do setor na sociedade. O programa oferece 300 horas de formação, que associa o conhecimento das temáticas de interesse do agronegócio com a prática de tomada de decisões. Ao final do processo de formação, serão indicados, como Líderes Jovens da CNA cinco candidatos, que poderão ter seus projetos de negócios implantados em nível nacional e estadual. Eles farão uma visita técnica à China para contatos e aprendizado.


    Na esteira desse programa, a Federação da Agricultura e Pecuária de SC cria neste ano o núcleo Faesc Jovem, que já nasce com quatro empresários rurais que se destacaram no programa CNA Jovem: Jecson Gandini de Campo Erê, Renato Sochdig de Iraceminha, Edson Colombo de Lages e Marlon Duffecky de Monte Castelo. Com formação, arrojo e iniciativa, esses jovens mudam o mundo. (Boletim Faesc)

  • A União Europeia (UE) poderá aumentar em 2% sua produção de leite com fim das cotas

    bandeira ue2Não é novidade prever que a partir de 1º de abril de 2015, encerradas as quotas lácteas, a produção de leite da UE irá aumentar. De fato, existem várias campanhas para o aumento e se o volume não cresceu mais, é pela ameaça de multa. O que não está claro, é de quanto essa produção será acrescida. Segundo a Agritel, consultora de mercados agrários, o incremento deve ser em torno de 2% ao ano, o que quer dizer, que entre 2015 e 2020, o volume estará entre 8 e 10% maior. Este será um crescimento médio para a UE, já que o comportamento entre os países será variado. Nos países do norte o crescimento deve superar a média: na Holanda (+16%), França (+12%) e Alemanha (+20%). A Agritel prevê também aumento de 50% na demanda da China até 2022. E um aumento da volatilidade nos preços. (Agrodigital)

  • ABC dos pequenos produtores rurais

    18/05/2015


    leiteee2A ONU convocou o Brasil para ser o principal provedor de alimentos para o mundo nos próximos vinte anos. Atualmente, 70% dos alimentos consumidos aqui são produzidos por pequenos e médios Agropecuaristas. Esse grupo emprega 77% da mão de obra no meio rural e detém 90% das propriedades registradas. Em compensação, quando medimos a extensão territorial e o faturamento, as contas se invertem: os pequenos e médios produtores ocupam 24,3% da área rural e respondem por 40% do Valor Bruto da produção, segundo o IBGE.
    Apesar das contradições, a participação desses produtores é essencial para que o país supere o desafio de ampliar em larga escala a produção de alimentos para os mercados interno e externo, como também para reduzir o impacto ambiental da atividade rural. Estima-se que a produção de alimentos precisa crescer 60% até 2030 para garantir o suprimento da população global.
    Não será uma tarefa fácil. Para ocorrer esse aumento, alcançar bons níveis de produtividade e reduzir os impactos no meio ambiente, os pequenos e médios agricultores vão necessitar de aporte financeiro e acesso a novas tecnologias. Só assim serão capazes de vencer os desafios impostos, sobretudo nas condições ambientais adversas verificadas hoje: aumento na ocorrência de estiagens e inundações, quase sempre relacionadas às mudanças do clima; perda de polinizadores naturais em decorrência do Desmatamento; erosão e perda de fertilidade do solo. Se nada for feito, os impactos ambientais vão afetar os negócios, induzindo a fuga da mão de obra no campo e o aumento da pressão nos centros urbanos.
    Os impactos negativos já são medidos. Segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, a produção agropecuária brasileira respondeu direta e indiretamente, entre 1990 e 2012, por cerca de 60% das emissões de CO2 e equivalentes do país. Como resultado de problemas climáticos, pesquisadores da Embrapa calculam que a agropecuária brasileira sofreu uma perda de R$ 10 bilhões apenas na safra 2013.
    O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento sustentável (CEBDS), com o apoio do Pacto Global da ONU, acaba de lançar a publicação "Financiamento para Pequenos e Médios Produtores Rurais". O estudo mostra aos pequenos e médios produtores opções de onde e como obter financiamentos para expandir sua produção, melhorar sua qualidade de vida, fazer a gestão ambiental de sua propriedade para se adequar às exigências legais e, ao mesmo tempo, contribuir para tornar o sistema produtivo menos impactante ao meio ambiente.
    De acordo com a publicação, oportunidades não faltam para conduzir pequenos proprietários a dar um salto de qualidade, ingressando em nichos de mercado pouco conhecidos. Há financiamentos disponíveis para adoção de uma série de iniciativas no campo, como, por exemplo, implantação de tecnologias voltadas para a Agricultura e pecuária orgânicas, plantio de florestas comerciais, integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), sistemas de plantio direto, tratamento e aproveitamento de dejetos animais. São modalidades que fazem parte do que vem sendo chamado de Agricultura de Baixo Carbono (ABC).
    A publicação endereçada aos pequenos e médios produtores Rurais reforça o papel fundamental das instituições financeiras privadas e estatais, e destaca a importância do conhecimento técnico para fomentar e dar escala às iniciativas voltadas para a sustentabilidade. (Brasil Econômico)

  • Aberta oficialmente Campanha de vacinação contra febre aftosa do Estado

    07/05/2015

    GD 20150501203547aftosaComeçou nesta sexta feira (01) mais uma campanha de vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul. O ato oficial, foi realizado no município de Três de Maio, na propriedade do produtor Neri Schroer, na localidade de Lajeado Cachoeirinha e contou com a participação do governador José Ivo Sartori e do Secretário da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo.

    A Secretaria da Agricultura e Pecuária vai manter em 100% a aplicação dos recursos de R$ 8 milhões alocados em 2014 para o orçamento deste ano, destinados a aquisição de vacinas contra a febre aftosa para doação. Vão ser distribuídas vacinas gratuitas para produtores com até 30 animais enquadrados no Pronaf e PecFam – o que representa 78% dos pecuaristas. O Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro a doar vacinas contra a Febre Aftosa. Há 13 anos o Estado é livre da doença – último foco foi registrado em 2001. A campanha de imunização segue até o dia 31 de Maio. “É o Estado cumprindo seu papel de garantir a sanidade do rebanho gaúcho, uma vez que cerca de 80% dos pecuaristas estão sendo atendidos pela campanha” , disse o governador Sartori.

    “É importante salientar que com este cumprimento dos recursos orçamentários, sem sofrer cortes, vamos atender a ampla maioria dos proprietários de bovinos do RS. Demos o pontapé inicial para a campanha, que, temos convicção, será bem sucedida. o produtor precisa estar atento as medidas de defesa sanitária e vacinar adequadamente o seu rebanho. Precisamos concentrar esforços no sentido de avançar em nosso status sanitário”, afirma o Secretário da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo.(Secretaria da Agricultura)

  • Acordos com México agradam setor produtivo

    27/05/2015

    A decisão de ampliar as negociações comerciais e a assinatura de um acordo para facilitar investimentos com o México atendem em grande medida demandas do setor produtivo e dos empresários brasileiros por uma atitude mais ousada do Brasil nas relações com outros países.

    Os principais documentos acertados ontem entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente Enrique Peña Nieto buscam intensificar as trocas comerciais entre os países com tarifas reduzidas e dar mais estabilidade e segurança às empresas para investir, pleitos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ¬ embora a instituição também queira outros passos, como crédito para empresas que investem no exterior e medidas que evitem a bitributação.

    Entre os documentos firmados ontem, o mais importante foi o acordo de cooperação e facilitação de investimentos (ACFI), para dar mais estabilidade às companhias brasileiras e mexicanas e tentar evitar controvérsias. A expectativa do governo é que isso dê mais segurança aos investimentos já existentes e ajude a atrair mais recursos para os dois países. O México tem US$ 23 bilhões investidos no Brasil, havendo US$ 2 bilhões de investimentos brasileiros na economia mexicana. Ao falar das relações com o México, Dilma disse que é fundamental uma aproximação maior entre os dois países, as duas maiores economias da América Latina, que contam com grandes populações e grandes territórios. "Brasil e México não podiam ficar de costas um para o outro", afirmou ela.

    O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, afirmou que os dois países estão reinventando as suas relações, e que os acordos assinados "modernizam e atualizam o marco regulatório" do relacionamento. Na visita de Estado da presidente Dilma, os dois governos firmaram ainda um acerto sobre serviços aéreos, para aumentar o número de voos entre os dois países. México e Brasil assinaram ainda memorandos de entendimento nas áreas de cooperação turística, de pesca e aquicultura, de conservação e uso sustentável de recursos naturais e um documento entre o BNDES e o Banco de Comércio Exterior do México.

    Por fim, os dois países acertaram o reconhecimento mútuo da cachaça e da tequila como designações próprias e produtos típicos do Brasil e do México. Um dos objetivos do acordo é prevenir "o uso indevido dessas designações", segundo nota do Itamaraty. (Valor Econômico)

  • Agenda positiva do setor lácteo é prioridade do Secretário de Agricultura, Ernani Polo

    Em seu discurso nesta terça-feira, 6, durante a solenidade de transmissão de cargo de secretário de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, afirmou que uma de suas prioridades será a construção de uma agenda positiva para o setor lácteo gaúcho para mostrar a qualidade dos produtos aqui produzidos, bem como a importância do aumento de consumo de leite e seus derivados. A solenidade ocorreu no pátio da Secretaria da Agricultura com a presença de mais de quinhentas pessoas entre autoridades, produtores rurais, políticos e imprensa. A transmissão de cargo foi prestigiada pelo presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, o vice-presidente, Raul Amaral e o secretário Executivo Darlan Palharini. Após a cerimônia, Guerra agendou uma reunião como o novo secretário para tratar de uma agenda de trabalho para o setor lácteo. Polo disse que sua gestão será baseada no diálogo com todos os setores, com espírito de solidariedade para enfrentar as dificuldades econômicas do Estado. Acrescentou que a agricultura é um dos pilares da economia brasileira.

  • Agicultura

    KATIA ABREUA ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que pretende “reajustar a metodologia” da Política de Garantia de Preços Mínimos para todos os produtos agrícolas. A mudança deve ocorrer após a realização de estudo envolvendo universidades e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (Jornal do Comércio) 

  • Agricultores tem até 06 de maio para regularizar situação ambiental da propriedade

    30/04/2015


    6Agricultores familiares de todo o Brasil têm até o dia 06 de maio para preencher o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e continuar acessando políticas públicas e créditos do Governo Federal. O Cadastro é obrigatório e gratuito e tem como finalidade reunir informações ambientais dos imóveis rurais para compor uma base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e de combate ao desmatamento.


    A estimativa é de que 5,6 milhões de propriedades rurais façam o Cadastro. Segundo o assessor da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marco Pavarino, o agricultor pode ser punido caso não preencha o registro. “Se ele não tiver preenchido o CAR até a data limite, ele estará descumprindo uma determinação da lei. O fato de ele não estar no Cadastro significa que ele será, inclusive, multado por alguma infração ambiental que ele já tenha. Entrar no CAR significa que ele está regularizando a situação ambiental da propriedade dele”, diz.
    O CAR, ferramenta do Ministério do Meio Ambiente, é preenchido uma única vez pelos agricultores, que podem acessar novamente o sistema caso haja alguma atualização a ser feita. O registro deve ser feito pela página do sistema na internet – caso o agricultor não tenha acesso, pode preencher de forma offline e salvar as informações no computador, pen drive ou DVD. O produtor deve entrar no link, baixar o programa e seguir as instruções – o próprio sistema fornece as imagens de satélite do imóvel rural.

    Ainda de acordo com Pavarino, o Cadastro Ambiental Rural traz informações sobre as áreas de proteção ambiental da propriedade (área de preservação permanente, reserva legal e de uso restrito). Todos os agricultores devem preencher o cadastro, sejam pequenos, médios ou grandes produtores.

    “Todos os agricultores devem preencher o CAR, mas os agricultores familiares têm direito a um apoio do poder público para que as propriedades deles sejam inseridas no Cadastro. O MDA está apoiando os agricultores familiares, via Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) ou capacitação, para que os agricultores familiares possam ser inseridos no cadastro”, comenta.

    Apoio à agricultura

    Para incentivar os agricultores a preencherem o Cadastro, foi criado o Programa de Regularização Ambiental (PRA), que oferece benefícios aos produtores. “Esse Programa só pode ser feito quando o agricultor se cadastrar. Aderindo a esse programa, ele tem alguns benefícios, como ter assistência do poder público, não ser multado em algumas situações e suspender as multas que eventualmente ele tenha”, explica Pavarino.

    O MDA disponibilizou um arquivo com o passo a passo para preenchimento do CAR, que pode ser acessado clicando aqui.

    As informações são do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

  • Agricultura familiar deverá ter plano com mais recursos

    15/04/2015

    Não é apenas a chamada "agricultura empresarial" que pressiona o governo a antecipar o anúncio das condições de contratação de crédito rural na safra 2015/16, que começa em julho. A agricultura familiar também está ansiosa para saber o que Brasília lhe reserva para a novo ciclo, e se movimenta para tal.

    Em encontro marcado para essa quarta-feira no Palácio do Planalto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) fará a sua parte: pedirá à presidente Dilma que os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sejam ampliados para R$ 30 bilhões. O jornal Valor Econômico apurou que a o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), responsável pelo Pronaf, vislumbra um volume mais conservador, de R$ 28 bilhões. Em 2014/15, foram R$ 24 bilhões.

    Como no caso dos grandes, os pequenos agricultores também têm perdido o sono por causa da tendência de aumento dos juros que serão oferecidos pelo governo na concessão dos empréstimos para o segmento. O Ministério da Agricultura considera que a taxa média das linhas de crédito rural para a agricultura empresarial deverá subir para 8% ou 8,5% ao ano, ante o patamar de 6,5% de 2014/15. As taxas tanto do Plano Safra quanto do Pronaf são preferidos pelo mercado pois contam com juros equalizados pelo Tesouro - logo são menores que os juros livres, que não têm subsídios.

    No caso da agricultura familiar, o MDA entende que as taxas de juros aplicadas em linhas para custeio e investimento para demandas menores de crédito poderão ser mantidas. É o caso de empréstimos pelo Pronaf que envolvem limites baixos de financiamento: até R$ 10 mil com juros de 1,5% ao ano e entre R$ 10 mil a R$ 30 mil com juros de 2% (ambos para custeio) e até R$ 10 mil para investimento a taxas de 1% ao ano. Os técnicos da Pasta em contato com a Fazenda dizem que essas taxas deverão permanecer.

    Já para limites maiores de financiamento, o mais provável é que as linhas do Pronaf sofram a mesma alta de juros (de 2 a 2,5 pontos percentuais) que deverá atingir as opções do crédito rural empresarial: os empréstimos que superarem o total de R$ 30 mil (e até R$ 100 mil) para custeio poderão ter a taxa elevada de 3,5% para 5,5% ou 6%, e os que tiverem valor superior a R$ 100 mil (e até R$ 300 mil) para investimento (Pronaf Mais Alimentos) devem ter juros ampliados de 2% para 4,5% ou 5%.

    O MilkPoint já citou o Pronaf como opção de crédito rural nessa matéria de março.

    O Pronaf Mais Alimentos hoje figura entre as linhas com maior desembolso e financia maquinário agrícola a juros mais baixos que os praticados pelo mercado. "É provável que essa linha também não fuja do aumento de juros", revelou uma fonte do governo que participa das discussões em torno do programa.

    Alberto Brochi, presidente da Contag, reconhece a realidade de ajuste fiscal proposto pelo governo e o ritmo mais lento da economia, mas diz que a entidade, aliada a outros movimentos sociais ligados ao campo, insistirão para que não só os recursos continuem aumentando como os juros fiquem exatamente onde estão.

    "Queremos que a presidente Dilma negocie com o ministro Patrus Ananias [MDA] para que a agricultura familiar conte com R$ 30 bilhões no Pronaf. Vamos pedir para não aumentar juros nem para linhas de menor valor, nem para as de limite maior", destacou Brochi. Mas, antes de o governo encerrar as discussões sobre o Pronaf, primeiro precisará colocar um ponto final nas condições do novo Plano Safra da agricultura empresarial, que deverá ser anunciado até meados de maio. Na semana passada, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, adiantou que a Pasta trabalha para que o Plano conte com R$ 176 bilhões em recursos. Na temporada passada (2014/15), foram R$ 156 bilhões ¬ dos quais R$ 112 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para os programas de investimento.

    Nassar informou, ainda que a prioridade é de "no mínimo manter" o montante com juros subsidiados pelo Tesouro para custear a safra 2014/15 (R$ 89 bilhões). No total, os recursos com juros controlados somaram R$ 132,6 bilhões no atual Plano Safra, que terminará no próximo mês de junho. Entram na conta dos juros controlados os subsídios que o governo banca para que as taxas ofertadas no crédito rural sejam mais baixas. Entretanto, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já repetiu reiteradas vezes que o volume total de recursos destinados à equalização de juros deverá cair nos próximos anos. O jornal Valor Econômico apurou que o Tesouro gastou mais de R$ 10 bilhões para equalizar as taxas de juros do crédito rural no atual Plano Safra.

    Entretanto, Nassar admitiu que só será possível alcançar os R$ 176 bilhões com cerca de R$ 20 bilhões em recursos a juros livres, que contam com recursos próprios de instituições como o Banco do Brasil ¬ líder no desembolso de crédito rural no país, com 64% do mercado. O BB liberou R$ 53 bilhões entre julho de 2014 e 27 de fevereiro deste ano ¬ uma alta de 12% frente aos R$ 47 bilhões registrados no mesmo intervalo da safra 2013/14.

    O Banco do Brasil, entretanto, enfrenta um problema decorrente do atual cenário composto por juros altos, dólar valorizado e economia brasileira em ritmo desacelerado: insuficiência de recursos de depósito à vista e poupança rural, as tradicionais fontes de crédito rural, para liberar financiamento de pré¬-custeio para a safra, como disse ao jornal Valor Econômico seu vice¬-presidente de Agronegócio, Osmar Dias.

    Segundo ele, a demanda atual por esse crédito é da ordem de R$ 7 bilhões e para atendê¬la o banco já está ofertando outra linha, com juros livres, embora a juros de 9,5% (maiores que os 6,5% do pré¬custeio com juros equalizados). Produtores rurais vêm reclamando de que o banco não está concedendo esses empréstimos, usados geralmente de abril a junho para custear a compra de insumos agrícolas.

    A ministra Kátia Abreu, no entanto, informou terça-feira (14), ao sair do Ministério da Fazenda, acompanhada pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda), que ainda hoje serão anunciadas novas regras para garantir oferta de crédito para o pré¬-custeio. " O pré¬custeio será anunciado amanhã. Acabamos de decidir: serão R$ 7 bilhões pelo BB para agricultura geral [todos os portes de empresários] e mais R$ 2 bi pela Caixa que serão ofertados dentro do Pronamp [linhas de crédito para médios produtores] a juros menores". Ela não informou, porém, quais serão os juros. (Valor Econômico)

  • Agricultura: Kátia Abreu quer ampliar comércio exterior

    KATIA ABREUUm novo planejamento para o setor de defesa agropecuária deverá ajudar o agronegócio brasileiro a ampliar suas exportações, avaliou nesta segunda-feira a nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu, em seu discurso de posse. Nos últimos anos, a escassez de recursos tem dificultado o trabalho dos fiscais agropecuários, responsáveis por garantir a qualidade de produtos brasileiros fundamentais para o resultado da balança comercial brasileira, especialmente carnes e grãos. "A efetivação do planejamento de defesa agropecuária vai consolidar nossa participação nos mercados nos quais já estamos e também facilitar o acesso a outros mercados. Ampliar o comércio exterior vai ajudar o Brasil a crescer", disse Kátia, ao receber o cargo de seu antecessor, Neri Geller.

  • Agronegócio brasileiro exportou US$ 6,77 bilhões em dezembro

    Entre janeiro e dezembro de 2014, o montante alcançado foi de US$ 96,75 bilhões. As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a cifra de US$ 6,77 bilhões em dezembro de 2014, o que representou um aumento de 5,9%, em relação ao mesmo mês de 2013, quando foram registradas exportações de US$ 6,39 bilhões. De acordo com nota da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), os produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para o crescimento do resultado do mês, além de terem representado 71,2% da pauta exportadora. Em dezembro do ano passado, as vendas externas foram lideradas pelo setor de carnes, que atingiram o montante de US$ 1,46 bilhão, aumento de 3,8% no valor exportado. A carne de frango foi o item mais exportado, com US$ 653 milhões, crescimento de 5,9%. Em segundo lugar está a carne bovina, com exportações que somaram US$ 636 milhões, aumento de 2,9%. Já a carne suína foi o terceiro item do setor e teve crescimento de 5,3%, com receita de US$ 105 milhões. O complexo sucroalcooleiro ficou em segundo no ranking das exportações do agronegócio de dezembro, sendo que o açúcar fechou o mês com US$821 milhões. Já para o álcool, a cotação média da tonelada ficou em US$ 710, valor 6,4% menor do que de dezembro de 2013. Apesar disso, a quantidade exportada do produto avançou 38%, fechando em 106 mil toneladas, o que resultou em uma receita de US$ 76 milhões, aumento de 29,2%. Em terceiro lugar no ranking estão os produtos florestais. O aumento de 12,3% na quantidade exportada pelo setor impediu a queda da receita, que foi de US$ 873 milhões, aumento de 0,3% em comparação ao mesmo período de 2013. No setor, papel e celulose fecharam o mês com US$ 610 milhões e madeiras com US$ 263 milhões. Cereais, farinhas e preparações ficaram na quarta posição do ranking de exportações de dezembro, somando US$ 768 milhões, o que representou crescimento de 12,2% em relação ao mesmo período de 2013.

  • Ajuste Fiscal: O que já foi aprovado na Câmara Federal

    15/05/2015
     

    MP 665:

    imagesSeguro-desemprego: o empregado terá que ter trabalhado por, no mínimo, 12 meses consecutivos para ter direito ao benefício pela primeira vez; na segunda, serão exigidos nove meses de trabalho e, nas demais, seis meses ininterruptos antes da demissão. Antes da MP, bastavam seis meses de trabalho em qualquer situação. 

    Abono salarial: para ter direito ao benefício, o trabalhador terá que comprovar pelo menos 90 dias de carteira assinada; antes, bastavam 30 dias. 

    Seguro defeso: restringe o acesso dos pescadores artesanais ao benefício durante a piracema. 

    MP 664: 
    Altera as regras de pensão por morte, definindo carências e tempo de recebimento conforme a faixa de idade do beneficiário. Por meio de emenda, a Câmara aprovou uma alternativa ao fator previdenciário para aposentaria, a fórmula 85/95, que leva em conta idade e tempo de contribuição para concessão do benefício. 

    MP 669: 
    Ainda não foi votada. Aumenta as alíquotas de contribuição das empresas sobre a folha de pagamento

    Com as três emendas, o governo pretendia fazer uma economia de R$ 18 bilhões, mas já abriu mão de cerca de R$ 3 bilhões com as modificações feitas pelo Congresso Nacional nas MPs 665 e 664. (Jornal do Comércio) 

     

     

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